Oie! Aqui trazendo a última parte do conto e vindo dizer que não, a história em si ainda não acabou, mas o primeiro arco sim. Pretendo trazer mais dois arcos com três contos em cada, como funcionou nesse primeiro, mais isso pode aumentar ou diminuir dependendo da opinião de vocês sobre eles e a minha criatividade rsrs Espero que gostem!
Caído do Céu - Parte 3 (Final)
— Você nunca chegou a ter outros filhos? — Jhony perguntou com um pouco de receio, tinha medo de ser um ponto muito delicado para ser tocado, porém quando soube de como as coisas eram naquela dimensão algumas dúvidas como aquela surgiram em sua mente.
Clark olhou para o chão abaixo de ambos, o mar ao longe e as montanhas a vista, uma visão estonteante que apenas aqueles que podiam voar conseguiam ter. O mais velho pensou mais um pouco antes de decidir responder a pergunta de seu filho interdimensional ou qualquer que fosse a classificação correta para o que Jonathan era.
— Eu sempre quis ser pai, meu sonho era ter um filho ou filha para poder contar a história da nossa família e de Krypton, poder passar o legado da Casa de El. Quando o Jonathan nasceu foi um dos dias mais felizes da minha vida e talvez apenas Lois soube o quanto eu o amei. — O Homem de Aço deixou que lágrimas descessem por sua face e desaparecerem com o ar cortante que existia ali em cima. — Quando eu perdi ele… — Ele parou por um segundo. — Acho que não há sentimento pior do que perder um filho.
Jhony cerrou o punho e olhou para Superman com seriedade.
— Não é justo que o assassino continue solto por aí, ele precisa ser pego.
— Ele merecia estar morto.
O visitante olhou para o homem à sua frente e ficou surpreso, nunca imaginou que algum dia pudesse ver seu pai, ou algo parecido com ele, desejar a morte de alguém.
— Eu quase o matei, se deseja saber. Estive tão próximo de vingar meu filho enquanto aquele maluco ria como se estivesse em uma piada mortal, por um momento cheguei ao ponto de me tornar tão baixo quanto ele. — Ele suspirou e secou as lágrimas. — Até hoje não sei se foi uma dádiva ou um erro ter seguido o conselho de Bruce em levar ele até o Arkham naquela noite.
Superboy pensou naquela tragédia e em como as coisas podiam ser tão diferentes.
— Tenho certeza que ele precisa ser preso, mas os ideais que meu pai me ensinou sempre foram de justiça e do heroísmo, nunca matar, nunca se achar acima da lei ou como uma espécie de juiz absoluto que pode fazer o que bem entende. Acho que você acabou seguindo seu próprio conselho.
Clark sorriu para o jovem e apertou seu ombro.
— Obrigado Jhony, foi bom poder ter essa conversa. Agora precisamos voltar, talvez já tenham uma ideia de como te levar de volta para a sua dimensão, tenho certeza que os seus pais sentem tanta falta sua quanto eu sinto do meu Jonathan.
*
dimensão paralela
Batgirl aterrissou no topo do prédio e recolheu o gancho que possibilitou sua escalada até ao ponto mais alto de Gotham, a grande construção era a sede das Empresas Wayne e dali ela podia visualizar toda a cidade. Ao longo do área urbana, na área sudeste da cidade ela podia ver as chamas e as cenas distante de luta com aviões a jato e tanques de guerra.
Mary pegou o binóculo e visualizou a cena com mais clareza. Um grande tubo de explosão permitia a entrada de pandemônios vindos direto Apokolips com ordens diretas do senhor do caos, Darkseid. Ele devia ter alguma plano bem elaborado, algo pronto para o planeta que sempre representou problemas para ele, entretanto no momento tudo o que os lacaios dele traziam era destruição desordenada por todo o globo.
Porém, no meio de tudo aquilo e de tamanha confusão ela se preocupava com outra coisa, com Will. Mary esperava desesperadamente que ele estivesse bem e vindo no ponto de encontro como ela havia explicado estritamente mais cedo. A Wayne sentia que seu coração podia sair pela boca a cada segundo em que ele demorava para aparecer e ela vasculhava cada telhado, rua e caminho com o binóculos à procura dele.
Suspirou aliviada quando ouviu um baque as suas costas ele apareceu, o capuz esverdeado sujo com sangue fresco, mas ainda assim aparentemente bem. Ela correu e o abraçou, checou cada parte do corpo dele em busca de uma ferida, corte ou osso quebrado. Sorriu ao perceber que ele não tinha nenhum ferimento grave.
— Calma morceguinha, eu consigo dar conta de mim mesmo, apenas bati a cabeça enquanto fugia de um batalhão de pandemônios, as flechas haviam acabado, mas o grito do canário me ajudou no último segundo. — Ele lançou a ela um sorriso de canto no intuito de aliviá-la de qualquer tremor, mesmo assim ela começou a chorar.
— Eu fiquei com tanto medo, pensei que tivesse te perdido, não consegui contatar mais ninguém e… — Ela engasgou com as próprias palavras, normalmente a filha do Batman não era assim, mantinha a clareza de mente e a racionalidade como seu pai a havia ensinado há muitos anos atrás, mas a ideia de perder Will havia consumido seus pensamentos.
O loiro colocou uma mão sobre a bochecha dela e acariciou naquele local com uma ternura que era distante de sua personalidade ácida.
— Não precisa se preocupar tanto assim Wayne, eu estou bem, apenas volte a ser a menina forte que eu conheço, certo?
Ela acenou com a cabeça e colocou a mão em cima da dele antes de ajudá-lo a se levantar.
— Conseguiu falar com os outros? Eu perdi contato com todos, como havia dito, espero que tenha tido mais sorte. — Ela explicou.
— Não, aquelas coisa estão destruindo os satélites no espaço e as linhas de comunicação aqui em terra, também não consigo mais falar com ninguém. Quando foi a última vez que falou com a equipe? Sabe onde estão?
— Os gêmeos Allen estão correndo pelo mundo enquanto ajudam os civis, o Júnior foi para o batalhão de frente no costa oeste, o anel energético vai ser útil lá, Meena ainda estava em Atlantis quando falei com ela pela última vez, está ajudando a conter os pandemônios por lá já que parece que a invasão está sendo terrível. Da última vez que falei com o Jhony ele estava indo ver a mãe dele, não me disse o motivo, mas espero que ele volte logo, precisamos dele.
— Eu também espero, com todos os heróis da Terra espalhados o planeta está mais frágil e precisamos de toda a ajuda possível.
jovens da justiça o que vcs achariam de ir para uma outra dimensão, onde existem outros filhos da liga?
Mary: Depende, de que filhos estamos falando? Eles são do bem? Ou algo estilo Lordes da Justiça? Você precisa ser mais específico, se eles forem do bem a gente poderia até ir nessa tal dimensão.
Will: Concordo com a morceguinha, depende muito da dimensão.
Will: É bom, ele era distante na nossa infância, mas compensou por agora. Foi ele também que me ensinou a usar o arco, uma das coisas que eu mais amo. Eu não fiquei tão ressentido por ele ter focado mais em ser um herói como a Mia ficou, acho que porquê eu também sou muito centrado nisso.
Will: Sim, eu e minha irmã herdamos essa habilidade da nossa mãe, embora para mim isso demande muita energia física, então eu uso apenas como último recurso.