Queria saber como andam as coisas na dimensão da mary e do will, a mary já foi perdoada? já voltou para gotham?
Mary: Bom, eu não voltei para os Jovens da Justiça, mas vim para Gotham sim. Eu estou saindo em rondas sozinhas pela cidade, algumas vezes com o Robin. Apenas tentando colocar a minha cabeça no lugar.
Aqui está o conto da Mary e do Damian que eu prometi!
Eu espero que vocês gostem do resultado e de ver mais um pouquinho desses dois, mesmo que não em bons termos kkkkkkk
Beijinhos <3
b a t c a v e r n a
Mary sentou-se na cadeira em frente ao batcomputador com um leve suspiro tentando comprimir a dor no tornozelo torcido. A heroína segurou um xingamento quando tentou tocar o membro ferido para verificar o quanto havia se machucado, apenas comprovando o que Will havia dito a ela mais cedo, que deveria ficar alguns dias longe das missões em campo e das rondas. Para a Wayne aquilo seria um saco, mas era um dos brindes que vinham com a “profissão”.
Ela retirou a máscara e bagunçou o cabelo castanho que ficava na altura dos ombros, sem qualquer meta de tentar arrumá-lo no momento. Na verdade, colocou a senha no computador da caverna e passou pelos procedimentos de segurança antes de abrir o mapa de Gotham, ela tinha que descobrir para onde a filha da mulher Gato havia ido e qual provavelmente seria o próximo assalto da mesma, assim os Jovens da Justiça estariam um passo à frente da ladra. Quem sabe até conseguiriam algumas pistas dos novos amigos dela, a Sociedade da Injustiça.
A Wayne virou-se na cadeira apenas quando notou uma das entradas da batcaverna se abrir, dando espaço para o jato do pai dela entrar na base subterrânea. Para a surpresa dela não foi Bruce quem saiu de dentro e sim Damian, com um sorriso de divertimento quando viu a surpresa nos olhos da irmã.
– O nosso pai deixou você usar o jato? – Ela questionou surpresa e também com um pingo de ciúme, já que o Wayne mais velho nunca havia deixado ela nem chegar perto do jato. Ver Damian dentro dele mexeu com um pequeno vulto de raiva dentro dela.
– Não. – O antigo Robin respondeu sem um pingo de vergonha na cara. – Eu decidi que precisava para chegar mais rápido aonde queria ir por isso peguei emprestado.
– Você não teria tanta audácia!? – A pergunta se misturou com a exclamação de Mary quando ela ouviu as palavras do irmão. – O papai vai ficar puto quando descobrir que você pegou o jato, na verdade, ele com certeza já sabe e já está puto com você.
– Relaxa Mary! – Damian se aproximou tirando a jaqueta de couro e jogando a roupa sobre o grande teclado do computador. – Isso tudo vai ser meu um dia mesmo. – Ele exclamou gesticulando para todo o local onde os dois se encontravam. – Quando eu for o Batman.
A garota revirou os olhos para tanta confiança e ego embutido em uma pessoa só.
– Isso ainda vai levar anos e pode ter certeza que o papai não vai deixar qualquer um assumir o manto dele… – Ela respondeu desistindo daquela conversa e voltando sua atenção para o batcomputador, porém seu irmão não parecia interessado em terminar o assunto tão facilmente.
– Eu não sou qualquer um… – Um tom frio e sombrio se apoderou de Damian e de seu tom de voz, fazendo Mary engolir em seco e se lembrar de quem havia criado ele durante os primeiros anos de sua vida até ele vir morar com Bruce.
– Não, você não é. – Ela o olhou nos olhos, não deixando ele intimidá-la. – Mas se realmente quiser ser o Batman ainda vai ter de ralar muito e aprender a deixar de fazer atitudes fúteis como ter pegado o jato sem realmente pedir. Afinal, para onde você foi?
Ele levou alguns segundos para responder, como se estivesse indeciso se realmente deveria dar a resposta a Mary, por fim Damian resolveu dizer a verdade.
– No Himalaia… – Soou quase como um sussurro e veio com um pingo de culpa, coisa que era difícil alguém ver vindo de Damian Wayne, mas ele sabia que ele assunto era delicado, não para ele, mas sim para ela.
– Você foi vê-la de novo, não foi? – Não era realmente uma pergunta, porque parte dela já sabia a resposta, mas precisava ouvir mesmo assim.
Mais uma vez ele hesitou.
– Ah Mary, você precisa parar de me julgar, ela é nossa mãe…
– Sua, ela é sua mãe! – Mary falou já se virando para a tela novamente. Com uma onda de raiva tomando conta dela, principalmente por conta daquela mulher, a assassina que havia dado à luz a ela, mas não se dera ao trabalho de olhar para Mary duas vezes antes de dá-la. A Wayne sabia que sua vida tinha sido mil vezes melhor por conta disso, por ter sido criada com seu pai e não com o treinamento que Damian teve, mas mesmo assim… ainda sentia o peso da rejeição dela sem nem ao menos tê-la encontrado uma vez na vida. – E você sabe que não deveria, em hipótese alguma, continua se encontrando com ela.
Ela podia sentir os olhos cheios de piedade dele sobre si mesma, outra coisa rara de ver Damian demonstrar, piedade. Mas estava ali o tempo todo, enfiada debaixo dos músculos, da brutalidade e da frieza dele.
– É diferente, você sabe que é, ela pode ter te… – Ele não teve coragem de terminar a frase, pois sabia que a magoaria mais ainda. – Mas ela é minha mãe e eu não consigo dar as costas para ela, não depois de Nanda Parbat, não depois de tudo…
Mary suspirou e colocou o rosto entre as mãos enluvadas antes de exprimir um gemido de raiva. Virou-se para o irmão e só não se levantou para ficar mais próxima da altura dele por conta da dor que dominava seu tornozelo.
– Ela pode sim ser sua mãe, ela pode ser… – Sua garganta secou antes que ela dissesse o resto. – Ser a minha mãe também… mas você sabe que Talia não é só isso, ela é Nanda Parbat, ela é a Liga dos Assassinos, ela é nosso avô. Por isso pense bem se você vai mesmo continuar se encontrando com ela, porque não será só a mim que você irá magoar, isso se problemas maiores não vierem além de pessoas tristes com você.
Ela disse por fim e ele fechou a cara, evidentemente sem algo para rebater ou talvez estivesse sem a coragem de antes. Por isso Damian apenas pegou a jaqueta e saiu batendo os pés até as escadas que o levariam para fora da caverna. Mary suspirou se esparramando na cadeira, cansada daquele assunto e de tudo que estivesse relacionado com a maldita Talia al Ghul. Mary olhou para a tela do computador mais uma vez e percebeu que não tinha mais cabeça para tentar fazer os próximos passos da vilã que estava caçando com sua equipe.
Mary pegou o celular e foi até o contato que queria, levou alguns poucos segundos para que ele atendesse.
– Will? – Ela perguntou tentando não mostrar nenhuma falha por sua voz, pelo menos não naquele momento. – Você tem tempo para conversar?
will e mary qual foi a primeira missão de vcs dois juntos?
Mary: Foi na época em que nós dois começamos a atuar sem nossos pais e em dupla, impedimos o filho do Senhor Frio de roubar uma loja de químicos. Nos saímos muito bem para uma primeira missão.