iii. slow poison.
DATA: 11/10/2020; PLOTDROP: It’s time to fight; FEAT.: No one.
O desespero completo era inevitável em meio ao caos em que se encontravam. Havia uma pequena chance de que tudo desse certo para a equipe de semideuses e criaturas que lutavam bravamente para defender o instituto, mas essa centelha de esperança morria a cada minuto que passava. Robin, sendo filha da personificação da Morte, sentia a aura de mortuária que recobria o Olympus por conta das pessoas cujos fios de vida estavam para ser cortados pelas Moiras. O ar estava pesado e ela se sentia sufocada, além da preocupação com os amigos mais próximos que poderiam estar correndo tanto perigo quanto ela. O pensamento de que a qualquer momento uma tragédia poderia acontecer rondava sua consciência, e a Kwon era tomada por um medo interno de perder aqueles a quem amava. No entanto, continuava a lutar.
Havia saído para os corredores principais, em busca de pessoas que precisassem de ajuda ou que estivessem sendo atacadas massivamente. Não havia tido tempo de se comunicar com os amigos para saber onde estavam — sabia que muitos deles estavam usando as redes sociais para manter uma linha de pensamento e planos de ação, mas a mulher ainda não havia tido tempo para pegar no celular, já que a qualquer momento um novo ataque poderia se abater sobre si. As adagas bem presas nas mãos ajudavam-na a se resguardar conforme avançava pelo interior do edifício, os olhos atentos a qualquer movimentação estranha que pudesse levá-la a cair em uma armadilha. Foi em uma intersecção entre corredores que a filha de Tânatos foi interceptada por uma dupla de górgonas. As mulheres-serpente vinham cada uma de uma direção, cercando a semideusa de uma forma que a deixou num mínimo desespero. Mas ela era forte, sabia se cuidar muito bem. E tinha ajuda, é claro.
Com um movimento de mão, a Kwon invocou dois esqueletos que subiram direto do chão, espectrais de início, mas que se solidificaram assim que seus pés bateram sobre a superfície do piso. Não precisou efetuar nem um comando para que eles atacassem a górgona da esquerda, enquanto ela mesma jogava-se contra a da direita. Evitava olhar nos olhos da criatura, uma vez que tinha certeza de que ela poderia petrificá-la facilmente. No lugar disso, fixava-se no pescoço e busto expostos, numa coloração de verde e com escamas específicas de cobras. As adagas da filha de Tânatos cortaram o ar, efetuando um corte limpo na primeira górgona, que a chicoteou com sua cauda. A mulher saltou, desviando daquele ataque, apenas para conseguir enfiar uma das lâminas no peito da oponente. Um grito agudo escapou da criatura quando Robin puxou a lâmina de volta, extraindo sangue, e, ao mesmo tempo que o monstro caía, ela ouvia os esqueletos se desfazendo diante de um ataque do outro monstro.
A Kwon lançou-se contra a segunda oponente, buscando subjugá-la com rapidez para que continuasse em seu caminho. Contudo, as garras da mulher-cobra desferiram um corte superficial em seu braço, a filha de Tânatos sentiu o sangue quente escorrer pelo membro acompanhado pela dor aguda. Cerrou os dentes, apertando com força para não gritar, e passou a lâmina da própria adaga pelo pescoço da criatura. A górgona tentou se defender com a cauda, mas o corte foi limpo e ela caiu, degolada. Só então a mulher se permitiu cambalear, segurando o braço com a outra mão; tentava estancar o sangue até conseguir um local mais escuro, a fim de se curar sozinha. Mas o caos ainda continuava a despontar pelo instituto.













