O tempo vivido com carinho, não importa muito o destino: quando se faz algo que é para o bem, para nós sempre será uma grande libertação. Hoje, é noite fria, quando não se faz muito barulho, dá pra ouvir o soar forte que vem de dentro . Isso é conhecido! Fugir, Porque? Pra que? Temos que deixar fluir o som e extrair dali algo que nos inspire a continuar. Muitas vezes temos medo. Não queremos ouvir, seguir ou permitir. Ficamos presos no que passou, em um problema com nós mesmos e acabamos por impedir que saia o cântico para que outros ouçam. Saber deixar ser encontrado, consentir a musicalidade, reconhecer no peito todas as notas, deixar-se compor uma nova canção; é algo que só acontece com quem quer dançar o balanço que sai do coração. Porém esse tipo de cantiga, não se pode ser cantada para quem de fato não aprecia. Essas músicas só devem embalar outros corações que ecoam tão suaves quanto os nossos. Só quando há reciprocidade no sentir. Aí... quando se acha um par para dançar, só resta seguir percurso sem medo de ser feliz. Com prudência, gentileza e um toque exato de afinação. Fazendo o bem, não só para quem nos ver bem, mas principalmente para quem sabe admirar a sua criação. Então, que cantemos uma nova canção , mas que não percamos o dom de distinguir quem de fato faz questão de contemplar a nossa melodia.













