✦ Nome do personagem: Bae Suji. ✦ Faceclaim e função: Seola - WJSN. ✦ Data de nascimento: 23/11/1994. ✦ Idade: 28 anos. ✦ Gênero e pronomes: Feminino, ela/dela. ✦ Nacionalidade e etnia: Coreia do Sul, sul-coreana. ✦ Qualidades: Atenciosa, graciosa e simpática. ✦ Defeitos: Desatenta, instável e ansiosa. ✦ Moradia: Tartaros. ✦ Ocupação: Psicóloga Infantil. ✦ Twitter: @TT94BS ✦ Preferência de plot: ANGST, CRACK, FLUFFY, HOSTILITY, ROMANCE, SMUT. ✦ Char como condômino: Considerada como uma mulher com feições sérias, Suji é na verdade uma vizinha amigável e atenciosa, sendo impossível não manter uma relação cordial com as pessoas que a cercam.
TW’s na bio: abuso psicológico, relacionamento tóxico.
Biografia:
23 de novembro de 1994, Seogwipo, Jeju.
O dia tão esperado para o nascimento da segunda filha mulher do casal Bae havia finalmente chegado, em meio ao tempo chuvoso, típico dessa época do mês na ilha de Jeju, mais especificamente em Seogwipo. Hyopyo, o patriarca da família, ainda que não fizesse muita questão, internamente torcia para que um filho homem nascesse para ajudá-lo a dar continuidade nos negócios da família, mas aparentemente nasceu para ser pai de meninas. Suji possuía apenas dois anos de diferença para sua irmã mais velha que a tratava como sua boneca, brigando se as primas próximas quisessem segurar sua irmã no colo ou brincar com ela. Desde cedo, as duas eram inseparáveis, eram melhores amigas e não se largavam por nada nesse mundo. Aliás, as Bae tinham seu próprio mundinho, onde fantasiavam e viviam sua infância da melhor maneira possível.
Filha de um pai dono de uma empresa de pesca e de uma mãe professora, a simplicidade rondava Suji que vinha de uma família interiorana, que apesar de viverem uma vida sem muito luxo, ainda possuíam dinheiro suficiente para viverem melhor do que muitos da cidade. Foi criada em meio a valores de honestidade, empatia, altruísmo e responsabilidade, Sangah, sua mãe, sendo a maior responsável por isso. As coisas ficaram um tanto complicadas quando sua irmã mais velha decidiu estudar fora do país em um intercâmbio. Por mais que já estivessem jovens e com um futuro todo pela frente, Suji sentia uma falta imensurável da irmã, chegando até à se rebelar no final do ensino médio por se ver “sozinha”. A diferença de idade delas era pouca, mas considerava sua irmã como sua melhor amiga e considerava aquilo como uma traição, vê-la longe de si, longe o suficiente para não ter ninguém para olhar por si.
Parecendo sentir que as coisas iriam terminar mal em algum momento, Suji seguiu a vida sem a irmã. Sair de Seogwipo era algo fora de cogitação na visão da garota, mas ter entrado a JNU acalmaria seu coração. Ou não, já que do meio para o fim da sua graduação em Psicologia foi um verdadeiro inferno. Pela pressão que sofria em ser a única da sua roda de amigas a não ter um namorado, Suji acabou aceitando as investidas de um rapaz que estudava no mesmo bloco, mas que não era de sua turma. Kim Junho era um ano mais velho e era do tipo que não prestaria atenção em Suji, ao menos era o que ela achava. O rapaz era o mais popular entre os estudantes de Direito, era filho de um juiz de renome na cidade e que atuava em outros lugares por ser muito solicitado. O começo do relacionamento entre eles foi bom, Suji não seria hipócrita de mentir a respeito: Junho parecia um príncipe saído diretamente dos contos de fada que lia com sua irmã quando era criança, era respeitador e gentil, queria agradá-la a todo custo e até mesmo causava certa inveja nas amigas que tanto insistiram para que Suji arrumasse alguém.
Com o namoro ficando mais sério - não por vontade de Suji que mal tinha boca para se impor -, mas pelo próprio Junho que cercava a garota de todas as formas, ela se viu abrindo mão de coisas que gostava de fazer em nome de um relacionamento. Primeiramente foi de seus passeios com os colegas que tinha, pela sua grande facilidade em fazer amizades e se dar bem com quase todos que a rodeavam, Junho convenceu-a de que aquilo era uma perda de tempo. Depois, começou a impedi-la de cantar, algo que sempre gostou de fazer. Iniciou com ter escondido a inscrição do show de talentos que Suji participaria, até mesmo chegar ao ponto de dizer que sua namorada não era nada afinada e que passava vergonha cantando. O cúmulo veio quando, se lamentando por não ter participado do tal show de talentos, Junho viu Suji abraçando seu melhor amigo na época, acabando por entrar em uma briga física por ter julgado que estava sendo traído. Junho não sugou somente todos os sorrisos de Suji, se mostrou ser um homem baixo, sem escrúpulos e certo de que ficaria sempre impune por ser filho de uma pessoa importante. O término entre eles não foi amigável, principalmente porque foi quando Suji descobriu que Junho mantinha um negócio secreto de tráfico de drogas bem embaixo do nariz do pai juiz, quando se deu conta do quão tóxico ele era consigo e de que abriu mão de muita coisa em nome de um relacionamento que julgou ser mantido por amor. No fim, Suji chegou à conclusão que nunca amou Junho, foi cega por uma lábia que era impossível de escapar. Se ao menos sua irmã estivesse por perto para alertá-la… Nem mesmo seus pais, quando conheceram Junho, puderam desconfiar que por trás da máscara de bom moço, existia um homem que por vezes quase agrediu a filha mais nova do casal. Suji acreditava que os apertões em seu braço, as vezes que fora chacoalhada, ter sido menosprezada várias vezes - e muitas delas estando rodeada de pessoas conhecidas -, até a fatídica frase “você não deveria ter terminado comigo, eu nunca vou te deixar em paz”, seria motivo de se afastar do rapaz.
Após ter se formado em Psicologia e ter feito uma especialização para atender crianças, Suji seguiu os passos de sua irmã e decidiu mudar-se de Jeju. Ainda sofria investidas de Junho quando, por infortúnio, cruzava com ele nas ruas, bloqueava as inúmeras e insistentes chamadas que recebia, temendo de fato por sua vida. Foi quando resolveu fazer, ainda que tardiamente, um boletim de ocorrência solicitando um afastamento de Junho, algo que fez com que ele sossegasse por seu próprio pai ficou sabendo da situação. Suji só não contava que aquilo não iria parar o rapaz que teve o ego ferido, que ficou calado maquinando um plano para tê-la de volta. Achando que tudo estava finalmente acertado, Suji conheceu através da internet um conjunto residencial de alta segurança em Gangnam. Não conhecia tanto assim a capital, havia ido poucas vezes para uma situação ou outra, mas agora tudo era diferente: ficaria sozinha na intenção de recomeçar sua vida, com um novo trabalho, com vontade de ter seu espaço e calmaria na vida.









