—Bê, vamos pra praia? -Ela disse fazendo um biquinho fofo enquanto se jogava no sofá.
—Ah não Liz, que preguiça de andar isso tudo.
—A sua casa está de frente pra praia imbecil.
—Então, é muita coisa.
—Ai Bernardo, você é um idiota.
—Ai Lizzie, você é uma idiota. -Ele disse em uma tentativa fail de imitar a voz dela.
—Desisto, mas também vai ficar sem beijo. -Ela disse jogando os cabelos.
—Tá, tá, vamos agora? -Ele disse se rendendo.
—EEEEEE -Ela gritou batendo palminhas.
—Ai Liz, para de gritar, vai acordar minha mãe e você parece criança.
—Minha sogra me ama, nem vai me xingar.
—Eu vou subir e pegar minha sunga, você tá com biquíni por baixo?
—Não, vou pegar o que ficou aqui. -Eles trocaram de roupa e foram pra praia, ficaram brincando um pouco até que Bê decide jogar Liz no mar. Ela se debatia nos braços de Bernardo e enquanto gritava:
—Bernardo Sampaio Aguiar, me solta seu peste. Eu vou te matar quando eu descer. -E então ele a jogou no mar.
—Tenta a sorte baixinha. -E então ela saiu correndo atrás dele, pareciam duas crianças, quando ela finalmente alcançou ele, Bernardo a segurou pelos pulsos e tentou beijá-la, mas ela se debatia e negava por causa da "raiva" de ser jogada na água.
—Ei mano, larga a mina. Não tá vendo que ela não quer? -Um menino que eles nunca viram se aproximou.
—Claro que ela quer, ela sempre quer. -Ele disse se gabando.
—O mina, tu quer ele?
—Não. -Ela disse olhando pro Bernardo ironicamente.
—Viu? Ela não quer, agora larga a mina.
—Não quer não? Então ok, vou arrumar quem queira. -Ele disse soltando ela e caminhando pela praia. Até que sente um peso nas suas costas.
—Ai Lizzie para, vai atrás daquele menino lá.
—Mas agora eu quero você.
—Mas agora eu não te quero.
—Ok. -Então ela saiu, depois de andar alguns minutos ele encontrou Liz sentada com o menino idiota, então ele foi atrás dela.
—Ai Deus, você de novo? -O menino disse olhando pro Bernardo.
—Quem tu acha que é? Tira a mão dela meu filho. -Ele disse olhando pra mão do menino que estava na cintura dela.
—Quem VOCÊ acha que é? Só o menino que tava agarrando ela na praia, ah por favor. Ela merece coisa melhor, um príncipe como eu e não um vagabundo como você.
—Ele pode ser um vagabundo, mas é o vagabundo que me faz feliz. -Lizzie disse se levantando.
—Viu? Agora pode se retirar por favor?
—Sério que você prefere um cara que te agarrou no meio da praia?
—Não. Eu prefiro o cara que aparece na minha casa de madrugada porque diz que tá com saudade, que come o meu cupcake e bebe meu chocolate quente e diz que está ótimo mesmo estando uma merda, que me abraça com carinho, que me passa segurança, que diz que me odeia mas cinco segundos depois me beija e diz que eu sou a pequena gordinha dele, que me faz feliz.
—E quem é esse cara? -O estranho perguntou.
—O meu vagabundo. -Ela sorriu de canto e deu um selinho no Bê.
—Ah, se fode mano.
—Ninguém mandou dar uma de bom moço. -Bê sorriu irônico. —Eu te amo pequena gordinha. -Bê selou seus lábios em um beijo intenso, cheio de carinho, amor e ciumes.