Corrompida por si mesma até que chega o momento onde a realidade vem e te bate forte no rosto, você sabe que é um tapa necessário, um tapa que soa como um despertador te acordando de um sonho bom. Sempre que se corrompe uma parte de si vai embora com a chuva, tantas coisas suas já foram embora com a chuva, coisas como amores, tintas, rímel, risadas e lágrimas. Corrompida em um banco de praça onde o vento leva a fumaça do cigarro mais barato que encontrou e a bebida ardida descendo pela garganta na mesma velocidade que as lágrimas desceram do seu rosto, como você pode deixar isso acontecer com você? Como você não tem tanto autocontrole? Como você se deixa levar por palavras bonitas ? Como você se deixa ir por belos poemas ou histórias?












