Desde que tudo começara, não houvera, nem por um segundo, dúvidas de que tudo estaria sob o controle em pouco tempo. Aquela não era a primeira grande crise do mundo, portanto todos pensaram que estariam preparados. Especialmente os Estados Unidos da América, um país que era mundialmente reconhecido pelo seu grande avanço na medicina.
O grande problema, é claro, é que a cada dia que se passa, mais se aumenta o desespero. A cada dia que se passa, mais longe estamos de uma cura.
As notícias nos telejornais ainda são confusas. O governo está tentando impedir com que a mídia libere informações o suficiente para que o caos seja espalhado pelo mundo. Mas as pessoas não são idiotas, todos estão começando a fazer as contas e a perceber que a coisa encontra-se mais séria do que se esperava.
“O estado de Nova York encontra-se oficialmente em lei marcial. Ninguém entra e ninguém sai. Os soldados estão desesperados tentando manter o vírus dentro do estado.”, essa foi a notícia mais assustadora transmitida pela mídia. O presidente dos Estados Unidos finalmente se pronunciou, mas nem isso foi esclarecedor o suficiente. Ele apenas reforçou que todos ficassem em casa se possível, e leu uma lista de prevenção já divulgada pelas diversas campanhas de saúde. A lista continha itens tais como:
Lembre-se de lavar as mãos com frequência. Carregue consigo um recipiente de álcool em gel se possível.
Não se sabe ainda o modo de transmissão do vírus, portanto é aconselhável o uso de máscaras.
Em caso de febre alta, náusea, ou vômito, por favor procure o posto de saúde mais próximo.
Savannah ainda encontra-se uma das cidades menos afetadas. Enquanto a maioria dos habitantes do resto do país fazia as malas e tentava pegar a estrada para um lugar mais seguro, os moradores de Savannah chegavam à conclusão de que talvez já estivessem no lugar mais seguro.
Ainda assim, mais e mais “zumbis”, como começaram a ser popularmente chamados, eram vistos pelos arredores da cidade da Georgia. Há rumores de que soldados começaram a chegar na cidade, mas ninguém sabia ao certo se seria seguro sentir qualquer pingo de esperança.
O dia estava muito quente, talvez o dia mais quente nesta semana e isso era péssimo para quem fazia muito exercício físico. Saiu da escola quase morta e começou a andar em direção à praça, meio cambaleando e as vezes se segurando na parede para que não caísse no chão. Quando chegou, a primeira coisa que fez foi comprar uma garrafa de água e logo depois se sentou no banco, colocando sua mala ao seu lado e dando graças a deus por não ter quase ninguém por ali.
"Que calor!!" Reclamava enquanto abria a garrafa de água e dava alguns goles antes de fecha-la novamente e soltar um longo suspiro de satisfação. Fechou os olhos por alguns segundos, mas logo os abriu novamente quando percebeu que estava sendo observada por alguém. Retribuiu o olhar para o estranho e imaginou que ele estaria com sede, porque afinal, quem não estaria nesse calor? Pegou a garrafa e estendeu para o outro, sem se importar se acabasse, por sorte estava com dinheiro suficiente para comprar outra.