Yue Han | ‘Polluted’ - Willy Live Magazine 2016
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Yue Han | ‘Polluted’ - Willy Live Magazine 2016
I don't wanna go to school, I just wanna break the rules. | Lucinda & Bennet {small para}
Que Lucinda nunca ligou para as regras do Castelo, todo mundo sabia. Como ela não tinha várias detenções no seu histórico escolar era algo que poucos sabiam, mas que a maioria desconfiava. Lucy sempre tinha seus meios de se livrar das confusões que se metia, sempre tinha uma desculpa muito boa ou um jeito de fazer um dos monitores fingir que não havia visto fora do horário. E o outro meio era socializar com pessoas que tinham certa autoridade no local, ela nunca soube como começou a amizade dela com Bennet, mas o professor de Trato de Criaturas Mágicas apenas tinha algumas opiniões bem parecidas com a dela. Tendo o professor como um aliado, a sonserina conseguia se livrar de muitas coisas quando precisava, até mesmo quando ela aprontava com ele.
Era um sábado a tarde e os alunos estavam em mais um dos seus longos passeios por Hogsmeade, Lucinda já estava entendiada daquilo, gostava de sair do castelo, mas quando tinha algo em mente pra aquele passeio e naquele dia ela não tinha nada de interessante para fazer. Bufando de segundos em segundos, já de saco cheio de ficar andando por ali, quase considerando voltar pro castelo, decidiu caminhar até o Três Vassouras e tomar uma enorme caneca de cerveja amanteigada antes de voltar para a escola. Assim que entrou no local, viu o professor Grey sentado em uma das mesas mais afastadas, estranhando o fato dele não estar acompanhado do professor Clarke, a morena caminhou até o balcão e pediu sua cerveja amanteigada. Quando finalmente entregaram sua caneca, Lucy foi até a mesa do professor. — Você sabia que na sua idade quando se fica sentado sozinho numa mesa de bar acompanhado de uma caneca de cerveja amanteiga significa que você é um perdedor? Porque é isso que você está parecendo nesse momento, Bennet. — Resmungou, antes de puxar a cadeira em frente do homem e se sentar. — Sua sorte é que estou disposta a te fazer companhia, porque não tenho nada melhor pra fazer. Deveria me agradecer por estar disposta a acabar com a sua imagem de perdedor. E antes que pergunte, não, dessa vez não quebrei nenhuma regra e preciso da sua ajuda, por mais incrivel que pareça. — Disse, tomando um gole da sua cerveja em seguida encarando o mais velho a espera de uma resposta.
Dorcas Meadowes and Bennet Grey: moodboard [1/?]
I just need help | Dorcas x Bennet
Normalmente as aulas de Trato das Criaturas Mágicas eram ao ar livre, mas chovia tanto do lado de fora que o professor havia desistido, e apenas decidiu dar sua aula teórica, o que acabou sendo um alivio para a jovem Meadowes. Não queria e não tinha vontade de se pronunciar durante a aula, e por isso ficou só em seu canto, não estava em seus melhores dias. Na realidade já estava profundamente desanimada, então apenas encostou sua cabeça em suas mãos e fechou os olhos.
Era uma questão de tempo para que a loira desistisse daquilo que tanto almejava. Suas pesquisas estavam cada vez mais lentas, e ela percebia que se afundava cada vez mais. Fazia alguns meses que já não tivera êxito, e sua última tentativa fora há alguns dias quando seu amigo Sirius a ajudara, o que não deu muito certo, mesmo tendo procurado na sessão reservada, da biblioteca. Mas sua pesquisa era de longe a mais complicada, enquanto muitos procuravam suas mães biológicas pelo caso de abandono ou então por serem adotados, Meadowes procurava a sua por terem levado sua mãe, e se não bastasse, modificaram a memória de Selene.
Dorcas havia sido privada de uma infância ao lado de sua mãe pelo simples fato do purismo excessivo. Como ela odiava tudo aquilo, e odiava ainda mais quem era favor da raça pura. Não conseguia acreditar que uma pessoa era tão julgada por se casar com um nascido-trouxa e principalmente por constituir uma família ao seu lado. Isso estava errado, não deveria existir isso, as pessoas deveriam se casar pelo simples fato de amar uma a outra, não importando a cor, raça, idade e principalmente o sangue, afinal já não bastavam às barreiras que iriam constituir apenas pelo amor? Entretanto quando uma pessoa ama outra, nada muda, nem mesmo alterações na memória. E assim a jovem Meadowes acreditava, ela sabia que no fundo sua mãe não se esquecera de seu pai, e talvez nem mesmo dela. Talvez se a encontrasse poderia testar, mas sempre tinha um “mas”, e se Selene não se lembrasse de nada, nem mesmo de sua própria filha? Esse era um dos motivos que prendia a garota, que não a deixava continuar com tudo aquilo. Ela precisava de uma segunda opção, precisava de uma segunda carta, um plano B. E era isso que ela tanto procurava, uma brecha de que as forças não atrapalhavam uma memória, talvez algum feitiço. Nem que ela precisasse treiná-lo durante um bom tempo.
Ela estava tão concentrada em seus pensamentos que acabou não ouvindo o sinal, e nem tinha percebido que o movimento a sua volta tinha acabado. Só restara ela ali, e a loira nem mesmo gostava daquela matéria, não sabia nem o porquê ainda insistia nesta aula. Apertou os olhos e percebeu que uma lágrima traiçoeira caia por sua face, e ela sabia que se demorasse muito ali, outras viriam. Ignorou aquele fato, e levantou cabeça para poder ir embora. Abaixou-se e recolheu sua mochila, leve, não havia pegado muitos livros pela manhã, e nem mesmo durante as aulas tinha retirado-os da mochila. Era um perfeito dia para não ter nem saído da cama, mas se não tivesse ido às aulas, seria questionada no final da tarde e nem mesmo para responder a perguntas de suas amigas estava no pique.
Respirou pesadamente antes de levantar-se, mas antes mesmo de chegar à porta percebeu que não estava sozinha, ainda não havia percebido que ele estava ali. Ótimo, tudo o que precisava era que seu professor a visse chorar, mas o que fez a seguir, até mesmo a surpreendeu. Andou em passos lentos, encarando-o e sem nem mesmo dizer uma única palavra o abraçou. Não entendeu o motivo de ter feito aquilo, não era nem próxima do senhor Bennet, mas um abraço naquele momento era o que ela mais precisava. Odiar-se-ia por isso em um futuro, mas ali, sendo seu abraço retribuído ou não, não iria se importar.
O fato de você ter trocado rosas por tulipas não vai mudar em nada, professor Grey, embora elas são melhores do que rosas.