Não obstante passe longe de sororidade ampla (não é como se recebesse apoio de mulheres arthurianas pelo seu trabalho, afinal), Yasemin não gosta muito de falar mal dos alvos do seu ciúmes. Talvez fosse o hábito, graças ao seu relacionamento secreto, ou talvez fosse de sua natureza — não dava atenção para os sentimentos nutridos na hora da insegurança. Com a filha da Fada Madrinha, no entanto, não conseguia deixar para lá. Sentia-se enciumada desde sempre, não aprovava a proximidade e intimidade com seu ex, e ter sabido que estavam juntos no baile piorou tudo; não que possa reclamar, lógico, estava com Calle. Não se deu ao trabalho de observá-los, claro, mas pareciam estar em todo lugar, como uma praga infernal. Perdeu a paciência quando, ao procurar algo para comer com Ayfer, Poppy estava também, colocando — ugh! — provavelmente alguma salada fitness estúpida para ficar estupidamente bonita no seu vestido estupidamente elegante. Como era irritante! Sorriu com o máximo de genuinidade que conseguia, o seu lado racional ainda existia, precisando desviar o olhar antes que a merda de sua habilidade viperina mostrasse sua irritação, vide olhos mudando de cor; não tomava poção há uma semana. “Oi, Poppy! Se divertindo?” Puxou assunto, depois de colocar em prática as técnicas de Merlin. “Ou está fugindo do mau humor de seu par?” A pergunta foi em tom de piada, como se fosse algo corriqueiro, mas, assim que expulsou os vocábulos, decidiu que não queria falar de Njord. Estava sendo bastante natural na atuação, no entanto, graças à sua habilidade em fingir gostar de arthurianos no bordel. “Aliás, você viu a Quinn? Eu meio que estava procurando por ela.” Não estava, já haviam se visto, mas não quis deixar suas intenções óbvias.