Aveo versus Sandero em luta de Bi-Fuel
Durante muito tempo ter um veículo movido a GPL tinha a vantagem de se poupar na carteira, graças aos preços do gás (€0,80/litro) serem cerca de 50% mais baixos do que os da gasolina e gasóleo, mas a desvantagem de ter de utilizar um autocolante azul vistoso (descriminatório) e não poder estacionar em parques subterrâneos.
Todo esse lado negativo deixou de existir com a nova lei que permite às marcas apostar sem receios nos modelos Bi-fuel de origem (alterna entre a gasolina e o gás de petróleo liquefeito) – o gigante dístico azul caiu e é possível estacionar em qualquer parque.
Um dos primeiros a surgir no mercado foi o Chevrolet Aveo Bi-fuel, que foi renovado este ano e custa mais €1500 do que a versão normal do Aveo (14 mil euros). Mais recentemente surgiu o Dacia Sandero Bi-fuel, com o preço mais baixo nos Bi-fuel no mercado português (inclusive do que o pequeno Chevrolet Spark): €11 400.
Com a estrutura do Clio, o Sandero tem no exterior, conforto, preço e espaço interior – onde temos uma mala de 390l, maior do que a do Aveo – os pontos fortes. O facto de ter o tanque a GPL não afeta o veículo e dá-nos impressionantes 1200 kms de autonomia e a possibilidade de alternar entre combustíveis (basta carregar num botão), mesmo em andamento.
Com o Aveo, também ele confortável, acontece o mesmo a nível de funcionamento do GPL. Não se sente grande diferença entre combustíveis. No Sandero o motor 1.2 l da Renault, com 75 cv (é menos potente e mais gastador com o GPL a funcionar) os arranques e recuperações são fracos e o carro oscila um pouco, mas sentimo-nos seguros.
O mesmo acontece com o Aveo e o seu motor 1.2l de 86 cv, mais rápido e ágil do que o Sandero mas menos espaçoso que o rival low cost. Ambos apostam na poupança que pode chegar aos mil euros/ano para quem faz 30 mil kms num comparativo com a gasolina.