BEAUTY AND THE BEAST / A BELA E A FERA
2017 - 129 min
Fantasia/Musical
Diretor: Bill Condon
Elenco: Emma Watson/Dan Stevens/Luke Evans
A Bela e a Fera é uma reinterpretação do desenho animado de 1991.
O filme tem uma pegada “musical da broadway”, contando com vários números musicais, belo figurino e cenas que parecem se organizar em atos de teatro.
O elenco em geral foi bem escolhido.
A maioria das personagens foi muito bem trabalhada, com um destaque inesperado para a dupla Gaston e LeFou, que conseguem apresentar, respectivamente, um vilão surpreendentemente eficiente, e seu carismático companheiro com consciência.
No outro lado da balança, a escolha de que fiquei mais hesitante foi a da própria Belle (Emma Watson).
Considerando que o filme é um musical, sua voz acaba destoando da qualidade dos demais.
Apesar da boa interpretação, fico com a sensação desconfortável de que ela não foi uma má escolha, mas com certeza não foi a melhor.
Como grande parte dos personagens do filme são objetos encantados, a presença de computação gráfica é constante.
A tecnologia foi bem utilizada, e trouxe toda a mágica que candelabros falantes, Feras, e cenas icônicas do filme original, como “Be Our Guest”, merecem ter.
O filme acerta em cheio ao fugir da armadilha de realizar um simples remake, procurando inserir elementos capazes de se conectar a temas atuais.
Para a Fera, isso significa entender melhor o contexto que o fez ser amaldiçoado.
Quanto a Bela, somos reapresentados a uma heroína de personalidade forte, que, mesmo quando em situações vulneráveis, consegue se destacar pela inteligência e desenvoltura.
O resultado é uma obra com valores contemporâneos e essência de conto de fadas, o que faz com que “A Bela e a Fera” seja um filme envolvente tanto para o fiel público da versão anterior, quanto para as novas gerações.
Texto/Crítica por: Julia Ayres