êxodo digital
um breve cheiro de saudade...
o ficheiro digital ainda aí, brilhando...
de repente vi pessoas passeando pelas ruínas desse Corpo de pedra de terra de mato de sol.
também vi pessoas pensando e passeando pelos corpos largados de fotos e bits e sons...
todas elas tinham no semblante a cara de quem procura um relógio perdido ou uma planta escondida dentro de um milharal.
Estamos aqui, ainda, olhando pras poesias.
Senti saudade, Caesar e Lui.
Estamos aqui humanos passeando pelas telas e pelo tempo. Me senti uma mosca correndo pelo tecido do universo com todos os olhos do planeta procurando onde pousar o coração por um momento.
E nos escombros da alma e nos corpos com os mesmos ossos mas não os mesmos joelhos, eu enxerguei a Verdade, uma forte Epifania, uma doce admiração: Um Vazio brilhante, um Nada ofuscante que a tanto tempo ouso chamar por muito nomes. De Saudade de Dolores de Vanglares de Luiá, de Czar, de Luca, de Amor de João Javalino de Carinho de Nada.
Um Nada Brilhante ainda reluzente com seus bits esfarrapados atravessando resistente o tempo na beira das Corporações. Os anos de CLT me tiraram o caldo e me entregaram o calo e o cansaço nos olhos.
Mas ainda estamos aí...
Nomeando o Nada Brilhante e os seus dez milhões de nomes.
Hoje eu te pergunto, qual nome você vai dar?













