𝗞𝗲𝗲𝗽 𝗼𝗻 𝗿𝘂𝗻𝗻𝗶𝗻𝗴 𝘁𝗵𝗶𝘀 𝘀𝗵𝗶𝘁 𝗕𝗲 𝘁𝗵𝗲 𝗸𝗶𝗱 𝗳𝗼𝗿 𝘁𝗵𝗲 𝘄𝗶𝗻, 𝘀𝗶𝗻𝗴𝗶𝗻𝗴: LET THE GAMES BEGIN ⋆ ⋆
a closer look at countess ɴᴀᴛᴀʟʏᴀ ʟʏᴛᴋɪɴ | 𝐓𝐀𝐒𝐊 𝐎𝐎𝟏
Se dissesse estar acostumada com todo o enfoque --- ou pelo menos um dezessete-avos dele --- sobre si, estaria mentindo. O pai tinha a enviado para Nova Zembla justamente para que sua presença não incomodasse àqueles ao seu redor que se sentiriam ofendidos pelos traços asiáticos proeminentes. Duvidava, contudo, que as outras nobres estivessem tão à vontade como demonstravam, deslizando pelo carpete vermelho e cumprimentando Olesya com as mesuras calculadas antes de responderem às perguntas mais pessoais com um corar de bochechas muito bem calculado. Soltou uma risada anasalada ao imitar os movimentos donzelescos de uma das candidatas, exagerando-os ao limite da caricatura antes de receber um olhar reprovador de um dos produtores e um puxão de orelha do maquiador responsável pela sua preparação. “Você podia facilitar meu trabalho, huh?” Bufou, assentindo uma vez antes de terminar os retoques da maquiagem no carro. Veja, ela não estava nervosa... Oh, não, nem um pouco. Ela só não deveria estar suando daquele jeito. Não era como se toda a primeira impressão da nação sobre ela tivesse um peso grande o suficiente para definir sua estadia dentro do Palácio. Nantis nem era tão bonita assim, raciocinou consigo mesma. Quando Mika falava sobre a Capital, ele fazia parecer como se a cidade fosse um sonho, e não... Aquilo. Olesya era mais magro do que a televisão levava a acreditar, e as rugas que começava a apresentar também não eram iguais às transmissões oficiais. Yekaterina estava certa, afinal: ele tinha feito um preenchimento com botox. Muito claramente.
Não demorou muito para que fosse a sua vez, e ela já tinha uma certa ideia do que a esperava --- vantagens de não ter um nome ou sobrenome iniciando com a letra A ---, acenando para os repórteres que se amontoavam do outro lado da corda de veludo em busca de um furo para os jornais de fofoca. Aceitou a mão do funcionário, respirando fundo antes de oferecer um olhar furtivo para os fotógrafos. Antes que percebesse, Mirokhin já estava ao seu lado e Natalya quase podia sentir o calor acumular na pele exposta. Aquilo era uma peruca? No way! Liev não ia acreditar naquilo, mas agora ela tinha a prova cabal de que ele com certeza tinha calvície precoce: ela, ao contrário do conde, tinha visto o apresentador de perto. Precisou piscar algumas vezes, os lábios entreabertos em uma expressão boba antes de seus ouvidos voltarem a funcionar e permitirem que ela escutasse algo mais do que o white noise em sua cabeça. “---mente, muito obrigado por falar conosco!” Acenou assim que sentiu o aperto de Mirokhin em sua mão, puxando-a de volta para a realidade com um suspiro nervoso.
“Você fala como se não fosse uma honra ser entrevistada por você.” Gesticulou levemente, mantendo a linha de pensamento coesa. Ok, só faça questão de respirar pausadamente pra não se atropel--- “Quer dizer, que menina não sonha em ser entrevistada pelo Olesya Mirokhin? A Lenda Viva que documentou todos os melhores momentos do século?” Permitiu-se revirar os olhos, soltando uma pequena risada ao cerrar os olhos. Seriously? O ato da menina do interior que nunca veio à Capital? Bem, podia funcionar, por mais que quisesse bater a cabeça na parede mais próxima. “Ora, é claro que eu tinha que falar com vossa graça! Sempre falam da reclusa condessa Natalya, mas não lhe fizeram jus.” You bet your ass they didn’t. “All good things, I hope.” Arqueou uma das sobrancelhas em um tom falsamente brincalhão, muito ciente de que grande parte das nobres que visitavam Nova Zembla partiam com uma visão... Forte sobre a neta de Yekaterina e Liev. “Quem diria que precisaríamos de um Favorado para termos a oportunidade de conhecê-la!”
“Aww, Olesya, you’re making me blush!” Brincou, aceitando o convite do apresentador para que caminhassem juntos, acompanhados pelas câmeras e pelos flashes. Não era adaptável o suficiente para dizer que já se sentia em casa, mas... Ora, não era tão ruim quanto as outras fizeram parecer. “Todos são muito bem-vindos na pequena Corte de Nova Zembla. Tenho certeza de que vovó e vovô adorariam entretê-lo pelo tempo que achar necessário.” Assentiu ao estender o convite, cantarolando em tom de confidência com o outro, como se Yekaterina não estivesse em polvorosa para receber a figurinha lendária em sua casa para se gabar com suas comadres.
Natalya sempre gostou de atenção: positiva ou negativa.
Olesya meramente sorriu, apertando seu braço imperceptivelmente antes de levantar a mão disponível em sinal de rendição. “I’ll hold you to that promise, Your Grace!” Piscou. “Oh, falando em Nova Zembla!” O homem começou, e Natalya assentiu, mordiscando o interior da bochecha ao pender a cabeça para o lado. “Todos estão loucos para saber: como era a sua rotina? Dizem que há tanto a fazer por lá!”
Revirou os olhos ligeiramente. Esperava uma mudança de assunto mais suave, e não algo que perceberia, mas se viu sorrindo de qualquer forma. “Todos sabem que Yekaterina e Liev são avessos a qualquer tipo de marasmo, niet?” Testou, arqueando uma das sobrancelhas antes de suspirar teatralmente assim que Olesya assentiu. A reputação do conde o precedia, afinal. “Não posso dizer que fujo muito disso: os dias sempre eram uma caixinha de surpresas e nós nunca sabíamos como iríamos terminar, além de um outline básico. Às vezes íamos ao lago; às vezes, visitávamos alguns amigos, mas geralmente recebíamos grandes nomes, então os dias eram bem... Divertidos.” Buscou a palavra certa ao dedilhar o queixo, semicerrando os olhos com algum humor. “Nada em Nova Zembla poderia ser descrito como monótono.” Ao contrário daqui.
“Não esperava nada menos do que uma província governada por Liev. O Conde é, de fato, um dos homens mais interessantes que já pude conhecer e escutar você falando sobre ele me dá muita nostalgia... Não o vejo há décadas, mas tenho certeza de que seus genes foram passados para seus filhos e netos. Oh, isso me lembra: qual foi sua reação e sensação ao ver seu rosto na televisão e saber que foi sorteada para ser uma das favoritas?” Oh, lá estava... A pergunta que fazia com que todas se tornassem românticas incuráveis frente às televisões. A partir dali, o shitshow estaria garantido, se não jogasse suas cartas direito. Natalya certamente não poderia responder de uma forma diferente, mas...
“... Eu acho que eu caí da cadeira e bati com a cabeça.” Deixou uma risada envergonhada escapar, levando a mão livre ao rosto como se tivesse sentindo vergonha por admitir aquilo. Tinha realmente caído da cadeira, mas não por causa do anúncio. “Lá estava eu, com minha gata no colo, tomando o café-da-manhã para começar mais um daqueles dias e...” Pausou propositalmente, mantendo o suspense por alguns segundos antes de continuar: “BAM! Vovó se esqueceu de todo o decoro ao arrombar a porta da sala de jantar com gritos de felicitações. Next thing I knew, I was there, barbecue sauce on my tiddies Alisa tinha pulado do meu colo e todo aquele susto fez com que me desequilibrasse e batesse com a cabeça no chão.” Gargalhou, muito ciente de que damas não agiam daquela forma. O olhar preocupado de Olesya só tornava tudo mais cômico. “It was quite exciting, actually.” Assentiu assim que conseguiu se acalmar o suficiente. “Eu nunca vou poder esquecer aquele dia, pelo menos: Alisa me arranhou umas sete vezes porque eu e vovó a assustamos.”
“Por Sankt Yuri! Never a boring day in your life, huh? Espero que esteja se sentindo melhor?” Olesya deixou escapar, sem ar, e Natalya se viu dando de ombros. “Told ya. E não se preocupe, não foi nada demais... Só precisei dormir mais um pouco: um belo sacrifício, se for me perguntar!”
“Algumas favoritas tem uma relação anterior com nosso querido czarevich, so it got me wondering: vocês dois já se conheciam antes? ”
“Infelizmente, não.” Viu-se respondendo, os olhos semicerrados ainda que o sorriso fosse matreiro. “Grigori não parece ser e não é do tipo de pessoa que aprecia muito long walks on the beach, se me entende.” Arqueou uma das sobrancelhas, uma piada particular que logo seria partilhada em rede nacional. “E eu nunca visitei a Corte, então... É natural que nunca tenha visto o príncipe." Assentiu, esperando pela próxima pergunta de Olesya: “Não acha que é mais difícil estabelecer uma relação com ele, sendo que tantas outras já o conhecem?” Para o que ela fez uma careta pensativa, dedilhando o queixo antes de negar: “Oh, c’mon, Olesya!” Sorriu, apertando o braço do apresentador. “É aí mesmo que está a diversão!” Que graça teria se já começasse a jogar um jogo logo no nível máximo? Os alvos e chefões a entediariam antes de chegar à segunda fase. Nah, Kei gostava do fato de não ter uma vantagem clara naquele jogo: seu interesse seria mantido por mais tempo se tivesse mais resistência.
“Diversão?” Olsya piscou, estupefato, e Lytkin meramente assentiu, umedecendo os lábios antes de abrir um sorriso entusiasmado. “Você não está no Favorado por amor?” O apresentador testou, arqueando uma das sobrancelhas em sua direção. Oh, fuck it all, ela não diria que amava Grigori nem que sua vida dependesse disso. Grisha estava longe de ser o seu tipo, mas... “I’m open to the idea of it.” Tentou responder, mas a careta parecia incerta, e a morena se viu mordiscando o interior da bochecha antes de continuar. Não era como se não pudesse sentir paixão ou amor por outra pessoa, só que... Parecia errado falar disso quando Mika estava a sete palmos abaixo da terra. “Se dissesse que vim aqui por amor, sendo que eu nunca troquei três palavras com o czarevich, eu tenho certeza de que Vossa Alteza Imperial iria arquivar um pedido de avaliação psiquiátrica.” Riu, optando pelo humor ao invés da verdade: costumava funcionar. “Oh, querida, mas não estamos todos um pouco apaixonados pelo czarevich?” Olesya confidenciou, e Kei revirou os olhos teatralmente, ciente de que todos esperavam por uma resposta melosa de sua parte. “Yes, yes, guess we can say that.”
“Mas se você não conhece Grigori, com certeza conhece as favoritas?” O apresentador continuou e Kei assentiu, mordiscando o interior da bochecha ao se recordar das peças com quem teria que lidar pelas próximas semanas, mentalmente separando cada uma pra sua caixinha respectiva: Natasha? Problemática, mas interessante; Nikola? To be kept at an arm’s length; Irina? Oh... Piscou algumas vezes, voltando a atenção para o apresentador: “Oh, e como conheço!” Arregalou os olhos de leve, esboçando um fiapo de sorriso ao se lembrar de como ela poderia pressionar os botões de cada uma das coleguinhas. “Pode-se dizer que somos amigas de infância.” Doía dizer aquilo? Talvez, mas todas estavam representando um papel na frente das câmeras. O verdadeiro jogo começaria assim que as portas do palácio se fechassem para a imprensa e todas as favoritas estivessem no mesmo recinto. Kei quase podia sentir as extremidades dos dedos comicharem de antecipação: she really looked forward to that. Crescer na propriedade dos avós e ter apenas Mika e Ziva como convidados recorrentes era divertido, mas não se equiparavam à adrenalina que uma girl talk e as backstabbings de uma ou duas amizades femininas a permitiam. “Tenho certeza de que todas estão ansiosas para revivermos esses dias de felicidade.” Finalizou, dando um tapinha no antebraço de Mikorhin para que continuassem caminhando na direção dos portões do palácio. “I know I am.” Kill me.
“Só posso imaginar como vai ser rever todas essas amigas depois de tanto tempo, Vossa Graça! Todos somos estrategistas natos, então... Você confidenciaria a um amigo as suas estratégias que podem te ajudar a ganhar essa edição do Favorado?” O sorriso carismático quebrava as defesas de qualquer um --- Mirokhin não era uma lenda viva à toa: ele conseguia tirar os melhores furos com entrevistas daquele tipo. “Estratégia? Geez, you sound like we’re entering some sort of Hunger Games.” Caçoou, gesticulando a mão livre como se não estivessem prestes a entrar numa zona de guerra fria. Só de pensar nas tramoias e armadilhas que cada uma ia por na frente da outra... Ah, Natalya quase podia irradiar excitação. “Guess you’ll just have to watch it closely. Prometo manter todos muito bem entretidos.” Assentiu, mordiscando a língua ao esboçar um sorriso divertido, sticking her tongue out ever so slightly ao se dirigir às câmeras, uma piada particular entre ela e o público. Para aqueles que não a conheciam, Lytkin tinha um plano A, B, C, seguido de todas as outras letras do alfabeto, mas a cerca de mil quilômetros da capital, em um bar esquecido, a figura desconhecida até então sentiu os pelos da nuca se arrepiarem em antecipação. Ele sabia o que aquela expressão idiota significava: Natalya ia improvisar.
Sankt Yuri que os protegesse, those poor summer children.
“I’ll hold you to that promise, milady! Ouvimos dizer maravilhas das favoritas desse ano, que são muito prendadas e cheias de talentos. O que você preparou para impressionar a corte e o príncipe?” Oh, thank God! Finalmente estavam chegando ao fim! Não a entendam mal: Natalya adorava ver as entrevistas e fofocadas de Olesya, e estava começando a gostar demais do barulho dos flashes e do calor e excitação que a exposição causavam no seu corpo. Ela só não queria falar sobre o príncipe, apesar de ele ser o motivo para ter despencado de Nova Zembla para a capital mesmo depois de dezoito anos vivendo no arquipélago paradisíaco. Além de tudo, aquelas perguntas também evidenciavam o quanto Natalya estava despreparada para o momento: se fosse sincera, ia dar de ombros e falar que a presença dela já impressionava o suficiente, mas... Umedeceu os lábios, fingindo pensar por alguns segundos antes de pender a cabeça para o lado, os olhos semicerrados levemente. “Além da minha personalidade e senso de humor radiantes?” Brincou, dando um tapinha no antebraço de Olesya antes de gesticular em desinteresse. O ego de Lytkin era bem desenvolvido, e sua autoestima não deixava a desejar: Liev e Yekaterina criaram uma mulher forte --- e perdida --- o suficiente para ignorar os próprios defeitos e just vibe with them. “Hmm, vejamos...” Fez um beicinho, dedilhando o queixo antes de dar de ombros. “Eu sei como dar uma boa festa.” Enumerou, divagando levemente. Anos de convivência com os avós serviram para alguma coisa, afinal. "E consigo fazer Beethoven não soar monótono. É verdade, ele mesmo me disse.” Troçou, em tom de confidência, ainda que o sorrisinho besta estivesse presente nos lábios: Kei se lembrava da quantidade de noites que teve que dormir sobre uma partitura de piano para decorar as sonatas do compositor porque todas eram chatas, mas, assim que escutou um pianista de Ecaterimburgo em um dos soirées de vovó e vovô... Ela gostou daquela energia. Não sabia que podia dar personalidade a uma partitura chata como aquelas, mas ficou agradavelmente surpresa ao descobrir que podia.
Olesya seguiu a sua deixa e riu, “certamente o seu bom humor é uma breath of fresh air, milady, mas... Quais qualidades você acha que uma Czarina deve ter? Você as possui?” Ops. Soltou o ar pela boca em um silvo, fazendo questão de respirar ao piscar algumas vezes. Fuck, she didn’t have a clue about it. Ok, ok, calma, Kei. You can wing it, só... Lembre-se das coisas que você aprendeu por osmose nesses dezoito anos and you should be fine... Right? Mas ninguém queria escutar que uma czarina não fazia porra nenhuma, então... Qual tinha sido o filósofo citado por aquele professor pretensioso que tinha estado no palácio ano passado? Hmm, Hobbes? Maquiavel? Kant? Arqueou uma das sobrancelhas após se acalmar: no bar esquecido, o desconhecido se retesou inconscientemente: ele não queria escutar a resposta. “Honestamente? Ela não precisa ser perfeita, nem mesmo um modelo de santidade, como muitos imaginam. She’s human, after all. Todos erramos: o que diferencia o joio do trigo é como você age depois de errar.” Levantou o indicador, ciente de que o discurso improvisado poderia não fazer sentido para muitos. “Mas às vezes ela só precisa dar um tapinha no ombro do Czar e falar: ‘Sweetie, it’s time to stop’.” Revirou os olhos, mordiscando o lábio inferior antes de rir. “Kiddin’! The way I see it, ela deve ver toda a nação como sua própria família e fazer de tudo para que ninguém seja deixado para trás.” Assentiu, embora não fizesse ideia do que estava falando. “Moscóvia não seria o que é hoje se não fossem por todos que a compõem, afinal.” Pronto, cerejinha no topo do bolo. Yay! Droga, ela tinha que começar a... Ugh, estudar, pra fazer esses discursos dali em diante. Só então percebeu que precisava responder a outra pergunta de Olesya e estalou a língua, soltando uma risada fraca. “Oh, yeah, sorry.” Sorriu apologeticamente, revirando os olhos. “Isn’t that the billion dollar question? Eu não acho que ninguém aqui está preparada para ser uma Czarina, pelo menos não agora.” Arqueou uma das sobrancelhas, testando as palavras à medida em que falava: “Eu mesma inclusa. I know, shocking, huh?” Deu de ombros, concedendo, por fim. “But it all boils down to that one thing I’ve told ya about...” Oh, lá estava o sotaque carregado de Nova Zembla. “É um jogo de tentativa e erro. Eventualmente alguém vai chegar nesse nível: 'course it’s gonna be me.” Ajeitou o cabelo para trás, o sorriso confiante emoldurando as expressões da condessa. Se ela queria ser uma czarina? Hell, no. A quantidade de estresse que a pobre coitada deveria passar todos os dias... Mas ela gostava daquela imagem que estava passando: tornava o jogo muito mais divertido.
‘t was all about the game.
“Gosto dessa confiança! Dessa vez é a última pergunta, eu juro!” Para o que Kei soltou um suspiro triste: “Oh, mas já? Logo quando o papo estava ficando bom...”
“Não se preocupe! Teremos muitas oportunidades de conversar, milady! Sei que deve estar cansada e precisa descansar para o baile de amanhã, mas... Quais são suas expectativas para esses meses que estão por vir?” Mordeu a língua ante a pergunta, formando um sorriso apertado para não gargalhar com o que sua mente a tinha providenciado: dedo no cu e gritaria. Ok, ok, calma. Respira. 3, 2, 1, AÇÃO! “Eu escutei falarem que nós vamos viajar pelo país inteiro para conhecermos as províncias, so that’s a thing to look forward to. Nada como uma experiência em primeira mão, não?” Pendeu a cabeça para o lado. o sorriso animado pintalgando os lábios à medida em que os olhos se cerravam com a expressão jovial. “Eu tenho certeza de que ninguém vai conseguir se esquecer desse Favorado.” Cantarolou, chegando às escadas do palácio, finalmente.
Thank our lord and saviour, amen.
Antes que Mirokhin pudesse finalizar a entrevista, entretanto, shit eating grin on her face, Natalya se afastou do apresentador ao dar duas batidinhas na saia esvoaçante do vestido antes de levantá-la para terminar de caminhar, sozinha. “And thaaat’s my cue, Olesya.” Fez uma mesura, movendo-se antes de se virar, como se tivesse se esquecido de algo: “A gente se vê amanhã, nesse mesmo bat-canal... Provavelmente no mesmo bat-horário. ” Ah, ali estava. A merda do peace sign e da língua exposta que se tornaram a marca registrada dos primos quando sabiam que não podiam ser contrariados.
Fuckin hell, Natalya ainda ia matá-lo.
“Wasn’t that a real treat, huh?” Olesya deixou escapar, sem ar, voltando o olhar para as câmeras. “Esperamos ver Condessa Natalya muitas vezes, daqui pra fren---”
O desconhecido desligou a televisão do bar, irritado. Por que todos os Lytkins que conhecia significavam problema?













