A palavra puxa-saco começou a ser usada como uma gíria militar, quando os oficiais, em viagem, levavam suas roupas em sacos. Os soldados, então, carregavam para todos os lados as bagagens de seus superiores com a maior humildade e obediência. Assim, não tardou para a expressão designar um indivíduo bajulador ou adulador.
Dentro de uma família ou um grupo de amigos, o puxa-saco geralmente é aquele que faz todo uma encenação antes de pedir um favor. Ele sai elogiando e falando bem de todo mundo, e no final sempre pede alguma coisa.
Já em uma empresa, o legítimo puxa-saco é aquele que transforma respeito em veneração. Ele faz tudo o que o chefe pede, e se este não pede nada, o puxa-saco começa a se sentir frustrado imaginando que o chefe já não o admira mais, ou sente que pode ser mandado embora a qualquer momento, e se oferece para fazer qualquer coisa, inclusive serviços que muitas vezes não são relacionados as atividades da empresa.
O puxa-saco, também, busca sempre chegar na empresa antes que o chefe e os demais funcionários, e não vai embora enquanto o chefe não for. Tudo para mostrar que é mais eficiente que os demais, e ganhar toda a atenção.
Ao falar com o chefe, ele até tem uma frase reveladora e que já mostra quem realmente é – “chefe, sem querer ser puxa-saco...”, e gosta de mostrar uma intimidade que não existe, como se já fosse um amigo de infância do chefe, confundindo com isso pessoal com o profissional.
Se por um acaso o puxa-saco for desprezado ou repreendido, ele não se recolhe nem se intimida, ao contrário, aumenta a dose de puxa-saquismo. Tudo para continuar sendo o centro das atenções do chefe, e se sentindo superior que os demais funcionários.
Em uma organização existem dois tipos de puxa-sacos:
O primeiro é aquele que cujo único objetivo é se manter no cargo e não ser mandado embora, então, puxa o saco de um chefe só. É meio incompetente e pegajoso, por isso precisa puxar o saco para conseguir segurança e estabilidade. Mas esse tipo de pessoa é muito mais folclórica do que perigosa. Aliás como dizem: "cão que ladra não morde..."
O segundo tipo é conhecido como “puxa-saco carreirista”, é aquele que usa da bajulação e do puxa-saquismo para subir na empresa. Ele tem ambições na carreira, e conforme vai sendo promovido, vai mudando os sacos a serem puxados. Ele é muito mais competente no trabalho do que o primeiro tipo de puxa-saco, e tem um costume de pedir a opinião do chefe quando não precisa dela, somente para agradar e aparecer. Além de aproveitar a proximidade que possui com o chefe para prejudicar os colegas que possam ameaçar sua posição de puxa-saco, ganhando com isso também o título de "dedo-duro".
Ai surge uma pergunta: “Adianta falar mal do puxa-saco para o chefe?” A resposta sempre será: NÃO... Se você falar mal, pode ser visto por seu chefe ou demais funcionários como invejoso.
E ao falar com um puxa-saco, não se faz necessário dar detalhes da vida pessoal nem ficar criticando a empresa, pois ele pode usar isso a favor dele e contra você. Pior ainda, é se o puxa-saco de hoje virar seu seu chefe amanhã. Por isso o mais sensato é manter a boca fechada e o olho aberto.