Sometimes its okay to be selfish [Flashback]| Hei Shou & Sunee
Faltavam apenas mais algumas semanas de férias e, apesar de ter aproveitado bastante aquele descanso mais que merecido depois de passar um semestre inteiro preocupado com trabalhos dentre outras coisas era impossível não sentir saudades dos vastos terrenos da escola ou dos amigos. Uma das pessoas que mais sentia saudade durante o período das férias era sua melhor amiga Sunee, com quem costumava ter diversas conversas demoradas tanto no decorrer das aulas, visto que estavam sempre na mesma turma quanto depois delas enquanto faziam seus deveres na sala comunal. A pequena tailandesa costumava sempre mandar uma carta mais ou menos no final das férias pedindo permissão para passar alguns dias com Hei e sua família, apenas por formalidade pois todos pareciam amar a presença de Sunee. Era tinha uma áurea que, embora tenha passado por muitas dificuldades no passado e ainda enfrentasse com a sua avó, ela nunca parecia estar zangada ou triste, muito pelo contrario. Estava sempre contagiando as pessoas ao redor com sua alegria e empolgação.
Os dois também costumavam fazer suas compras para o ano letivo seguinte juntos então, de uma forma ou de outra Hei estava esperando que pudessem se encontrar antes de embarcar no trem na plataforma nove e três quartos. Ainda assim ficou bastante empolgado, como sempre ficava, quando seus pais apareceram em seu quarto lhe dizendo que havia recebido uma carta da amiga. Nem tinham aberto o envelope da carta direito e os mesmos ja estavam lhe dando autorização para que Sunee ficasse alguns dias na casa com eles, lhe dizendo para que se apressasse logo para não deixa-la esperando demais. Eles não sabiam os detalhes, mas sentiam que Sunee não parecia se sentir muito confortável na casa com a vó. Não pensando duas vezes Hei afastou um Sook adormecido de cima da sua escrivaninha, visto que o réptil tinha o costume de ficar solto pelo seu quarto agora que não tinha que dividi-lo com mais pessoas e começou a escrever a resposta. Sabia também que essa formalidade era bastante importante para a vó de Sunee, que muito embora não simpatizasse muito com a pequena dificilmente deixaria que ela fosse para um lugar qualquer. Pelo menos Hei gostava de acreditar que a mais velha se importava com Sunee, ainda que de maneira bastante distorcida. Eram familia afinal.
Direcionou um pequeno sorriso a Sook, que agora coaxava indignado ao lado do tinteiro que usara para escrever a carta o fuzilando com o olhar. Ele não gostava muito quando perturbassem seu sono, mas ja sabia um modo de deixa-lo mais calminho. " Estou escrevendo uma resposta a Sunee, Sook. Ela esta vindo passar uns dias conosco." explicou ao sapo que, a simples menção do nome da loira ele pareceu se acalmar um pouco. Sabia qua mudaria completamente quando colocasse seus olhinhos em Sunee. Escutou os pais lhe dizendo que deveria arrumar o quarto de hospedes para que Sunee se sentisse confortavel e, enquanto Sook pulava e direção a janela, muito provavelmente montando guarda para quando Sunee chegasse ele se dirigiu ao quarto de hospedes.
O quarto de hóspedes no qual eles se referiam em questão era o que se localizava bem ao lado da escada que levava ao andar térreo da casa. E muito embora seu nome oficial continuasse sendo "quarto de hospedes", ele poderia muito bem ser descrito como "cantinho da Sunee", uma vez que seus pais (mãe) havia decorado ele inteiro para que a pequena tailandesa se sentisse em casa. Com o passar dos anos no qual Sunee vinha visita-los sua mãe pareceu se apegar a ela de tal forma que parecia se tratar da filhinha que ela sempre quisera ter, mas nunca tivera a oportunidade com tantos anos separados. Talvez fosse por conta desse fato que ela acabara por desistir de ter um segundo filho, coisa que seus pais conversaram bastante nos primeiros anos quando se instalaram na Inglaterra. As coisas em si não estão muito fora do lugar, apenas uma fina camada de sujeira resultado das obras que estavam sendo conduzidas na casa em frente. Como não podia usar magia fora da escola Hei tivera que usar os métodos mais trabalhosos, varrendo cuidadosamente o chão para em seguida passar um produto que sua mãe comprava especialmente para passar ali com cheiro das floras amarelas de uma árvore aparentemente bastante comum na Tailândia. Assim que terminou sua tarefa de limpeza Hei demorou-se alguns instantes observando as coisas ao redor, as cores delicadas traziam uma sensação de calma toda vez que entrava ali. O ambiente em si transmitia bastante da personalidade de sua dona, coisa que muitas vezes lhe reconfortava.