Cody terminou de apertar um último par de parafusos e checou as soldas feitas no grande arco apoiado contra a parede do portal feito às pressas, nos últimos meses desde que chegara em Storybrooke. Uhum, uhum... Tudo parecia estar no lugar. Os papéis cheios de cálculos estavam empilhados por diferentes lugares do laboratório em uma desorganização arrumada (que só ele e Filippa, provavelmente era capaz de compreender), e mal teve tempo de conferir os mais importantes antes de bater os olhos contra a lousa branca também repleta de anotações. E, dela, para o computador caríssimo na escrivaninha, que em um monitor mostrava os comandos terminais que a máquina executava, e, em outro, o quanto de cada componente estava sendo utilizado. Ok. Ok... Talvez, com o gerador novo que havia comprado, agora teria poder para fazer o primeiro grande teste. Acertou as câmeras para poder gravar aquele momento, comandadas pelo seu aparelho celular, e apertou o play de gravação. ❛❛ —- Certo! ❜❜ anunciou para uma delas com um sorriso empolgado. ❛❛ —- Esse é o primeiro teste do... Bem, eu não sei do que chamar ele agora. ❜❜ o loiro puxou o ar entredentes. Não havia tido tempo para renomear o projeto, o chamando pelo mesmo nome que fazia desde a época da NASA. Pensou por alguns segundos, e depois parou. ❛❛ —- Ok, a próxima tarefa é pensar num nome. Mas até lá... Teste 0! Eu acredito que eu vou conseguir teleportar algo vivo finalmente! ❜❜ comemorou, e depois foi para o computador, pressionando algumas teclas para começar a simulação. ❛❛ —- É arriscado? Muito. Mas é só um testezinho... Não tem como dar astronomicamente errado, pelo menos isso eu posso garantir. ❜❜ apertou o enter, e o portal se acendeu, as partículas vibrando na velocidade certa. ❛❛ —- O pior que p----- ❜❜ mas mal conseguiu terminar de falar. A sala foi inundada num flash gigantesco, do qual Cody só não machucou muito os olhos porque os protegeu a tempo e não estava olhando diretamente para o portal naquele instante. Então, tudo ficou absolutamente escuro. As luzes voltaram depois de alguns instantes, fracas e piscando. O cientista pegou o próprio celular, percebendo que as câmeras haviam parado de funcionar. Ligou a lanterna, e a virou na direção de onde lembrava estar o computador: desligado. E então para o portal, e... ❛❛ —- A-AAAAAH!! ❜❜ nem conseguiu disfarçar o susto, o aparelho escorregando pelos dedos e quase caindo ao chão. Tinha uma pessoa ali. Uma pessoa inteira! Acordada! Um desconhecido! O coração bateu forte no peito, sentindo o corpo tremer. Deus, uma pessoa. No seu laboratório secreto. Que havia escondido tão bem. Engoliu em seco. Precisava manter a calma, soar intimidador e ao mesmo tempo indicar que não sabia de nada! ❛❛ —- ... Quem é. Você?? Como entrou aqui?! ❜❜ que atuação terrível. Estava tão nervoso que era impossível não associá-lo a alguma parcela de culpa.