PACIÊNCIA, PACIÊNCIA… PARA PEGAR A LÂMPADA NA CAVERNA DAS MARAVILHAS o nosso novo habitante precisou de paciência. Ele costumava se chamar JAFAR, do conto ALADDIN, e antes da névoa da maldição arrastá-lo até Storybrooke, ele estava no REINO DE AGRABBAH, lá na FLORESTA ENCANTADA. Aqui na cidade você talvez o encontre se procurar por um tal de ALVAH ISRA que é JUIZ.
CONEXÕES REQUERIDAS
RESUMO
Jafar é o meio-irmão bastardo de Jasmine, pelo Sultão nunca tê-lo aceitado como igual (filho de feiticeira, fazer o quê). Buscando por vingança e pela coroa que era inerentemente sua,... Bem, a gente já sabe o que aconteceu. Em Storybrooke, Alvah é juiz da cidade, e é conhecido por ser um homem justo (mas é só a névoa falando, ele é o primeiro que passa pano pra outros vilões), de um passado trágico que inspira muitos outros querendo a carreira do direito. Como é um dos principais vilões da maldição que quer mantê-la a todo custo, fará o que for possível para deixar as coisas em ordem. É um colecionador de itens mágicos, então quem quiser deixar um token perdido com ele, será muito bem vindo.
Jafar e sua irmã gêmea, Nasira, são, na verdade filhos ilegítimos do sultão de Agrabbah. Recebiam uma merreca de pensão para não morrerem de fome e ficarem quietos sobre suas verdadeiras origens. Jafar viu sua mãe, uma feiticeira curandeira, morrer de uma doença terrível (que irônico!), e a sua incapacidade de fazer algo é o que mantém a chama de sua vingança acesa até hoje.
Mesmo que Jafar e Nasira aprenderam a manipular magia com alguém que pregava a cura e a defesa da vida, esse discurso esvaiu-se da mente do rapaz no momento em que segurou o corpo sem vida da mãe nos braços. Ele se tornaria o feiticeiro mais poderoso, e faria com que seu pai assistisse a própria queda. Jafar nunca foi um homem burro, e, dos ensinamentos da mãe, a paciência de ouro foi o que prevaleceu. Um homem autodidata, o que reuniu dos conhecimentos de magia para depois daquele ponto foi por mérito próprio-- e se dera tão bem que seus esforços foram reconhecidos pelo próprio Sultão, que pareceu se encantar com sua pessoa desde o primeiro dia que o pobre garoto pisou no palácio à procura de emprego (com uma grande força do carisma e da recém adquirida hipnose, é claro).
Tornou-se obcecado por Jasmine não por amor, mas por sentir que ela tomou seu lugar e o de sua irmã, e que ele, por ser o mais velho de todas as crianças, é o herdeiro legítimo. Seu ódio por Aladdin também provém do fato de se enxergar perfeitamente no garoto, e não suportar o fato que ele -- um ladrãozinho ainda por cima!! -- pode ficar com todos os louros da vitória de algo que era seu por direito.
Ainda que um dos seus desejos para o gênio fosse ter virado o feiticeiro mais poderoso do mundo, nada foi páreo para a armadilha que caiu ao pedir para ser transformado em gênio todo poderoso. Preso na lâmpada por anos até que fosse a vez de Nasira invadir o palácio e roubar sua lâmpada, desejando que o irmão voltasse a ser um feiticeiro, saiu com ainda mais sede de vingança do que nunca antes. Estava perto demais para perder agora. Foi com essa brecha que conseguiu roubar a lâmpada do gênio e utilizar-se de seus poderes para lançar a maldição.
DEPOIS DA MALDIÇÃO
Como seus desejos eram sempre focados em poder e influência, em Storybrooke, Jafar (agora Alvah) conseguiu isso da melhor forma possível: Sendo a pessoa com um dos maiores poderes de decisão sobre como a lei era exercida. As memórias falsamente implantadas lhe deram um background maravilhoso que faz questão de se aproveitar sempre que lhe é conveniente.
A trajetória trágica de Alvah Isra já inspirou muitos outros que quiseram rumar caminho à advocacia. Nascido e crescido em uma família com pouquíssimas condições financeiras, o que o salvou foi seu intelecto e carisma. Um verdadeiro gênio (o trocadilho era necessário), conseguiu uma bolsa de estudos para estudar direito em Harvard-- e não é que ainda encontrou a bondade em seu coração para voltar para sua cidade natal e tomar a posse do cartório? Storybrooke com certeza é muito sortuda em poder ter um homem tão altruísta cuidando da execução de suas leis! É visto como alguém muito justo e honesto, de uma oratória impecável-- e, se alguém ousar discordar demais, talvez seja a hora de colocar seus poderes de hipnose em prática outra vez.
ESTÁ ACORDADO?
Sim senhor, e muito bem, obrigado! Como um dos vilões principais a fazer parte da maldição, Jafar está muito satisfeito no quão certo as coisas deram para si, finalmente, depois de tantos anos. Seu token é um anel dourado com um brasão de cobra que carregava sempre no dedo do meio da mão direita; o anel que vira seu famoso e característico cajado.
PODERES
Depois de desejar se tornar o feiticeiro mais poderoso do mundo, Jafar pode fazer hipnose, levitar objetos, soltar fogo, e transformar a si mesmo e aos outros. Além disso, ele também é imune aos efeitos do fogo. Possui uma preferência pela aparência de cobra.
HEADCANNONS
Há muitos anos atrás, Jafar comprou um papagaio falante de outro feiticeiro, e a ele concedeu o nome de Iago. Os dois são unha e carne desde o primeiro encontro, e sempre estão se apoiando em qualquer decisão (ainda que normalmente essa seja uma via bem mais unilateral). Em Storybrooke, o Jafar transformou ele em humano para que pudesse ser um melhor auxiliar.
Leva uma vida extremamente regrada, ainda que muitíssimo luxuosa. Morando em uma das maiores e melhores casas de Storybrooke, um verdadeiro palácio, há pouquíssimas coisas fora do lugar ou um ponto de sujeira sequer, o que é impressionante, ainda que tenha tantos serviçais empregados a sua disposição.
Parece até ridículo dizer, mas Alvah é um bom juiz. É isso o que o torna tão perigoso. Conhecendo muito bem do mundo das leis, são poucas as vezes que precisa utilizar-se de sua hipnose para conseguir o que quer. Ele tem uma lábia muito boa e conhecimento demais para o próprio bem (e dos outros!).
Com relação a Pierre, Alvah mantêm-se favorável, mesmo que com suas dúvidas. Ele está do lado da manutenção da maldição, e nada mais. Se Pierre prometê-lo que conseguirá mantendo tudo em ordem, então assinará o tanto de papéis que o prefeito desejar. Não está muito contente com a forma atual que ele está agindo, mas como sua maior qualidade é a paciência, está esperando o momento certo para intervir, se assim for necessário.
Assim que ele lhe deu passagem ela entrou sem muitas cerimônias, estava mais do que na hora de se fazer anunciada para as pessoas certas e ele era uma delas. Jafar era basicamente da família, ainda que claro fosse muito mais próximo de Mary do que dela, algo como um laço maternal de algum tipo. E Winnifred compreendia isso, possuía uma relação parecida com Nebula, ainda que preferisse se ver mais como amiga do que mãe, por que mãe era um termo que ela odiava usar. ❝Tal como proclamei ao morrer, voltamos no Halloween, minhas irmãs e eu, sabe que não as deixaria para trás.❞ Mesmo que por vezes tivesse vontade, havia lhes feito uma promessa e ainda havia muito que pagar pelos erros que comentou com as mais novas. Não era das melhores nisso, mas fazia o que podia para ter as irmãs felizes ao seu lado. ❝Não nego que minha intenção quando usei minha magia não era possuir outro corpo, mas sim voltar no original, mas sinto que a maldição tenha criado um empecilho para isso já que nossos corpos não estão nesse mundo.❞ Explicou ainda que fizesse uma careta ao pensar no desconforto que era estar em um corpo que não era dela, ainda mais quando havia possuído Circe por puro engano, claro, não falaria isso para ninguém. Preferia manter a fachada que tudo era sempre muito bem planejado por si. ❝Ainda que claro, exista um bom lado em estar em outro corpo, não ter de lidar com Grigori é em definitivo um ponto positivo, não concorda?❞ Em sua mente, considerava que seria muito mais fácil o evitar enquanto ele não soubesse que estava de volta, especialmente enquanto não soubesse quem ela era agora. Queria manter assim pelo máximo de tempo que conseguisse, ela precisava ter o foco completo em sua missão de vingança e nada mais. Sorriu com o tom carinhoso, não era costumeiro que fossem dessa forma com ela, por isso se aproximou mais dele lhe dando um abraço apertado ainda que breve. ❝Também é bom lhe ver de novo, ainda que a vida no submundo não fosse tão difícil… Virei o braço direito de Hades.❞ Se vangloriou em um sorriso, ambiciosa até na morte sem parar de trabalhar por um segundo sequer. Mas fora justamente aquilo que concedeu a ela e as irmãs uma boa posição e muito menos sofrimento no submundo, claro, já trabalhava para Hades antes de morrer, mas a morte havia aproximado as Sanderson’s do Deus do submundo. ❝Nem fome ou sono por hora, mas devo admitir que me adaptar a um novo corpo é estranho e complicado, minha magia ainda não é mesma e tive alguns problemas com eletrônicos e bem, qualquer coisa elétrica.❞
❛❛ —- Bom saber que ao menos algo de bom veio de toda essa confusão ridícula. ❜❜ grunhiu, em um leve revirar de olhos, quando Circe mencionou sobre sua volta ao Halloween. Ele particularmente havia achado o evento terrível, é claro. Como se as fantasias não fossem ridículas o suficiente, Jafar sempre foi o homem contido que preferia observar a cidade em caos sem se envolver do que estar ativamente no meio da confusão. Era bom que os cenários ruins já estavam acabando e se controlando aos poucos, mas era melhor ainda que deu brecha para que as almas das suas antigas mã-- amigas e aliadas haviam retornado com certa segurança. Em corpos novos, sim, mas em segurança. Deu uma risada de escárnio quando a loira mencionou sobre Rasputin. ❛❛ —- E como. Você não faz a menor ideia como ele está dando nos meus nervos ultimamente. O homem já era difícil de ser um bom comparsa no passado, mas agora está impossível. ❜❜ massageou as têmporas, sentindo brevemente a enchaqueca que sempre disparava quando perto do loiro. Suspirou, baixando os dígitos ao lado do corpo para encará-la a tempo de flagrar o sorriso, e abriu os braços para que pudesse retribuir o breve abraço apertado. Ergueu as sobrancelhas quando ela falou sobre ser o braço direito de Hades. ❛❛ —- Oh? Sinto que não devia estar surpreso com esse feito, mas ainda assim é algo extraodinário. Como conseguiu essa proeza? ❜❜ sua falta de surpresa se devia ao fato que, se tivesse que apontar alguém que conheceu para tornar-se braço direito do deus do submundo, com certeza apontaria Winnifred, até mesmo entre as Sandersons, que já trabalhavam para Hades antes da morte. Ela não era só poderosa, mas tinha um ótimo jeito com as palavras que fariam qualquer um parar e escutá-la por algum tempo. Assentiu com a cabeça conforme ela lhe explicava suas atuais dificuldades com eletrônicos. ❛❛ —- Podemos fazer alguns testes aqui em casa para conseguirmos limitar esses pequenos percalços com eletrônicos. Quanto à magia... Vai ser um pouco difícil se acostumar, mesmo. Storybrooke não deixa até nós, vilões, termos nossa magia por completo. Medidas de segurança. Porém fazemos muito mais do que qualquer outro usuário de magia, é óbvio. Posso lhe emprestar alguns artefatos para poder atenuar e melhorar a conexão do novo corpo com suas habilidades... Ah, qual seu token? ❜❜ Alvah não conseguia parar de falar, parecendo uma criança empolgada de vocabulário rebuscado. Mas poderiam culpá-lo? As Sandersons estavam de volta! Sua família estava de volta. Teriam um período de adaptação esquisito, mas, no final, conseguiriam viver bem por ali. Não poderia receber notícia melhor.
❛❛ —- Me desculpe. Com licença... Me desculpe. ❜❜ se Alvah visse alguém correndo daquela forma tão desesperada para se encontrar com uma mulher, de certo pensaria que se tratava de Ruzgar, e não dele mesmo. Todavia, enquanto continuava empurrando as pessoas que insistiam em ficar no seu caminho no tribunal de sua sala até onde seu carro estava estacionado, não pensava no quão patético ele devia parecer enquanto corria com os papéis debaixo do braço pertencentes à maldita desculpa que havia arrumado apenas para ver Marietta. Não, ele só pensava nela justamente. Em poder tê-la por perto outra vez, ainda que não da maneira mais ideal possível. Sentia-se frustrado pela maldição que ele mesmo havia ajudado a construir não possuir regras claras dentro dela mesma, volvendo-se e mexendo-se e adaptando-se para cada indivíduo que a adrentava. Forte e magnífica, sim, mas cada vez mais instável e, dentro dela própria, imprevisível. Como fazer para acordar Marietta, ele se pegou questionando tantas noites que foi vítima de insônia. Provavelmente era assim que os mocinhos acordados se sentiam ali: angustiados, sem terem para onde correr enquanto observavam seus entes queridos tomando atitudes e acreditando em histórias que não os pertenciam. Bem, ao menos a personagem de Barbara Harvey em muito era similar à figura original de Marietta, tanto em questão de personalidade quanto fisicamente. Já estava melhor que muita gente. Bem, não importava agora. Teria um momento com ela! Na casa dela. O coração batia firme contra o peito, e aproveitou que àquele horário não tinha tanto trânsito para chegar rapidamente até o local, tocando a campainha e anunciando sua chegada com uma ansiedade que poderia ser considerada adolescente. Sorriu educado quando a viu, guardando para si um suspiro nostálgico. ❛❛ —- Boa tarde, senhorita Harvey. Fico feliz que pudemos arranjar esse horário em comum. ❜❜ “em comum” o diabo! Coitado era de Iago que teria de remarcar as duas reuniões que teria com o secretariado, o que envolvia checar muitas agendas. Infelizmente, seria um mal necessário. ❛❛ —- Prometo que não tomarei muito de seu tempo. ❜❜
Gaston era bom com palavras, sempre havia sido. Sabia dominar seu público como ninguém. Falava o que queriam ouvir, mas manipulava o discurso de forma que fizessem o que era de interesse e desejo dele. Era ele quem comandava o show, o resto era apenas um bando de figurantes que deveriam estar trabalhando para ele no fim das contas. Queria todos trabalhando para si, de forma que ele conseguisse poder infinito, se tornasse o vilão dos vilões, era claro! Foi assim que decidiu que precisava do gênio. Claro, ele tinha a fada negra ao seu lado, e ela era sua arma mais confiável, sua aliada mais fiel - sabia que ela faria qualquer coisa que ele pedisse. Mas um gênio da lâmpada? Aquele poder seria universal, gigantesco. E decidiu começar a conversa de forma manipuladora - dizendo o quanto os poderes do homem o encantavam e como ele era habilidoso. Mas foi descobrindo que, naquela realidade, ele estava limitado a obedecer Jafar de todas as formas, já que ele tinha seu token. Ah, então era isso. Convenceu o Gênio que, se por acaso ele conseguisse pegar o token, o libertaria das mãos do tenebroso Jafar, oras que vilão terrível! Mas a verdade era que Gaston pensava apenas em roubar a posse de um dos seres mais poderosos do mundo, para tê-lo sob seus comandos. Daquela forma, ele seria não apenas o dono da cidade, mas o dono de tudo como assim devia ser feito. Era isso que pensava. Era isso que acreditava mais do que tudo. E comprando a história heróica de Gaston, o Gênio disse que talvez pudesse encontrar o token na casa de Jafar, mas não tinha certeza. Bom, era um bom começo, querendo ou não. E Javert raramente pensava duas vezes antes de fazer o que queria.
Se fosse um feiticeiro solitário e egocêntrico, onde é que esconderia uma lâmpada mágina? Esse foi o pensamento quando adentrou a casa de Alvah, com uma arma de cano longo na mão. Claro, havia entrado depois de arrombar a porta com seu pé - ele era alto e forte, podia entrar no lugar que quisesse, oras. Começou pelos armários óbvios da sala, abrindo suas gavetas com grosseria e derrubando as coisas. Quebrou a parte de trás, para ter certeza de que não havia qualquer fundo falso. Por cada janela que passava, Gaston dava um tiro, para ter certeza de que não havia nada escondido no meio do vidro. Pode parecer idiota? Sim. Mas magia poderia ser estranha as vezes, não? Subiu para os quartos, atirando em tudo que achava que poderia ser uma armadilha. Com uma faca que tinha no bolso, rasgou todo o colchão, talvez ele tivesse deixado dentro da espuma. Mas nada. Procurou em seu closet, no bolso de suas camisas - e perfurou algumas delas - quebrou até mesmo o frasco de perfume. Quando desceu de novo? Além de diversos empregados assustados, havia um policial na casa, assustado com a presença de Javert. Sua mulher podia apagar a memória dele depois, simples. Encarou a televisão no centro da sala, pensando se não estaria ali dentro e acertou-a com o cano longo de sua arma, antes de ouvir a voz de Jafar. Virou-se para ele e apontou a arma para si. “A lâmpada. Onde é que está hein? Eu não tenho o dia inteiro e eu não tenho medo de acabar com você” ele tinha consciência de que a arma não resolveria nada, o homem era mágico. Mas ele era mais forte e estava protegido de magia. Observou as pessoas saindo e, com a pergunta de Alvah, ele caiu na gargalhada “Um bom motivo? Posso te dar dois, três, sete! O primeiro, você não quer que sua vida vire um inferno na terra, quer?”
Jafar não se considerava fraco, e muito menos se considerava um homem medroso. Considerava-se, no entanto, cauteloso. Tinha muita noção que aquela arma que ele segurava nas mãos, além de todas as outras que ele contrabandeava, era muito mais poderosa que quaisquer outras à base de pólvora que encontrasse na Floresta Encantada. Sabia que a velocidade de uma bala conseguia vencer qualquer feitiço que precisasse castar em contra-ataque, então para poderem discutir em segurança, precisava erguer uma barreira mágica -- que merda não ter pensado nisso antes de ir tratar com o maluco; era isso o que dava fazer as coisas sem pensar. Agora, tinha de deixar as coisas mais lentas, esperando que ele não notasse a formação mágica que se ergueria ao seu redor, praticamente invisível. ❛❛ —- Ah, então isso é sobre a lâmpada do gênio. ❜❜ Jafar comentou, vagoroso, tomando o tempo que precisava. Olhou com descaso para o cano da arma que era apontado em sua direção, como se não tivesse medo que aquilo o atingisse, e subiu de volta o olhar para Gaston. ❛❛ —- Por ora, só está me indicando dois, três, sete motivos para justamente entregá-lo à ala psiquiátrica. ❜❜ negou com a cabeça em seguida, como em um gesto de decepção pela falta de lógica do homem. Bem, inteligência nunca havia sido o forte dele, mesmo. ❛❛ —- Acha mesmo que eu vou te entregá-la assim tão fácil? Por favor. Eu a estava procurando por décadas antes mesmo de Storybrooke. É sinceramente o único item que precisa? ❜❜ ergueu as sobrancelhas, surpreso. ❛❛ —- Imaginei que sua querida esposa estivesse fazendo um bom trabalho ultimamente. Estava errado? Porque você parece bem desesperado em conseguir justamente a lâmpada. Ou está aqui a pedido de alguém? ❜❜
❝Ao menos vocês ainda tem lado bom para puxar de algum lugar.❞ Ela não pode evitar de soar um tanto amargurada, os olhos indo prontamente até a urna onde ficavam as cinzas de Isolde, não gostava de falar da mãe ou do pai, assuntos pessoais demais para bruxa. Traziam algo do qual ela detestava lidar com, sentimentalismo. ❝Eu sei que não vai, eu mesmo me garanto em relação a isso.❞ Sorriu de forma afável, ainda que ela em si não fosse uma pessoa afável. Se havia algo que a Sanderson não possuía problemas era em fazer cobranças, se achava no direito de o fazer, mesmo quando não o tinha verdadeiramente. O observou tirar o livro da bolsa, sorrindo ao ver do que se tratava, um assunto do qual ela gostava ainda que não usasse com frequência. ❝É uma ótima linha, devo admitir, ainda que eu diria que depende muito de seus objetivos para com ela… Transformar coisas inanimadas é mais fácil do as animadas, também é mais fácil transformar outras pessoas, não é, Thackery?❞ Um sorriso maldoso surgiu na face da ruiva quando a atenção se voltou ao gato preto no canto da sala, este apenas tentou pular em sua direção raivoso sendo atingindo por um pequeno raio de energia verde da bruxa. ❝Ora, vamos Thackery, você possui uma vida muito melhor como gato… Poderia ter feito muito pior com você.❞ Cansado e machucado, o gato apenas saiu para fora pulando pela janela, agora sendo possível o ouvir reclamar “Maldita bruxa! Um dia ainda vou me vingar dessas desgraçadas! Esperem só!” Mas as ameaças do gato não tiraram o sorriso de satisfação da Sanderson. ❝Não ligue pra ele, precisa de mais algumas décadas pra se acostumar… Mas me diga, já praticou algo antes?❞
O sorriso afável de Sanderson não passou despercebido, e Jafar se remexeu contra a poltrona, apesar de não ter compreendido exatamente o que o fez agir daquela maneira. Winnifred era uma bruxa poderosa, e estava literalmente falando sobre cobrar um favor seu no futuro. Devia sentir medo do acordo-- mas, ao contrário, estava tendo uma sensação esquisita de... Pertencimento. Era porque ela havia demonstrado a falta de identidades paternais em sua vida? Hm, talvez. Mas por ter experimentado uma miséria daquele sentimento somente quando esteve ao lado da irmã gêmea, supunha estar desconfortável por sentir uma nova pontada de vulnerabilidade -- mal imaginava ele o quão vulnerável sua relação com as Sanderson acabaria se desenvolvendo, com elas tornando-se a família que ele nunca teve. Por hora, apenas desviou os olhos para o gato falante e carrancudo que xingava Winnifred e suas irmãs, que até tentou atacá-la de forma súbita, e o lampse de magia para atirar o animal longe fez com que Jafar se encolhesse rapidamente pelo susto. ❛❛ —- ... Claro... ❜❜ esticou os cantos dos lábios para as laterais do rosto, numa expressão de descontento enquanto o gato xingava e ia embora. “Algumas décadas para se costumar”? Esperava não incomodar qualquer uma das Sanderson o suficiente para ter aquele mesmo fim. Ainda assim, era fascinante que ela havia conseguido utilizar-se de transmutação por tanto tempo! E em uma criatura orgânica, ainda por cima! Sabia que havia ido ao lugar certo. ❛❛ —- Bem, eu já... Tentei algumas coisas. ❜❜ ele admitiu, desviando o olhar de volta para o livro antes de deixá-lo sobre o pequeno criado mudo que tinha ao seu lado. Afastou uma parte da túnica justa ao tronco para poder puxar de lá uma pequena cobra de ouro, de olhos vermelhos, enrolada em si mesma. ❛❛ —- Isso era um cajado. ❜❜ ele disse, se levantando para se aproximar da ruiva e mostrá-la o objeto. ❛❛ —- Consegui roubar do mercado negro em Agrabah antes de fugir. Ele é capaz de canalizar os poderes e teoricamente seria um excelente foco arcano... ❜❜ franziu o cenho, pressionando juntos os lábios. ❛❛ —- Mas depois que modifiquei sua forma para conseguir fugir com ele escondido... Não consigo transformá-lo de volta. Acho que seria um bom início de estudo. ❜❜
Quando Mary voltou, ela não tinha exatamente certeza de muitas coisas. O porquê de estar voltando nem sempre tinha sentido, o novo mundo era em partes assustador e deslumbrante. A bruxa apenas não via aquilo com os olhos tão bons, mesmo que seguisse as irmãs. Então, enquanto essas tinham suas vidas, Mary teria de dividir o tempo entre a vampira que tinha possuído e ainda assumia o corpo, e o que queria realmente fazer. No caso, de madrugada, não tinha muito que buscar em uma cidade pequena...que não fosse procurar por antigos rostos. Quando soube que Alvah estava por perto, não demorou dois dias para que fosse até ele, mesmo que invadir casas não fosse a melhor opção. Então, convenceu os criados que Elizabeth era uma.... Amiga, conseguindo acesso, esperando até que ele estivesse em casa. Não precisava olhar duas vezes pra reconhecer o rosto carrancudo pela vida, mas que sempre a fazia sorrir. "— É bom te ver novamente, Alvah." Optou por começar assim, a expressão do outro indicando que tinha de ser rápida. Então, em um outro sorriso típico, continuou. "— Ora essa, vai me dizer que não reconhece sua mãe, Alvah? Sou eu, Mary. Mary Sanderson. Eu voltei." E para que ficasse claro que era ela, nos dedos brincava a energia avermelhada que só podia ser da bruxa, o avisando que podia confiar.
A casa do juiz Isra, àquela altura do campeonato, era um lugar que estava recebendo diversos visistantes. Não importasse quantas vezes Jafar tentasse hipnotizar os criados para deixar claro sua ordem de não receber pessoas que ele não os havia alertado a priori, parecia que seu feitiço de hipnose estava encontrando brechas em si mesmo a cada nova pessoa que tentava manipular (maldita seja Storybrooke!). Bem, devia ser extremamente confuso para os manipulados que haviam desconhecidos que entravam na casa e não eram bem-vindos (como Javert e Edward), e outros que o eram, como... Era o caso de Mary Sanderson, aparentemente. Quando foi lhe alertado que havia uma mulher o esperando na sala, Jafar sentiu os ombros tensos. Certo... Sentiu o anel no dedo latejar conforme as ondas mágicas escapavam do que antes era o cetro com a cabeça de cobra e enrolavam-se em sua mão, escondida atrás das costas, preparando-se para atacar ou se defender. Andou em estado de alerta até encontrar com a mulher, o cenho franzido em confusão conforme ela lhe chamava e agia de forma tão... Característica? Tombou a cabeça para o lado, tentando compreender, até ver a energia avermelhada que era idêntica a que ele próprio estava preparando naquele exato momento. E então, compreendeu. ❛❛ —- Mã-- Mary? ❜❜ corrigiu-se rapidamente, dissipando o feitiço. Que mania estúpida a sua de associar aquela Sanderson a uma figura maternal, ora essa. Ainda assim, o primeiro instinto foi o de atravessar a sala a passos largos para puxar a morena para um abraço apertado. A mulher que o havia acolhido em sua família e o ajudado com seus primeiros passos para a feitiçaria das trevas, que o havia dado apoio tanto técnico quanto emocional... A mulher que havia morrido, mas agora estava consigo outra vez. ❛❛ —- Você-- Ah, é você mesmo. Eu não... ❜❜ a voz de Jafar estava quebrando de emoção? Alguém traga um microfone! Enquanto as mãos seguravam firmes as laterais do corpo de Mary, fechando os olhos e apenas sentindo que estava abraçando a bruxa conhecida, deixou que a têmpora descansasse contra a lateral do rosto dela. ❛❛ —- Você ficou mais alta. ❜❜ ele murmurou, num tom de brincadeira, porque de fato aquele corpo era mais alto que o original; não era bom lidando com quaisquer tipos de sentimentos.
Eles trabalhavam em conjunto, sim, mas Kartal não queria que tivesse apenas parte do apoio de Alvah. Até porque sabia muito bem que mesmo aquela pequena parte não teria nada de leal, considerando que Jafar conseguia ser “justo” (se fosse possível descrever com aquela palavra) demais para tomar lados cegamente. Nem sempre era fácil, porém, fazer notar seu valor quando era o único em todo aquele jogo sem qualquer tipo de poder. Tudo bem, ele tinha ótimos conhecimentos; para além das estratégias, havia aprendido o suficiente sobre venenos e vinha melhorando seus estudos sobre o pó mágico. Ainda sim, em questões de poder unicamente, não poderia jamais ser equiparado ao feiticeiro Jafar ou ao Deus Hades. O que, no fim, também podia ser bem satisfatório que tivesse conquistado um bom patamar de igualdade mesmo com tudo trabalhando contra si. Mas aquele negócio vinha de acordos e favores, de conexões e aliados. E um aliado de peso seria mesmo aquele homem diante de si. “Tenho certeza de que os estudos sobre pó mágico seria úteis a você, também.” Afirmou, prosseguindo o assunto. “O problema é que quando eu o extraio” Uma forma bonita de dizer que arrancava coração de jovens inocentes “Ele dura pouco.” Alvah não precisava saber que era aquilo que abastecia a energia da cidade; não tinha muito acesso às supostas ‘pesquisas’ de Bartosz, mas poderia. Se estivesse do seu lado. Ainda havia um caminho grande demais a percorrer para convencê-lo, porém; Gancho sabia. “Quase não se dá para aproveitar e ver onde poderíamos usar. Bom, não da forma que extraio hoje, pelo menos. E você sabe, com certeza, o quão difícil é usar magia da luz para coisas… não tão iluminadas, se é que me entende”
De todos os vilões principais que organizaram a maldição juntos, Gancho era, de longe, o que mais Jafar conseguia nutrir grande respeito. Não que não o fizesse pelos outros, claro, mas sua admiração pelo homem era diferente da que tinha por Malévola, por exemplo; a mulher era dotada de fortes poderes tal qual ele mesmo. Os poderes de Gancho, no entanto, vinham de outras vias -- ele era um humano, oras. Um humano perdido para sempre em Neverland, amarrado aos próprios traumas e continuando vivo somente pela vontade de vencer. Surpreendente, para se dizer o mínimo. Ainda que seu inimigo principal fosse um pivete (e aí não estavam tão distantes um do outro), Gancho foi conhecido por tomar partido em inúmeras brigas que qualquer um que não tivesse uma vontade astronômica (e uma sorte absurda) estariam mortos agora. Era esse o infeliz motivo principal para que não tomasse cem por cento o lado do pirata: Jafar era meticuloso e paciente; Gancho era raivoso e passional. Ambos encontravam-se no ponto de desejo por vingança, e por isso conseguiam fazer tratados e estabelecer encontros como foi Storybrooke e como estava sendo aquela reunião de negócios agora; mas era isso, apenas. Não podia deixar cair demais ao lado de Kartal e destruir benefícios que tinha com seus inimigos declarados. Ainda assim... Enquanto Kartal compartilhava seus estudos sobre o pó mágico... Jafar tinha de se controlar muito para não sorrir mais do que deveria. Se sentia bem em ser alguém cuja aliança era tão estimada. ❛❛ —- Só de você ter conseguido extraí-lo, para início de conversa, é... Estupendo. ❜❜ admitiu. Fadas e seus poderes nunca foram exatamente o foco da magia de Jafar, que gastou muito mais tempo com feitiçaria e artefatos mágicos. Contudo, jamais negaria que era uma fonte de poder interessante. Magia de luz, sim, e portanto menos poderosa quando em mesma quantidade à magia das trevas, mas muito mais estável. Isto é, como apontado pelo próprio Kartal, quando utilizada para os propósitos “corretos”. A não ser que... ❛❛ —- Nunca li de fato sobre extração de pó mágico, mas tenho vagas lembranças de como ele... Se organiza, por assim dizer. ❜❜ ficou pensativo, o olhar perdido nas partículas brilhantes que sumiam em pleno ar. ❛❛ —- Creio ter um livro em minha biblioteca sobre. Talvez os métodos de extração não sejam o problema, e sim sua estabilização. ❜❜ enfim voltou os olhos para o pirata, com um pequeno sorriso de quem já imaginava que uma boa negociação se desenvolveria ali. ❛❛ —- Mas acredito que não tenha me chamado aqui apenas para contar sobre a falta de utilização da magia de luz para atividades das trevas, correto? ❜❜
“Faaaaaaala, meu parceiro!” O ânimo em sua voz era raro, mas só existia porque incomodar toda a existência de Jafar era um de seus afazeres favoritos. O melhor de tudo é que já que pareciam ter uma diferença de idade absurda - aquela carranca constante em Alvah o fazia parecer ter uns 80 - caso o outro decidisse ser grosseiro demais poderia simplesmente fingir ser um adolescente digno de pena para que os outros funcionários o deixassem ficar ali. “Digo… tio Alvah!” As sobrancelhas subiram e desceram, combinando com o sorrisinho brincalhão conforme analisava o estado do escritório do homem. “Eu tava morrendo de saudade, sabe? Acho que você acabou bloqueando meu número por engano então tive que vir aqui pra gente passar um tempo junto. Tá precisando de ajuda no trabalho? Aposto que tá, né, tadinho? A idade chega pra todos mesmo e sei que sua cabeça não funciona mais como antigamente.” Um trio de funcionários que passava no corredor sorriu ao ouvi-lo. Diziam muito por aí que ele era um exemplo de jovem, se preocupando com os mais velhos e tudo mais. O povo era burro pra porra! “Seguinte, tô tendo alguns problemas com uns documentos e preciso que você dê um empurrãozinho, sacou?”
Cada segundo que a sílaba do cumprimento era estendida, Alvah sentia um pulsar diferente da tremenda enxaqueca que surgiu repentinamente. Ah, não. Pietro não. Como se não bastasse todos os vilões que precisava ter de colocar em uma coleira para poderem fazer seus trabalhos corretamente, ainda tinha de aguentar um pirata-ex-garoto-perdido-imortal-teoricamente-mais-velho-que-ele na sua cola! Estava considerando mesmo que havia algum erro na maldição que o havia detectado como um mocinho, porque não era possível que estivesse sofrendo tanto. ❛❛ —- Preciso lembrar de aumentar a segurança no tribunal e da minha casa. ❜❜ mumurou par si mesmo o lembrete mental, massageando as têmporas e tomando um pouco de coragem para erguer o rosto para a face jovem. O rosto impassível e congelado em seriedade não mudou um músculo quando Pietro o chamou de tio, e muito menos enquanto ele cnversava consigo de forma tão casual. ❛❛ —- Não foi um engano. ❜❜ ele garantiu sobre o número bloqueado, mas aquilo não pareceu ser o suficiente (infelizmente) para fazê-lo parar de tagarelar. ❛❛ —- Não preciso da sua ajuda. ❜❜ pontuou, e olhou para os funcionários babões com um tom de reprovação. Um rostinho bonito e carismático movia montanhas, aparentemente. Ergueu uma sobrancelha ao pedido, que, até então, parecia ser bem normal e até fácil de ser resolvido. Talvez, se o atendesse rápido, ele largasse logo do seu pé! ❛❛ —- Feche a porta atrás de você, por favor, e eu verei o que posso fazer. ❜❜ pediu, indicando o corredor com uma das mãos antes de se virar para o computador para abrir os programas que usava para encontrar processos e outros documentos. ❛❛ —- Do que precisa exatamente? ❜❜
O escritório nos fundos da confeitaria de Hazel parecia ainda menor na presença de dois homens. Não costumava receber visitantes, porque na maior parte do tempo era uma pessoa mais reclusa, que gostava de ficar sozinha e resolver seus problemas por si mesma. No entanto, visto que dois de seus parceiros, Alva e Ruzgar, pareciam perdidos em seus personagens, Hazel pensou que deveria tomar alguma decisão. Estava cansada de sentir que estava perdendo tempo, indo a lugar nenhum enquanto os dias passavam e ela continuava presa na cidade que detestava, sem poder concluir o que gostaria. Sentia-se irritada por estar vivendo como Hazel quando na realidade queria recuperar seu trono e sua plena força… Quase amargurada, principalmente quando percebia que estava se deixando levar demais pela identidade falsa, quando encontrava prazer nas atividades corriqueiras do dia a dia e sorria com coisas que considerava bobas. Um sinal de fraqueza, é claro! “A razão pela qual reuni vocês aqui hoje…” Começou. Estava sentada atrás de sua mesa, as mãos juntas como um verdadeiro gênio do mal. “É pra perguntar que porra tá acontecendo. Ruzgar, por que toda vez que te vejo está correndo atrás de uma mulher diferente?” Bradou irritada, os olhos fuzilando o feiticeiro e em seguida voltando-se para Alvah. “E você, Jafar? Amoleceu?” Inquiriu, esperando arrancar qualquer reação deles.
Quando a Rainha Má convocou tanto Rasputin quanto Jafar para seu escritório atrás da confeitaria, o feiticeiro de areia saiu pomposo de seus afazeres como juiz para encontrar com os outros dois vilões. Ousaria dizer que até estava em um bom humor. Oras, finalmente Ruzgar teria o que merecia como membro importante do time vilanesco que estava fazendo nada para ou ajudar na manutenção da maldição que estava instável nos últimos meses, ou para torturar os mocinhos. Sentia que o loiro estava colocando mais energia o irritando do que efetivamente cumprindo com o papel que deveria. Estava mais do que na hora de receber uma bronca que não fosse sua! Excelente! Cumprimentou Ruzgar com um sorriso prepotente na porta da confeitaria, e assentiu com respeito para a Rainha quando foi dada permissão para entrar na sala e se acomodar em uma das cadeiras. À primeira bronca, Alvah ainda mantinha a pose orgulhosa, até que o olhar irritado da mulher voltou-se para ele. Não era possível que estava também recebendo um puxão de orelha sendo que não havia feito nada de errado. ❛❛ —- Se eu amoleci? ❜❜ Alvah estalou a língua no céu da boca e revirou os olhos, num bufar de escárnio. Que ultraje! Que absurdo! ❛❛ —- Com todo respeito aos nossos outros colegas, mas há pessoas que estão se dedicando para essa manutenção muito mais do que as outras, e eu definitivamente sou uma delas. Por todos os temperos de Agrabah, Hazel, está implicando que justo eu estaria relaxando em prol de tentações humanas? Sendo que temos... ❜❜ gesticulou para Ruzgar ao seu lado. ❛❛ —- ... Bem aqui! ❜❜
4) our muses impulsively have sex after committing a high stakes crime together ( murder, bank robbery, etc. feel free to specify ).
Os dois feiticeiros haviam acabado de chegar no esconderijo em Briar que haviam escolhido justamente para aquela ocasião, e nenhum deles conseguia parar de sorrir. Rasputin não parava de tagarelar sobre como havia sido incrível invadir o banco central do reino, como conseguiram executar o plano quase perfeitamente se não fosse o imprevisto de um dos guardas saindo do efeito da hipnose mais cedo que deveria, como até chegou a duvidar se iriam mesmo conseguir sair com as joias mágicas, e sobre como eles formavam um bom time, no final das contas! ❛❛ —- Eu não me lembro a última vez que eu senti tanta adrenalina. ❜❜ o mais novo admitiu, enquanto olhava um dos rubis contra a luz da lamparina. Estava tão absorto na pedra preciosa que nem notou quando Grigori caminhou até seu lado para que ele pudesse fazer o mesmo, aproximando o rosto do outro feiticeiro para enxergar o brilho refletido da mesma forma. ❛❛ —- Tem razão, Grigori. ❜❜ ainda sorridente, e com os olhos brilhando, ele pontuou, baixando o rubi para deixá-lo contra a mesa de centro. ❛❛ —- Nós formamos um ótimo time. ❜❜ qual foi a sua surpresa quando virou-se na direção de onde anteriormente havia visto a voz para notar que não apenas o outro estava muito mais perto de si do que antes lembrava, mas também ele havia estendido a mão para pegar o rubi dos seus dedos para continuar o observando contra a luz. O toque junto da proximidade fez com que Jafar travasse os dedos ao redor do objeto e prendesse a respiração, chamando a atenção de Grigori. Ele ficava muito mais atraente que o normal quando as coisas davam certo e ele obedecia os seus planos. E à meia-luz também. Rasputin franziu o cenho pela reação súbita, imaginando que Jafar havia encontrado alguma coisa para reclamar (ele sempre encontrava) sendo que estavam tão bem até milissegundos atrás. Chegou a se inclinar na direção do mais baixo, preparado para perguntar o que diabos havia de errado sendo que ele só queria admirar o roubo um pouco mais, quando impulsivamente Jafar colou a mão livre na lateral do rosto do outro feiticeiro para puxá-lo para um beijo. Intenso, mas rápido. Se afastou com a mesma expressão surpresa do cúmplice, esperando que suas orelhas não estivessem tão vermelhas quanto a terrível sensação de formigamento indicava. -- Uhh, Jafar? -- Grigori o chamou em confirmação para o que tinha acabado de acontecer, sorrindo incrédulo. Jafar revirou os olhos, segurando o tecido da camisa na altura do coração. Adrenalina, ele havia dito antes. Nunca havia sentido nada igual até aquele roubo arriscado, e não queria que parasse. Escorregou a mão livre de volta para os próprios cabelos, pigarreando e entregando o rubi para o outro. ❛❛ —- Perdão. Eu não sei no que eu estava pensando. ❜❜ admitiu, afastando-se para poder ir até a porta do lugar e checar mais uma vez se não haviam sido seguidos até ali, se o domo de invisibilidade erguido pelos dois mais cedo ainda estava intacto (é claro que estava, aquilo foi executado quase que perfeitamente). Estava sentindo o sangue correr tão rápido pelo corpo que nem notou quando Rasputin deixou o prêmio sobre a mesa e se aproximou para detrás de si, puxando a maçaneta da porta para fechá-la outra vez e pressionando o corpo de Jafar contra a superfície de madeira, já grudando os lábios contra o ouvido dele. -- Relaxa. Não fiquei chateado não. -- a mão livre subiu pelo braço alheio, leve e ágil, como quem sabia o que estava fazendo, até passar rápido pelo ombro e encaixar-se contra a garganta do feiticeiro de areia, os dedos fazendo pressão ali e conseguindo arrancar o primeiro do que seriam muitos suspiros naquela noite. -- Deu tudo certo, não deu? Vem cá, deixa eu te dar um prêmio. -- seguiu uma trilha de beijos pela lateral do rosto alheio, retirando a mão da maçaneta para deslizá-la pelo tronco do outro enquanto ainda mantinha os dedos seguros contra o pescoço. Normalmente, Jafar falaria para que ele parasse com aquilo imediatamente. Não tinham tempo para aquelas gracinhas, tinham de dormir logo e ficarem espertos para a fuga no dia seguinte. Porém... Ele queria, sim, um pouco mais de aventura. Esforçou-se para girar o corpo no próprio eixo e ficar de frente para Grigori outra vez, o puxando com as mãos para outro beijo partilhado agora sem surpresas, e apenas desejo. Só por mais algumas horas, ele concordou com a própria mente como se não fosse se arrepender daquilo no dia seguinte. Apenas para manter a adrenalina correndo.
📲: Não estou defendendo ele, apenas estou apontando o fato de que se você está sendo incapaz de o convencer a algo quando tenta a tanto tempo, talvez seja você que deva mudar sua forma de agir.
📲: Você não era conhecido por ser bom convencendo as pessoas? Pois está me parecendo falhar miseravelmente neste departamento, Alvah, aconselho melhoras em seu desempenho.
📲: Tão pouco ele está apaixonado por mim, não diga besteiras apenas por que você não obtém sucesso.
📲: E por que eu pediria isso a ele? Não é como se você estivesse fazendo muito por mim, não é?
📲: Eu poderia sugerir que era algo com Barbara, mas duvido que ela fosse aceitar passar uma hora inteira em reunião com você. Então, boa sorte descobrindo quem foi.
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[ 20 minutos depois ]
📲: Justo, Circe. Você está certa. Não posso colocar o peso das minhas responsabilidades nos seus ombros.
📲: Responsabilidade minha? Por que diabos ele seria responsabilidade minha?
📲: Ela está ótima, estamos na beira da piscina bebendo alguns drinks. Nada demais.
📲: Ao menos pra mim ele sempre foi útil, irritante, mas não é como se ele negasse qualquer coisa que eu o mandasse fazer.
📲: Ele fez isso foi? É engraçado, eu ri.
📲: Se ele fez 117 slides não é prova que ele se dedica quando quer? Se ele não está colaborando com você é por que você não sabe como o instigar a fazer um bom trabalho.
📲: Pelos temperos de Agrabah. Você é incorrigível.
📲: Vocês são incorrigíveis. Se merecem.
📲: Se você defende ele, automaticamente ele se torna uma responsabilidade sua.
📲: E ele não está apaixonado por mim para fazer tudo o que eu quiser. Infelizmente, bom senso não funciona com ele.
📲: Será que você poderia fazer o favor de pedir para ele por favor não gastar mais o meu tempo? Eu ainda não descobri o que ele conseguiu desmarcar da minha agenda naquela uma hora e estou preocupado.
📲: Tenho certeza absoluta que o corretor não trocaria Ruzgar por namorado a menos que você tenha o chamado de namorado antes em outras mensagens. Muito menos teria sentido quando você usou o “seu” anteriormente. Ele não é nada meu.
📲: Deixarei passar dessa vez, apenas por que estou com Barbara e não quero me irritar na presença dela.
📲: Quanto a matá-lo, recomendo que não, afinal, eu ainda teria de lidar com o fantasma dele.
📲: Fora que ele é mais útil vivo.
📲: Bem, ele é, no mínimo, responsabilidade sua.
📲: Ah, está com Barbara? Excelente. Como ela está? Bem, eu espero. O que estão fazendo por aí?
📲 [ em resposta a “Fora que ele é ma...” ]: Estamos falando do mesmo Ruzgar?
📲: Ele conseguiu esvaziar minha agenda por uma hora (eu não sei como) para reservar uma reunião comigo. Foi uma reunião para pedir um requerimento para que pessoas abaixo de 175cm percam seus direitos como cidadãos.
📲: Oh, não tem problemas, mas se puder me avisar da próxima vez eu ficaria grata. Poderia ter preparado seu café da manhã ou algo pra você levar no almoço
📲: Jantar fora? Eu iria adorar! Mas você tem certeza? Deve estar tão casado…
📲: Se preferir pode só voltar pra casa, eu posso preparar algo que você goste
📲: Claro, da próxima aviso. Hoje foi mesmo uma emergência.
📲: Mas por favor, não se preocupe. Você já faz demais por mim.
📲: Estou de cabeça cheia, justamente por isso gostaria de ir a um lugar interessante e relaxar antes de ir dormir. A não ser que prefira ficar em casa, claro.