“Adolescente de dezessete anos, grávida é encontrada na base de um penhasco, polícia suspeita de tentativa de suicídio”, essa era a manchete que encontrariam no Times daquela manhã.
Mas a mim pouco me importava que o fotógrafo tivesse pego o melhor ângulo do meu braço quebrado ou que tivessem tido a coragem de investigar quem eu era e onde trabalhava para nem se darem o trabalho de avisar minha família. O máximo que receberiam seriam as flores dos raros fãs de Daughter que estariam divididos entre apoiar minha mãe em sua própria tragédia e prestar condolências através de hashtags e textões clichês em uma rede social qualquer.
Naquele momento, às dezenove horas e trinta e dois minutos, para ser exata, os médicos acabavam de entrar pela vigéssima vez no meu quarto, ainda com aquela cara de dó e murmurando entre si sobre a efemeridade da vida. Entretanto, nada posso ouvir de fato. Mal tenho noção que estou viva, só sei disso tudo porque uma parte de mim está atenta a qualquer som, a menor familiaridade de vozes na vã esperança de saber se de fato conseguimos.
Entretanto, essa parte não sou eu. Ela me salvou, ela realmente me salvou, assumiu o controle no último segundo e conseguiu nos guiar para o chão de terra seca, usando toda a força que meu corpo poderia ter após duas noites bebendo, sem parar para descansar ou comer alguma coisa.
Quem é ela que tanto falo? Você me pergunta. Oras, ela sou eu. Ela é Cassandra ou Dalilah, como quiser chamar. A mesma parte que enviou o irritante do Evan para uma deliciosa noite de pesadelos e que tentou me instigar a quebrar a pata de Vermelha várias vezes por sua insolência. Mas, apesar de tudo isso, ela me salvou. Pena que não sei disso, afinal, ainda estou presa naquele limbo, ou ao menos acho que estou.
Aqui é tão escuro e solitário que a única coisa que consigo escutar são as vozes deles e os meus pensamentos. Sei que estou sozinha porque ela não fala mais nada e isso é assustador. Passei meses tentando cala-la com alcool, ameniza-la e foi preciso pular de um penhasco para que isso acontecesse. Revoltante!
Tudo bem, poderia ser pior você me diria, mas… o que é pior do que a morte? Bem, ficar presa aqui, gritando, durante horas, querendo saber de minha criança e somente tendo o vazio como resposta.
Se eu tivesse alguma mísera sensação, algum indicar de que Lis estava bem poderia ficar calma.
Se eu tivesse deixado uma droga de um bilhete, avisado quem quer que fosse onde estava indo, poderia ficar calma.
Mas o iGod estava jogado no mar, bem longe do ponto em que pulei. Não queria mais aquela merda, não queria ser encontrada. Gostaria apenas de voltar atrás e ser uma campista comum que ainda desconhecia as tecnologias, apenas treinava e ficava contente ao conseguir botar ordem em alguma partezinha do C15. Ou que passava a tarde escondida treinando em bonecos de areia porque tinha vergonha de pedir ajuda.
Antes eu tivesse pedido ajuda. Porque eu não pedi ajuda?
Um médico entra na sala e Dalilah finalmente dá algum sinal de vida na minha mente. Mas está calada. Porque ela está calada? Fala alguma coisa, droga.
E o que ela me diz, em seu silêncio tão cortante, me faz afundar mais ainda naquele buraco negro. Quando me dou conta, estou sozinha de novo.
Como é o limbo? Bom… é como se você estivesse gritando, mas ninguém pudesse te escutar.
𝒃𝒍𝒆𝒔𝒔𝒆𝒅 𝒂𝒓𝒆 𝒕𝒉𝒆 𝒇𝒐𝒓𝒈𝒆𝒕𝒇𝒖𝒍
• única • trama • parte 1 •
#RPGLacunaInc
Dizem que uma vez uma cria de Eros, James, se apaixonou perdidamente pela única pessoa que não poderia corresponder aos sentimentos e, mesmo através da diversidade, eles tentaram construir uma vida juntos.
Entretanto, em uma noite, Chloe sofre um acidente de carro e, como consequência, perde aquilo que lhe era precioso: as memórias.
Jamie tentou de todas as formas buscar um modo de reverter o ocorrido, mas quando finalmente entendeu as propriedades e o potencial que a água do lete junto de suas magias poderiam ter, já era tarde demais. Chloe havia seguido a vida e estava noiva de outra pessoa.
A cria do amor chorou por sete noites seguidas, até que em determinado momento fez o que toda mente brilhante faz: transformou sua adversidade em modelo de negócio. E foi assim que Lacuna Inc fora criada.
[...]
Atualmente, estão atrás de pessoas para testar a reformulação de seu medicamento e, desse modo, o CEO da empresa pagou ninfas e sátiros para ir atrás de semideuses e seres sobrenaturais que tivessem bons motivos para serem suas cobaias.
Cada um dos listados abaixo recebeu um convite com as seguintes palavras “𝑸𝒖𝒆𝒓 𝒆𝒔𝒒𝒖𝒆𝒄𝒆𝒓 𝒂𝒍𝒈𝒖𝒆́𝒎 𝒆𝒎 𝒆𝒔𝒑𝒆𝒄𝒊́𝒇𝒊𝒄𝒐? 𝑽𝒆𝒏𝒉𝒂 𝒂 𝑳𝒂𝒄𝒖𝒏𝒂 𝑰𝒏𝒄.”
• Charles Martell
• Poppet Dawson
• Tháles Xechásate
• Cassie Porto Montenegro
• Pedro Melo
• Catharina Alighieri
No convite também tinha o endereço e o nome de com quem deveriam falar (Sarah Kali ).
❝"Kléftis... Você... você interferiu quando Cassie foi concebida? Pôs sua essência em Celine?" "Sim", foi tudo o que ele disse. ❞
— Morfeu, trecho de cena.
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❝Se antes era delight, seria delirium, ao menos enquanto estivesse dividida entre agradar os seus e seguir o que considerava certo. Não era mais Cassie ali, restara apenas Cassandra. A diferença, meus caros, nem ela sabia dizer ainda.❞
— Trecho de cena com Morpheus.
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❝Cassandra tocou no colar com o símbolo de Morfeu, o mesmo que ganhara anos atrás como presente de reclamação e olhou fixamente para o filho de Notus, uma fumaça leve saiu do mesmo e por aquela noite ele teria os piores pesadelos possíveis.
Vale lembrar que aquela que estava ali, não era Cassie em si, mas sua contraparte, a mesma voz sem muito discernimento de certo ou errado que vinha atormentando a semideusa nos últimos dias. É como dizem, lugar errado, na hora errada.
— Espero que aproveite sua noite hoje — riu, sem humor.❞
#cassfacts — cherry wine
❝Sabe porque ela gostava de ficar bêbada ás vezes? Pra ela era simples: as vozes ficavam quietas, os próprios sentimentos se anulavam um pouco e ela passava a sentir mais o que os outros sentiam. ❞
— trecho de cena. Cassie para Poppet.
Eu tentei escrever algo bonitinho o dia todo, mas só consigo pensar que a Cassandra nesse exato momento está se dando conta que vai ter seu primeiro bebê e não consegue parar de sorrir e rir, de nervoso e felicidade.
Ela iria parar no meio da clareira, aquela mesma que teve o primeiro encontro com o Be, e ficaria olhando pras estrelas como uma boba, sem acreditar na sorte que tem. Porque pra ela, sim é uma sorte enorme ter nascido capaz de gerar outro ser, capaz de amar tão intensamente - e encontrar alguém que retribuia.
E mesmo do jeito impulsivo e doido dela, tem certeza de que foi feita pra isso: pra cuidar dos seus. E estes incluem os irmãos, o marido, os pais e agora, um serzinho que está crescendo dentro dela.
PS: antes a linha do tempo dela era 1:2 e agora será 1:3, ou seja, cada mês off serão três meses on.
O que significa que ela está de pouco mais de um mês.
PS²: obviamente essa foto é ela no futuro, já que a barriga nem está enorme.
Agora quanto ao sexo do bebê e o nome, bem, vocês descobrirão junto dela.
Uma das coisas que eu costumo esquecer de descrever nas cenas, mas que é super importante para a personagem são suas asas.
Atualmente, são constituidas por penas cor da pele e tem a envergadura de quatro metros e, aos olhos mortais, desaparecem. (Isso quando a anta não esquece e deixa elas visíveis)
São fortes o suficiente para que a semideusa consiga voar, entretanto, a única vez que testou foi no alto da torre eiffel, quando tinha doze anos e elas eram bem menores, o que acabou resultando em um receio muito grande por parte da Cassie.
Outro fato é que são super sensíveis, então não as toque sem permissão ou vai acabar causando dor ou desconforto e deixando uma Cassandra muito irritada.
Por ora, é só. mais detalhes somente em cenas ou na tag #cassfacts.
Eu ia descrever tudo bonitinho, detalhado, mas estou sem saco então vai em tópicos mesmo.
Os que não tem indicação na frente são todos os dias u.u
Preciso atualizar, mas clique em leia mais pra ver a rotina dela.
> 05h00 — acorda, arruma o café de todo mundo do C15 e sai pra correr e treinar arco com os circuitos que improvisou na arena.
>05h30 — volta, acorda quem estiver dormindo, faz eles arrumarem as camas enquanto ela cuida da cozinha e do quarto que agora não mais divide com Darwin, já que deixou um só pra ele e o pequeno Vincent.
05h30 ~ 06h00 — percurso até a escola, quando chega lá, para toma um café no Starbucks mais perto e fica aguardando o portão abrir. (seg a sex)
07h00 ~ 12h00 — Está em aulas na Constance, apenas com um intervalo entre as 9h e 9h20. (3º ano do EM • (seg a sex))
13h00 ~ 18h00 — trabalha como recepcionista no hotel da Peitho (seg a sáb)
Outras infos:
> A cada três dias limpa o C15 inteirinho, normalmente a noite porque é o horário que tem pra isso.
> A cada cinco dias tenta ajudar algum outro chalé, mas nem sempre aceitam a ajuda dela.
> Costuma almoçar sozinha, quando almoça, às vezes vai mais cedo pro serviço só pra não ficar sozinha.
Acho que de mandatório, é isso. Se eu lembrar de mais alguma coisa edito aqui.
Também é um guia pra cenas, já que os horários e locais que vocês podem encontra-la estão aí.