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Capítulo 32 - Família
Acordei assustada com gritos vindo do andar de baixo e percebi que eram do Bryan e da Jenny quando ouvi “eu não acredito que eu mal fui embora e tu trouxe ela pra cá Bryan”.
É claro que eu não vou nem me atrever a descer lá nesses trajes e nesse pé de guerra, sei lá né, ela é meio louca, vai que ela tenta me matar ou algo do tipo, sou muito nova pra isso.
Aproveitei que estava sozinha e impossibilitada de descer agora e peguei meu celular que eu não olhava desde a hora que cheguei aqui. Precisava ter certeza de que não tinha nenhuma ameaça de morte do meu pai. Felizmente pelas notificações, não tinha. Quando ia abrir a conversa do Guilherme, ele me ligou.
Eu: Bom dia baby.
Guilherme: Bom dia Khlo. Seu pai acabou de me ligar – ele engoliu em seco e deu uma risada nervosa.
Eu: Pra que? – Olhei a hora pra ter certeza de que não eram cinco da tarde – São só nove e meia da manhã.
Guilherme: Cara, quando eu olhei o nome dele no visor eu acho que só não tive um AVC porque ainda to meio dormindo, HAHAHA.
Eu: HAHAAH, queria até ver sua cara.
Guilherme: Para a minha e a sua sorte, ele só queria me chamar pra almoçar na sua casa hoje, liberou até a piscina.
Eu: Gente ele realmente levou o namoro o sério né? Alguém avisa pelo amor de Deus.
Guilherme: Ele não é o único. Meu cunhado já veio me atormentar com isso hoje.
Eu: HAHAH, típico, vou nem discordar.
Guilherme: Pensei que ele tava me zoando porque você tinha contado algo.
Eu: Não, meu pai deve ter falado, eu nem sabia que ele tinha chegado, não olho o celular desde aquela hora que tu me deixou aqui no Bryan – ele suspirou desanimado.
Guilherme: Então você dormiu aí?
Ala, eu disse que ele não ia gostar da ideia.
Eu: Dormi, mas me arrependi no mesmo momento em que acordei com os gritos de Jenny.
Guilherme: HAHAHH, mas também né Khloe, não é pra menos.
Eu: O que? Eles terminaram. E outra, não aconteceu nada, eu e Bryan somos apenas amigos e ela melhor que ninguém já deveria saber disso, mas ela é mais louca que a Kirsten quando toma bala.
Guilherme: Pensei que nem viveria pra ver alguém mais louca que a Kirs, HAHAH. Quer que eu te busque aí? Podemos tomar café e ir pra sua casa depois, ajudar seu pai e a Millena com o almoço, bem casalzinho, HAHAHAH.
Eu: HAHAHHA, idiota cara. Mas sim, pode ser, vou vestir roupa e te encontro lá na porta, se tu chegar e eu não estiver, pode ligar pra polícia que a Jenny com certeza me matou.
Guilherme: AHAHAH, nada mais justo depois de você ter dormido com o namorado dela.
Eu: Teu cu po, HAHAH.
Desliguei o celular e fui procurar minhas roupas que eu tinha deixado jogadas no chão do banheiro e pro meu azar, não achei nada lá.
Droga.
Procurei uma escova de dentes e por sorte achei uma fechada no armário do banheiro. Escovei os dentes, lavei o rosto e fui fuçar as gavetas do Bryan mais uma vez pra ver se achava qualquer tipo de short ou bermuda dele que não ficasse tão estranho com essa camisa.
Depois de quase uns 2 minutos procurando algo, achei um short meu, que eu pensei que nem me servia mais, dentro de uma gaveta que estavam as roupas que ele levou pra nossa viagem nas férias, vesti rápido, botei uma parte da camisa por dentro e abotoei mais um botão e fui pra escada devagar. Os gritos tinham parado e eu não queria morrer.
Olhei pra baixo do topo da escada e não vi ninguém na sala de tv e nem na cozinha, olhei pro outro lado na sala de jantar e ninguém também, continuei descendo e por sorte, nenhum dos dois estavam em nenhuma das partes da casa que eu passei.
Nunca me senti tão adolescente fugindo de casa quanto eu to me sentindo agora, HAHAHAHA, to rindo de nervoso.
Peguei o saquinho que o Gui me deu que ainda estava em cima de um móvel da sala, abri a porta e sai em silêncio, graças a Deus, ninguém tava lá fora também.
Sentei na calçada e fiquei viajando enquanto esperava o Gui, chamei Laís e Jade pra almoçarem lá em casa enfatizando que o Caio ia estar lá também e sem protestar a Laís aceitou. Estranho. Muito estranho.
Guilherme: E aí mendiga – ele parou a BMW branca inconfundível na minha frente e eu entrei na maior pressa do mundo. – HAHAHA, tá fugindo de alguém querida?
Eu: Vai logo porra, consegui sair sem ninguém me ver, não preciso que vejam agora.
Guilherme: Seu desejo é uma ordem my lady, HAHAH.
Eu: Mano, ela sumiu até com as minhas roupas, essa menina é problemática fala sério.
Guilherme: Eu percebi mesmo – ele olhou pro que eu tava vestindo e deu um sorriso – pelo menos você fica gostosa com esse short – ele apertou minha coxa.
Eu: Engraçadinho.
Guilherme: Quer comer onde e o que?
Eu: Ah sei lá, o que pessoas normais comem no café da manhã? Pão com ovo e bacon? Pode ser isso.
Nós seguimos e duas quadras pra frente paramos em uma padaria tão grande que eu não consegui distinguir onde era a porta de entrada e a de saída. Descemos do carro e entramos de mãos dadas.
Eu: Percebi que nem te dei oi direito né – eu puxei a mão dele e quando me olhou eu dei um selinho nele.
Guilherme: Oi então, HAHAH – ele me beijou e sentamos na mesa mais afastada que tinha.
-
Já eram quase 13h e o Bryan não tinha dado sinal de vida ainda, fiquei meio preocupada, mas não quis mandar mensagem pra não alarmar mais ainda a Jenny.
Enquanto eu e o Guilherme fazíamos a salada, a Anne arrumava os guardanapos e a Millena e meu pai faziam os drinks. Realmente era um almoço em família.
Pai: Então tu dormiu no Bryan com o Guilherme?
Eu: Não, ele me buscou cedo pra gente tomar café e já aproveitamos pra vir ajudar, porque a gente não sabia quando o Bryan e a Jenny viriam ou se realmente viriam.
Pai: E eles voltaram então?
Eu: Ah pai, boa pergunta, tive que sair de fininho pra não ser atingida por alguma faca que aquela louca podia me lançar.
Guilherme: HAHAHA, mas foi muito engraçado baby.
Caio: Eu não to acreditando que eu to ouvindo o Guilherme chamar a Khloe de baby, HAHAHAH – ele entrou na cozinha com a Laís e a Jade e me abraçou por trás.
Laís: É que tu ainda não viu o anel, HAHAHA.
Eu: Esse assunto desse anel até hoje Laís? Supera porra, HAHAH.
Laís: Eu também quero um, BABY – ela falou pro Caio e todo mundo riu.
Anne: Eles chegaram – ela veio da sala de estar segurando na mão do Bryan e do tio Liam e tanto eu quanto o Caio quase derrubamos ele.
Tio Liam: Que saudade que eu tava dessa recepção – ele abraçou a gente de volta e deu um beijo em cada um.
Caio: Quando você voltou?
Tio Liam: Um pouco antes de você, como foi Cancun? Curtiu?
Laís: Só serviu pra fazer o...
Eu, Jade e Laís: ESCROTO DO CAIO, HAHAHAH.
Caio: Vocês ensaiaram?
Tio Liam: HAHAH, pareceu um coral.
Guilherme: Elas ficaram o dia de ontem quase inteiro falando em coral que você era escroto, nunca tinha passado por momentos tão insuportáveis, HAHAHA.
-
Depois de muita comida, banho de piscina e zoação ainda fomos ver filme. A minha sala tava a coisa mais linda e engraçada do Rio de Janeiro. Ninguém nunca tinha parado em um domingo pra fazer almoço com a família aqui em casa e muito menos pra amontoar todo mundo na sala e ir ver filme.
Tava todo mundo deitado no sofá e no tapete da sala na frente da tv. Meu pai e a Millena estavam deitados do lado esquerdo da sala, eu e o Gui estávamos do lado deles com a Anne deitada de um lado em cima dele e eu do outro e ele dormindo pleníssimo, certeza que nem viu que o filme acabou. A Laís e o Caio estavam dormindo no sofá, Bryan e Jade estavam do lado direito da sala e o tio Liam tava na minha frente deitado nos meus pés.
Parecia ser a cena mais estranha do mundo pra mim porque acho que a única vez que isso aconteceu em casa meus pais ainda eram casados e a gente nem morava nessa casa. Até os pais da Millena estavam aqui em casa, mas diferente de todos nós, eles foram pro quarto deles assim que acabou o almoço. Espertos.
Eu fiquei tanto tempo só observando a cena que nem percebi quando meu pai tirou o filme que já tava passando só os créditos e levantou.
Pai: Aí, eu e Millena vamos sair pra comer em algum lugar, vocês vem?
Anne: Eba – ela levantou em um pulo e o Gui acordou assustado com ela.
Eu: Ah, tô sem fome, tu quer ir Gui?
Guilherme: Eu só quero continuar dormindo – a gente riu e eu me aconcheguei mais ainda nele.
Jade: A gente vai, né? Nem parece que eu almocei de tanta fome que eu to.
Tio Liam e Bryan: Vamo – eles levantaram juntos e puxaram a Jade.
Laís: Eu ouvi comida? – Ela sacudiu o Caio e pulou quase em cima de mim.
Caio: Ah cara, queria continuar dormindo.
Millena: Bom, então vamos logo antes que fique tarde demais.
Ela e meu pai saíram e foi todo mundo atrás deles. Eu e Guilherme ficamos um pedaço deitados no chão olhando pra TV, até que eu desliguei ela.
Eu: Não quer ir deitar na cama?
Guilherme: Tava só esperando você chamar, HAHAH.
Nós levantamos e fomos pro meu quarto. Guilherme já entrou deitando e eu aproveitei pra trancar a porta por causa dos pais da Millena que estavam em casa e pro caso de alguém chegar e fechei as cortinas porque o Fred ainda era meu vizinho e a janela do quarto dele era virada pro meu e com certeza ele não perderia a oportunidade de ficar espiando pra zoar a gente depois.
Eu já tinha colocado as fotos que o Guilherme me deu nos porta-retratos que compramos hoje cedo e eles já estavam um em cada criado mudo.
Guilherme: Até que combinou com as fotos e com a decoração.
Eu: Por incrível que pareça, tu tem bom gosto pra presentes né – eu pulei do lado dele na cama.
Guilherme: Engraçadinha – ele deitou e me puxou pra ele. – Acho que eu nunca fiz tanto programa em família quanto nesse fim de semana com vocês.
Eu: Nem eu, acho que em quase 18 anos essa é a segunda vez, pelo menos que eu me lembre.
Guilherme: Eu até gosto disso sabe? Lá em casa as coisas não funcionam assim – ele enrolou uma mecha do meu cabelo no dedo.
O Gui quase nunca fala da família dele, mas o Matt e o Caio sempre falam meio por alto que eles são totalmente diferentes do Guilherme e que todo mundo é bem distante, mas eu nunca ousei perguntar ou tocar no assunto porque sei bem que não é legal. Porém como ele começou a falar, não custa nada.
Eu: E como funciona? – Eu olhei pra ele e ele desviou o olhar.
Guilherme: Não funciona – ele riu. – É estranho, sei lá. Quando não tá todo mundo brigando, tá cada um no seu canto se ignorando. Os menos piores são minha mãe e o Jace, mas ainda assim são de fases também.
Eu: Acho que só conheço o Jace dos seus irmãos, né?
Guilherme: Não, Jace é o mais novo, você conhece o Pedro. Ele é receptivo também, mas ele não fica lá em casa então nem faz muita diferença.
Eu: Entendi, é tipo aqui então – nós rimos. – Aliás, tu pode vir mais vezes se quiser, meu pai gosta de você mesmo e pelo que eu to percebendo de sexta até hoje, ele tá mudando os hábitos dele e agora tem o tio Liam também, acho que ele não deve ir embora tão cedo, reformou até a casa dele daqui, então talvez pare de ser um ambiente ruim igual era antes.
Guilherme: Se eu puder ficar deitado na sua cama eu venho.
Eu: Isso eu já não garanto.
Ele me beijou e foi como se nada mais importasse nesse momento, era só nós dois ali nesse beijo rápido, mas cheio de algum tipo de sentimento louco que a gente tem.
A gente foi se aconchegando um no outro e o beijo foi ficando mais lento até que ele parou e ficou me olhando e fazendo carinho no meu rosto.
Eu: Que foi?
Guilherme: Quem diria que Guilherme e Khloe estariam assim um dia, hein?
Eu: Ah, eu não fiquei tão surpresa, eu já sabia desde quando saí do hospital, você tava diferente, sei lá. Na verdade, eu percebi que você mudou muito seu jeito depois do acidente. E eu também, parece que crescemos – eu sorri.
Guilherme: É, sei lá, tu quase morreu né, foi estranho pra mim, enfim. Mas me diz, se tu já sabia, por que aceitou namorar o Matt?
Eu: É complicado – eu suspirei, é um saco lembrar de como tudo aconteceu. – Tipo, eu e o Matt sempre tivemos um lance, desde quando a gente se conhece, porém éramos amigos e isso nunca atrapalhou em nada nossa amizade e eu gostava de ficar com ele às vezes, era muito legal e tal, até a gente se apaixonar. E pra ser sincera, eu já tava percebendo que tava acontecendo algo ali com você, mas eu não sabia o que, até eu quase morrer e as coisas mudarem – eu ri de nervoso – e foi por isso que eu decidi aceitar o pedido dele.
Guilherme: Peraí, como assim?
Eu: Tipo, eu nunca quis sentir algo por nenhum de vocês dois, não me leve a mal, é que eu conheço vocês dois bem demais e não me parecia uma boa ideia sabe? E aí eu acho que eu tinha mais medo de gostar de alguém igual a mim, você no caso, do que de alguém que talvez não faria o que eu faria, porém depende né – nós rimos.
Guilherme: Aí aceitou ficar com o Matheus pra me evitar e deu no que deu né, bem feito – ele me encarou.
Eu: Bem feito teu cu – eu mostrei o dedo do meio pra ele. – E não necessariamente, não foi pra evitar você na verdade, eu gostava dos dois mas não dava pra escolher os dois né, então eu parti pro que era menos parecido comigo mas né, é isto.
Guilherme: Deixou o melhor pro final né?
Eu: Que melhor pro final? Eu to aqui desde o começo bebê – eu pisquei pra ele.
Guilherme: Duvido que você possa causar um efeito melhor que o meu em você – ele veio por cima de mim e me beijou.
Realmente isso eu não podia negar, sempre que o Guilherme me beijava era um misto de sensações diferentes que, sei lá, sempre tiravam algo de mim de alguma forma.
Na verdade, tudo que rolava com ele tirava sentimentos meus sei lá de onde eu tinha, era meio estranho no começo quando a gente foi se aproximando mas acho que agora tudo faz um pouco mais de sentido pra mim.
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David Bensoussan Il y a 19 heures Emmanuel Macron ne veut plus rendre public le rapport du comité CAP 22. Un symbole des tergiversations de l’exécutif. La scène est un brin surréaliste. Le 27 juin, dans l’hémicycle du Palais du Luxembourg, Christine Lavarde, membre du comité CAP 22, qui a planché sur la réforme de l’Etat, interpelle le gouvernement sur le devenir de son rapport.
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Capítulo 22: "Acho que estamos namorando?"
Quarta-feira.
14:52
Juliana: MEU DEUS!
Charlie: Ah, Bia! Eu acho que você não precisa me contar as coisas que faz com meu irmão, é nojento imaginar!
Ka: Bernardo fode tão bem!
Estamos no quarto da Ka, acabei de contar o que houve ontem.
Meu castigo idiota!
Realized I never posted this here so figured I may as well upload it. This was my design for CAP 22 over on Smogon, which finished in fourth place overall, based on the Kangaroo Rat. Final submission post with supporting art can be found here.
If you'd like to use the design for anything, feel free to contact me, as I have no intention of using this in the future at the moment but that may change potentially.