“— Você não faz ideia de quem você é, certo? —perguntou, olhando-a no fundo dos olhos.
Aquela pergunta foi como uma faca sendo atirada em seu peito. Era engraçado como sempre ficava na defensiva quando as pessoas perguntavam sobre ela mesma, sobre sua personalidade, seu propósito de vida... Nunca se sentiu especial. Nunca sentiu que pertencia realmente a algum lugar. Ela era diferente, sabia disso. Nunca se encaixou no padrão da sociedade, no conceito de normalidade que haviam estipulado.
Mesmo em uma base secreta subterrânea cheia de pessoas com superpoderes, ainda se sentia diferente.
Quem ela era?
Nem Nikolina sabia.
Uma garota que havia nascido na Rússia com habilidades estranhas graças a sua genética? Era isso que a definia?
Ou talvez uma garota sonhadora, mas que sentia que não tinha capacidade de realizar todos esses sonhos?
Ou então, quem sabe, uma garota perdida fadada à solidão?
Nikolina não sabia quem era. Não de verdade.
Por isso não conseguia se definir. Nem ela mesma se entendia.
Quem, afinal, era Nikolina Belikov?
— Não sei quem eu sou... Não de verdade.
Robert a olhou daquele modo intenso, como se conseguisse ler sua alma. Com aqueles olhos azuis, infinitos como o céu e o oceano. Luke fazia o mesmo com ela. Era como se ambos a enxergassem. Todos a viam, mas poucos conseguiam enxergá-la... Este era o diferencial. A parte mais importante.
Seu coração começou a bater forte contra o peito. Ela percebeu, então, que talvez preferisse não descobrir a resposta. Mas já era tarde demais. Algumas coisas precisavam ser ditas. E, de qualquer forma, não era possível fugir de si mesma, não por muito tempo.
A voz de Robert soou novamente pelo corredor escuro e vazio, aquele que guardava tantos segredos e memórias.
— Você é a esperança que por muito tempo ficou apagada. Você é aquilo que Mickail não conseguiu fazer no meu filho...
Robert a cada palavra dava um passo para mais perto de Nikolina. A sua voz ficava ainda mais baixa e grave. Cheia de sentimentos. Era palpável a dor em cada sílaba, a melancolia em cada verso, a raiva em cada palavra...
Por fim, ambos estavam cara a cara. O homem respirou fundo, revelando a verdade sobre a garota, uma cruel, mas que explicara grande parte de sua vida e de seus sentimentos ao longo dos anos.
Uma verdade que ela não estava, contudo, pronta para aceitar.
— Você, Nikolina Belikov, é o experimento que deu certo.
- Você sabe que eu não vou te respeitar com esse cabelo, né? – Eu disse e a Dani riu.
- Por que seu cabelo ta azul? – Perguntamos, mais uma vez.
- Pra combinar com os meus olhos. - Ele respondeu e nós reviramos os olhos, fazendo-o suspirar e rir. - Por que eu perdi uma aposta.
Ah, mano, jura? Onde será que eu já escutei algo parecido?
- To esperando você explicar… – A Dani falou com a autoridade de uma namorada. Hm. Só observo.
- Perdi uma aposta pra minha irmã. O que é ainda pior.
O cabelo do Bittencourt tava muito azul. Tipo, muito azul. E nem tava pintado direito. Em alguns lugares a cor tava meio desbotada, e o loiro aparecia um pouco.
- Que tipo de aposta? – Eu perguntei e ele deu de ombros.
- Não quero falar sobre isso.
Vish. Ai tem.
- Olha, se for aposta envolvendo mulher eu não ligo. – A Dani disse, do nada, e nós olhamos em sua direção. – Não vou ficar com ciúmes. A gente não tem nada.
- Não temos? – O Leo perguntou arqueando as sobrancelhas.
- Não. – A Dani respondeu firme.
- Não?
- Não.
- Certeza?
- Certeza.
O Leonardo suspirou. A Daniela suspirou. Eu suspirei. E quando o Bittencourt ia abrir a boca pra contar, o Pedro Henrique entrou pela porta da sala, fazendo o Leonardo abrir um sorriso gigante e ir correndo em sua direção.
- PH! QUE SAUDADE!
Que falso. Só pra fugir do assunto.
- Cara, o que aconteceu com o seu cabelo? – O Pedro Henrique perguntou fazendo uma careta e rindo.
- Será que não dá pra ninguém deixar isso passar?
- Não. Parece que o Stich vomitou na sua cabeça. Por que ta azul? – O PH perguntou de novo.
- Ele perdeu uma aposta pra Victória. E não quer contar do que se trata. – A Dani disse “normalmente”.
Quando a Montez começa a falar “normalmente”, significa que ela tá começando a ficar brava. E eu sei disso porque a conheço há muito tempo. O Leonardo também deveria saber, mas ele é um tapado.
- Envolve mulher, né? – O Pedro Henrique disse e deu dois tapinhas no ombro do Leo. Como se o consola-se ou mostrasse algum tipo de solidariedade. – Se eu fosse você, também não falaria nada.
Pera. Quê?
- Oi? – Eu disse me aproximando dos dois e já pude perceber o Bittencourt soltar uma risada.
- Cara, você ta ferrado. – O Leo disse.
- Não mais que você. Pelo menos meu cabelo não tá azul.
A Dani soltou uma gargalhada e o PH se sentiu satisfeito por alguém ter achado sua piada engraçada.
- Então, apostas, né? – Eu disse e ele sorriu. – Interessante.
- Ai, maruja. – PH se aproximou de mim, me abraçando pela cintura. – Foi uma brincadeira. Você sabe de todas as minhas apostas.
- Sei?
- Ta vendo? Foi outra piada. – PH me roubou um selinho e a Dani fez um “awn”. – Você já foi mais rápida pra pegar as coisas, maruja.
Essa frase fez o Leonardo rir deliberadamente. Todo mundo ficou encarando ele sem entender nada. Até que caiu a ficha. Ele levou pro outro sentido.
- Já foi mais rápida, Lua? HAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHA.
Pensando bem, ele podia ter ficado na California se afogando em uma lata de tinta azul.
~*~
- Então, onde eu vou dormir?
- Como assim, Mística? – O PH perguntou e eu ri.
- É, onde eu vou dormir? E só pra constar, a Mística não tem cabelo azul, ela tem cabelo laranja. – Ele terminou a frase pensando que ninguém mais ia falar nada.
- Sim. Cor água de salsicha. Essa é sua próxima cor? – A Dani perguntou e nós rimos mais ainda.
Tem uma coisa sobre o Leonardo que todo mundo sabe, mas todo mundo ignora. Inclusive eu. Ele AMA fazer os outros passarem vergonha, zuar as pessoas, e etc… Mas quando o negócio é com ele… Ele se infeza todo, faz birra, enfim, toda uma cena. Mas foda-se, ele me atormentou a vida inteira, quando ele faz bosta, eu preciso aproveitar pra me vingar. Nem que seja só um pouquinho.
- Tá. Cor de laranja… Anotado. – O Leo lançou um sorriso irônico em direção a Dani. – Mas hein, onde eu vou dormir?
- Meu apartamento não é hotel. – Eu disse séria.
- Eu sei, Luazinha. – O Bittencourt falou sorrindo. – Se fosse hotel eu estaria pagando.
Acho que não existe pessoa mais folgada no mundo que esse meu amigo. E é por essas e outras que eu tenho que aproveitar as poucas oportunidades que tenho para zuar a cara dele.
- Você pode dormir na sala. – Eu disse, por fim. Não ia adiantar ficar discutindo.
- Pensei que eu fosse dormir na sala! – A Dani disse exasperada. – Eu pedi pra dormir aqui primeiro! Manda ele pro apartamento do Victor! É aqui nesse prédio mesmo, não é?
- Primeiro: Por que você quer se livrar de mim? Segundo: Até parece que a gente nunca dormiu junto. E terceiro: O Victor ta morando aqui?
- Ta. Com a Laura.
- COM A LAURA? – O Leonardo berrou.
- Lembra quando eu tinha tímpanos? Pois é. Saudades. – O PH disse.
- Eu não acredito que ele ta morando com a Laura! – O Leo disse triste.
Todos nós o encarávamos com curiosidade no olhar. Esperando a boa vontade do Bittencourt pra nos deixar entender sua tamanha chateação.
- Todo mundo já sabia que ele não era gay, cara. – O Pedro Henrique disse e eu dei um tapa nele.
- Eu nem fiz uma despedida de solteiro pra ele!
O Leonardo disse finalmente e todos nós continuamos com um ponto de interrogação na cara.
- Em nome de todos, eu pergunto: Quê?
- É, mano! Você não sabe? – Não, não sei. Mas ok. - Ele ta amarrado! Ta morando com a mina! Pro casamento acontecer vai ser um, dois! E o Victor é muito certinho. Não vai querer despedida de solteiro, nem stripper! Não acredito que meu melhor amigo ta na coleira.
Ah meu senhor. Eu não mereço isso.
- Meu irmão não vai casar, Leonardo!
- Vai sim! – Ele praticamente gritou. - O Victor adora um compromisso! Nunca vi isso na minha vida! Como um cara gosta tanto assim de ficar amarrado em uma pessoa só?!
- Isso se chama autocontrole. – A Dani respondeu, rispidamente. – O que, obviamente, você não tem.
Ai.
Justo quando eu pensava que Leonardo e Daniela poderiam voltar ao normal…
- Vou fingir que não escutei isso. – O Bittencourt disse e sorriu sem humor. – E onde eu vou dormir mesmo?
Se eu não respondesse, o clima ia ficar mais tenso ainda. Então:
- Na sala!
- Você é surda? Eu não vou dormir no mesmo cômodo que ele! – A Dani disse apontando pro Leo.
- Nem se eu contar do que se trata a aposta?
Silêncio.
Eu queria muito saber por que o cabelo dessa anta tava azul. Aposto que até o PH tava um pouquinho curioso.
- Por que eles não dormem no apartamento do seu irmão? – O Pedro Henrique perguntou do nada, e quebrou o silêncio.
- Cala a boca. – Eu disse pra ele. – Dani, você vai dormir com o Leonardo aqui na sala, ok?
O Bittencourt deu risada e me encarou.
- Eu não vou te contar sobre a aposta. Eu vou contar pra ela. Sua interesseira!
Filho da puta.
- Por que não?
- Porque eu sei que você odeia ficar curiosa. Então…
Bufei e o PH riu, perguntando:
- Eu posso saber do que se trata a aposta?
- Pode.
Ah, qual é? Isso não é nada justo. Eu ainda vou descobrir o motivo do cabelo horrível. Não acho que seja uma coisa tão importante assim, mas eu realmente detesto ficar curiosa. E o meu adorado namorado só fez isso pra me irritar. Ele não devia fazer isso.
- Então, eu durmo no sofá e você no colchão no chão? – O Leo perguntou pra Montez com um sorriso vitorioso estampado na cara.
- Eu não tenho colchão. – Eu disse e a Dani me encarou com as sobrancelhas arqueadas. – O sofá da sala é sofá-cama. Um sofá-cama de casal. E já que vocês já dormiram juntos, se virem!
- Ela ta puta. – O Bittencourt sussurrou, mas eu escutei.
- To mesmo! – Eu disse e peguei o PH pela mão. – Vamos!
O puxei até o quarto e bati a porta com força.
- Você fica linda quando está brava de curiosidade.
Pedro Henrique disse me abraçando e pulando comigo na cama.
- Se ele te contar sobre a aposta e você não me dizer do que se trata, eu te mato!
- Mas, amor, eu prometi que não te contaria. E eu sou um homem de palavra.
- Não prometeu nada! Eu tava lá com você seu babaca.
- Os homens prometem de uma forma diferente das mulheres. – Arqueei as sobrancelhas e o encarei. - Nós trocamos olhares de escoteiro.
What?
- Olhares de escoteiro?
- É, tipo palavra de escoteiro, só que com os olhos.
Mereço, né?
- Você vai dormir no chão. – Eu disse e o empurrei da cama. Ele começou a rir, mas eu continuei séria.
- Você ta falando sério?
- Parece que eu to brincando?
PH não me respondeu. Ele apenas assumiu uma expressão de nervoso e jogou um travesseiro em mim, saindo do quarto. Pedro Henrique abriu a porta violentamente, e o Leonardo e Dani logo nos olharam assustados.
- Onde você pensa que vai? – Eu gritei enquanto ele colocava a mão na maçaneta da porta do apartamento.
—Mas você tá com raiva de mim? Porque tá me tratando assim?
—Lucas eu não tô com raiva. Você tá bêbado. Onde você tá?
—Eu não tô bêbado amor.
—Lucas?
Ele parou de falar, e eu com o coração na boca repeti o nome dele.
—Lucas?
—Oi, eu tô na boate. Rodrigo tá aqui, ele parceirão... Mas ele tá acompanhado, e eu sobrando, amor. Queria você aqui.
Não consegui acreditar naquilo. Rodrigo. Só podia ser.
—Lucas, vou dar um jeito de ir aí.
—Não, não precisa. Acho que eu já vou, eu tô com o carro. Pode deixar, já vou pra casa.
A voz dele tava muito embolada.
—Lucas, você não vai dirigir desse jeito! Fica aí tá bom? Eu tô indo aí.
Tentei não aparentar desespero na minha voz. Eu nunca enfrentei uma situação dessas. Eu tenho repulsa à homens bêbados.
Tentei não fazer barulho enquanto me levantava e apanhava uma roupa limpa no guarda-roupa para me trocar rapidamente. Disquei o número de um táxi. E me empenhei para não acordar minha mãe.
Chegou rapidamente, e tentei falar o endereço da boate mais próxima sem aparentar desespero.
O lugar estava movimentado, o que era de se esperar na véspera de um feriado. Procurei-o muito, até finalmente avistá-lo, sentado na mesa, com as mãos sobre as pernas. Ele parecia perdido.
Suspirei um "Graças a Deus" e fui até ele. Nunca o imaginei daquela forma, quer dizer, claro que já vi pessoas bêbadas, mas eu tinha um imagem dele totalmente diferente. Não esperava o encontrar assim.
Ele levantou os olhos e me viu.
—Você veio! Ele sorriu, confuso.
Parecia não saber se aquilo era bom ou ruim.
—Lucas, vem, vou te levar em casa.
Ele mudou de expressão, ficou automaticamente sério e culpado.
—Me desculpa, eu chateei você?
—Acho melhor nós não falarmos sobre isso agora.
Ele levantou, não estava tão bêbado, apenas eufórico e falava algumas coisas sem sentido. Comprei uma água e pedi que ele bebesse.
—Cadê as chaves do carro? Perguntei com autoridade.
Ele apalpou os bolsos e tirou de um modo desastrado as chaves.
—Você sabe dirigir? Ele perguntou, confuso.
—Sei, eu só não tenho carteira ainda. Entra.
Ele entrou, envergonhado por eu estar o tratando como criança.
Fomos o caminho inteiro em silêncio. Ele deu alguns goles na água, e foi o mais alto barulho entre nós.
Estacionei o carro. E saímos. Ele ergueu a chave de casa.
—Não tem ninguém em casa. Todos estão viajando. Mas eu não quis viajar com a família feliz.
Percebi a tamanha mágoa contida na sua frase.
—Entra. Ele disse, parecendo um pouco mais sóbrio.
Assim eu fiz. E me deparei com uma casa linda, esculpida nos mais detalhados tons de bege, sofás grandes e uma enorme sala de estar.
—Acho melhor você tomar um banho Lucas, eu disse.
Ele segurou minha mão por um momento. Apreensivo.
—Tá bom, ele disse finalmente, esfregando os olhos.
Fiquei esperando, e decidi prepará-lo um café. Fui até a cozinha, que era assim como os outros cômodos, divina. Tudo estava muito bem organizado, não foi difícil encontrar as coisas e eu fiz rapidamente o café, enquanto ouvia o barulho da água cair. E de repente cessar.
—Acabou? Perguntei, alto o suficiente para que ele ouvisse.
—Sim. Ele disse simplesmente.
Então subi alguns degraus e me deparei com uma porta branca. Bati e ele disse calmamente: —Entra.
Eu estava com uma bandeja, e com a xícara grande e branca em detalhes azul.
Entrei. Ele estava sentado na cama. Apenas com uma toalha envolvendo a cintura. Seu abdômen definido e o jeito que ele me olhava me fez corar, mas disfarcei. Coloquei a bandeja em cima da cômoda.
—Como você tá? Perguntei e apontei para que ele tomasse o café.
—Estou...hum, melhor. Ele apertou os olhos.
Um silêncio se formou. Ele fez gesto para que sentasse na cama.
Fiz o que pediu.
Ele passou a mão em seus cabelos molhados que caiam sobre os olhos. Ele é tão lindo, como pode? Porém, isso não mudava o fato de eu ainda estar chateada com ele.
—Me desculpa? Ele falou, e percebi que nós estávamos muito mais próximos agora.
—Lucas, eu...
Ele não me deixou terminar de falar. Me beijou duramente, tenso. Me puxava cada vez mais para si. Quando me dei conta, ele tentava tirar minha blusa.
“Viajes por el Mundo”
Capítulo 38, Desierto del Sahara - África del Norte
El desierto del Sahara o también conocido cómo Sáhara (formas igualmente válidas, pero con distinta acentuación), (en árabe: الصحراء الكبرى) es el desierto cálido más grande del mundo, con unos 9.065.000 km² de superficie. Está localizado en el norte de África, separándola en dos zonas: el África mediterránea al norte y el África subsahariana al sur. Limita por el este con el mar Rojo, y por el oeste con el océano Atlántico; en el norte con las montañas Atlas y el mar Mediterráneo. Tiene más de 2,5 millones de años. Su nombre deriva del árabe ṣaḥrāʾ صحراء (desierto). Se extiende por el territorio de los siguientes países: Argelia, Túnez, Marruecos, Sahara Occidental, Mauritania, Malí, Níger, Libia, Chad,Egipto y Sudán, aunque se sabe que el Sahara se expande y contrae a ciclos regulares, de tal forma que sus fronteras con los distintos territorios son poco constantes. Este desierto comparte frontera con casi todos los países del norte de África, donde predomina la cultura árabe. Las dunas comienzan muy cerca del Alto Atlas y se extienden hasta zonas tropicales más al sur. En las faldas del Atlas Marroquí (Alto Atlas), sólo hay vegetación unos metros más allá del curso de los pobres ríos. Sin embargo, ésta tiene un verdor intenso que contrasta con la arena circundante. Abundan las palmeras de dátiles. En ocasiones los oasis están canalizados, para garantizar el riego en las zonas de siembra. Muchas veces el agua no proviene de ríos, sino de acuíferos subterráneos a los que se accede mediante un pozo.
Se sabe que su composición es de grava, arena y dunas. Al contrario de lo que se cree, tres cuartas partes de este desierto son de grava, siendo la restante cuarta parte de arena y dunas.
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