Capitulo 10 - I temporada (I want you, now)
No sábado, Edward iria até a minha casa para fazer o trabalho de biologia. Aquele sobre a nossa viagem até o aquário. Na manhã daquele dia eu ainda estava roendo unhas, imaginando como eu iria apresentar o Edward ao Charlie.
Oi pai, esse é o meu namorado, o Edward. Eu sei que eu nunca falei dele, mas ele já até dormiu aqui uma vez.
Acho que assim não ia dar muito certo.
Desci para tomar café da manhã, pensando em improvisar. Encontrei apenas um bilhete de Charlie colado na geladeira.
“Bells, espero que não tenha esquecido que hoje é dia de pescaria. Vou ficar fora o dia todo com o Harry e o Billy. Até mais tarde, papai.”
É, eu realmente não tinha uma boa memória, mas tudo bem.
De forma inconsciente, suspirei aliviada. Ainda teria tempo para pensar num modo de apresentar o Edward ao Charlie, sem dar motivos para o meu pai dar um tiro no meu namorado.
Ah, o Edward era meu namorado. Meu, todo meu.
Eu ainda não acreditava. Eu havia sonhado com isso por tanto tempo, apenas sonhado, sem nunca ter esperanças de que um dia ele fosse me notar. E agora eu estava aqui, mais feliz do que já havia me sentido na vida.
De nove horas Edward chegou, todo lindão como sempre, com sua camisa de botões meio aberta e calça jeans que apertava nos lugares certos. Era uma deliça mesmo.
– E então? Onde está o Chefe? – Edward perguntou olhando ao redor pela casa.
– Foi pescar com os amigos, só volta à noite. – Eu disse, sorrindo para ele.
– Hmm, então estamos sozinhos? – Ele perguntou maliciosamente, me abraçando e escondendo o rosto em meu pescoço.
– Estamos sim. Sabe o que podemos fazer? – Eu perguntei, sorrindo meigamente. Ele olhou pra mim com cara de safado.
– O quê?
– O trabalho de biologia. – Falei fazendo cara de inocente. Edward estreitou os olhos. Peguei-o pela mão e o levei até a mesa da cozinha, onde estavam as minhas anotações, livros e notebook.
Edward gemeu, fazendo cara de coitado, mas sentou-se quietinho na mesa. Começamos a fazer o trabalho. Por incrível que pudesse parecer, Edward realmente se lembrava de todas as plaquinhas que ele havia lido, enquanto eu não lembrava nem o que havia comido hoje de manhã.
– Você deve ser um gênio, ou algo do gênero. – Resmunguei emburrada. – Que faculdade você vai escolher?
– Qualquer uma. – Deu de ombros. Então sua mão foi parar na minha, sobre a mesa. – Eu vou aonde você for.
– Você está falando sério? – Eu perguntei incredulamente.
– Por mim tanto faz a faculdade, desde que você esteja lá. Podemos alugar um apartamento e morar juntos. Seria perfeito. – Ele disse. Quase engasguei com saliva. Edward bateu nas minhas costas para me ajudar.
– Morar juntos? – Eu perguntei depois de me recuperar. – Edward... Você não está brincando comigo, está?
– Por que faria uma brincadeira sem graça como essa? – Ele revirou os olhos. Apertou ainda mais os meus dedos nos seus. – Minha família está uma zona. Meus amigos são ótimos, mas não me entendem. Você é a única coisa que tem me mantido inteiro. Eu vou te seguir até na lua, se você me quiser.
Confesso que meus olhos se encheram de lágrimas.
– Bom, se você insiste... – Brinquei. Ele riu.
Edward se inclinou sobre a mesa e me beijou. O segurei pelo colarinho, querendo-o mais perto.
– A gente podia dar uma pausa agora, não é? – Ele sugeriu. Eu ri, mas concordei. Levantamos e Edward me abraçou. Fomos até o meu quarto e eu me virei para Edward, que me beijou.
Eu me entreguei completamente àquele beijo. Ele apertou a minha cintura e eu joguei os meus braços em seu pescoço. Edward pôs uma das mãos em minhas coxas, me puxando para o seu colo. Ele apertou minha bunda, me mantendo colada a ele.
Edward andou lentamente em direção à cama enquanto me beijava. Ajoelhou-se e me deitou nela devagar, deitando-se sobre mim em seguida. Sua mão deslizou para dentro de minha blusa imediatamente, apertando meu seio, me fazendo ofegar.
Seus beijos se dirigiram para o meu pescoço quando o ar ficou escasso, deixando minha pele ardendo. O calor já subia em ondas pelo meu corpo e tudo em que eu podia pensar era no corpo de Edward contra o meu.
Eu apertei minhas pernas em seu quadril, sentindo seu membro já ereto pressionado contra a minha entrada. Era agora, eu tinha que dizer ou perderia a coragem.
– Edward, você tem camisinha? – Perguntei com a voz fraca. Eu apostava que ele tinha, já que costumava sair com todas aquelas garotas...
– Claro, eu sempre trago uma... – Ele me olhou com a testa franzida. – Por que você quer saber?
– Eu quero fazer... Agora. – Foi tudo o que eu pude dizer, a voz falhando.
– Tem certeza? Você não precisa sabe... – Ele disse.
Eu não respondi, apenas o beijei, tentando demonstrar sem palavras tudo o que eu sentia por ele.
Edward entendeu o recado e não precisou que eu falasse duas vezes. Ele retirou a minha blusa com facilidade e em seguida foi a vez do meu sutiã. Ele me olhou por um segundo e abocanhou o meu seio com um gemido. Eu enlacei meus dedos em seus cabelos, puxando-o para mais perto.
Eu tratei de me encarregar da sua camisa e minhas mãos voaram para a sua calça logo depois. Ele me ajudou a jogá-la longe e atacou o meu short, jogando-o também. Eu já havia visto o Edward pelado, mas não conseguia me acostumar com aquela visão. Sempre seria como a primeira vez. Ele era tão lindo, tão perfeito... Não podia crer que ele gostasse de mim.
Só o que sobrava pra nos separar era a minha calçinha e a boxer dele. Edward subiu pelo meu corpo, me beijando e novamente pressionando aquele volume no meio das minhas pernas. Por um momento eu tive medo. Ele era tão... Grande. Ia me machucar?
Mas então o Edward me olhou nos olhos enquanto retirava a minha calçinha e eu não tive mais medo. Sabia, no fundo, que podia confiar nele. Edward nunca me machucaria.
Dirigi as minhas mãos à sua boxer, ansiosa. Minha entrada estava agora tão molhada e pulsante, esperando por ele, que se tornava difícil pensar. E Edward não me fez esperar muito mais.
Eu enlacei minhas pernas em sua cintura e ele me pressionou, enfiando só a cabeçinha e saindo delicadamente. Eu gemi e ele tentou de novo, penetrando mais fundo, se encaixando devagar. Senti algo se romper dentro de mim, mas não me importei.
Era isso que eu queria. Era o Edward, o que eu queria, e havia esperado muito tempo por ele. Não podia esperar nem um segundo a mais.
E então Edward começou a me estocar devagar, sentindo, e então cada vez com mais força, apertando meu seio. O incomodo já não importava, meu corpo inteiro pedia por cada vez mais. Os gemidos de Edward acompanhavam os meus e eu já não sabia mais quem eu era, ou onde eu estava. Só tinha conhecimento do corpo sobre o meu e todas as sensações que ele me causava.
O meu suor se misturava com o dele enquanto nossos corpos deslizavam um sobre o outro. Eu me retorcia sob ele, querendo chegar cada vez mais perto. Edward gemia em meu ouvido, me penetrando cada vez mais fundo.
Pouco tempo depois meu corpo se arqueou e meus músculos se contraíram em expectativa, enquanto minha pele esquentava como nunca antes.
Eu gemia loucamente e então gozei, quase perdendo a consciência, sentindo meu corpo inteiro relaxar de uma vez. Aquela sensação de satisfação era mais forte do que nunca, agora que eu sabia que eu era de Edward. Sempre seria dele, não importava se ficássemos juntos para sempre ou não.
Edward desabou sobre mim, também ofegante. Eu o abracei e alisei seus cabelos molhados. Ele se virou, me colocando sobre o seu peito e eu me acomodei ali, muito confortável.
– Foi perfeito. – Eu falei.
– Você é perfeita. – Ele falou, beijando o topo da minha cabeça. Então suspirou. – Posso te dizer uma coisa?
– Claro. – Eu disse, apoiando meu queixo em seu peito e olhando em seus olhos tão profundamente verdes e me perdendo ali.
– Bella... Eu acho que eu te amo. – Ele disse, sorrindo levemente. Meu coração perdeu uma batida e eu sorri.
– Eu te amo, Edward, você sabe, sempre te amei. – Eu falei apoiando meu cotovelo em seu peito e me inclinando para beijá-lo.
– E me conquistou. – Ele disse quando nos afastamos. – Não sei mais como seria a minha vida sem você.
– Isso é bom, por que eu não pretendo te deixar em paz nunca mais. – Eu disse sorrindo. – Por mais que você me mande emails mal educados.
Edward meramente riu, rolando na cama e ficando sobre mim, voltando a despertar todas aquelas sensações que somente ele conseguia despertar.









