Capitulo 05 - Consequências.
– Elas realmente não gostam de mim. - Ouvi Justin dizer meio sem jeito, referindo-se as minhas amigas, e eu concordei.
– Elas tem motivos. - Ele deu de ombros, e quando iamos entrar no carro ouvimos vozes chamando por ele.
Justin se virou, e eu fiz o mesmo. Vi um homem moreno, forte, e com um moicano estranho vir até nós.
– Cara, por onde você andou? Tá sumido pra caralho, irmão! - Justin riu achando graça, e os dois fizeram um 'toque', e depois se abraçaram.
– Foi mal, to fazendo uns contra-tempos agora. - Justin saiu do abraço, e o tal moreno olhou pra mim sorrindo um pouco malicioso.
– E essa daí? Pegou uma nova vadia agora?
– Vai se fuder cara! - Respondi grossa, enquanto fechava minhas mãos em punhos, e ele riu de mim.
– Ela é meu contra-tempo. - Meu seguranda respondeu ainda rindo da minha reação. – Trabalho pro pai dela.
– Ela é bem agressiva também. - O moreno riu. E eu estava me irritando cada vez mais. – Relaxa gata, eu só estava brincando. - Se aproximou um pouco de mim, e estendeu a mão. – Me chamo Lil Twist. E você, quem é?
– Selena. - Peguei em sua mão. – E só pra constar, eu não curto brincadeiras idiotas. - Sorri sarcástica, e logo depois tirei minha mão da sua.
Lil riu de novo, e assentiu.
– Me desculpe. - Olhou pra Justin, e continuou a conversar com ele: – Cara, hoje tem a abertura da sua boate! Seria bom se o dono da boate estivesse lá, né. Você trabalhou nesse projeto por semanas!
– Não dá Lil, tenho que cuidar dessa garota. Irei na inauguração da próxima boate que eu abrir. - Justin deu de ombros.
– Você pode ir, se quiser. - Me interferi na conversa, e os dois homens olharam pra mim.
– Eu vou junto. - Respondi, e sorri esperta. Qualquer lugar seria melhor do que ir pra casa agora. Sem falar que desde que eu vim morar com meu pai eu não vou a uma 'festa'. Logo iria enferrujar.
– Nada disso. Você não pode fazer besteiras... E acredite, nessas boates sempre tem coisas tentadoras demais. Ainda mais pra uma mulher com o seu histórico de bebidas e drogas. Sem chance.
– Mas você estará lá! E como é meu segurança, com certeza vai se assegurar de que eu não farei nada errado. É a abertura da sua boate, você tem que estar lá. Que tipo de homem vão achar que você é, se não for? - Ok, eu estava apelando. Mas era preciso. Justin Bieber era extremamente dificil de se dobrar.
– A garota está certa! - Lil me apoiou, e eu assenti. – Vários impresários e vários homens ricos estarão lá. Vão querer te conhecer. Você vai se arrepender se não for.
Justin bufou depois de ter pensado por alguns segundos na possibilidade de ir. E enfim, aceitou.
– Tudo bem... Me encontre lá daqui a uma hora.
– Assim que se fala! - Lil sorriu empolgado.
Eles fizeram mais um daqueles 'toques', Lil me deu um beijo no rosto, e depois sumiu pelas ruas da cidade.
Eu e Justin entramos em seu carro em silêncio, e quando ele começou a dirgiri murmurou um:
– Tenho certeza que seu pai não vai nos deixar ir pra lá.
– Mentimos pra ele. - Falei, e dei de ombros. Mentir pro meu pai não era difícil. – Se ele perguntar, vamos dizer que vamos pra uma festa qualquer. Tipo uma festa de despedida de algum amigo seu.
– Não costumo mentir pra quem eu trabalho.
– Se quiser ir aquela boate, terá de mentir.
O assunto foi encerrado ali.
Quando chegamos em casa, subimos para o andar de cima dos quartos.
– Você tem trinta minutos para se arrumar. - Ele avisou e entrou no seu quarto. Entrei no meu logo depois.
Felizmente, eu não demorei muito para me arrumar. Estava colocando meu anel, quando ouço batidas na porta. Mandei a pessoa entrar, e então Justin adentrou em meu quarto.
– Sua opnião não é muito necessária, mas... - Me levantei da cama, e fiquei de frente pra ele. – Esse vestido me deixa com cara de prostituta?
Ele não respondeu de imediato.
Seu olhar percorreu cada centimetro de meu corpo, desde os pés a cabeça, como eu fiz com ele hoje cedo. Quando seus olhos pararam nos meus, eu pude perceber que eles brilhavam um pouco.
– Justin? - Eu estava prestes a cair na risada, mas me segurei. O analisei também, e devo dizer que ele estava realmente bonito.
– D-Desculpa... Qual a pergunta?
– Esse vestido me faz parecer uma prostituta?
– Hmm... - Ele mordeu o lábio inferior, de um jeito que eu secreatamente gostei, e depois suspirou. – Sim, um pouco. Mas de um jeito bom.
– Não! - Ele pareceu desesperado por um segundo, e no outro coçou a garganta e continuou: – Digo, a gente vai se atrasar. Vamos logo.
Eu ri baixinho, e me dirigi até a porta.
– Você não vem? - Perguntei a ele, que continuava parado no mesmo lugar, porém me olhando de costas. Ele assentiu, e então me acompanhou.
Quando chegamos na entrada na boate, senti o braço de Justin passar ao redor de minha cintura. Estava prestes a me pronunciar e reclamar, quando ele sussurrou em meu ouvido:
– Só estou fazendo isso pela sua segurança. Você quis vir, então nem pense em reclamar agora.
Eu podia estar secretamente gostando desse gesto. E odiava o fato de eu estar gostando.
– Não abuse da sorte. - Disse sarcástica, e ele riu baixinho.
A boate era bonita. Realmente grande e espaçosa. As luzes coloridas, e os globos davam um ar mais alegre pra aquele lugar onde só pessoas depressivas iam. Maridos com problemas no casamento, adolescentes rebeldes sem causa, garotos a procura de diversão, e vadias a procura de dar a diversão que eles precisam. Claro, minhas duas melhores amigas faziam esse tipo de coisa, e eu não podia julgá-las, mas elas tinham plena consciência de que fazer isso era estúpido. Porém, se elas gostavam, quem sou eu pra contradizer?
Enquanto eu andava ao lado de Justin, sentia alguns olhares sobre nós. Talvez, por eu parecer realmente uma vadia, e ainda pior, uma vadia andando com o dono da boate.
Mas eu não me importava... Eu era uma vadia gostosa e bonita, certo?
Justin parou de andar, quando dois homens nos pararam.
Era aquele Lil Twist de novo. E tinha mais um cara ao seu lado. Era branquinho, tinha o cabelo castanhos meio-escuro liso, num corte meio emo. Porém, isso não preojudicava sua aparência, ou o deixava com cara de mais velho. Qualquer um podia perceber que ele era do tipo egocêntrico.
– Bem que o Lil disse que você viria! - Aquele cara disse, e fez um toque com Bieber, que retribuiu sorrindo. – Quanto tempo... Mas e ai, o que anda fazendo?
– Longa história, cara...
– Podemos conversar enquanto bebemos, e eu te mostro as vadias desse lugar. O que acha?
Justin riu, e então sorriu um pouco malicioso.
– Estou acompanhado hoje. Só vim pra ver se precisavam de mim aqui.
– Hmm... - O cara olhou pra mim, e me analisou da cabeça aos pés. Depois olhou pra Justin, com aprovação no olhar. – Arranjou uma namorada gata ein!
– Ela não é minha namorada!
– Foi mal cara. - Ele ficou um pouco constrangido. Justin tinha alegado que eu não era sua 'namorada' com tanta rispidez. Mas eu pouco me importava. – Me chamo Chaz Somers. - Ele estendeu sua mão, e sorriu pra mim. Eu retribui o sorriso, e peguei em sua mão o cumprimentando.
– É um prazer te conhecer.
– O prazer é todo meu. - Ainda mantinha meu sorriso no rosto, assim como ele, e Justin coçou a garganta chamando a nossa atenção.
Tirei minha mão da sua com cautela, e finalmente, Lil se pronunciou.
– E ai cara, vamos ver a decoração do lugar? Tenho certeza de que você vai achar foda, deixamos o mais daora possível!
– Claro. - Justin concordou, e Lil começou a andar. Justin me puxou para eu ir com ele, mas eu me neguei a sair do lugar.
– Eu já disse que não. - Ele me olhava frio, e sua voz saia um tanto quanto seca. Eu não andaria com ele falando desse jeito comigo. Quem ele pensava que era?
– Pode ir, eu fico aqui com ela, parça. - Chaz interveio, e senti a frieza do olhar de Bieber ser lançada pra ele.
– Não que seja da sua conta, mas eu estava falando com a Selena. E a minha resposta aqui, é lei! - O aperto que ele tinha com seu braço ao redor de minha cintura ficou mais forte, e ele voltou a me olhar. – Não reclama e vem comigo. Caso contrário, vamos embora.
Bufei, e comecei a andar com ele ao meu lado.
Quando se tratava de Justin Bieber, eu não podia contradizer.
Já havia conhecido todos os lugares da boate com Justin e Lil. Eu não me importava muito com boates, então não poderia dar minha opnião formada sobre o que achei do lugar. Apesar de ser realmente incrível, claro. Quando finalmente nos sentamos nos bancos do bar, Justin e Lil ficaram conversando, e eu, como esperado, fiquei excluída.
Parei por uns minutos pra pensar... Eu não sabia absolutamente nada sobre meu segurança. Nada que envolvesse sua vida familiar, amorosa, sua vida financeira, e etc... E ele praticamente já conhecia minha vida toda. Todos os meus podres, as coisas erradas que eu já fiz, meus amigos, minha casa... Claro, não conhecia cem por cento de mim, mas já era uma porcentagem boa.
Senti um certo movimento se fazer ao meu lado, e quando percebi Chaz havia se sentado junto á mim.
– Curtindo a noite? - Ouvi ele perguntar com um sorriso no rosto, e eu fiz uma careta.
– Não, mas... Talvez minha resposta mude se você aceitar dançar comigo. - Ele se levantou da cadeira, e estendeu a mão pra mim.
Olhei para Justin, e ele parecia mesmo muito entrertido em sua conversa com Lil, não iria atrapalhá-lo. Aceitei dançar com Chaz sem pestanejar. Peguei em sua mão, e fomos andando até a pista. Foi um pouco difícil chegar até lá, já que a boate estava lotada, mas conseguimos.
Lil realmente conseguia me fazer rir. Tinha que admitir, o cara era foda! Ele conseguia tirar todo o meu stress que eu passei por essas semanas em meu novo serviço. Já não aguentava mais tanta pressão em cima de mim, e esse foi um dos motivos de eu ter aceitado vir pra boate.
Claro, vir com Selena foi um bônus. Admito que me senti quando cheguei com ela, e todos os caras olharam com uma certa inveja. Mas estávamos aqui apenas para o meu proveito. Ela quis vir pois não tinha escolha... E era isso.
Terminei de beber a cerveja em meu copo, e decidi que iria oferecer algo pra Selena, já que ela não tinha bebido nada e nem se pronunciado desde que sentamos nesse bar.
Mas quando olhei para trás, não a vi.
– Puta que pariu! - Soltei irritado, enquanto olhava para todos os lados.
– A selena sumiu! - Dei um soco na mesa do bar, e Lil se afastou um pouco de mim. – Aquela vadia sumiu! - Reprimi os lábios com força para não acabar gritando de novo, e percebi que Lil havia ficado em silêncio, e parou seu olhar em um lugar um pouco mais a frente de nós.
Olhei para o mesmo lugar que ele, e pude ver a garota dançando com Chaz.
Mas o fato de ela estar lá não era o que me irritava.
O que me deixava puto, era que além de ela estar se esfregando, rebolando, e dançando feito uma completa vadia, ela estava bebendo! Porra, bebendo!
Como eu chegaria na casa de Brian com a Selena estando bêbada? Que explicação eu daria? Ela estava sobre minha responsabilidade!
Passei feito um raio por entre as pessoas, até chegar aos dois. Peguei Selena pelo braço, e quando ia começar a andar com ela mais a frente, senti alguém me segurar pelo ombro.
Me virei, e vi que era Chaz.
– O QUE É, PORRA?! - Gritei. Tamanho era meu nervosismo.
– O que é digo eu! O que pensa estar fazendo com a Selena? Deixa ela aqui comigo, parça!
– Se você quer comer ela, você pode fazer isso em outra hora. Agora tira a porra das suas mãos de cima de mim, que eu preciso levar ela pra fora daqui. - Lhe dei as costas o deixando falar sozinho, e continuava a andar com Selena. Ouvia ela me xingar, e tentar se soltar de mim, mas eu era mais forte e conseguia dobra-lá.
Subi as escadas, e depois de andar mais um pouco chegamos ao meu escritório da boate. Entrei ali dentro com ela, e tranquei a porta logo em seguida.
Selena conseguiu se soltar de mim, e então começou a gritar comigo.
– QUAL É O SEU PROBLEMA? QUEM PENSA QUE É PRA ME ARRASTAR DESSE JEITO? VOCÊ FICOU LOUCO?! NUNCA MAIS FAÇA ISSO, SEU IDIOTA!
– NEM VEM COM CENINHA, PORRA! QUEM DEIXOU VOCÊ FICAR BEBENDO? QUEM MANDOU VOCÊ SAIR DE PERTO DE MIM? CARALHO GAROTA, QUANDO EU DIGO UMA COISA TRATE DE ME OBEDECER. VOCÊ É SURDA?
– EU SÓ ESTAVA ME DIVERTINDO! ESTOU PROIBIDA DE DANÇAR AGORA?!
– SE DIVERTINDO DANÇANDO E AGINDO FEITO UMA VADIA PRA CIMA DO MEU AMIGO? CARALHO, SE PONHA NO SEU LUGAR!
– CALA A PORRA DA SUA BOCA ANTES DE VIR FALAR DE MIM!
– VOCÊ É REALMENTE UMA VAGABUNDA, SELENA! NÃO ESPEROU NEM CINCO MINUTOS PRA JÁ ABRIR AS PERNAS PRO CHAZ! VOCÊ É IGUAL A TODAS AS VADIAS DESSA BOATE! - Antes que eu pudesse continuar, um tapa foi acertado em meu rosto, e eu senti uma ardência forte no local logo depois.
Não me controlei, e lançei um soco em seu rosto. Ela cambaleoou pra trás, e colocou a mão onde o soco foi acertado.
- NUNCA MAIS PENSE EM ENCOSTAR UM DEDO EM MIM. NÃO DEIXO BARATO PRA VADIAS COMO VOCÊ.
Ok, talvez eu que mereça ser agredida por esse capitulo, mas peguem leve, sla. auheuheeh
Esperarei suas ask's. Xoxo <33