Lua narrando: “ Depois de uma noite maravilhosa, agora vinha a parte chata, levar Arthur ao médico, coisa que ele detesta. E eu confesso que também não gosto, mas, é preciso. Hoje eu também estou mais apreensiva porque vou fazer o exame de BetaHcg, Arthur está mais ansioso que eu. Mas, vamos deixar as crianças na escola primeiro e depois nós vamos....todos acordados.”
Arthur: Amor, não acha melhor irmos em dois carros? – Ela chegou até mim e pediu que eu abotoasse sua camisa.
Lua: Pra que isso? Nós vamos juntos, deixamos as crianças na escola e vamos direto para o hospital! – Eu disse terminando de fechar os botões e ele me olhou de cara feia. – Que foi? Por acaso você pensa que vai trabalhar depois dessa consulta?
Arthur: Era a intenção! – Eu terminei de fechar e ele se direcionou ao espelho. – A propósito, você viu as chaves do meu carro?
Lua: Claro, estão comigo! – Eu sorri irônica para ele e balancei as chaves nos meus dedos. – Eu vou dirigindo!
Arthur: Até isso amor! Ah não... – Ele resmungou em frente ao espelho e terminou de ajeitar o cabelo.
Lua: Ah não nada, eu vou dirigindo e dependendo do que o médico disser, eu deixo você voltar dirigindo! – Eu sorri mais uma vez e ele bufou. – Vou apressar as crianças.
Me retirei de nosso quarto e fui ao quarto de cada um, a única que ainda resmungava de sono era minha pequena, Heloisa ainda não se acostumou com a escola. Imagina se eu estiver grávida, o trabalho que vai dar, se ela é dengosa com tudo, imagina um novo bebê. Não pensa nisso Lua, não pensa.
Arthur: Estou pronto! – Resmungou descendo as escadas e ajeitando o relógio no pulso, fui de encontro ao seu abraço. – Que foi isso amor?
Lua: Não fica chateado, eu faço tudo pro seu bem! – Eu afundei meu rosto em seu pescoço, sentindo meus olhos marejarem, ele me abraçou com força.
Arthur: Ei, olha pra mim! – Eu tirei meu rosto de seu pescoço e o encarei meio chorosa. – Não estou chateado, não fica assim amor, eu odeio te ver triste.
Lua: Odeio ter que admitir isso, mas, acho que estou grávida mesmo! Nunca tive tanta vontade de chorar! – Eu ri entre os soluços do meu choro e ele me abraçou com carinho.
Arthur: Meu instinto de pai não falha, o que for pra ser, será meu amor, não fique ansiosa, lembra do que você me disse ontem. Nós vamos estar nessa juntos. Como sempre foi e vai ser. – Eu não pude evitar o sorriso, beijei sua boca com todo meu amor.
Lua: Só você pra me acalmar. – Ele enxugou minhas lágrimas e nós ouvimos os gritos vindos da escada, as crianças descendo.
Arthur: Daniel e Théo! Já conversei com vocês sobre correr pela casa, ainda mais descendo as escadas! – Ele os repreendeu e eu fiquei admirada como ele tinha o dom de ser pai, as crianças sempre o escutavam. – É a ultima vez que eu falo, na próxima, é castigo!
Lua: Nem adianta olhar pra mim, seu pai que está no comando, e nós já conversamos sobre isso! Tanto você, quanto Théo já caíram dessa escada, não queremos que isso aconteça novamente. – Eu falei olhando para Daniel e ele me olhou tristonho. – É para o bem de vocês. Cadê suas irmãs?
Estela: Aqui mãe! – Ela falou descendo as escadas devagar com a irmã caçula no colo, me entregando Heloisa em seguida. – Bom dia pai!
Arthur: Bom dia meus amores! – Eu sorri cúmplice depois Arthur deu um beijinho na testa de nossa filha. – Estão prontos?
Daniel: Sim! – Meu filho respondeu de forma triste, acho que ele ficou chateado pelo sermão.
Lua: Então vamos, estamos atrasados pra consulta e nós temos que deixar as crianças antes das oito! – Falei pegando as chaves do carro dele e caminhando até a porta da frente.
As crianças se açodaram no carro do pai, eu apenas tive que ajeita-los nos bancos, verificar o cinto e ajeitar Heloisa na cadeira especial, pois ela ainda nem tinha quatro anos. Depois disso, senti Arthur incomodado do meu lado, ele estava me escondendo as dores. Eu coloquei o cinto e dei partida no carro. Como onde morávamos não era longe da escola, chegamos em quinze minutos. Os trigêmeos desceram do carro e eu desci para retirar Heloisa da cadeirinha e leva-la a pré-escola. Ela foi o corredor inteiro, pendurada no meu pescoço, quando eu fui entrega-la a professora, ela resmungou um pouquinho, mas, foi sem chorar. Dei um beijinho nela e acompanhei os trigêmeos nas salas. Depois disso, encontrei no corredor, Henrique, Chay, Micael, os gatões maridos de minhas amigas. Claro, que eu apenas os cumprimentei e não puxei conversa, todos deviam estar atrasados para seus compromissos, eu principalmente. Voltei o carro e Arthur estava com o celular em mãos, eu entrei no banco do motorista e liguei o carro novamente, indo em direção ao hospital. Arthur calado demais pro meu gosto, ele devia estar com muita dor e não quer me dizer pra eu não me preocupar. Assim que chegamos ao hospital, eu entrei no estacionamento e tratei de colocar o carro perto do elevador, assim facilitava meu trabalho. Faltava meia hora para o médico nos chamar, subi com ele e nós ficamos esperando.
Lua: Amor, você está tão quieto, está sentindo alguma coisa? – Ele me olhou sereno e eu fiz carinho em sua nuca. – Você está cansado amor, tem trabalhado tanto.
Arthur: Você tem razão, eu estou cansado e além disso, estou ficando velho. Que horas é o seu exame? – Ele me perguntou, enquanto olhava o celular em mãos.
Lua: É logo depois da sua. É só um exame pra saber mesmo, minha médica é a Juliana e vai continuar sendo. – Eu falei calma e ele me cutucou, indicando que a enfermeira estava nos chamando.
Enfermeira: Arthur Queiroga Bandeira de Aguiar, por favor! – Ele chamou o nome dele e nós nos levantamos e ela nos guiou até o consultório. Entramos e o médico estava lá sentado, sorrindo.
Médico: Bom dia. Senhor... – Ele olhou na ficha e depois olhou novamente para nós dois. – Arthur Queiroga.
Arthur: Bom dia. – Ele respondeu e depois olhou para mim. – Essa é minha esposa Lua.
Médico: Bom dia Lua. – Ele sorriu direcionando a palavra a mim. – Bom, quais são suas queixas?
Arthur: Tenho sentindo algumas pontadas nas costas, umas dores no ombro direito. Cheguei a ficar dopado de remédio pra ficar anestesiado de tão forte que é. – Ele falou e nesse momento eu senti um dó do meu marido.
Lua: É doutor, ele passou alguma noites sem dormir de tanta dor que sente. – Eu falei preocupada e o médico pareceu analisar nós dois.
Médico: Bom, eu preciso examina-lo para dar algum diagnóstico, mas, eu já tenho ideia do que seja. Por favor, vamos até a outra sala, senhora, espere alguns minutos. – Eu assenti e vi os dois indo até uma sala ao lado, onde parecia ser onde ele examinava os pacientes, peguei meu celular e liguei para minha mãe.
Enquanto Arthur e Lua estavam na consulta. Chay e Mel estavam juntos em casa, ela arrumava as coisas na casa e ele estava no estúdio, vendo alguns trabalhos. Mel estava sem Lis, já que a moça havia viajado para cuidar do marido doente e agora, ela tinha que cuidar da casa, do marido, dos filhos e sem esquecer que está grávida, tarefa difícil.
Chay: Melanie, não acha que está na hora de parar um pouco? – Ele veio do corredor e a viu arrumar as almofadas no sofá.
Mel: Eu não gosto de bagunça, você sabe. Tenho que arrumar os quartos ainda! – Ela ajeita a almofada no sofá e encara o olhar preocupado do marido.
Chay: Amor, já faz tempo que você está nessa, não tem nada bagunçado, você que cisma em arrumar direto! Venha, vamos até nosso quarto, você toma um banho e se deita, descansa essas pernas e a cabeça. – Ele disse, tirando a ultima almofada que estava em sua mão e jogando-a em qualquer lugar e depois a guiou até a escada.
Mel: Você tem razão, minhas pernas já estão ficando inchadas de ficar em pé, a dor nas costas está me matando. Ser uma grávida elegante e sem queixas é quase impossível! – Ela subiu reclamando com o marido em seu encalço. Os dois entraram no quarto e ele foi logo pegando as toalhas e entrando com ela no banheiro.
Depois do banho, os dois deitaram juntos e dormiram. Estavam cansados e logo chegaria a hora de buscar os filhos, então, o melhor é descansar.
Xx Na casa de Sophia e Micael
Os dois estavam em clima de romance, fazia tempo que ambos não tinham um tempo a sós. As crianças estavam na escola e logo eles teriam que busca-los, mas, enquanto a hora não chega, Micael estava com ela no quarto, tocando e cantando para sua musa.
Micael: Minha linda, estou com tanta saudade de você. – Ele disse deixando o violão de lado e beijando o pescoço dela.
Sophia: Eu também meu pretinho, que bom que você conseguiu essa folguinha pra ficar comigo. – Ela falou dengosa e Micael sorriu, cheirando mais uma vez o pescoço da mulher mordendo o lóbulo de sua orelha.
Micael: Hoje eu sou todo seu, pode aproveitar. – Ele falou sorrindo safado e ela mordeu o lábio inferior. – Tão cheirosa...
Sophia: E você, cada dia mais musculoso, mais lindo, mais tudo. – Ela se encaixou entre as pernas do marido e iniciou um beijo.
Os dois se beijaram com paixão, mistura de saudade e muito amor, eles estavam precisando de uma folguinha, quando os filhos estivessem com eles, o clima seria de brincadeiras, enquanto isso não acontece, melhor esquentar o clima.
Depois que Arthur foi diagnosticado com bursite, uma inflamação nos tendões dos ombros, as dores nas costas é apenas a posição errada de sentar. Enquanto Lua ia fazer seu exame de sangue, ele ficou com uma enfermeira, tomando injeção de corticoide. Ele seria encaminhado a um fisioterapeuta. Nada que umas boas semanas de repouso não resolvesse. Sim, estava ficando velho. Logo que Arthur saiu da enfermaria, Lua apareceu com uma cara que nem ele conseguia decifrar, ela não sabia se chorava ou ria.
Arthur: O que foi Lua? – Ele encarou o olhar perdido da esposa que segurava um papel nas mãos. – O que tem nesse papel?
Lua: Eu...eu... – Ela não conseguia falar. – Eu...
Os dois estavam estáticos. Lua não conseguia pronunciar o que queria. Ela estava nervosa. Ele assustado. Bom, vocês já sabem do que se trata.
Xx Peço desculpas pela demora, gente, estou tendo alguns problemas por aqui e por isso ainda não vou postar as novas webs. Espero que entendam. Letícia, eu vou deixar aquela cena para o próximo, porque lembrei das crianças na escola. Pode deixar que eu faço bem bonitinho depois. Vai ser divertido.