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let's talk about Bridgerton tea, my ask is open

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Sh é maravilhoso que pena que acabou
Pois é :/
Mas em breve mesmo, eu volto com novidades muito boas pra vocês, tá? Juro de dedinho! <3 Acho que vocês vão gostar muito! //Lu
Epílogo Dois - CHAY
Chay
Dia de folga! Nem acredito que vou pegar minha bonequinha e vou poder passear a tarde inteira.
— Oi meu amorzinho, papai veio buscar você para passear! Seus irmãos estão na escola e como hoje o papai tem folga, vou levar minha bonequinha para o shopping! - Peguei Gabi do berço, dei banho e a troquei.
Melanie tinha deixado mil recomendações para sair com ela. Fraldas, chupeta, lenços, mamadeira, mordedor, ursinho, mais fraldas, duas mudas de roupa, meu Deus, quanta coisa. Mas é melhor não contrariar a patroa. Depois de ajeita-la na cadeirinha, dei partida e seguimos para o shopping. Quando chegamos, eu me senti uma celebridade, nunca vi tanta gente olhando para mim, o que tem demais um homem com um bebê? Percebi os olhares femininos e Gabi sorria para tudo e todos. Eu estava vestido com uma bermuda branca e uma camisa preta e de chinela mesmo. Minha princesa que estava cheia de frufrus. Com uma tiara maior que sua cabecinha, mas como a patroa gosta, quem sou eu para discordar? Tomei um susto quando uma mulher se aproximou de nós.
— Com licença gato... - Ihh, lá vem confusão. Se Melanie souber...não dei ouvidos e segui meu caminho e entrei na loja intitulada "Sweet Baby" Gabi quase pulou do meu colo ao ouvir a musiquinha de ninar que ela tanto adora, mas aí eu vi a vendedora me comer com os olhos e percebi que entrar ali não foi uma boa ideia. No mesmo instante eu recebo a ligação de quem? Patroa.
— Oi amor.
— Liguei para saber se está tudo bem.
— Sim, estamos bem. -
— Quem está aí com vocês? – Droga, ela deve ter ouvido essas mulheres da loja.
— Já decidiu o que vai levar, gato? – Pronto, ferrou de vez.
— Chay Suede, quem está chamando você de gato, posso saber?
— E-u, amor, estou numa loja para bebês.
— E essas vendedoras caça marido alheio está jogando charme para o meu marido, acertei? Joguei um verde.
— Acertou. – Eu disse sem pensar. Mentiras entre a gente não há e nem nunca vai haver.
— CHAY! Conversamos em casa. – Ela desliga na minha cara.
Depois de discutir em plena loja, comprei alguns brinquedos de morder para Gabi e praticamente corri daquela loja. Gabi se divertia no meu colo, ficando atenta os traços da minha tatuagem. Linda e sorridente, dava sorrisos até para o ar. Na hora de trocar sua fralda, fiquei orgulhoso de mim, era o único pai no berçário, as mães das outras crianças me olhavam cheia de emoção. Esses pais de hoje em dia, fazem os filhos, mas na hora de cuidar, fogem. Ainda bem que não estou nessa porcentagem. Na hora da mamadeira, Gabi tomou tudinho e dormiu. A coloquei adormecida na cadeirinha e voltamos para casa. Eu pronto para receber uma chamada da patroa. Eita mulher ciumenta. Cheguei em casa e assim que abri a porta, Melanie estava de braços cruzados a minha frente.
— Amor...eu... – ela não deixa eu falar.
— Nem vem com essa carinha Chay, eu estou muito brava.
— Mas amor eu não tive culpa.
— Claro que teve, deveria ter dado meia volta e vindo embora, mas não, ainda comprou naquela loja de barangas. - Ela pega Gabi adormecida dos meus braços.
— Não fala alto assim, vai acordar a Gabriela. – Eu digo sério.
— Eu falo como eu quero Chay, não me aborreça ainda mais. – Já vi que vou ter um trabalho.
Subo apressado e a vejo colocar nossa filha no berço e sair emburrada para o nosso quarto. Tiro a camisa e ela me olha, sei que ela não vai resistir. Toco seu rosto e ela ainda me olha com o rosto danado de raiva.
— Ei linda, eu sou seu marido, meu olhar só vê o seu, e não estou falando apenas porque é bonito dizer essas coisas, estou falando a mais pura verdade, eu não tenho olhos para outra, você e só você. Entende, linda? – Eu digo olhando em seus olhos e ela sorri doce.
— Desculpa, eu sou uma burra, acabo afastando você de mim por conta desse ciúme bobo.
— Você nunca vai me afastar de você, nós somos um só. Lembra do que o padre disse? O que Deus une, nada separa. – Pego suas mãos e entrelaço nas minhas. — Minha sweet, eu amo você.
— Eu também te amo, moreno. – A beijo com vontade e puxo seus cabelos e aprofundo o beijo ainda mais que caímos na cama, rindo entre o beijo.
— Vamos aproveitar que as crianças estão dormindo e fazer muita sacanagem... – a ouço dizer.
— Mulher, onde você aprendeu essas coisas?
— Com você, marido.
— Vou te lamber todinha.
— Estou esperando ação, senhor Suede.
— Toda ação do mundo para você, senhora Suede.
“ Criei então um universo onde tudo era perfeito e feito para nós dois”
FIM
Iai, meus amores, curtiram a fic? Eu adorei postar para vocês a versão ChaMel do meu livro. Outro dia volto com mais novidades!
Epílogo Um - MELANIE
Melanie
Cuidar de três crianças não é fácil, ainda mais quando uma delas necessita muito de você. Gabi está com dez meses e cada dia maior, crescendo rápido. Se descuidar um minuto, a mocinha já tenta ficar de pé. Ouço o grito do meu filho e paro de mexer o mingau na panela.
— Mamãe, mamãe, a Gabi 'tá pendurada no berço! - Noah chegou próximo do fogão, onde eu estava fazendo o mingau de Gabriela.
— Meu Deus, Chay, olha a Gabi!! - Eu grito porque não posso deixar o mingau sem mexer. Ouço os passos apressados e logo em seguida meu marido desce com uma menina vermelha de tanto chorar.
— Ela caiu? - Perguntei checando seu rostinho.
— Cheguei bem na hora que essa mocinha ia escalar as grades. Como ela
não conseguiu, está chorando.
— Ela está com fome. - Peguei minha menininha no colo e a acalmei. Depois a coloquei no cadeirão dei seu mingau.
Viu? Bastou eu dizer, que a danadinha tratou de dar um susto. Gabriela é uma benção, mas quando resolve tentar pular do berço ou até mesmo do colo, digo que ela puxou ao Enzo. Mais tarde vamos ao parque, espero que ela não resolve sair escalando ou pular do carrinho. Engraçado que Lis, a filha do meu cunhado é muito quietinha, diferente da Gabi. Mas eu amo minha pequena assim, danadinha mesmo.
(...)
Enquanto meu marido lindo estava com as meninas, eu olhava meu filhote brincar com o primo. Estávamos no parque, Lis no colo de Lucy dormindo e meu cunhado jogando bola com as crianças. Estela acompanha o pai num tour com Gabi, mostrando o dia lindo que está. De fato, o céu está azulado, um dia claro e bem tranquilo para um passeio. Chay volta para perto de nós, Lucy estava quase dormindo junto da filha e eu apenas observava as crianças felizes e um grande Enzo tentando acompanhar o ritmo delas. 38 anos não é para qualquer um...
— Mamãaaaaaae, olha a bola! - Fui surpreendida por uma bolada, mas meu menino estava tão feliz que resolvi deixar para lá.
— Desculpa, mamãe.
— Não foi nada filho, vamos, mamãe vai jogar com vocês! - Levantei do gramado e segui rumo a brincadeira sob os olhares divertidos do meu doutor.
— Amor, cuidado. - Sempre protetor esse meu marido. O vi sentar com Gabi no colo e Estela do outro, nossa filha mais velha gostava de mexer nos cabelos do pai, enquanto nossa caçula queria arrancar o cordão que ele carregava no pescoço.
— Não pode, filha. - O ouvi repreender Gabi. Nossa filha ensaiou um choro, mas logo cessou ao ouvir Estela falar. Eu estava bem perto deles e podia ouvir.
— Bibi, o cordão do papai é proibido. Que tal quando a gente for para casa, eu arrumo um brinquedo bem legal para você morder. - Quase choro, é lindo o amor dos gêmeos com a irmã mais nova. Como Gabi tinha apenas 10 meses, os brinquedos eram restringidos a coisas de borracha para que não engolisse ou se machucasse, os dentes estavam nascendo e isso era motivo de muitas noites em claro.
— Alguém está fome, criançada? - Enzo gritou e a turminha gritou em uníssono de volta.
— Muita, tio!!!
Voltamos para casa, porque amanhã iriamos a praia cedo. Então deixaríamos o gás para o dia que vem.
(...)
No outro dia, acordei cedo para preparar o café das crianças, já que Dora estava de folga, assim como eu e meu moreno. Preparei o cereal dos gêmeos e o mingau de Gabriela, e fui acordar os três. Primeiro chamei os gêmeos, que ainda dormiam no mesmo quarto, e seria assim pelo menos até Estela virar mocinha. Os dois resmungaram, mas ouviram a palavra praia e levantaram correndo, escovaram os dentes e foram tomar o cereal. Já Gabriela dormia com uma mão no rostinho e de bumbum para cima, exatamente como Chay dormia. Tão linda minha menina. A tirei do berço ainda dormindo e coloquei na cama, acordando-a aos poucos para não se assustar. Logo que seus olhinhos abriram, eu pude ver os olhos grandes e destacados num azul incrível, ela estava feliz.
— Meu amorzinho vai à praia, não é? É por isso esse sorriso para a mamãe? Hein gordinha. – Fiz cócegas nela e se agitou toda, arrancando risos meus e do meu gostoso marido parado a porta, com a cara amassada e os cabelos despenteados. Destaque o GOSTOSO.
— Bom dia, meus amores. – Me beijou e logo depois a cabecinha de Gabi. — Minha gordinha vai vestir um maiô bem lindo, não é? – Mexeu nos pezinhos dela e ela esticou as mãos em busca de colo. Bastava ver o pai.
— Pa-pa, colo.
— Vem cá minha gordinha.
— Dá um banho nela para mim, enquanto eu vou ver as crianças. – Disse eu antes de sair.
— Claro. Vamos alagar o banheiro não é filhota? – Disse ele para nossa filha.
— Nem pense nisso, vocês dois.
— Acho que isso é um sim... – sai do quarto ouvindo a risada dos dois. Cheguei na cozinha e os gêmeos comiam quietinhos, dei um beijinho na cabeça de ambos e fui ver o mingau de Gabriela. Em poucos minutos, Chay desce já vestido com calção de banho, chinela e regata, e um ridículo boné na cabeça. E minha filha MEU DEUS, toda agasalhada com esse calor lá fora.
— Chay, você cobriu a menina toda? – Peguei minha filha no colo e comecei a tirar as roupas que ele pôs, coitada. Devia estar agoniada.
— Vai que faz frio lá fora.
— Você já viu o sol que está lá fora? – Perguntei. Deixei Gabriela somente com o maiô azul com bolinhas brancas que ela havia ganhado do pai.
— Meus amores, subam e se arrumem, mamãe já sobe para ver vocês! – Falei com os gêmeos que assentiram.
— Ok, mamãe.
— Quem chegar por último é a mulher do padre, Lita! – Noah chamava a irmã de “Lita” desde que deu a primeira palavra.
— Sem correr, vocês dois! – Chay disse mantendo a ordem que ele já havia estipulado. Nada de correr pela casa e ao subir as escadas.
Os dois subiram devagar e logo que Chay começou a tomar café, eu dei a mamadeira do mingau a Gabi. Ela tomou tudo bem rapidinha, estava esfomeada. Desde que havia largado o peito, ela comia de tudo um pouco. Mas o seu mingau de manhã era sagrado.
...
Depois de muito trabalho para arrumar as coisas, nós saímos rumo a praia era umas sete horas, Enzo e Lucy vinham atrás, havíamos combinado juntos o passeio.
Depois de colocar toalhas e dezenas de brinquedos na areia, meu marido e cunhado ajeitaram as cadeiras para nós e as crianças maiores foram brincar a nossa frente. Enzo e Chay tiraram as regatas e pronto, as vadias que estavam na praia começaram a olhar descaradamente, eu sou ciumenta, mas Lucy era dez vezes pior.
— TÃO OLHANDO O QUÊ, HEIN? TIRA O OLHO DO MEU MARIDO! – A esquentadinha gritou para um grupo de mulheres. Enzo ria e Chay também.
— Lu, as crianças, se controla!
— EI GATINHO DE BRANCO! – Ouvi uma das mulheres gritar pelo meu marido, é isso mesmo?
— QUE FOI VADIA, TIRA O OLHO DO MEU MARIDO TAMBÉM! – Gabi se remexeu toda do meu colo. A coloquei no chão junto de Lis.
O grupinho foi embora, acho que ficaram com medo de minha amiga pular no pescoço delas.
— E vocês dois, acharam engraçado? – Lucy disse raivosa.
— Calma amor.
— Nada de calma, Enzo! Porque você tem que ser tão gostoso? – Os dois riram outra vez.
— E você também Chay, já não basta ter esses olhos? Tem que ter esses músculos e essas tatuagens?
— Acho que você preferia ter um marido barrigudo e feio.
— NÃO! – Nós duas dissemos ao mesmo tempo.
— Então acalmem as periquitas de vocês. – Enzo solta mais uma das suas. E então eu e Chay tomamos um susto ao ouvir Gabi gritar.
— PELIQUITA!
— Enzo Suede, você é um homem morto! – Eu disse. Como minha filha tão delicada havia dito uma coisa dessas, Jesus!
...
Depois de discutirmos um pouco, os dois foram surfar, pareciam dois garotões. Os gêmeos brincavam de castelinho com Artur. Eu e Lucy conversávamos sobre coisas aleatórias e ao mesmo tempo pegávamos um sol para bronzear, quando vimos Enzo correr em nossa direção. Um detalhe perceptível, ele carregava meu marido no colo e um liquido vermelho escorria da testa dele. SANTO CRISTO! Não perguntei nada, ele correu para o carro com ele e arrancou para o hospital mais próximo, eu e Lucy ajeitamos tudo e pegamos as crianças e ela dirigiu o carro de Chay até o local. Já no hospital, Enzo explicou o que houve e eu tinha a certeza que de que nunca mais eu deixaria Chay surfar. Como o corte foi profundo e o deixou inconsciente, levou oito pontos. Pedi que Enzo levasse as crianças para a casa dele, que eu ficaria com ele até receber alta. O que não demorou muito. Chegamos em casa para lá de cinco da tarde, eu o ajudei no banho e logo ele dormiu devidos aos remédios. Esse homem só me dá susto, cristo!
...
No outro dia, eu fiquei com ele o dia todo, enquanto minha sogra cuidava das crianças.
— Você quer me dizer o que foi fazer lá? – Eu estava brigando com ele, porque Enzo me contou que ele saiu da zona azul e foi para perto das pedras.
— Desculpa, eu achava que ia ser tranquilo, eu não sabia que o mar estava tão revolto.
— Ok, o senhor não vai mais surfar.
— Não fica com raiva não, amor.
— Tarde demais Chay.
— Se eu não estivesse com dor de cabeça, eu juro que te jogaria nessa cama e faria você mudar de ideia rapidinho.
— Aquieta o facho.
— Você me ama que eu sei.
— Muito. Então pare de me dar sustos.
— Tudo bem. Eu vou fazer um curso de previsões.
— Idiota.
— Um beijinho?
— Só um.
O safado tentou me arrancar mais beijos, mas o médico infelizmente havia dito que somente após uma semana ele poderia fazer movimentos com a cabeça. Isso incluía beijos mais ardentes e profundos. Essa minha vida de mulher bem-amada...dá um trabalho.
...
Capítulo 20 - FINAL
4 anos depois...
Aos 41 anos, Chay estava muito bem, apesar das preocupações com os gêmeos, aos poucos os cabelos brancos enchiam a juba que ele deixara crescer ao longo dos anos. Melanie com 31 anos estava com os fios mais curtos, se formou recentemente em Economia e agora administrava as contas do marido e os consultórios dos Suede. Os gêmeos agora com 4 anos, estavam ainda mais danados, apesar de serem calmos, quando queriam, eram verdadeiros mini furacões, Estela era muito arteira, com apenas 3 anos, dera o maior susto nos pais ao cair do berço, tentando sair do mesmo.
Já Enzo, abrira um escritório para a esposa, agora trabalhando perto de casa, Lucy tinha tempo para a família, o pequeno Artur de 5 anos e a caçula Lis, de apenas 1 ano e meio.
As crianças quando se reuniam nas festas de família, faziam uma bagunça gigantesca. Assim a vida deles ia...
***
Melanie chegara em casa após mais um dia de trabalho, após uma tarde fazendo exames, pensou em como daria uma notícia ao marido.
Grávida. 6 semanas. Seu bebê estava dentro dela e nem sequer desconfiava, se não tivesse passado mal no trabalho, não descobriria tão cedo.
Se cuidar de gêmeos era difícil, imagina de mais um?
...
Melanie
Eu estava apreensiva, não sabia como meu marido ia reagir, Chay estava beirando os 40 e com apenas quatro anos, os gêmeos davam um trabalho...Estela nem se fala.
Imagina agora com outro bebê em casa?
Nós queríamos ter esse bebê, mas ele veio tão rápido. Calma bebê, mamãe já ama você.
— Linda, já foi buscar os gêmeos? - Chay se aproximou de mim e perguntou.
— Estava me arrumando para ir.
— O que houve meu bem, estou te achando preocupada?
— De fato, eu estou. Estamos grávidos, Chay. Vamos ter outro filho. - Antes que eu pudesse dizer mais alguma coisa, Chay caiu estatelado no chão.
Puts, matei o seu pai, bebê.
(...)
Depois de quase matar meu marido, eu tive que chamar Enzo para o examinar. Que ironia, um cardiologista tendo piripaque. Graças a Deus, tudo tinha sido apenas um susto da emoção. Após meu cunhado dar um relaxante ao meu marido, o deixei dormindo aos cuidados de Doralice, ou Dora para os chegados, nossa babá e que cuidava da casa na minha ausência, corri e fui buscar os gêmeos na escolinha.
— Mamãe! - Um dos meus pimpolhos me abraçou ao me ver.
— Oi meu amor, cadê sua irmã? - Pergunto de Estela.
— Aqui mamãe. Eu estava arrumando meu "matelial".
— Hum. Então vamos para casa, papai nos esperar para almoçar.
Ajeito os dois nas cadeirinhas no banco de trás do carro e seguimos para casa, morávamos perto.
Ao chegar em casa, levei os gêmeos para tomar banho, deixei Dora com eles e ver se Chay já tinha acordado e o encontrei de cueca BRANCA. Ai meus hormônios de grávida!
— Como está amor? - Perguntei indo ao seu encontro e lhe dando um selinho.
— Nós vamos ter outro filho ou foi só um sonho?
— Sim, nós vamos ter, é real meu amor.
— Então eu estou muito bem!
— Que bom, você caiu durinho no chão e me preocupou.
— Foi a emoção, vou cuidar disso, já estou velho para ter essas emoções fortes. - Ele ri.
— Engraçadinho.
— Cadê os gêmeos? - Perguntou ele.
— No banho.
— Vamos tomar banho e almoçar, quero contar a notícia a eles.
— Hum, banho com meu marido gostoso? Parece delicioso. - Corri as mãos por seu peito nu e toquei as letras desenhadas dentro de um coração que ele havia tatuado depois que os gêmeos fizeram um ano. — Vai ter de acrescentar mais uma letra nesse coração...
— Meu coração é grande, cabe quantas letras você quiser.
— Esse é último, querido. Nós podemos usufruir desse banho sem nos preocupar com camisinha...
— Danadinha.
— Não esqueça que eu estou grávida e meus hormônios estão uma loucura.
— E eu adoro isso, docinho.
Entramos no banheiro, ele abriu a torneira da banheira, esperou a água morna encher. Com todo o carinho do mundo, tirou minha blusa e calça, sorriu e beijou docemente minha barriga ainda lisa. Ele me colocou na banheira e logo depois entrou, pegou a esponja e passou em meu colo, assim fez com todas as partes do meu corpo, depois de ensaboados, fizemos amor, sem muita pressa e sentindo um ao outro calmamente.
Almoçamos num clima familiar, e logo Chay pegou os gêmeos e colocou um em cada perna e eu me sentei ao lado. Como eles eram obedientes, Chay explicou tudo com calma, para que eles entendessem, achei lindo quando ele disse "Mamãe está carregando uma sementinha na barriga, por isso vocês tem que serem bem cuidadosos com a mamãe, assim a sementinha vai crescer feliz." E eles ficaram felizes com a chegada de um irmãozinho ou irmãzinha.
***
Meses depois...
Uma menina. Chay e Melanie esperavam outra menina. Chamaria Gabriela.
Ao se olhar no espelho do quarto, Melanie se achou imensa, Gabi era uma criança grande para o corpo pequenino dela. Nem os gêmeos a deixaram tão grande.
— Como estão as minhas princesas? - Chay entrou no quarto e foi direto beijar a barriga de oito meses e meio da mulher.
— Com fome, com dor nas costas, e mais um monte de com dor. Sua filha pesa toneladas, doutor. - Melanie reclamou.
— Fora isso, tudo bem, nenhuma contração?
— Nenhuma. Somente aquela pela manhã.
— Qualquer outra, você grita. Vou ver o que os pestinhas estão fazendo. - Pontuou antes de sair do quarto.
Sem muito ânimo para nada, Melanie deitou na cama e ficou vendo um canal qualquer, até que uma dor excruciante a fez curvar para frente. Mais uma contração. Decidiu não chamar o marido, já que não tinha espaçamento entre elas. Mas ao tentar sair da cama, viu o melado nas pernas e gritou.
— CHAY!! - Gritou. — AMOR!!
— O que houve, amor?
— Gabi quer vir ao mundo, hoje! - Sorriu entre as dores.
— Oh meu Deus, o que eu faço? Da última vez, nós sabíamos o dia, a hora exata e agora? - Chay entrou em pânico.
— Agora papai, não desmaie. Por favor. - Sorriu, respirou e levantou devagar. — Vou tomar banho. Avise a Dora para ficar de olho nas crianças, pega as bolsas no quarto do neném e fica calmo.
— Ficar calmo, mulher? Para que tomar banho uma hora dessas? - Perguntou apavorado.
— Relaxe, querido. - Andou até o banheiro.
— Você definitivamente vai me causar um infarto antes do cinquenta, mulher. Juro que vai.
Melanie riu e tomou banho à medida que suas condições permitiam. Chay arrumou as bolsas e esperou a mulher se vestir com a ajuda de Dora.
— Melanie, você vai esperar nossa filha cair mesmo? - Chay estava impaciente.
— Olha aqui Chay Suede, você fique calmo porque quem vai parir essa criança sou eu e eu sei o tempo da minha filha. E eu não vou apressar a natureza. - Melanie respirou calmamente. — Podemos ir, estou pronta.
— Ainda vou descobrir como você mulheres são masoquistas. - Ligou o carro e saiu em disparada para a maternidade.
— Calma filhinha, seu pai é normal, ele só está nervoso. Mamãe está louca para ver seu rostinho. Tomara que você tenha os olhos do papai.
(Eu também mamãe, está muito apertado aqui. E papai, se acalme, estou tentando encontrar meu polegar.)
...
— Faça força quando eu disser, Mel. - Daniel estava entre as pernas dela, vendo sua dilatação. — Dez centímetros, Gabriela está vindo! Faça força!
— Filha pelo amor de Deus, você está rasgando a mamãaaaaaae!
— Vou desmaiar, amor. A cabecinha dela...
(O que tem minha cabecinha, papai? Bem que a mamãe disse que você é frouxo, vai perder minha saída triunfal. Meu Deus, que frio, cadê meu polegar? Acho que quero voltar para o meu forninho quentinho)
— Ainda bem que você não desmaiou, Chay, ou ia apanhar. Olha como nossa princesa é linda. - Melanie dava de mamar e Chay observava a mulher.
— E parece comigo.
— Novidade. Eles passam nove meses no aconchego do meu ventre e nascem a sua cara!
( Mamãe, esse leite é melhor que meu polegar. Será que dá para me trocar de lado, quero mais leite.)
Assim como Melanie passou a vida inteira ansiando por alguém que a amasse, Chay tinha realizado o sonho de ter uma família. Os dois tinham corações quebrados e juntos conseguiram reconstruir a vida com amor, felicidade e agora tinham mais uma prova desse imenso amor. Gabriela nasceu de parto normal, pesando três quilos e quatrocentas gramas, quarenta e nove centímetros e bem rosadinha. Os olhos azuis do pai.
(Esqueceu de dizer que sou bochechuda e linda, puxei ao meu pai. Agora vocês podem me deixar dormir? Mamãe, me dá meu polegar, não consigo alcança-lo. Meu papai adora chamar minha mamãe de docinho, será que tem doce no coração da mamãe? Bom, vou tirar uma soneca, já vou conhecer minha casa, meus irmãos e viver uma aventura com minha família. Obrigada a todos que esperaram por mim.)
Capítulo 19
Melanie
Durante o tempo que eu fiquei imaginando como eu estaria daqui a alguns anos, eu jamais pensaria que seria uma mulher casada e com filhos. Chay conquistou e tomou para si o meu coração quebrado e cheio de cicatrizes do passado. Mas com seu amor, o reconstruiu e agora eu podia dizer que sou feliz.
Meus filhos crescem felizes e saudáveis, Noah é mais calminho, enquanto Estela é geniosa, Chay costuma dizer que ela é uma mini eu. Eles eram arteiros, quando se juntavam com o primo Artur, bagunça era completa. E agora tinha mais uma na turminha. Clarice. Mesmo pequenina, daqui a alguns meses, faria bagunça como os outros e nos deixariam de cabelo em pé.
Mas hoje era um dia especial, aniversário do meu querido, amado e gostoso marido, 36 anos do homem que me devolveu a vida. Chay não sabe mas Enzo, eu e Nina, junto dos meus sogros, estávamos planejando uma festinha para não deixar passar em branco.
Enquanto minha sogra cuidava dos gêmeos, eu tratava de resolver algumas coisas com Enzo. Desde o acidente dos dois, os irmãos estavam mais próximos e ainda mais unidos, bem mais do que já eram.
Bolo, docinho, brigadeiro, balões e muita alegria. Chay chegaria do trabalho e teria uma surpresa e tanto.
Artur já conseguia dar pequenos passos e nos deixava loucas, Nina e eu tentávamos cuidar de tudo e observar o pequeno arteiro, os meus bebês ficavam no cercadinho, apenas observando o movimento da casa. Mas como nem tudo são flores...Estela começou a chorar e exigir atenção.
Minha pequena geniosa.
Eu fiquei com ela no colo e falando ao mesmo tempo com a confeitaria, logo depois foi a vez de Noah espernear, troquei a fralda dos dois e dei a mamadeira e assim os dois sapecas dormiram.
***
Chay
Após mais um dia estressante de trabalho, sai mais cedo e apressado da clínica, hoje era meu dia, queria estar ao lado da minha família.
36 anos de vida, sem dúvidas eu estava ficando velho e com dois filhos ainda, em breve eu estaria com os cabelos todos brancos. Estela sem dúvidas me daria um trabalho...
Minha pequena geniosa estava crescendo tão rápido, assim como o meu garotão. Antes deles nascerem, era como se eu não soubesse o que é sentir tanto amor, eu amo a mãe deles loucamente, mas falo do amor incondicional de pai, sangue do meu sangue, esses dois eram o que eu tinha de mais valioso. Dirigi pelas ruas tranquilamente, eu era ainda mais cauteloso com o trânsito depois do acidente, apesar de ter sido provocado, sempre tem um doido dirigindo por aí.
Minha perna ainda reclamava certas vezes, mas era suportável, eu ainda fazia fisioterapia, mas já estava quase cem por cento. Como diz minha amada esposa, “Se você parasse quieto, já estaria bom” minha mandona cuidava de mim, fazia massagens, colocava compressas quentes e geladas, era uma tortura, mas estava dando certo. Estacionei em casa e vi a casa silenciosa, estranhei logo de cara, sempre chegava e os gêmeos estavam no jardim com minha mãe, desci do carro preocupado e procurei as chaves da casa num desespero sem tamanho, quando abri a porta e liguei as luzes... ouvi gritos e assobios de SURPRESA! Sorri automaticamente, ao ver meus pais, meu irmão com a família, meu primo com sua nova e linda família, e lá estava ela, minha linda e amada esposa, segurando nossos filhos com dificuldade, já que eles cresciam e estavam ficando pesados. Cheguei próximo a ela e peguei nossa menina, que sorriu banguela vindo para meus braços.
— Vocês me enganaram direitinho. – Sorri e todos vieram me parabenizar. Estela resmungou no colo ciumenta. — Calma bonequinha ciumenta, papai é todo seu agora.
— Pa, pa! – Gritou ela feliz.
— Essa menina vai dar um trabalho...
— E você filho, cadê o abraço do papai? – Chamei Noah e ele esticou os braços para mim, e eu o peguei. Graças a Deus meus braços eram fortes e aguentavam segurar os dois ao mesmo tempo. Apertei os dois contra meu peito e logo Melanie me abraçou pela cintura.
— Parabéns marido! – Ela sorriu e demos um selinho rápido, as crianças começaram a resmungar para descer do colo. E quando eu digo crianças, eram todas elas...
Deixamos os bebês com minha mãe, Clarice dormia tranquila e nem fazia ideia da bagunça que estava rolando. Daniel era só sorrisos com a primogênita e Juliana sorria boba com o marido e a filha. Não havia mais nada além de felicidade.
— Vamos cantar parabéns? – Enxerguei a mesa confeitada e cheia de coisas gostosas, bolo, docinho e etc.
— Jura amor? Estou velho demais para isso! – Respondi sem jeito.
— Nada disso. Mais um ano de vida, temos que festejar e cantar parabéns, sim!
Sem dar muito ouvidos a mim, ela chamou todos e nós cantamos parabéns, comemos, conversamos e rimos muito. Brincamos com as crianças e depois caímos exaustos na cama. Todos haviam ido embora e os gêmeos estavam dormindo, por milagre...
— Obrigada pela festa, meu amor.
— Você merece, lindo.
— Eu te amo, sabia?
— Sabia, mas se você quiser dizer de novo, eu adoro ouvir!
— Eu te amo, eu te amo, eu te amo!
— E vai amar quando eu estiver velhinha, caquética, de peitos caídos e enrugada?
— Hum. Caquética não acredito, para os peitos existe silicone, e enrugada? Hum, acho difícil você ficar assim, mas...eu vou te amar de qualquer jeito, qualquer forma, porque eu amo você por inteiro, de dentro para fora.
— Lembrando que você está beirando os quarenta...
— Danadinha.
— Meu coroa grisalho.
— Ei! Ainda não tenho cabelos brancos.
— Mas terá, Estela vai deixá-los!
— Vou levar essa menina para um convento!
— Nada disso. Quero tirar esse vestido...
— Não me teste, mulher.
— Quem disse que isso é um teste, marido?
— O que é, então?
— Sabe o que tem debaixo desse vestido?
— Hum...
— Nada garanhão, nadinha.
— Nada? Interessante...
— Vamos ver se o meu coroa de trinta e seis anos, ainda funciona.
— Vou te mostrar o coroa e a funcionalidade dele.
Transamos loucamente, ela me deixava doido com aquele corpo, aquela boca, enfim, tudo. Queria ver daqui a uns anos, será mesmo que eu estaria de cabelos brancos? AI MEU DEUS! Sinto muito filha, mas você vai para um convento.
...
Amanhã ultimo capítulo e os epílogos! :D
Capítulo 18
6 meses.
Os gêmeos estavam com seis meses, lindos e fofos. Artur acabara de completar nove meses e Juliana estava quase parindo. Seria eufemismo dizer que a mesma estava parecendo uma “pata leiteira” Isso mesmo, nada de vacas. Para Daniel, sua esposa era uma patinha.
Daniel ia trabalhar todos os dias deixando a esposa com a mãe Sônia e a sogra Alice, graças a Deus, as duas davam-se muito bem, eram grandes amigas e estavam ansiosas para a chegada da neta.
Ao ouvir os gritos da nora, Sônia correu para o quarto do casal e Juliana sorriu entre dentes.
— O que houve, minha nora? – Perguntou aproximando-se da cama. Entre um sorriso e outro, Juliana suspirou.
— Está na hora. Sua neta vai nascer! – Sorriu, estava nítido que sentia dores.
— OH MEU DEUS! ALICE! CLARICE ESTÁ CHEGANDO! – Berrou aos quatro ventos, assustando até os gatos da filha.
Sim, Juliana tinha dois gatos marrons, cujo os nomes foram dados por seu marido “fogo e foguete” pareciam duas bolas peludas e eram agitados. Ligando de imediato para o filho, Sônia estava calma, mas Daniel entrou em pânico.
— Acalme-se meu filho.
— Não me peça calma, mãe. Minha filha vai nascer!
— Vai dar tudo certo, querido.
Sentindo que os intervalos entre as contrações estavam diminuindo, Sônia acalmou o filho de uma forma que ele não saísse do hospital como um louco.
Já que era dono, Daniel pediu para a mãe trazer a esposa, chamou a obstetra de plantão, ele não queria estar ali como médico, seu dever era segurar a mão dá mulher e lhe dar algum tipo de força. Entre o trânsito caótico até o hospital, Alice já tinha se desesperado umas mil vezes, Juliana estava calma, nem parecia estar sentindo dores cada vez mais fortes.
Devia ser a tal plenitude de tornar-se mãe. Era seu momento.
(...)
Já no hospital, Daniel deixou o plantão de lado e tratou de ficar com a esposa que já estava preparada para o parto. Clarice estava com pressa. Muita pressa.
Ao ouvir o chorinho agudo da pequena, Daniel sucumbiu as lágrimas e Juliana sorria como uma boba. Finalmente tinha sua família. Tão desejada.
Clarice Guerreiro Sabatini
3 Kg e 250 gramas, 51 cm.
Com os olhos verdes do pai, a menina era tipicamente grande. Daniel era um dos mais altos dos irmãos, com certeza Clarice puxara a ele, já que sua Juliana era “picolina”, a propósito, os irmãos Guerreiro, Daniel, Daniel e Davi, ambos de 32,35, 37 anos respectivamente, homens grandes, fortes e durões, pareciam três meninos encostados no vidro do berçário, vendo a pequena Clarice. Enfim, um deles em breve poderia ouvir o tão sonoro e esperado, PAI.
(...)
Após saber do nascimento de Clarice, todos da família Suede ligaram felicitando o outro lado da família. Chay estava no chão de sua sala, rodeado de brinquedos, fraldas de pano e os gêmeos balbuciando coisas sem sentido, sem dúvida, esse era o melhor momento de seu dia. Quando voltava cansado e estressado após o trabalho e encontrar duas criaturinhas fofas e dispostas a bagunçar a casa. Ah, e uma esposa linda também.
— Filha, papai não pode dar o celular. – Chay tentava em vão, dizer a filha de seis meses que celular não é um brinquedo. Noah estava sentado brincando com bichinhos de pelúcia, enquanto Melanie preparava a mamadeira dos dois.
— Dá, dá, dá, dá! – Balbuciou Estela, fazendo Chay sorrir ao ver que a filha era mandona igual a mãe. — Pa, pa.
— O que foi que você disse, meu bebê? – Chay iluminou-se ao perceber que a filha havia pronunciado “papai” com seu jeitinho.
— Pa, pa, pa, pa! – Iniciou uma repetição e Noah começou a acompanhar a irmã nos dizeres e foi aquela festa de baba, Chay estava radiante. Melanie observava feliz a família, aquela era sua real felicidade. Com um marido que a ama, e filhos lindos que crescem a cada dia. Realizada. Era assim que ela se sentia.
...
Capítulo 17
Os anjos caem do céu, os filhos são anjos que Deus presenteia cada casal que se ama.
Primeiramente nasceu Noah, pesando 2 quilos e 800 gramas e 51 centímetros, com alguns poucos cabelos e belos pulmões. Ao ser colocado no colo de Melanie, a mesma chorou litros por ver seu filho ali, saudável e em seus braços. Estela veio dois minutos mais tarde que o irmão, essa nasceu com 2 quilos e 450 gramas e 49 centímetros, cabeluda e ainda mais gasguita que o irmão. Apesar de ser menorzinha, Estela nasceu muito saudável e forte, assim como Noah. Ainda não dava para ver se os olhos seriam azuis ou até castanhos como a mãe, mas as crianças eram tão reais, que isso é irrelevante, perto da alegria de ter os dois ali, saudáveis e fortes. Quando a cirurgia terminou, Melanie estava mais grogue que nunca, também pudera. Chay acompanhou todo o processo de limpeza dos filhos e as vacinas, que quase o fez correr com as crianças para longe dali. Chay odiava agulhas. Depois de devidamente limpos e vestidos, os dois foram encaminhados para o berçário, onde ficariam até a mãe acordar e eles puderem saborear o delicioso leite de seu seio. Cecilia e Otávio ficaram encantados com a duplinha, Enzo veio sozinho pois Lucy ficara com o filho, mas aguardava notícias ansiosa. Chay estava tão encantado com os filhos que a qualquer momento poderia desmaiar e ver que era mesmo real lhe dava essa sensação. Realidade. Ele finalmente sabia o significado da palavra pai. O amor incondicional pelos filhos desde que descobrira a gravidez era sem dúvidas importante, mas ali estava a concretização de um sonho. Dois bebezinhos fruto de um amor real.
— Amor, cadê nossos filhos? – Melanie acordou e perguntou dos bebês ao marido, que estava encostado na cama, lendo um livro. Logo que pôs os olhos azuis direcionados a sua mulher, sorriu.
— Meu bem, que bom que acordou. A enfermeira disse que logo os trás para a primeira alimentação. – Chay respondeu sorrindo e ajeitou os cabelos da mulher para trás da orelha.
— Estou descabelada, não é? – Melanie perguntou. Chay apenas sorriu.
— Você é linda. E agora que me deu duas razões de vida, não tem beleza que te supere, meu amor.
— Sempre galante, seu Chay. Espero que aguente quarenta dias de resguardo e continue a me chamar de linda, quando eu estiver com os peitos enormes e cheios e fedendo a leite materno. – Melanie resmungou e Chay riu do jeito da esposa.
— Você está com os peitos enormes, meu amor. E quanto ao leite, até eu vou querer provar...
— Chay!
— Mamãe e papai, a dupla do barulho chegou! Esses dois acordaram todos os bebês do berçário. – A enfermeira simpática chegou trazendo Estela e outra atrás trazendo Noah. — O pai vai acompanhar a primeira mamada dos dois?
— Claro, quero participar de tudo! - Chay respondeu.
— Mãe, primeiramente devemos acrescentar que a primeira mamada dos bebês deverá ser somente o colostro, que é cheio de proteínas e anticorpos e funciona como a primeira imunidade dos dois. – A enfermeira explica tudo aos dois, que estão encantados com os rostinhos dos filhos, que resmungam nos braços das enfermeiras. Depois de explicar como funciona o processo, uma delas se retirou a outra ensinou Chay a ajudar na amamentação, já que eram dois.
(...)
— Enfim casa, meus amores. – Chay abriu a porta da casa e ajudou a esposa com as crianças. Como estava recém operada, Melanie não podia se esforçar muito e teria ajuda da sogra para cuidar das crianças. Os três passaram mais dois na maternidade, recebendo todos os cuidados de uma cesariana e para os dois adquirirem mais imunidade ao mundo externo. Estela e Noah tinham horários de espernear de fome e seguiam sempre de umas boas fraldas sujas. O menino era mais genioso que a irmã. Chay sentia que Estela daria um trabalho a mais que Noah.
(...)
O primeiro mês dos gêmeos foi de cólicas e muita preocupação dos pais. Chay estava tão cansado de virar as noites ajudando a esposa a cuidar dos filhos. Ele não a deixava sozinha em momento algum. As olheiras de Melanie indicavam que ela não dormia porque os gêmeos sentiam cólica ao mesmo tempo. Como médico, Chay conversou com o pediatra das crianças, o mesmo ensinou massagens e indicou que ele cantasse para eles, como forma de acalmar os dois. E não é que deu certo, ao ouvirem a voz do pai, os gêmeos passaram a dormir tranquilos e livres das cólicas. Tinham poucas vezes, como já era esperado para os próximos dois meses.
Assim passaram-se três meses...
O primeiro passeio dos gêmeos foi ao parque.
— Coisa gorda do papai, você quer passear meu amor? - Chay pegou a menina do berço e pôs no carrinho junto do irmão. - E você garotão, vamos proteger sua irmã?
— Amor, você trocou a fralda da Estelinha? – Melanie perguntou ajeitando as coisas dos dois para o passeio.
— Achei que era a do Noah. – Chay se confundiu.
— Não, era a dela. Chay, ela vai ficar assada! – Melanie o encarou possessa. Depois de trocar a menina e enche-la de pomada de assaduras, os três foram passear. Adivinha que foi passear junto dos pais? O fofo do Artur, ostentando bochechas grandes e fofas, o menino estava com oito meses recém completos. Os gêmeos com quatro meses ainda não interagiam com o primo porque ainda eram pequenos, mas os gritinhos de felicidade dos três diziam que eles seriam amigos e confidentes.
...
Juliana e Daniel estavam grávidos de seis meses de uma menina, que chamaria Clarice. E assim a vida e o tempo iam passando...
2 meses depois...
...
quero mais SH
Amores, eu estou longe de casa, consequentemente, longe do meu pc, então amanhã sem falta, eu posto os últimos capítulos de SH. Não se preocupem, quando eu pisar em casa, vou direto postar. ;) //Lu
Capítulo 16
Após um mês de fisioterapia, Chay estava de volta a clínica junto de Enzo, agora os dois irmãos usavam um acessório vintage, uma bengala. O pé de Enzo estava quase cem por cento, mas a perna de Chay ainda precisava de cuidados. Melanie agora exibia orgulhosa sua barriga de sete meses e não abria mão de voltar ao trabalho junto do marido e cunhado, ainda mais com os dois machucados. A secretária da clínica, com quem Melanie planejou uma recepção de boas-vindas, estava radiante com "festa". As duas eram muito amigas. Paula estava odiando ver a felicidade de todos.
— Meu amor, lembre-se de não se esforçar tanto. O médico disse que você tinha que voltar aos poucos. - Melanie disse ajeitando as pastas de cima da
mesa do marido.
—Digo o mesmo para você. - Com um pouco de dificuldade, sentou-se em sua cadeira. - O que temos para hoje?
— Hum. Errado. O que você tinha para hoje eram duas cirurgias, mas como o senhor está em recuperação, as duas foram adiadas.
— Então o que vou ficar fazendo aqui? - Perguntou ele surpreso.
— Quem disse que você vai ficar?
— Ah não?
— Não, nós viemos apenas para organizar certas coisas, mas a santa Rebeca já ajeitou.
— Então nós vamos fazer o quê?
— Vamos visitar o nosso lindo sobrinho. - Enzo abriu a porta no momento.
— Então, podemos ir? Lucy está terminando de dar banho nele.
— Oh, preciso ver meu Tutu! – Melanie respondeu animada, já estava apaixonada pelo menino Artur.
...
— Olha amor, vê se aprende. – Lucy trocava a fraldo do filho entre o marido e Chay. Melanie apenas ajudava com as pomadas.
— Até porque irmão, tudo para vocês é em dobro. Choros, fraldas e muita coisa. – Enzo sorriu tocando a barriga da cunhada e amiga. — Meu Deus, como eles são agitados!
— É, isso porque você não os sente chutar durante a madrugada. – Melanie responde acariciando a barriga imensa.
— Prontinho tia, estou limpo e cheiroso! – Lucy pega o filho e o coloca nos braços na tia.
— Meu Deus, que sobrinho mais lindo e cheiroso. – Melanie cheira a cabecinha de Artur que está quietinho entre o ombro e o colo da tia.
Os cinco ficaram conversando até chegar a hora da mamada do menino e sua soneca da tarde. Enquanto os pais do bebê o colocavam para dormir, o casal Chay e Melanie conversavam sobre o os filhos que estavam para chegar. Com a chegada dos gêmeos, alguns quartos da casa dos dois foram demolidos para criar um quarto duplo, já que Melanie não abria mão que seus filhos dormissem separados, talvez na adolescência, mas enquanto bebês, dormiriam no mesmo ambiente, já que assim teriam um maior contato um com o outro.
Agora que a gestação estava bem avançada, Melanie resolveu deixar o trabalho e apenas se preocupar com a chegada dos filhos, o que deixou Chay muito satisfeito, mas ao mesmo tempo preocupado, porque teria que procurar uma nova assistente. E Melanie buscou, nada mais nada menos que uma senhora de 50 anos, casada e cheia de filhos, porque será, não é? Assim não corria risco de ninguém se encostar no seu marido lindo gostoso. Paula era um caso à parte que ela resolveria depois que seus filhos nascessem, afinal, não iria aguentar aquela mulherzinha no pé de marido.
Como os gêmeos estavam bem e Melanie estava louca para ter seus bebês, a cesariana foi o modo escolhido para que eles pudessem ter tranquilidade. Seria depois do casamento de Daniel e Juliana. E pode-se dizer que Chay está apreensivo com a aproximação do nascimento das crianças, afinal, deixariam o conforto do útero da mãe e seriam realidade em breve, que pai de primeira viagem não teria medo? Nenhum! Ele ao menos estava treinando com o sobrinho.
1 mês, 3 semanas e 10 dias depois...
Calmo. Chay estava calmo. Muito calmo até. Não fazia nem meia hora que Melanie havia se internado para a cirurgia. A mesma estava tranquila e louca para ver os filhos. Pensava, será que vão ter os olhos azuis do pai? Será que vão ter cabelos? Eram muitas perguntas para fazer e muita paciência para esperar para ver.
O mais novo no time dos casados, Daniel, era o médico que faria a cesariana. A aliança dourada que ele ostentava no dedo dizia “Juliana, minha rainha”, assim o da mesma dizia “Daniel, meu rei”, o casamento fora incrivelmente bonito, com Chay e Melanie de padrinhos, os dois se casaram em uma cerimônia simples e somente para a família.
— Pronto para receber os mais novos integrantes dos Suede, meu parceiro? – Daniel perguntava a Chay, que segurava a mão da esposa, que sorria, já com a touca cirúrgica, já devidamente pronta para a operação.
— Estou ansioso. – Ele disse olhando profundamente nos olhos do amigo.
— Vai dar tudo certo, cara. Logo vocês estarão com duas criaturinhas mais lindas para cuidar e amar. Já contei a novidade?
— Conta logo que estou uma pilha.
— Logo serei eu no seu lugar.
— Não brinca? – Chay sorriu.
— Não estou brincando. Juliana está grávida de seis semanas.
— Gente, será que vocês podem parar de conversa fiada, que eu estou querendo meus filhos! – Melanie resmungou. — Ah, parabéns Dani, mas chegou a hora de você tirar esses dois da minha barriga, eu estou querendo ver os meus pés novamente.
— Ok mamãe, vamos lá.
Estão prontos para receber Noah e Estela?
Capítulo 15
Melanie
Enfim, eu teria meu marido em casa. Tive todo um cuidado em arrumar a casa para recebe-lo, com a ajuda de minha sogra, arrumei o quarto de hospedes embaixo para facilitar a locomoção dele. Passar mais um mês de repouso, algo me diz que meu Chay vai enlouquecer. Com a ajuda de Daniel e Otávio, chegamos em casa e meu lindo marido foi colocado na cama, já que um homem de 90 quilos não era tão leve assim.
Conversamos um pouco e logo meu sogro e o amigo de Chay foram embora, deixando comigo e com seu irmão, que agora andava com a ajuda de uma bengala.
— Em uma semana devo largar a bengala, irmão. - Enzo chega perto de meu marido, que está sobre a cama. - E você como se sente?
— Com a sensação de que um mamute passou por cima de mim. - Reclamou.
— Entendo. Mas logo você vai estar de volta, enquanto isso vamos focar em sua recuperação.
— Tem toda razão cunhadinho, daqui a uns meses esse acidente não vai passar de uma lembrança ruim. - Respondo. - Agora Enzo, vamos deixar nosso garotão descansar, e vamos tomar um café...
— Vão me mesmo me abandonar?
— Você precisa descansar amorzinho.
— Descansem comigo então.
— Também estou cansado, cunhada.- Enzo trocou olhares com o irmão e eu pude perceber que estava fingindo. - Vamos ficar por aqui mesmo.
— Eu e Lucy estamos perdidas com vocês dois, cristo! – Reclamo.
...
— Hora do banho, amor! – Chegou ao quarto e ele está com o notebook sobre as coxas. — Quer dizer, banho de gato.
— Vou passar um mês tomando banho assim? Meu Deus, vou virar um mendigo! – Ele ri.
— Só por uma semana, depois vamos ver como fazer para te dar banho. Eu chamei seu amigo Daniel, para me ajudar com você.
— Sério? Não quero marmanjo me dando banho, não!
— Não para isso, amor. Só para a parte pesada que é carregar você!
— Ok. E os nossos filhos, tudo bem? – Ele pergunta como todos os dias.
— Tudo ótimo papai. Seus filhos danados estão quietos e com fome, então, vamos logo com isso que precisamos comer!
...
Após concluir que Pedro era o responsável pelo acidente, o investigador encarregado do caso estava com o cara que cortou os freios a mando do ex de Melanie e agora tinham tudo para prender o delinquente. Mesmo tentando deixar o irmão fora desses assuntos, Enzo não conseguiu esconder a verdade de Chay, que ficou transtornado ao saber que podiam estar mortos por culpa de um louco. Pedro foi preso tentando fugir do país, ainda no aeroporto foi pego pela polícia federal. Assim que souberam da prisão, Melanie respirou aliviada ao ver que estava livre das ameaças. E que poderia ter seus filhos em paz, junto do homem que ama e da família que a acolheu tão bem.
Bom, após uma semana da prisão de Pedro, todos estavam reunidos para comemorar o aniversário de Lucy. A mesma ostentava uma barriga de oito meses e meio, Artur podia nascer a qualquer momento e justo quando a mãe completava 30 anos, o danadinho resolveu dar as caras.
— O que houve, Lu? – Melanie perguntou, observando a amiga se encolher sentada no sofá da casa dos sogros. Chay, que estava conversando com o pai, o irmão, Daniel e mais alguns amigos, mesmo impossibilitado de correr até a esposa, percebeu o olhar preocupado da mulher.
— Acho que vai nascer. – Lucy respirou e disse devagar.
— Oh, você acha?
— Não, agora eu tenho certeza. Minha bolsa acabou de estourar. – Lucy gemeu e logo vieram todos até ela.
— Gente, parece que o Artur resolveu se dar de presente para a mamãe. – Melanie sorriu. — Artur vai nascer!
— Se não foi xixi que eu fiz, nosso filho está escorregando Enzo! – Ela grita e ele sorri. — Não ria seu estúpido, isso tudo é culpa sua!
— MEU FILHO VAI NASCER!
— Cala essa boca e me leva para o hospital, filho, aguenta aí, que seu pai é um pouco lento.
Correrias a parte, Lucy chegou ao hospital com Artur realmente quase escorregando, estava em trabalho de parto a horas e não havia percebido. Artur nasceu pesando 3 quilos e 450 gramas, 52 cm e muito cabeludo. A cara do pai.
— Meu Deus, como é lindo meu neto! – Cecilia apontou para o bebê no berçário.
— E tem um pinto lindo, também! – Enzo disse, recebendo um tapa da mãe.
— Filho, isso é coisa que se diga!
— Não nega o pai que tem, mãe.
— Mais um Suede forte e saudável, parabéns meu filho! – Otávio abraçou o filho.
— Obrigado pai!
— Agora só faltam os gêmeos para completar a felicidade.
— Meu filho vai dar uns pegas na Estela.
— Nos seus sonhos, irmão. – Chay chegou de muletas junto da esposa e deu uma tapa na cabeça do irmão. — Parabéns, cara.
Brincadeiras à parte, os irmãos se abraçaram e Chay parabenizou o irmão e estava mais do que ansioso para estar no lugar dele. Faltavam pouco menos de dois meses para conhecer Noah e Estela.
Enfim, um futuro os aguarda...
...
Capítulo 14
Melanie
Um mês sem Chay.
Como ter forças para cuidar de casa, de trabalhar e ter seu porto seguro em uma cama de hospital? Chay não respondia aos tratamentos e continuava dormindo, o médico já havia retirado a sedação e não entendia o porquê de ele não acordar. Eu ia todos os dias vê-lo, Enzo já estava em casa a duas semanas, eu já estava perto de completar seis meses, os gêmeos estavam cada dia mais ativos e eu conversava com eles ao lado do pai. Eu revezava os dias de dormir no hospital com meus sogros, eles não queriam que eu dormisse lá, mas eu fui irredutível quanto a isso. Não saio do lado meu marido! Passei a “morar” na casa dos meus sogros, pois a casa sem Chay não era a mesma coisa. Arrumei-me para ir ao hospital mais um dia, só que hoje eu acordei com o coração mais esperançoso. Cheguei ao hospital e como todos dias, rumei ao quarto de meu Chay. Assustei-me por não o encontra-lo. CADÊ O MEU MARIDO?
— Enfermeira, onde está o meu marido? – Perguntei desesperada. Segurei minha barriga e quase sacudi a mulher.
— Oh, não avisaram a senhora? – Ela disse.
— Avisaram o quê? Pelo amor de Deus, onde está o meu marido? – Eu começava a passar mal e ela veio me amparar.
— Calma senhora, o seu marido acordou e está fazendo exames. – Ela me sentou em um pequeno sofá e me deu um copo de água.
— Meu Chay acordou? – Eu perguntei e ela assentiu. Eu voltei a sorrir.
— Eu vou chamar um médico para examina-la, um instante. – Eu nem prestei atenção no que ela disse.
Depois de ser examinada por um dos obstetras de plantão, eu estava bem para rever o meu marido. Chay já havia voltado dos exames e eu estava ansiosa para vê-lo, beija-lo, cheira-lo, enfim, sentir o meu lindo de volta. Entrei de mansinho no quarto dele, vendo-o de olhos fechados, mas sereno, como se estivesse tendo um sonho bom. Acho que ele sentiu minha presença e abriu aqueles lindos olhos azuis para mim. Aqueles olhos que refletem luz no meu coração. Ele sorriu e me chamou com a mão, eu fui receosa de machuca-lo, mas ao mesmo tempo queria aperta-lo e nunca mais solta-lo.
— Meu amor, meu Deus, você está acordado! – Eu disse eufórica e ele me puxou para um beijo caloroso, de saudade.
— Sonhei com você, com vocês. – Falou baixo, e tocou minha barriga por cima do vestido. — Como eles cresceram...
— Sim, você dormiu muito papai. – Eu brinquei.
— Desculpa. Mas agora eu vou ficar bem acordado, não querer perder nem um segundo da vida de vocês. Eu perguntei o que aconteceu ao médico e ele não quis me dizer, o que houve princesa? Eu lembro de bater o carro e apagar, apenas. – Ele disse calmo, mas eu o sentia preocupado e ansioso.
— Você dormiu um mês, meu amor.
— Um mês?
— Sim, um mês inteiro.
— O que aconteceu com Enzo? Ele está bem? – Perguntou.
— Sim, está em casa faz duas semanas. Quebrou o pé. Nada que um monte de fisioterapia não resolva. – Eu digo calmamente. — E você, tem perna quebrada, costelas e uma cabeça dura.
— Eu quero ir embora, eu odeio hospital e odeio agulhas. – Apontou para o soro e os remédios ligados à sua veia.
— Eu sei amor, mas eu não posso te levar, ainda. – Eu sorrio fraco. — Tenho que ligar para seus pais e seu irmão.
— Não antes de me beijar muito. Estou com saudades do seu beijo, princesa.
— Pelo visto essa cabeça dura não esqueceu da safadeza, não é?
— Por você? Jamais!
— Bobo!
— Linda!
— Tão bom ver esses olhos abertos, Chay. Eu quase morro de preocupação. A polícia está investigando a causa do acidente. – Eu digo séria e as lágrimas já começam a cair. — Eu te amo tanto, não ia aguentar viver sem você, os gêmeos estão com saudades de ouvir sua voz...
— Não chora linda, eu estou aqui...
— Não consigo. Estou chorando de felicidade, você está aqui, entende? Você acordou para mim, para nós.
O beijei devagar, sentindo o sabor de sua boca, que saudades eu estava de sentir seu gosto junto do meu.
...
Depois de receber pai, mãe, irmão, cunhada, amigos, Chay estava feliz em estar de volta. Até Paula fora visita-lo no hospital, coisa que desagradou uma mãe de gêmeos com os hormônios a flor da pele, mas como o marido estava bem e não queria fazer uma cena, Melanie deixou passar o descaramento da umazinha. O médico havia dito que Chay estava ótimo e que receberia alta em três dias, sua perna direita em uma tala e as costelas enfaixadas não era motivo para deixa-lo em um hospital. Ele precisava de sua casa, de sua mulher e filhos ao seu lado. Enfim, família.
Após as investigações sobre o acidente terminarem, Enzo recebeu uma notícia que caiu como uma bomba.
— Pai, eu recebi a ligação do investigador. – Enzo estava inquieto. Sentado com seu pé em uma almofada, a bengala ao lado, ele relutava em dizer isso ao pai.
— Pare de enrolar menino e fale logo! – Otávio disse de uma vez.
— Não foi um acidente, cortaram os freios do carro do Chay.
...
Tadinho do Chay em SH, ainda bem q nao foi nada grave
Aguarde os capítulos de hoje. ;) //Lu
"Um Suede nunca terá um pintinho!" Chay bobo kkkkkkkkk
Uai, isso não existe na casa de um Suede kkkkkkk nada de pintinho. //Lu
Noah e Estela nomes lindos
Também achoooo, que bom que vocês gostaram! Fico feliz <3//Lu
Capítulo 13
Chay
Lua de mel na Austrália, existe coisa melhor? Fiquei ainda mais apaixonado por minha princesa ao ver sua alegria, enquanto via os golfinhos. Dizem que grávidas são a luz da plenitude, eu enxergo isso quando olho Melanie, feliz, realmente plena. Estamos hospedados nas pousadas de Sidney, perto da praia. Vejo Melanie andando pela areia, cabelos ao vento, vestido branco e descalça. Peraí, o ditado não é "grávida e descalça na cozinha? Acho mudei os rumos da história. A nossa primeira noite de casados foi muito especial, pois depois de nos amarmos, eu conversei com ela sobre os possíveis nomes do bebê, ficamos entre Noah e Estela. Teríamos uma consulta com o obstetra assim que voltarmos de viagem. Por alguma razão, Melanie resolveu trocar de médico e escolheu meu amigo Daniel. Só de imaginar meu amigo vendo a flor da minha esposa, já fico com vontade de socá-lo. Fazer o que, não é? Em casa, a esposa que manda!
— O que está fazendo amorzinho? - Chego perto da minha esposa, que digita animadamente no celular.
— Conversando com sua prima, lindo. - Diz sem tirar os olhos do celular.
— Qual das?
— A única que não deu em cima de você.
— Juliana. Então, o que ela diz? - Pergunto curioso.
— Ela está pedindo conselhos. Se deve ou não aceitar o pedido do Dani. – Ela responde sem deixar de olhar o celular. — Estou para manda-la ir atrás dele e me deixar curtir minha lua-de-mel, mas como ela foi a única das suas primas que me tratou muito bem, vou ajuda-la.
— Juliana é uma mulher incrível, além de ser muito competente e estudiosa, tenho certeza que Daniel vai faze-la muito feliz. – Eu digo sem pestanejar.
— Bom, disse para ela “Não perca tempo meu anjo, corra atrás da sua felicidade, ou seja, do seu homem, agora” – Rimos juntos.
— Será que agora eu posso ter a minha esposa só para mim? – Eu pergunto me aconchegando perto de seu corpo.
— Eu fico pensando se tivermos um menino, eu com você já fico doidinha, imagina com dois? Meu Deus, mande-me uma menininha, sim?
— Meu amor, o que vier será imensamente amado e se vier um garotão parecido comigo, melhor ainda, ou uma menininha linda como você, estou satisfeito. – Eu digo feliz.
Aproveitamos ao máximo a lua de mel, mas tivemos que voltar dias antes, pois Melanie não se sentia bem e eu fiquei maluco de preocupação, os enjoos estavam cada vez mais fortes e dessa vez as tonturas vieram junto da pressão alterada e foi o caos total. Enzo foi nos buscar no aeroporto e de lá fomos direto para casa dos meus pais, lá era o local mais seguro para deixar minha linda e nosso filho danado.
Depois de colocá-la no quarto, conversei com minha mãe e pedi que cuidasse dela enquanto eu conversava com Enzo. Depois de uma conversa demorada e chata, liguei para Daniel e pedi para adiantar a consulta com ele. No outro dia, acordamos cedo e como ela já estava melhor, arrumou-se sozinha e nós fomos a consulta finalmente. Depois de aferir pressão, peso, medir barriga, o ultrassom chegou e nos pegou de surpresa com o que revelou; Melanie estava esperando GÊMEOS! DUAS CRIANÇAS! FRALDAS EM DOBRO!
— Daniel, como assim gêmeos? - Perguntei espantado para o meu amigo, que sorria.
— Uma perereca e um pintinho, parabéns papais. O menino soube se esconder! - como ele ousa dizer que meu filho tem um pintinho? Um Suede nunca terá um pintinho!
— Mel, você está muito bem, apesar da pressão alta e os enjoos.
— Um menino e uma menina, meu Deus! - Minha esposa disse entre lágrimas e sorrisos. — Noah e Estela, amor.
— Sim, amorzinho. Nossos filhos! - Eu digo extasiado de emoção.
— Bom, você continua seguindo as recomendações e nos vemos daqui a quinze dias. - Meu amigo diz enquanto termina o exame. — Nada de viagens longas ou excessos, não queremos evoluir para uma eclampsia, não é mesmo?
— Deus me livre, Daniel! - Digo alarmado, cuidar do coração das pessoas é maravilhoso, mas cuidar de minha esposa e meus filhos seria como enfiar uma faca no meu peito.
— Então vamos cuidar, fazer caminhadas, comer regradamente, usar pouco sal e se possível, não se aborrecer com nada. - Ele diz calmo e sorrindo. — Te espero no meu casamento linda e bem barriguda.
Ah, esqueci de falar. Daniel vai casar com Juliana daqui a três meses. Ela aceitou o conselho de Mel e correu para o trabalho dele, deixando as enfermeiras que davam em cima dele embasbacadas.
— Finalmente vai entrar para a família, cara!
— Verdade. Juliana me enrolou o quanto pôde, esperei ela se formar e agora ela não escapa! - Ele diz sorrindo e vejo que está feliz. — Ela vai trabalhar aqui no meu hospital. No início foi uma guerra para ela aceitar, mas eu consegui convencê-la.
— Pois é, ela se incomoda com o falatório, aquela mesma história " só trabalha aqui porque marido é dono" - minha esposa se pronuncia dessa vez. — Sofri muito isso na clínica.
— Mas eu não me importo! Ela é uma excelente enfermeira!
...
Continuamos o papo por um tempo, mas logo Daniel tinha um paciente e tivemos que deixar para outra ocasião. Deixei minha princesa em casa e fui buscar Enzo para falarmos de negócios, ele estava sem carro, pois estava na revisão.
Deixei meu lindo Audi estacionado na garagem dele e toquei a campainha, que minha cunhada atendeu de prontidão, exibindo sua imensa barriga de sete meses, Artur meu sobrinho, estava bem perto de nascer.
— Olá cunhadinha, Enzo já está pronto? - Perguntei entrando e cutucando sua barriga em busca do meu sobrinho. — Ei Arturzão, quando você vem falar com seu tio?
— Espero que logo, esse menino está quebrando minhas costelas!! - Reclama ela sentando no sofá. Meu irmão desce rapidamente, beija a esposa e o bebê dentro dela e me arrasta para o carro.
— Cara, você nem deixou eu me despedir...
— Esquece, temos assuntos para resolver! Você o que eu te pedi? - Perguntou.
— Claro. Branco, do jeito que você pediu. - Eu sorrio. — Sabe que ela vai te matar, não é?
— Por essa mulher, eu morreria com prazer. - Disse apaixonado.
— Vou ter gêmeos, irmão!
— Não brinca!? Cara, que máximo!
— Estou ansioso. Vamos, temos que resolver essas coisas o quanto antes!
Entramos no carro e seguimos ao nosso destino " Concessionária Audi", Enzo pediu para eu escolher um carro para Lucy, mas em meu nome, para ela não desconfiar. No caminho percebo que meus freios estão ruins e parando de funcionar, meu Deus! Sem saída, vou para uma avenida pouco movimentada, tento mais uma vez e nada, um outro carro vem em nossa direção, Enzo dormia que nem pedra, faço o que meu coração pede e giro a direção para o lado, escapando do carro, mas indo em direção a uma árvore e um monte de concreto, apaguei no mesmo instante.
***
Em casa, Melanie sentiu uma dor no peito, do mesmo jeito Lucy. Sabiam que seus maridos estavam em perigo. Após algumas horas de aflição, as duas estavam com os pais dos meninos, rezando para eles estarem bem. Foi então que o telefone da casa dos Suede tocou, informando sobre o acidente e desesperando as duas grávidas ainda mais.
— Alguma notícia, Ceci? – Melanie pergunta entre lágrimas enquanto o pai dos meninos abraça Lucy, tentando acalma-la. Estava perto de ter o bebê e isso não era bom para nenhum dos dois.
— Disseram que chegaram a pouco ao hospital e chamaram os responsáveis! – Ela tentou manter a calma diante das noras, mas saber que seus dois meninos estavam feridos, desmoronou suas forças.
Depois de discutirem se elas deviam ir ao hospital, Melanie e Lucy não abriram mão de ir. Chegando ao hospital, foi a vez de aguardar o médico responsável pelo dois.
Ficaram pouco mais de uma hora aguardando notícias, quando o médico apareceu.
— Parentes de Enzo e Chay ?
— Somos todos, fale como estão os meus meninos! – Cecilia fala entre lágrimas e abraçada ao peito do marido.
— O senhor Enzo sofreu escoriações leves e uma fratura no pé direito. Passa bem. O senhor Chay fraturou três costelas e uma perna, além de uma concussão na cabeça. Eles estão em observação.
— Podemos vê-los doutor? - Lucy pergunta.
— O senhor Enzo está acordado, já o outro está sedado por conta da concussão. E permanecerá assim até que o edema diminua.
— Então podemos ver o Enzo? – Dessa vez, Melanie pergunta. Apesar de preocupada com o marido, saber seu cunhado estava bem, lhe deixou mais calma.
— Sim, podem. - Ele dá as informações e eles vão direto ver Enzo. Os pais dele entram primeiro. Observaram seu rosto cansado e com um pequeno curativo no supercilio. Seu pé direito está enfaixado e seus braços estão cheios de arranhões, coitado do príncipe de Lucy. Lucy entra e se agarra ao pobre homem, que geme de dor.
— Nunca mais me dê um susto desses, ouviu? – Lucy diz para o marido e beija todos os possíveis cantos de seu rosto. — Te amo, te amo, te amo...
— Ouvi, mandona. Também te amo, mas gente, o que houve? – Ele perguntou confuso. — Chay, onde está o meu irmão, mãe?
— Na mesma situação que você, meu filho.
— Mas ele está bem?
— Está sedado por conta de uma concussão, mas o médico disse que ele vai ficar bem.
— Eu não lembro o que houve, só recordo de sair com ele no carro. Agora eu estou todo quebrado e com dor até na alma. – Resmunga ele.
— Não se preocupe meu amor, vou cuidar de você.
— Gente, com licença, eu vou ver o meu marido. – Melanie saiu do quarto mais calma, mas estava com saudades do seu lindo de olhos azuis. Foi até o médico deles e pediu autorização para ver seu marido. Os gêmeos estavam inquietos em sua barriga, pareciam saber que o pai não estava bem. Com o coração apertado, entrou na unidade semi intensiva e desabou em lágrimas ao ver Chay todo machucado, logo hoje que descobriram que estavam grávidos de gêmeos, era para ser um dia feliz, onde a família estaria comemorando e não em um hospital.
Capítulo 12
Melanie
É hoje! Meu Deus! Hoje eu vou me tornar a mulher de Chay, oficialmente. Eu mal podia acreditar. Esse mês que passou serviu para que nós pudéssemos conversar sobre tudo que houve e nos fortalecer de alguma forma para o casamento. Eu estou com três meses de gestação, nosso bebê ainda não se revelou, então não pudemos saber o sexo. Tive que provar o vestido umas duzentas vezes, pois a medida que a barriga crescia, eu não entrava mais. Escolhi um modelo rendado, com decote pequeno, já que meus seios estavam doloridos e cheios, então eu não queria aperta-los. Chay estava uma pilha para ajeitar as coisas em nossa casa. CASA NOVA! Com a vinda do bebê, nenhum dos apartamentos era possível colocar um outro quarto, Enzo já não morava mais com Chay desde que se casou, mas o meu futuro marido não queria ficar no apartamento, para ele “Criança tem que correr, sujar as mãos, ser livre e dentro de um apartamento não dá” sorri ao imaginar Chay correndo sujo e a mãe dele atrás dele pela casa. Será que nosso filho vai ser assim? Eu já consigo imaginar o meu bebê nos meus braços. Hum, eu devaneando e o que será que Lucy está aprontando com meu vestido!?
— Cadê meu vestido, Lucy? – Perguntei me sentando sobre a cama de Chay na casa de seus pais, nosso casamento aconteceria no jardim da casa, como decidimos. Minha amiga estava radiante com a chegada de Artur, parecia iluminada.
— Aqui madame. – Brincou e surgiu com a caixa.
— Tomara que entre! – Rimos. — Ou então usarei um saco de batatas!
— Até parece que eu ia deixar!
Conversamos um pouco e logo começamos a nos arrumar, meus padrinhos eram Lucy e Enzo, os de Chay, ele decidiu chamar seu amigo que fez residência com ele, o doutor Daniel Guerreiro, um gato aliás, e sua prima Juliana Sabatini, eu senti um clima romântico no ar quando os conheci, será que estão juntos mesmo? Ou só impressão de grávida mesmo? Já que meus hormônios estão a flor da pele. Não sei, mas se eles estiverem juntos mesmo, torço pelo casal. Daniel me pareceu um homem bom e Juliana, era uma boa moça e merecia ser feliz. Pelo que eu sei o Daniel é obstetra e Juliana faz faculdade de enfermagem, estava para se formar. Sim, agora chega de falar dos outros e vamos falar do meu casamento. CASAMENTO! VOU CASAR DAQUI A DUAS HORAS!
***
Horas depois eu estava em frente ao altar junto de Chay e um juiz, sua família toda presente, tinha vindo gente até dos confins da Itália. Ok, eu estava morrendo de vontade de fazer xixi e o juiz não facilitava a vida dessa grávida aqui.
— Estamos aqui reunidos para celebrar a união entre dois corações apaixonados... – sério seu juiz? Quero ir ao banheiro, dá para acelerar? — Uma união tomada pelo amor, onde dois jovens enfrentarão uma vida a dois, e formarão uma bela família. Chay, é de livre e espontânea vontade estar aqui nesse momento?
— Sim. – Seu juiz é para hoje!
— Melanie, é de livre e espontânea vontade estar aqui nesse momento? – Ele perguntou a mim dessa vez.
— Sim.
— Chay, você aceita Melanie como sua legítima esposa, para amar, cuidar, proteger por todos os dias de sua vida, na saúde, na doença, na riqueza e na pobreza, até que a morte os separe? – Chay sorriu para mim e disse:
— Aceito.
— Melanie, você aceita Chay como seu legítimo esposo, para amar, cuidar, proteger por todos os dias de sua vida, na saúde, na doença, na riqueza e na pobreza, até que a morte os separe? – Minha vez de responder, sério, vou fazer xixi aqui!
— Aceito.
— As alianças. – Chegou a hora que eu mais temia chorar.
— Melanie, aceita essa aliança, em sinal do meu amor, e da minha fidelidade. – Ele colocou a aliança em meu dedo e beijou.
— Chay, aceita essa aliança, em sinal do meu amor, e da minha fidelidade. – Coloquei a aliança no dedo dele e beijei do mesmo jeito. — Amo você, doutor.
— Pelo poder que me foi investido e pela santa igreja que proclama a leis dos homens, eu vos declaro marido e mulher, pode beijar a noiva.
Não preciso nem dizer que Chay me puxou para um beijo cinematográfico, era oficial, eu sou a senhora Suede. Mas com licença, que a grávida precisa ir ao banheiro.
***
Chay
Casado! Enfim, sou um homem oficialmente casado com a mulher da minha vida. Olhei mais uma vez para a minha aliança e pude ver com meus próprios olhos a realidade. Agora eu tenho muitos motivos para sorrir, me realizei como profissional, tenho uma esposa linda e que me ama, vou ter um filho, sobrinho e algo me diz que terei um outro integrante na família, nada de bebês, um adulto mesmo. Isso mesmo, o próximo da lista dos casados seria meu querido amigo Daniel, que estava de quatro literalmente na minha prima Ju, e pela cara de bobo dele, podia apostar que seria logo. Olho para a minha esposa, linda em seu vestido branco rendado, PORRA, VOU ARRANCAR ESSE VESTIDO! Vindo até mim, depois de quase morar no banheiro. O que será que houve?
— Tudo bem, meu amor? – Perguntei alarmado. Ela sorriu e meu coração se acalmou apenas em ver o seu sorriso.
— Tudo ótimo.
— Você demorou.
— Pois é, essa vida de grávida me faz ir ao banheiro demais, quase fiz xixi no altar! – Ela riu.
— Linda, daqui a pouco vamos para o aeroporto. – Eu disse, estávamos embarcando de lua-de-mel para a Austrália. — Acho bom você tirar esse vestido e descansar, é uma viagem longa.
— Vem tirar para mim, marido. – Pude perceber sua malicia nas palavras, ela estava viciada em sexo. Acho que vou mantê-la grávida.
— Sabe que essa gravidez te deixou ainda mais gostosa, acho que vou te manter sempre assim.
— Assim como. – Ela pergunta sentando em meu colo.
— Grávida. Vem, vamos subir, vou tirar esse vestido direito, antes que eu o rasgue aqui no meio da nossa família.
E nós subimos para meu antigo quarto, em busca de paz e serenidade. Mas na verdade, naquela hora, eu pensava em tudo, menos paz e serenidade, se é que me entendem.