Capítulo 115
Era linda e eu não tinha palavras para explicar a sensação que senti quando vi. O cheiro de fazenda entrou pelas minhas narinas, o que me fez sorrir. Abri os braços e fiquei rodando durante um tempo. Havíamos acabado de chegar, mas aquele lugar já estava me fazendo bem. Entramos em uma casa pequena e simples, porém muito aconchegante. Fomos conhecer a casa, e eu fiquei maravilhada com tamanha simplicidade. Era tudo simples, mas perfeito. Papai nos chamou para dar um passeio para conhecermos a fazenda, enquanto mamãe não chegava. Fomos para a parte de trás da casa, onde vimos uma enorme piscina. Andamos alguns metros e avistamos o lago que papai havia comentado. Ele era gigante e possuía a água com uma tonalidade azul clara que deixava o lago lindo. Ficamos um bom tempo lá até que ouvimos barulho de um carro chegando.
– Deve ser a mamãe. – Yuri disse.
Voltamos para a casa e realmente era mamãe. Ela segurava várias sacolas e estava com um sorriso radiante em seu rosto. Papai pegou as sacolas de suas mãos e com a ajuda de Yuri as levou para a cozinha. Mamãe ainda estava com o sorriso no rosto, veio até a minha direção e me abraçou forte.
– Estou tão feliz, filha. – Ela disse.
– Se a senhora está feliz, eu estou também. – Falei.
Nos soltamos e sentamos no sofá. Depois de algum tempo, papai e Yuri foram para a sala.
– Vão todos trocar de roupa. Vamos pescar um pouquinho. – Papai disse.
Fui até o quarto e coloquei meu biquini e por cima coloquei o short que eu já estava vestindo. Cheguei na sala e todos já estavam prontos. Papai já estava com instrumentos de pesca na mão. Fomos caminhando até o lago e quando chegamos, sentamos em uma plataforma de madeira que tinha ali. Papai arrumou as varas e entregou uma pra cada um. Eu fiquei segurando aquilo sem esperança nenhuma. Foi quando algo começou a puxar.
– Paaaaai, tem algo puxando. – Falei gritando.
Papai veio correndo até mim e foi puxando até que vimos o tamanho do peixe que eu havia pescado.
– Pra quem não queria pescar, até que você está bem. – Papai disse e todos nós caímos na gargalhada.
Ficamos a manhã inteira ali pescando. De começo, confesso que eu não estava gostando da ideia, mas acabei pegando gosto pela coisa e pesquei vários peixes. Depois que pegamos uma boa quantidade de peixe, voltamos para a sede. Papai então arrumou a churrasqueira, temperou algumas carnes que mamãe havia feito. Enquanto isso, mamãe e eu ficamos fazendo pão de queijo, salada de maionese e vinagrete. Quando terminamos de preparar tudo, fomos para a área da piscina. Papai e Yuri já estavam lá assando as carnes e os peixes que havíamos pescado. Olhei para a piscina e me deu uma enorme vontade de nada, então foi isso que eu fiz. Tirei o short e coloquei em um cantinho e pulei na piscina. Yuri também pulou e ficamos os dois ali dentro, brincando de várias brincadeiras que inventamos na hora. Yuri e eu nunca nos damos muito bem, mas ali eu pude perceber que o fato de ficarmos longe um do outro havia nos feito amadurecer. Vez ou outra nos abraçávamos e isso me dava uma grande vontade de chorar. Sim, esse era meu lado sentimental demais entrando em ação. Ficamos vários minutos brincando. Até que papai falou:
– Crianças, tem carne saindo. Vem comer!
Yuri e eu nos entreolhamos, saímos da piscina e sentamos em uma mesa que havia ali para comermos. Pra falar a verdade, não comemos muitos, apenas demos uma rápida beliscada nas gostosuras que haviam ali. Depois de um tempo, voltamos para a piscina e papai e mamãe resolveram entrar também. Ficamos os quatro, brincando das mesmas brincadeiras que Yuri e eu havíamos brincado há alguns minutos atrás. Aquele clima de família reunida estava me fazendo um bem danado. Ficamos a tarde toda ali, nos divertindo na piscina e comemos as coisas que havíamos preparado. Quando o por do sol estava quase começando, papai falou:
– Vamos tomar um banho pois tenho algo para mostrar pra você. Mas vamos logo porque não temos muito tempo.
Saímos todos da piscina e fomos tomar banho. Tomei um banho rápido, vesti a roupa que eu havia levado em minha bolsa e me encontrei com mamãe, papai e Yuri do lado de fora da casa. Começamos então a caminhar, caminhamos durante uns 10 minutos até que chegamos em um lugar lindo. Era tipo o alto de uma montanha e assim que nos sentamos, o sol começou a se pôr. Olhando aquela maravilhosa cena eu vi o quanto a vida era bela. Ficamos ali até o pôr do sol chegar ao fim. Voltamos então para a casa, pegamos nossas coisas e entramos no carro para voltar para a cidade. Yuri e papai foram em um carro, enquanto mamãe e eu fomos em outro. Mamãe foi a viagem toda conversando comigo o que fez o caminho ficar bem mais curto do que na ida. Quando finalmente paramos em frente nossa casa já havia anoitecido.
– Filha, seu pai foi abastecer o carro dele e eu vou abastecer o meu. – Mamãe disse.
– Quer que eu vá com a senhora? – Perguntei.
– Não precisa. Desça e aproveite.
– Aproveitar o que?
– A-a-a-aproveita pra descansar um pouco enquanto não voltamos. – Mamãe disse gaguejando e eu pude perceber que ela estava bastante nervosa.
– Ok mamãe. – Falei dando um beijo no rosto dela e descendo do carro.














