Pienso en tu mirá, tu mirá, clavá, es una bala en el pecho
- Rosalía.
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Pienso en tu mirá, tu mirá, clavá, es una bala en el pecho
- Rosalía.
CAPÍTULO TRÊS: Os Mesopotâmios
A primeira grande civilização e centro do império humano, estabelecido após o Dilúvio, localizava-se na área geograficamente rio abaixo do Paraíso original de Adão e Eva, bem como das montanhas da Armênia. Situava-se em um vale entre dois grandes rios. É a terra de mistério e maravilha que os gregos chamavam de Mesopotâmia – a “terra entre os rios”.
Os nomes dos dois rios são o Eufrates (que os babilônios chamavam de Purattu) e o Tigre (conhecido como Diklat). O Tigre inicia seu curso em meio às neves das montanhas da Armênia, onde a Arca de Noé encontrou um local para repousar, e lentamente flui pela planície do sul até alcançar as margens lamacentas do Golfo Pérsico, juntamente com o Eufrates. Eles desempenham um papel muito importante: transformam as regiões áridas da Ásia Ocidental em um jardim fértil.
A “terra entre os rios” era popular porque oferecia alimento às pessoas em condições relativamente fáceis, em comparação com muitos outros lugares. Era uma região promissora. Consequentemente, tanto os habitantes das montanhas do norte quanto as tribos que vagavam pelos desertos do sul tentaram reivindicar esse território como sua posse exclusiva.
A rivalidade constante entre os montanheses e os nômades do deserto levou a guerras intermináveis ao longo dos séculos. Somente os mais fortes, mais numerosos e mais astutos, dispostos a usar meios malignos quando necessário, podiam esperar dominar. Isso explica por que a Mesopotâmia ficou inicialmente sob o domínio de uma poderosa tribo de homens descendentes de Cam. Os descendentes de Cam, nos séculos que se seguiram ao Dilúvio, dominaram a região, assim como outros lugares como o Egito e Canaã.
Os Sumérios e a Torre de Babel
Embora dominados pelos descendentes de Cam, havia também povos representados por Sem e Jafé. As evidências agora parecem indicar claramente a presença na Mesopotâmia, em tempos muito remotos, desses três grupos distintos de pessoas: os povos camitas (como os sumérios), os povos semitas (como os caldeus) e os povos indo-europeus (como os medos).
Os filólogos, que estudam línguas, encontraram evidências da presença desses três grupos linguísticos na região. A presença dos jafetitas é sugerida apenas indiretamente por alguns topônimos; a presença dos semitas é sugerida por línguas aparentadas ao hebraico e ao árabe; e a presença dos camitas é encontrada nos numerosos artefatos dos sumérios, o povo dominante.
Um dos descendentes de Cam iniciou um movimento para impedir uma maior dispersão, propondo a construção de um monumento como ponto de encontro visível na planície. Foi por volta de 2250 a.C. que os filhos dos homens se uniram para construir a infame Torre de Babel na planície de Sinar, rio abaixo das colinas da Armênia, onde os dois grandes rios, Eufrates e Tigre, tornam as planícies ricas e férteis. Ninrode, filho de Cuxe e neto de Cam, manteve Babel, construiu a primeira cidade e tornou-se o primeiro rei.
Por sua presunção, Deus confundiu sua linguagem, e as nações étnicas foram inicialmente divididas política e linguisticamente. O julgamento de Deus levou a uma dispersão forçada e rápida por toda a Terra, com cada grupo racial e subgrupo passando a habitar seu próprio território geográfico, exatamente como Deus havia planejado.
Os Escritos dos Sumérios
A civilização suméria hamítica escreveu misteriosas “inscrições cuneiformes” (assim chamadas porque as letras tinham formato de cunha, e cunha é chamada de “cuneus” em latim). Deixe-me agora contar como essa escrita misteriosa foi decifrada muito tempo depois na história.
O século XV d.C. foi uma era de grandes descobertas. Colombo tentou encontrar um caminho para a ilha de Catai e se deparou com um continente novo e insuspeito. Um bispo austríaco equipou uma expedição que deveria viajar para o leste e encontrar a casa do Grão-Duque de Moscou, uma viagem que levou ao completo fracasso, pois Moscou não foi visitada por homens ocidentais até uma geração depois. Enquanto isso, um certo veneziano chamado Barbero explorou as ruínas da Ásia Ocidental e trouxe relatos de uma língua muito curiosa que encontrou esculpida nas rochas dos templos de Shiraz e gravada em inúmeros pedaços de argila cozida. Mais tarde, descobriu-se que Barbero havia descoberto escritos dos antigos sumérios.
Mas a Europa estava ocupada com muitas outras coisas e foi somente no final do século XVIII que as primeiras “inscrições cuneiformes” foram trazidas para a Europa por um agrimensor dinamarquês chamado Niebuhr. Depois, foram necessários trinta anos até que um paciente professor alemão chamado Grotefend decifrasse as quatro primeiras letras, o D, o A, o R e o SH, o nome do rei persa Dario. E outros vinte anos se passaram até que um oficial britânico, Henry Rawlinson, que encontrou a famosa inscrição de Behistun, nos forneceu uma chave funcional para a escrita em placas de argila da Ásia Ocidental. Foi bastante difícil, mas essas inscrições em placas de argila foram finalmente decifradas. Os sumérios mantinham muitos registros oficiais nessas placas de argila, o que nos permite aprender sobre sua sociedade. Foi da região da Mesopotâmia, dominada pelos sumérios camitas, embora também habitada por caldeus semitas e outros povos, que Abraão partiu por volta de 2000 a.C. E a escrita cuneiforme da Suméria permaneceu em uso na região por séculos após a época de Abraão.
O Reinado de Hamurabi na Babilônia
Aproximadamente 500 anos após a construção da Torre de Babel, um grande rei chamado Hamurabi reinou na cidade. A cidade então era chamada de Babilônia, e não era uma mera cidade, mas também um reino independente.
O rei Hamurabi construiu para si um magnífico palácio na cidade sagrada da Babilônia e deu ao seu povo um conjunto de leis que fizeram do estado babilônico o império mais bem administrado de sua época. Esse conjunto de leis é chamado de Código de Hamurabi e foi descoberto em um monumento de pedra de dois metros de altura em 1901.
O Código de Hamurabi continha leis penais, proibindo falso testemunho, feitiçaria, roubo e crimes semelhantes. Também continha leis comerciais e de propriedade, que regulamentavam transações comerciais e a posse de terras. Incluía leis matrimoniais, abrangendo questões como divórcio e acordos de dote. Incluía até mesmo um apêndice de leis sobre escravos, estabelecendo regras para sua compra e venda.
Mas mesmo a grandeza da Babilônia declinou nos anos que se seguiram ao reinado de Hamurabi. E em 1595 a.C., ela foi invadida, juntamente com o resto do Vale Fértil, pelos hititas, que analisaremos mais detalhadamente adiante.
Nínive dos Assírios
Eles, por sua vez, foram derrotados pelos seguidores do 'deus' do deserto, Assur, o ancestral que os liderou e a quem eles deificaram nos séculos subsequentes. Eles se autodenominavam assírios e fizeram da cidade de Nínive o centro de um vasto e terrível império que conquistou toda a Ásia Ocidental e o Egito e arrecadou impostos de inúmeras raças subjugadas até o final do século VII a.C.
Babilônia
Por volta do final do século VII a.C., os caldeus restabeleceram a Babilônia e fizeram dessa cidade a capital mais importante da época. Era o centro do então poderoso império babilônico. Nabucodonosor, o mais conhecido de seus reis, incentivou o estudo da ciência, e nosso conhecimento moderno de astronomia e matemática é todo baseado em certos princípios fundamentais que foram descobertos pelos caldeus que governaram o império babilônico naquele período.
O Império Persa
Em 538 a.C., uma tribo rudimentar de pastores medo-persas invadiu esta antiga terra e derrubou o império dos caldeus. Isso marcou o início de um período em que os descendentes de Jafé ascenderam ao poder imperial, pois os medo-persas, e posteriormente os gregos e romanos, eram todos indo-europeus, descendentes principalmente de Jafé.
O Império Persa estendia-se até a Grécia e a Líbia a oeste e até a Índia a leste.
Duzentos anos depois, os persas foram derrotados por Alexandre, o Grande, que transformou o Vale Fértil, o antigo caldeirão das três raças, em uma província grega.
Em seguida, vieram os romanos e, depois dos romanos, os turcos. A Mesopotâmia, centro de muitos dos primeiros impérios e civilizações do mundo, tornou-se um vasto deserto onde enormes montes de terra contavam uma história de glória antiga.
Capitulo tres
Aquellos reinos de cuentos parecían ser el sueño ideal. La comprensión y apoyo hacia los demás existía y en Grimm Hollow no era la excepción. Cualquiera que viviera en ese lado luminoso del mundo podía decir que nunca había visto nada negativo en los demás… al menos no en el presente.
¿Cómo podía ser diferente cuando había personas que demostraran lo equivocado de sus prejuicios? Poco a poco estos quedaron en el olvido. Las ideas que negaban la capacidad entre las personas o aquella que el amor verdadero estaba destinado solo a lo tradicional no existían ahí, claro, no todo era perfecto, pero al menos dos grandes problemáticas fueron erradicas con el paso de los años y no se habían mostrado de nuevo.
En su lugar, había temas que no abandonaron a los demás a pesar del esfuerzo de terceros y era ahora cuando con más fuerza se veía reflejado ¿Cuáles eran las problemáticas que parecía que se aferraban a los corazones de los demás? El odio, el clasismo, el miedo, la discriminación a los llamados villanos que tenían que vivir con los errores de sus padres clavados a la espalda, teniendo que tolerar desde desplantes a palabras hirientes.
Merlín y Evangeline se dedicaban una mirada significativa cada que se enteraban de algo así, conscientes de que a algunos les habían hecho un favor mientras que a otros los estaban haciendo sufrir más. La culpa instalándose cuando se enteraban de aquellos incidentes y el alivio y animo regresando cuando se enteraban de alguna amistad e incluso relación que comenzaba a florecer entre ambos mundos. Aquello debía provocar que las cosas valieran la pena ¿no era así? Esperaban que sí, que cada problema que surgía podría ser resuelto contrario a como paso con los mayores quienes poco a poco parecían menos conformes con la situación.
Solo habían pasado un par de meses cuando el primer conflicto grave surgió. Al menos eso era lo que preferían decir ¿Cómo explicar que realmente la bomba fue alimentada poco a poco hasta que hizo explosión? No se vería bien decir que vieron el fuego correr y que no apagaron la mecha a tiempo. Algunos sabían y decidieron no ver, mientras que otros no se enteraron de nada pero el conflicto surgió y un pequeño grupo de villanas fueron desterradas de regreso a su hogar mientras que las pequeñas princesas fueron llevadas de vuelta a su hogar.
El descontento era palpable ¿Cómo esperaban lo contrario? Claro, las princesas solo habían cometido una travesura al humillar e insultar a las otras mientras que las hijas de villanas eran crueles al responder al abuso del que eran víctimas ¿De verdad usarían aquello? ¿Qué caso tenía estar en un lugar dónde incluso por defenderse podrían ser sancionados? Esas dudas que no dejaban de rondar en la mente de muchos, incluidos aquellos que no tendrían el infortunio de volver a aquel sitio lúgubre que muchos compañeros tenían que llamar hogar. Otros con el corazón más ennegrecido que el de sus padres, decidieron tomar ventaja de aquel problema y fue solo cuestión de tiempo que las consecuencias se mostraran con un nuevo percance que vino a traer caos.
La forzada educación que se guardaban entre muchos se rompió y las hadas enfermeras no tardaron en llegar, curando desde moretones a maleficios y algunos huesos rotos. Muchos hechos por los participes de aquella pelea mientras que otros solo fueron víctimas de su entorno, aunque eso no importaba. Ya había sucedido y tenían que ver como arreglar el desastre.
Tanto el hechicero como el hada no estaban dispuestos a rendirse tan fácil, ni dejar que aquello arruinara el pacto que ambos habían hecho. Moviendo influencias, usando uso de sus habilidades y palabras para conseguirlo, pero conscientes de que eso podría ser solo el inicio y tenían que solucionarlo sino querían que empeorara.
“Cuando se descubrió que la información era negocio, la verdad dejó de ser importante…” Ellos se han acostumbrado a...
Capítulo tres!! A leer!! Los quiero!!
Porcelain - Larry Stylinson - Capitulo Tres
Me serví una taza de café, sin siquiera molestarme en ser silencioso, ya que sabía que Harry no estaba en el piso. Porque, como siempre, se negó a siquiera cruzarse en mí camino. No lo culpo a él, sobre todo, no después de su pesadilla hace dos noches. Yo había estado repasando los acontecimientos de la noche una y otra vez en mi cabeza. Sus gritos repetitivos: "¡No!" "Llévame a mí" "Por favor " "Déjalo en paz" "¡Llévame a mí!" Yo había estado luchando en los últimos días, tratando de averiguar a quién le estaba hablando, y lo más importante, de quién estaba hablando. Mi conjetura más lógica se reducía a Ami Shane - la única persona de quién Harry se había negado a hablar desde que me mudé al piso. Pero mi gran pregunta era ¿por qué? ¿Por qué estaba Harry soñando con Ami Shane? ¿Qué estaba sucediendo en su sueño que él estaba dispuesto a tomar el lugar de Ami? Parecía como si hubiera sido algo doloroso, y lo que me sorprendió fue que Harry estaba dispuesto a pasar por lo que fuera en lugar de Ami. Parecía como un sacrificio. Siempre tuve la impresión de que Harry no hace cosas por los demás. Por otra parte, él tuvo una pesadilla y lloró en mis brazos hace dos noches. Así que en realidad, creo que todo es posible cuando se trata de Harry Styles. Fruncí el ceño y miré el periódico que estaba sobre el mostrador. Normalmente no soy el tipo de persona que lee el periódico, pero lo tomé de todos modos, echando un vistazo a los titulares (N/A: En negrita los titulares). -¿Gobierno en problemas? No soy una persona política, tampoco. Pasé a la página de entretenimiento y sonreí a algunos de los titulares que vi. -¡The X Factor listo para una nueva temporada! ¡Simon Cowell podría estar regresando a la mesa de los jueces! -¡El nuevo disco de Little Mix saldrá la semana que viene! Sonreí y cambié de página, pero fruncí el ceño al ver el siguiente titular: -¿Está Harry Styles en problemas? Fruncí el ceño y me llevé el periódico más de cerca de los ojos, leyendo cada palabra de ese artículo: Harry Styles, probablemente el miembro más memorable de One Direction, parece estar cayendo en una espiral descendente de la fatalidad. Las fuentes nos dicen que ha estado apareciendo en el pub a la vuelta de la esquina del departamento que comparte con Louis Tomlinson todas las noches durante las últimas dos semanas. ¿No te llevas bien con tu compañero de piso, eh Harry? Rodé los ojos al comentario, resoplando de lo cómicamente verdadero que era, y seguí leyendo: Parece que Harry se queda en el bar durante horas, con bebida tras bebida, hasta que todas las noches, sin falta, el barman le interrumpe, y envía al adolescente a casa. ¿Pero cuál podría ser la causa de esto? ¿Por qué Harry siente la necesidad de emborracharse todas las noches? Él tiene un gran trabajo, está trabajando con los mejores músicos del mundo, está haciendo lo que le gusta todos los días, y tiene el dinero para probarlo. El personal y yo sólo pudimos llegar a una respuesta: Ami Shane. Ami, el mejor amigo de Harry, quien murió esa terrible, fatídica noche hace nueve meses. Él y Harry eran socios en el crimen, y ahora Harry ya no lo tiene. Bueno, esperemos que Louis Tomlinson pueda barrer a Harry fuera de sus pies y traerlo de vuelta a la tierra. ¡Extrañamos a nuestro descarado Harry que conocemos y amamos! - Anna Bailey, Periodista. Alejé el periódico de mí, tomando un largo sorbo de mi café antes de pelar los ojos lejos de él. Qué estúpido artículo. ¿Cómo podían ser tan insensibles con Harry, quien acaba de perder a una persona muy cercana en su vida? Yo estaba echando humo al respecto, pero aun así... Estaba intrigado. La periodista parecía estar en la misma página que yo - el nombre de Ami Shane seguía apareciendo en artículos de periódicos y en Liam - ¿Qué estaba pasando aquí? Yo sabía que tenía que saber más. Por mucho que Harry me irrita hasta el final, yo todavía no podía dejar de querer ayudarlo. Él necesitaba a alguien que lo hiciera, y parecía que todos en la banda - incluso Simon- habían renunciado a él. Pero yo no lo había hecho. Todavía tenía la sensación de que podría conseguir que Harry cambiara sus caminos. Tal vez fue por eso que Simon quería que viviera con él... tal vez él había sabido todo el tiempo. Me puse de pie y comencé a caminar, los pensamientos corriendo por mi cabeza. Ami tenía algo que ver con todo lo que le estaba pasando a Harry - tal vez incluso el sueño. Y lo sabía. Pero, ¿qué podría ser? ¿Qué podría haberle pasado a Ami para que Harry tenga una pesadilla al respecto? Me devanaba los sesos recordando cualquier cosa que la gente haya mencionado acerca de Ami. Cualquier cosa que alguien haya dicho de él, o haya deducido sobre él, o cualquier cosa remotamente parecido a eso. Y todo lo que conseguí fue que Harry se negó a hablar de él. Lo que era... extraño para mí. Porque él era uno de los cantantes más famosos del planeta, ¿por qué no supe más de él? Y de repente, como una ola rompiendo sobre mí, me di cuenta: No sabía nada acerca de cómo Ami murió. De hecho, no creo que nadie además de los directamente involucrados sepa algo al respecto, tampoco. Lo que era raro, porque... él era el jodido Ami Shane - su muerte fue monumental, no sólo para la industria de la música, sino que también para sus millones de fans alrededor todo el mundo. Así que... ¿cómo no lo sé? Por supuesto, yo era un fan casual de la banda antes de unirme a ellos, pero su muerte fue noticia, y sin embargo, ¿nadie hablaba de la causa de su muerte? Me quejé y mi ordenador portátil sentado en el extremo del sofá me llamó la atención. Dejé mi taza de café y me dirigí hacia él, me senté en el sofá y abrí mi laptop, moviendo el ratón y esperando a que la pantalla cobrara vida. Inmediatamente abrí el navegador web, fui a mi buscador favorito y escribí en tres simples palabras (N/A: Bueno en ingles serian tres palabras: “Ami Shane’s death”, pero al español son cinco. Una persona normal hubiera puesto directamente: “Escribí en cinco simples palabras”, pero no soy normal y además quedaba feito): La muerte de Ami Shane. Inmediatamente, más de 500.000 resultados llegaron. Hice clic en el primero y leí rápidamente lo que decía: Ami Shane - muerto por causa natural. Negué con la cabeza "Mierda" Murmuré para mí mismo antes de hacer clic de nuevo y probar otro enlace. Ami Shane - muerte por causa natural... ¿O algo más? El título me llamó la atención, y a pesar de que la fuente era uno de los teóricos de la conspiración, leí todos modos, mis esperanzas obteniendo lo mejor de mí. Ami Shane era joven, saludable y con un talento increíble, ¿Cómo podría haber muerto por causas naturales, si nunca hubo una para empezar? "Buen punto" Dije, cruzando los brazos y continué: Harry Styles estaba con Ami la noche que murió... ¿Alguien se tomó un momento para pensar en el chico perfecto de cabeza rizada puede no ser tan perfecto después de todo? Nadie culpa a Harry por la muerte de Ami, y de ninguna manera estamos aquí en Celebrity Conspiracy diciendo que tiene la mano directa en la muerte de Ami, pero tenemos que preguntar... ¿Podría Harry Styles saber más de lo que nos dice? Estate atento a nuestro sitio para más noticias sobre esta conspiración. Exhale el aliento que ni siquiera me di cuenta de que estaba sosteniendo y cerré el navegador web, asegurándome de borrar todo el historial antes de apagar mi ordenador portátil. Mi corazón latía con fuerza en mi pecho al pensar en ese último artículo. ¿Podría ser verdad? ¿Podría Harry realmente saber algo que nosotros no sobre la muerte de Ami? Si es así... ¿Qué es? Mi cabeza giró hacia la puerta principal cuando la perilla se movió, indicando que Harry estaba a punto de entrar. Me tragué el profundo nudo en la garganta cuando Harry finalmente entró en la habitación, negándose a reconocer mi existencia mientras dejaba caer su chaqueta de cuero en la barandilla y yendo a su dormitorio, asegurándose de cerrar la puerta tras de sí. Si ese fuera el caso, realmente no estaba seguro de si lo quería saber.
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Los ensayos hasta el momento no habían sido tan malos - nosotros cinco estábamos principalmente cantando juntos y trabajando mi voz con sus armonías ya establecidas. Pero Simon llamó y dijo que quería más coreografía. ...Y eso eran cosas para las que sabía que no había firmado. Sin embargo, yo sabía que era parte de su trabajo, así que me aguanté y al final de ese día, yo estaba sudando y maldiciéndome a mí mismo por no ir al gimnasio con la frecuencia en que debería haberlo hecho. Además de los ensayos adicionales de baile y lecciones de voz, el peso de saber más acerca de Ami y su muerte fue una carga sobre mis hombros. Digamos que... la semana que no se estaba viendo bien para mí. Acababa de llegar a la sala de ensayos, temiendo lo que estaba por venir. Entré por la puerta lentamente, ajustando mi bolso sobre mi hombro cuando oí la risa proviene del estudio. Me detuve en seco y cerré la puerta con cuidado, asegurándome de que todavía no había sido escuchado. Miré por la ventana de la puerta y sonreí a lo que vi. Niall estaba rasgueando su guitarra a la ligera, y Zayn cantaba algo en tono de broma, haciendo que Liam y hasta a Harry rodar en el suelo de la risa. En toda la rabia y el terror y el dolor que había estado experimentando en los últimos días, se me había olvidado que en medio de todo eso, Harry y estos chicos tenían un vínculo fuerte ya. Ahora bien, si ese vínculo era más fuerte con o sin Ami, no podría decirte. Pero todos ellos eran amigos todavía, no obstante. Me avergoncé de mí mismo al haber olvidado eso. Pero eso también me dio esperanza - Harry era capaz de tener una amistad, a pesar de los terribles acontecimientos que sucedieron en el pasado, él todavía era capaz de mantener algún tipo de relación con estos otros tipos. Entonces, ¿quién dice que no puede hacer eso conmigo? Me preparé, entré a la habitación y me di cuenta de que su risa se había calmado, pero todos ellos todavía tenían sonrisas tontas en sus rostros. Incluso Harry lo hizo, a pesar de que me dio la espalda y comenzó a jugar en su teléfono. "Hola chicos" Dije, poniendo mi bolso en el suelo. "¡Hey, Lou!" Dijo Zayn, levantándose y pasando un brazo alrededor de mis hombros, guiándome al grupo de muchachos acurrucados alrededor de Niall, "Estábamos jugando con algunos acordes nuevos. ¿Quieres cantar tu canción para calentar ahora?" Me encogí de hombros y asentí con la cabeza: "Claro. ¿Algo en particular que quieran oír?" Zayn asintió con la cabeza: "En realidad, sí. ¿Conoces It will rain, de Bruno Mars?" "Me encanta esa canción" Le dije, pero oí otra voz a la par de la mía, diciendo las mismas palabras que yo. Me volví hacia Harry, quien levantó la vista de su teléfono celular. Me miró con ojos fríos, como si fuera una mala cosa que nos gustara la misma canción. Sin embargo, él rodó los ojos. "¿Qué? Dejen de mirarme - todos ustedes. ¡Es una buena canción!" Exclamó. Le di una mirada extraña y Zayn nos miró cansinamente, una pequeña sonrisa de complicidad asomando en sus labios. "Bueno" Zayn continuó "Yo creo que sería la canción perfecta para que cantes en la gira. Todos nosotros estamos autorizados a hacer un cover en la gira... ¿Qué te piensas?" Me encogí de hombros "Yo podría darle una oportunidad" Zayn aplaudió y Liam agarró mi brazo. "Yo podría hacer coros para ti, si lo quieres" "Eso sería increíble" Sonreí. Me volví a Niall y le asentí "¿Vas con eso?" Le pregunté, señalando a su guitarra. "No hay problema, amigo" Dijo con una sonrisa de oreja a oreja. Tomé un sorbo de una botella de agua que me entregaron y miré con cansancio a Harry otra vez, que estaba mirándome con una mirada de... sorpresa. Teague saliva nerviosamente y oí Niall rasguear los acordes de la primera estrofa, y me puse a cantar: If you ever leave me, baby, Leave some morphine at my door Cause it would take a whole lot of medication To realize what we used to have, We don’t have it anymore. Miré a Liam, y él asintió para que continuara. Su genuina mirada alivió mis nervios un poco y vi a Harry por el rabillo de mi ojo, moviendo la cabeza al ritmo que Niall estaba tocando, y continué: There’s no religion that could save me No matter how long my knees are on the floor So keep in mind all the sacrifices I’m makin’ Will keep you by my side And keep you from walkin’ out the door. Cause there’ll be no sunlight If I lose you, baby There’ll be no clear skies If I lose you, baby Just like the clouds My eyes will do the same if you walk away Every day, it’ll rain, rain, rain Oí la armonía de Liam en el fondo y aproveché la oportunidad para echar un vistazo a Zayn, que sonreía ampliamente. Tenía miedo de mirar en dirección a Harry, pero cuando lo hice, él me miraba con curiosidad, mordiéndose el labio inferior. Tragué saliva espesa y terminé el resto de la canción sin dificultad, ganándome un grito y el aplauso de los chicos. "Gracias, chicos" Murmuré para mí mismo, sintiéndome muy orgulloso de mí mismo por terminar la canción y conseguir la aprobación de los chicos - incluso de Harry, quien no dispara una daga en mi o maldice en voz baja, mientras se preparaba para calentar con su canción. Suspiré. Era mejor que nada. "¿Qué vas a cantar, Harry?" Preguntó Liam, tomando asiento junto a mí. El chico de cabello rizado rodó los ojos y se puso de pie, asegurándose de empujarme mientras caminaba hacia Niall. Puso una mano sobre su hombro, se levantó las gafas de sol de la nariz y en las colocó en la parte superior de su cabeza. "The One That Got Away, de Katy Perry" Asentí en aprobación, pero los otros chicos estaban increíblemente silenciosos a su declaración. Liam le estaba dando una mirada de advertencia, pero Zayn le puso una mano suave en el brazo, como si le impidiese decir algo. Zayn habló, una sonrisa casi falsa formándose en sus labios. "Cierto. Bien, Niall - ¿Estás listo, Harry?" Harry le disparo a Liam una mirada con los ojos entrecerrados, pero asintió con la cabeza a Zayn "Sí". Niall comenzó a rasguear las cuerdas, y Harry se puso a cantar: Summer after high school, when we first met We make-out in your Mustang to Radiohead And on my eighteenth birthday, we got matching tattoos Used to steal your parents liquor and climb to the roof Talk about our future like we had a clue Never planned that one day I’d be losing you In another life, I would be your girl We’d keep all our promises, be us against the world In another life, I would make you stay So I don’t have to say you were the one that got away the one that got away Estaba increíblemente sorprendido por cuán... cruda (N/A: Alguien sabe que significa raw, lo puse en google traductor, pero no se si es esa la traducción correcta) sonaba la voz de Harry. No sólo eso, sino que yo estaba muy conmovido por lo diferente que él parecía ser cuando cantaba. Casi sonaba como una persona diferente. No, él era una persona diferente cuando cantaba. Toda la frialdad y la dureza que ocupa cuando no canta... era como si nunca hubiera existido. Todo lo que vino cuando cantaba - cada emoción, cada sentimiento. Era como si su alma se hiciera cargo de él. Y era una cosa hermosa de ver. Su canto me estaba afectando de una manera que ni siquiera me daba cuenta. Era como si me estuviera hablando a mí - aunque sabía que era la última cosa que él estaba tratando de transmitir. Para él, sólo estaba cantando. Pero para mí, estaba abriendo una faceta diferente de él que nunca esperé ver. Y fue entonces cuando supe - sabía qué clase de persona era Harry en realidad, o el tipo de persona en el que podría convertirse en nuevo. Quería conocer a esta persona, quería que esta persona vuelva a la vida. Yo sabía que podía suceder. Y entonces, de repente, supe la manera de hacerlo. Sería difícil y totalmente fuera de mi elemento, pero valía la pena. Tenía que actuar como Harry Styles.
-
"H- Hey Harry" Le saludé, acercándome a él mientras todo el mundo se iba del estudio para volver a casa después de un largo día. Él me ignoró y siguió rellenando la bolsa con sus pertenencias, pero seguí hablando de todos modos. "Sonaste realmente genial allí. Yo estaba… muy impresionado" Él todavía elegía ignorarme, y miré mis pies, en mi cabeza sabía lo que tenía que decir, pero tenía miedo. Mi plan podía salir de dos maneras - ya sea horriblemente mal, haciéndome quedar como un idiota, o tan perfectamente bien que sorprendería al planeta. Esperaba que fuera de la segunda manera. Con esto en mente, y mis esperanzas demasiado altas para mi propio bien, hice lo que tenía que hacer. "Tú, uh... ¿Quieres tomar un trago después, o algo así?" A esto, finalmente, gané algo de reconocimiento del chico malo. Él se rió en voz alta y se volvió hacia mí, con una mirada escéptica en su rostro. "¿Quieres ir a tomar algo?" Preguntó, levantando una ceja con humor. "¿Sí?" Le dije, siguiéndolo cuando comenzó a salir del estudio. Sólo quedábamos nosotros, por lo que apagó la luz cuando nos fuimos. "¿En un pub?" Él se rió de nuevo. Rodé los ojos "Si. Por lo general, ahí es donde la mayoría de la gente va a beber, ¿no?" Me miró cautelosamente "No pareces ser un tipo de beber, niño bonito" Habíamos llegado fuera del estudio, y ahora estábamos esperando el coche para llevarnos de vuelta a nuestro piso. Los otros tres muchachos habían conseguido su propio coche de vuelta a sus hogares. "Sí, bueno, tal vez me gustaría empezar" Él asintió con la cabeza mientras sacaba un cigarrillo y me dio una mirada de aprobación, lo que tomé como una buena señal. "¿Pagas tú?" Me preguntó, claramente tratando de aprovechar, si se tratara de una bebida gratis, por supuesto que iría, pero yo no iba a dejar que mi orgullo se interponga en el camino de mi plan. "Lo haré si decides ir" Inclinó la cabeza divertido y encendió el cigarrillo, exhalando el humo en la dirección opuesta a mí y de repente me dio una mirada humorística. "¿Estás... estás ligando conmigo, niño bonito?" Me tomó un momento procesar su pregunta. ¿Estaba ligando con él? Qué cosa tan estúpida para preguntar, sobre todo después de que me dijera que no puedo enamorarme de él. Si ese fuera el caso, ¿por qué ligaría con él? Negué con la cabeza "No, no lo estoy" Él tarareó y dio otra calada a su cigarrillo, con una sonrisa burlona todavía jugando en sus labios "Porque está bien si lo haces, ya sabes. Sé que soy muy atractivo, hijo de puta, no me ofenderé-" "Confía en mí, no estoy ligando contigo" Le dije con firmeza, con una voz más convincente. Él se rió "Delicado, ¿no?" Me encogí de hombros y él asintió con la cabeza, dejando caer su cigarrillo al suelo y apagándolo "¿Dices que vas a pagar las bebidas?" Asentí con la cabeza y metí las manos en mis bolsillos cuando el coche llegó. "Muy bien, entonces estoy dentro" El coche se detuvo delante de nosotros y se metió en él. Sonreí suavemente a mí mismo detrás de él. Mi plan estaba en pleno apogeo, y hasta ahora, parecía estar funcionando perfectamente.
Capítulo O3 - Don't You Worry Child
Fui beber alguma coisa, sentei no banco quando senti alguém se aproximar e sentar-se ao meu lado.
- Boa Noite. – se aproximou
- Boa. – respondi
- Posso te pagar uma bebida? – era um rapaz de aparentemente 30 anos
- Claro, porque não? – dei um sorriso
- Ei jovem, me vê dois dessa aqui, um pra mim e um pra moça. – se referiu ao barman
- Já trago. – respondeu
- Posso saber seu nome?
- Quanto pedido de permissão. – disse, sarcástica
- Me desculpa.
- Alice.
- Aqui sua bebida. – o barman colocou os drinks entre nós
- Você é linda, Alice. Adoraria te conhecer melhor.
- O que quer saber? – peguei o copo
- Aqui está muito barulho, podemos ir para um lugar mais reservado? – disse em meu ouvido
- Claro.
Bebi mais um pouco e deixei o copo no balcão, ele segurou em minha mão e fui acompanhando-o. Paramos antes da porta de saída.
- Aqui está bom? – perguntei
- Vamos aqui comigo, preciso só pegar uma chave com um amigo. – segurou meu braço
- Não tudo bem, eu espero aqui. – me segurei
- É rápido, venha. – me puxou
- Não, espera ai. – fui puxada
Me puxou para fora da boate, comecei a ficar com medo. Estava chuviscando e meio frio.
- Eu não posso sair de lá. – alterei a voz
- Vai ser bem rápido. – continuou me puxando
- Me larga! Eu não quero, não posso sair. – tentei me soltar, mas ele era forte
- Anda, você vai gostar. – me puxava, estava me distanciando da boate
- Eu vou gritar, SOCORRO! ME AJUDEM, SOCORRO! – comecei a me mexer
- EI, NÃO GRITA! – tampou minha boca – Se você gritar vai ser pior.
Agora sim entrei em pânico. Ele era mil vezes maior que eu e bem forte, tampou minha boca e me arrastou até um beco que tinha próximo, não tinha ninguém perto.
- Agora sim, me mostra o que você tem. – me pressionou na parede
- Eu não quero, me solta eu preciso voltar, me solta! – tentei me soltar, mas era em vão
- Relaxa gata, curta o momento. – começou a abrir minha blusa, forçadamente
- Por favor me solta, eu não quero. – estava em pânico, comecei a chorar
- Como você é linda. – me beijava no pescoço
- Socorro, alguém me ajuda... – tentava gritar, mas a voz não saía
- Agora deixa eu te mostrar uma coisa... – se afastou, abrindo a calça
- SOCORRO! – tentei correr
- Ou, eu não disse que podia correr, vem aqui. – me puxou pelo braço, me agarrando
- Me ajudem, alguém! ALGUÉM! – desviava
- Você não está ajudando! – abriu a calça
Estava tão nervosa que não via mais nada, até me assustar com alguém que apareceu de repente indo pra cima do cara. Caí sentada no chão, ajeitando minha roupa, totalmente em prantos.
- Qual é, cara? Eu vi a vadia primeiro!
- Não, EU vi A GAROTA primeiro. Não toque mais um dedo nela. – disse, autoritário
- Ou você vai fazer o que? Um franguinho desses. – começou a rir
- Canalha!
Só vi o garoto indo pra cima do cara, dando um soco bem no nariz dele. O cara o pegou, dando um soco bem na barriga, o fazendo cair de joelhos. Ouvi um barulho de polícia, o cara saiu correndo. Levantei e fui correndo até o menino, que estava se contorcendo de dor no chão. Quando vi quem era...
- VOCÊ? O QUE VOCÊ ESTÁ FAZENDO AQUI? – o olhei, perplexa
- Eu estava voltando... Da faculdade e percebi... Algo estranho. – dizia, sem ar
- Ai meu Deus! – sequei minhas lágrimas – Não sei se te agradeço ou se te bato mais. – o coloquei sentado
- Você está bem? Isso que importa. – se ajeitou
- É... Eu acho que sim. – disfarcei
- Que ódio daquele cara, que covarde.
- Já estou acostumada.
- Como pode se acostumar com isso? Fala sério!
- Não, você não entendeu, nunca passei por uma situação dessa aí sim é a primeira vez, mas de me tratarem como vadia, isso já é comum.
- Anda, vamos embora. – levantou, com um pouco de dificuldade
- Para onde? Preciso voltar para a boate.
- Não, vamos para minha casa, depois eu te trago aqui se quiser.
- Você mora muito longe daqui?
- Não, é daqui a duas ruas.
A chuva começou a apertar.
- Vamos logo! – segurou na minha mão
- Ai, ta bom. – fui correndo atrás dele
Corremos até o apartamento dele, que realmente não era longe dali. Era simples, modesto, aliás ele morava sozinho. Assim que chegamos, ele me deu uma toalha para me secar e me ofereceu uma roupa da irmã dele, mas não aceitei. Tomou um banho e sentou no sofá para que eu fizesse alguns curativos, já que tinha se ferido durante a briga.
- Você é meio doidinho. – disse, enquanto separava o algodão
- Parece que sim.
- Porque fez isso? – o olhei
- Você não acha que eu realmente iria deixar ele te estuprar, acha? – riu, óbvio
- Não me conhece para me defender assim.
- Não preciso conhecer.
Ficou um silêncio, só se escutava a chuva bater na janela.
- Obrigada. – sorri
- Não há de que. – sorriu – Ai, doeu.
- Aqui está ferido, por isso a dor. Vou deixar assim por um tempo...
- Viu, você está retribuindo por eu ter te salvado.
- É... – respirei fundo
- Algum problema, Alice?
- Alice... – soltei um risinho
- O que foi? – sem entender
- Meu nome não é Alice, é Rose.
- Rose? – pareceu confuso – Mas...
- Não podemos falar nossos nomes verdadeiros na Boate, isso é contra as regras.
- Entendi... Rose é um nome mais bonito que Alice. Apelido de Rosalie? – queria puxar assunto
- É sim... Seu nome eu não lembro.
- Harry, Harry Styles. – sorriu, deixando aparecer suas covinhas
- Apelido de Harold? – perguntei, curiosa
- Não, apenas Harry.
- Prontinho, terminei.
- Parece ótimo... – olhou
- Agora vou voltar para a Boate. – levantei, já pegando minhas coisas
- Nem pensar, nessa chuva?
- Não, vou esperar a próxima.
- Nossa, morri de rir agora. – me olhou, irônico
- Sério preciso ir. Me empresta um guarda-chuva e está tudo certo.
- Não vou te emprestar porque você não vai. Olha, amanhã cedo eu vou trabalhar e você pode ir comigo, é caminho, por hoje não.
- Você está me irritando.
- Não posso fazer nada. – foi até a porta – Daqui a senhorita não sai. – pegou a chave
- Tudo bem você venceu, eu fico aqui. – sentei no sofá – Me arranje só um lençol pelo menos.
- Não quer dormir-
- Não, eu vou ficar aqui no sofá porque eu adoro sofás, fique tranquilo. – sorri
- Ok, vou pegar um travesseiro pra você.
- Ótimo.
Foi até o quarto e pegou um lençol e um travesseiro, ajeitando no sofá para mim. Insistiu para eu dormir no quarto com ele, mas por favor, eu não ia cair nessa. Me desejou boa noite, apagou a luz e foi para o quarto. Embora estivesse deitada, não estava com um por cento de sono, não parava de pensar no que tinha acontecido e como estava me sentindo mal. Sentei no sofá e comecei a chorar, abraçava o travesseiro com força e como queria que aquela angústia passasse. Pensei em como estava levando essa vida, se estava tudo daquele jeito, a culpa era minha. Era como se aquilo nunca fosse passar, eu fosse viver daquele jeito para sempre.
- Ei, o que aconteceu? – Harry parou do meu lado, preocupado
- Quero ficar sozinha, por favor. – o empurrei
- Ah claro, vou te deixar sozinha nesse estado.
- Não se preocupe, eu estou bem.
- Deixa eu te ajudar cara. – virou meu rosto
Fiquei o olhando, aqueles olhos verdes eram sedutores demais para mim.
- Eu sempre sonhava em ter uma vida perfeita, fazer uma faculdade, ser alguém... E olha onde estou hoje, trabalhando numa boate, vadiando.
- Não diga assim, também não é pra tanto. – deu de ombros
- Ah não é? Tem certeza? Não adianta falar, eu sei a verdade. Eu sou uma vadia que fica com os caras por dinheiro.
- Se você não gosta disso, porque não sai?
- Porque não dá. – o olhei, meus olhos lacrimejaram - Acha que eu já não tentei?
- Posso te ajudar se quiser.
- Não quero sua ajuda. – sequei as lágrimas antes mesmo delas caírem
- Deixa de ser orgulhosa garota! Qual o problema em eu te ajudar? – sentou ao meu lado
- Não quero mais pessoas me julgando...
- Não posso te julgar, não te conheço.
O olhei, que menino esperto.
- A não ser que eu possa conhecer. – sorriu meio de lado
Fiquei pensando, me deu vontade de me abrir com ele e contar tudo. Parecia realmente preocupado, e detesto admitir mas que legal da parte dele, se preocupar e se importar com uma pessoa que nem conhece. Resolvi arriscar.
- Eu morava em Liverpool com meus pais, desde que nasci. Tinha uma vida normal, uma infância normal, até chegar na adolescência e tudo começou a se arruinar.
- Se arruinar...?
- Meu pai perdeu o emprego em uma fábrica e começamos a ficar sem dinheiro, pois minha mãe não trabalhava. Revoltado ele começou a beber, mas beber tanto a ponto de chegar em casa chapado e descontar a raiva na minha mãe. Isso começou quando eu tinha quatorze anos.
- E você decidiu fugir de casa porque não estava aguentando mais?
- Para de ler minha mente. – o encarei, rapidamente – Eu não aguentava mais ver minha mãe apanhando por uma coisa que ela não fez, aquilo me dava um ódio que eu precisava fugir se não ia surtar.
- Nossa... – pareceu surpreso
- Tô nessa desde então. – sorri desanimadamente
- Sinto muito. – colocou uma mão em meu ombro
- Nossa, você é a primeira pessoa que me ouve sem me julgar. – me virei, ficando de frente para o mesmo
- Agora posso te julgar? – ergueu uma sobrancelha, se aproximando
- Como quiser.
- Você é uma menina forte, que simplesmente cansada de ver uma pessoa que ama sofrer, resolveu fugir para “o bem dela” e pra estar nessa vida que têm levado, você é realmente forte.
- Eu não... Sou forte. – meus olhos encheram novamente
- É sim, só precisava de uma pessoa que dissesse isso pra você. Você é forte, linda, de um certo modo simpática – soltou um risinho – Não merece nada disso que está passando.
- Eu sou uma vadia! – abracei meus joelhos e comecei a chorar
- Não é não, você é uma garota linda por fora e tenho certeza que por dentro também. – mexeu em meus cabelos
Percebendo meu “desespero”, me virou, me abraçando forte. Nunca tinha abraçado ninguém tão forte, quando entrei em seus braços simplesmente desabei. Ele acariciava meus cabelos, enquanto falava baixinho em meus ouvidos que tudo ia ficar bem e que eu não estava sozinha, que a partir daquele momento ele estaria comigo para o que eu precisasse. Confirmei com a cabeça, sentindo uma coisa boa, pela primeira vez me senti segura, não estava sozinha. Podia estar com Vivian, mas não era a mesma coisa, ela passava pela mesma coisa que eu então não podíamos nos ajudar quando a situação era assim. Me aconcheguei em seus corpo que estava quente e era estranho eu já estar tão ligada a um garoto que eu não conhecia direito.
- Ei, Harry. – falei baixinho, ofegante
- O que foi? – respondeu no mesmo tom
- Obrigada. – sorri
Percebi que sorriu, ao me dar um beijo no rosto.
- De nada.
Ficamos ali por um bom tempo, em silêncio, só com o barulho da chuva, era daquilo que eu precisava, de silêncio, de um minuto de paz, de um minuto para mim mesma. Acabei caindo no sono, ele me deixou no sofá e foi dormir no quarto, quanto a isso continuou me respeitando. De manhã, acordei bem cedo, o deixei dormindo e saí. Se aquele momento foi ou não um sonho, só iria saber quando voltasse para a minha realidade.
Capítulo três Mariana já estava com sua roupa florida dos anos 80 pronta para começar a gravar. Já havia decorado suas falas, estava tremendo de nervosismo. Sr. Ed estava elegante com seus cabelos puxados para trás e um terno, talvez não fique para assistir sua primeira tentativa de gravação. Ele estava vindo para seu lado, jogando-lhe um olhar conquistador, ao seu lado havia um belo rapaz, alto, cabelos loiros escuros, olhos lindos e um sorriso mais que perfeito. — Mariana esse é o Frederico, Frederico está é a Mariana — Sr. Ed os apresentava. — Ele vai ser seu vampiro. —Ravi de vous rencontrer — diz o Francês. —O QUE? — Mariana alterou sua voz, fazendo um careta horrível. — Desculpe, mas... — Frederico tentava encontrar as palavras — não falo português... bem. — Ah... — envergonhada saiu andando. Frederico e Sr. Ed se entreolharam por um tempo longo. Frederico sorria. — Devo desculpas a você por isso? — Sr. Ed perguntava por pura educação. — De maneira alguma... Ele é... Como se diz mesmo? — Frederico buscava as palavras. — Louca? — sugeriu Ed. — Não... Como se diz quando a pessoa é interessante, só quem em outras palavras... — Incrível? — Isso! Ela é incrível! — sorria. Ed ficara boquiaberto, não achava Mariana incrível, no máximo uma caipira desmiolada que renderá dinheiro a ele. Frederico deixou Ed para ir gravar sua primeira cena. — O que faz aqui Josh? — Dilan perguntava surpreso. — O que você acha? Vim ganhar a aposta! — Josh sorria sarcasticamente. — Sei... — Dilan olhava-o de lado. — Agora cale a boca e vamos assistir a primeira cena. Frederico estava defronte a Mariana, os dois se olhavam com intensidade. Ele se aproximou mais dela, virou sua cabeça, preparou seus lábios para a mordida, então cravou seus caninos na jugular de Mariana. Mariana gritou de dor. — Mas o que é que está acontecendo? — Dilan disse indo em direção a cena. Ed segurou-o. — Não interrompa! — gritou Ed. Mariana se contorcia tentando escapar de Frederico, mas estava quase que impossível, sua cabeça latejava, sangue estava sendo tirado de seu corpo. Frederico estava sugando seu sangue como se fosse vampiro. Dilan estava paralisado, não sabia o que fazer. — Ela está sentindo dor! — gritou Dilan, correndo até Mariana e puxando-a para ele. Frederico saiu dali sem dizer uma única palavra. — Corta! — gritou Sr.Ed. — Perfeito! Uma linda cena de amor — Dilan olhava-o com uma expressão de ódio. Mariana estava desacordada, Dilan ficara ali por algum tempo passando a mão por cima dos dois buracos feitos em seu pescoço. Logo os enfermeiros vieram, Dilan deixou-a com eles e fora até onde Ed estava. — O que acabou de acontecer? O que você fez com ela? O que é ele? — sua voz estava quase tão alta quanto a do pessoal que conversava. —Não fale assim comigo, não sou um de seus colegas. Você sabia desde o começo que ela teria que passar por isso Dilan! — advertiu Ed. — Eu sabia sim, desde o começo que ela passaria por isso, mas eu não sabia que gostaria dela — desabafou — Você não pode fazer isso, não com ela. — Você não tem que me dizer o que fazer! Saia daqui! — ordenou Ed, Dilan apenas abaixou a cabeça e saiu. Havia muita raiva em seus passos largos, estava caçando Frederico. Procurou-o por todo o estúdio. “Onde será que ele se mete”, pensou, “Canalha, vai pagar pelo que fez”. Josh estava lá com Mariana, mas Dilan ignorou-o sabia que ele não ganharia a aposta. Saiu do estúdio, estava escuro. Sua cabeça virava em todas as direções caçando Frederico. — Está me procurando herói — Frederico disse as suas costas dando ênfase na última palavra. Dilan virou-se, levantou seu punho e socou-o. Frederico cambaleou. — Se eu fosse você teria mais medo — ameaçou. — Vá se foder! — xingou, avançando para dar mais um soco. — Não seja estúpido — Frederico disse esquivando-se. Avançou contra Dilan, seu soco foi certeiro. Por um momento Dilan pensou que os olhos de seu adversário eram vermelhos, mas depois de olhar novamente constatou que havia levado um soco muito forte para pensar isso, sentia seu rosto enorme e inchado. Seus olhos estavam embaçados, sua boca sangrava. Agachou-se, mirou o chão e viu uma terrível escuridão. — O que faremos com ele agora? — Deixe-o ai mesmo — Bom trabalho — elogiou Ed. — Onde está a garota? — Está perto do lago — respondeu Frederico sem nenhuma emoção. — O lago dos crocodilos? — sorriu perversamente Ed — Esse mesmo — Frederico devolveu o sorriso. — Agora é só esperar o amanhecer. Frederico deu as costas para Ed e saiu andando como se nada tivesse acontecido. Sua cabeça estava doendo, não sentia dor há anos, porque sentiria agora? Já estava quase amanhecendo então se poupou do trabalho de ter que voltar até sua casa para dormir, e cochilou em seu carro. Jess ainda estava dormindo em sua cama macia e enorme. Raios de sol entravam pela janela de seu quarto. Seus olhos se abriram, um grito saiu de sua pequena e delicada boca. “Foi apenas um pesadelo”, pensou, levantou-se da cama e calçou sua pantufa, logo em seguida seu despertador tocou. Havia acordado bem na hora, menos mal porque quase sempre se atrasava. Seus olhos estavam fundos bem mais do que o normal. “Talvez seja o cansaço”, pensou olhando para o espelho do banheiro. Estava com seus olhos fixos em seu reflexo, seu rosto não parecia o mesmo, parecia o de uma pessoa mais velha e cansada, era como se sua alma estivesse em um corpo que não fosse seu. Suas pálpebras pesaram, fechou seus olhos por um momento longo, quando reabriu, olhou novamente para o espelho. — Frederico! — gritou assustada, mas quando se virou para ver, não tinha ninguém. — Você está ficando louca! — gritou para si mesma, entrando no banheiro. Desligou o chuveiro, enrolou-se em sua toalha, pegou sua escola e cabelo e saiu do banheiro de costas como sempre fazia, virou-se, sentiu uma pancada bem forte em sua cabeça e caiu de maduro no chão. — Sério isso? — disse Fred cambaleando com a mão na cabeça. Revirou os olhos e ajoelhou-se junto ao corpo de Jess sacolejando-a, segundos depois ela abre os olhos e grita. — Você está de brincadeira não é? —Frederico grita. — Estou com fome— diz retornando a consciência. — Sério que é isso que você tem a dizer? — diz Fred boquiaberto. — Tem banana? — ela pergunta. Fred levanta e sai andando deixando-a sozinha no apartamento. Ali estava Dilan tentando levantar-se, estava em um lugar vasto e gramado cheio de árvores. Seus pulsos estavam amarrados, não havia nada pontudo por perto para se soltar. — Vá se ferrar Ed! Não serei mais uma de suas atrações! — gritou. As veias de seu pescoço saltaram. Ficou defronte a árvore bufando e batendo repetidas vezes sua testa contra ela. Seus olhos começaram a queimar, ele não poderia chorar, deveria ser forte, mas estava sendo quase que inevitável, ele sabia pelo que teria que passar. Algumas lágrimas escorreram por suas bochechas rosadas e profundas. Limpou suas lágrimas em sua camiseta e seguiu em frente andando, estava com sede e fome. “Todos os anos algum idiota é enganado por ele, porque não eu e Mariana?” pensou, aquilo só aumentava sua fúria. Estava caminhando há uns 30 minutos, seus passos largos fazia-o caminhar mais rápido do que gostaria, estava andando sem rumo. — POR FAVOR, POR FAVOR, ME TIRE DAQUI... Dilan começou a correr, sabia que era Mariana, sabia que ela estava em perigo. De onde estava podia vê-la, correu mais alguns minutos o que foi o suficiente para chegar bastante perto dela. — Mariana! Mariana! Mariana olha pra mim! — gritou do outro lago do lado que o impossibilitava de chegar perto dela. Havia crocodilos nele. Ela estava presa na árvore, estava suficientemente presa para não escapar. — Dilan! Dilan me tira daqui, por favor... — estava chorando, seu rosto lindo estava inchado e vermelho. — Calma, eu vou te tirar daí, mas fique calma. Eu vou arrumar um jeito de te tirar daí. — falou ofegante. — Eu estou com medo, muito medo. Dilan por favor... — estava em prantos, não conseguia parar de chorar. — Vai ficar tudo bem... — acalmava-a. — Olha, está vendo, são apenas dois crocodilos, apenas dois, veja pelo lado bom, são dois, poderia ser cinco, mas são só dois. Vamos pensar em um jeito de te tirar daí. Você está com suas mãos desamarradas? Certo. Você está presa por onde? — Pela cintura, cintura! — gritou Mariana. — Se me soltar, eu caio. — Tudo bem, fique quieta. Consegue se balançar? Consegue se balançar até o pedacinho de terra? Se conseguir eu distraio eles. Diz que consegue... — Dilan disse aproximando-se do lago. — Está longe Dilan, não vou conseguir — Mariana havia parado de chorar. — Você vai conseguir, basta se balançar forte, você só tem que balançar bem forte, ok? — Dilan estava tão apavorado quando ela. — Ok! — mariana impulsionou seu corpo para trás e depois para frente. — Acho que consigo! — mais uma vez balançou-se, cada vez mais foi pegando embalo. Dilan colocou seus pés na água, os crocodilos olharam para ele. — JÁ! — gritou Dilan entrando mais um pouco na água. Mariana pulou de uma vez na terra. — Meu deus! — urrou Mariana, segurando seu pé. — Saia da água Dilan! — gritou dando a volta no lago. Estava toda suada e com fome, sua camiseta estava rasgada, não conseguia se lembrar de como foi parar ali, estava correndo o máximo que podia. Atravessar o lago, cansada não era um das melhores opções. Dilan estava deitado alguns metros longe da água, ofegante. Mariana ajoelhou-se a seu lado, inclinou-se até a boca dele e selou seus lábios. Dilan correspondeu. —Eu vou te tirar daqui, eu prometo! — Dilan falou parando o beijo. — Promete? — os olhos de Mariana marejaram. — Prometo. — Corta — gritou Sr. Ed sorrindo de orelha a orelha. — Magnífico! — Le héros — falou Frederico com desprezo em sua voz. — Já pode parar de falar com esse sotaque ridículo. —Veja bem o que fala. Você sabe muito bem com quem está falando — ameaçou. Sr. Ed deus as costas a Frederico. — O show está apenas começando — disse a si mesmo enquanto ajeitava seu cabelo volumoso no espelho. Ergueu sua cabeça e olhou no relógio enorme dependurado na parede, já eram 18:45. O seu trabalho ali já havia acabado. Dilan e Mariana estavam sentados embaixo de uma árvore grande e florida, longe o bastante de qualquer perigo, ao menos qualquer perigo que eles possam ver. Dilan quebrou o silêncio cômodo. — Você sabe que horas possa ser agora? — aflito e cabisbaixo o homem indagou. — Não tenho a mínima ideia. Acha que devemos sair para procurarmos mais água? Estou com sede — disse levantando antes que pudesse ouvir a resposta. Logo depois de se levantar estendeu a mão para Dilan, ele segurou e levantou-se com a ajuda dela. Ele estava muito fraco devido ao tempo que está sem comer, e com a pouca água que tem bebido. — Mariana, preciso contar algo a você... — quebrou o silêncio mais uma vez. — É ruim ou bom? — perguntou com esperanças. — Depende do ponto de vista de cada um — sorriu de lado, meio nervoso. — Fala logo! — Mariana falou quase gritando. — Frederico é um... Vampiro... — parou de caminhar. — Sério? — perguntou ela, pasma. — Não. Os dois soltaram uma gargalhada e continuaram a andar. “Merda Dilan, vire homem e conte a verdade... É melhor não”, pensou, decidindo não contar nada mais para Mariana. Querendo ou não ele estava tão assustado quanto ela, talvez até mais. Mas não poderia admitir isso a ela, o que seria dele? Um nada afinal. — Onde você achou aquela garrafa com água? — perguntou Mariana, escorando no tronco de uma árvore, ofegante e com mais sede ainda. — Eu a avistei caída no chão quando eu estava voltando — respondeu com toda a sinceridade. — Espero que tenhamos essa sorte novamente — sussurrou abaixando sua cabeça e chutando uma pedrinha. — Não fique assim, por favor... — disse passando a mão no cabelo dela. — Como não ficar assim Dilan? Meus pais e meu irmão estão me vendo! Eu fiz minha mãe confiar em mim, eu disse a ela que ficaria tudo bem, só Deus sabe se ela está escutando isso também. Ela sabe que não estou bem, eu a fiz confiar em mim e quebrei essa promessa, eu só queria que tudo ficasse tudo bem, eu não queria estar aqui, não mesmo. Você sabe disso. É muita coisa para mim, eu fui tola, bem mais tola do que eu pensei que fosse. Eu quero sair daqui bem mais do que você pensa, e eu vou sair daqui. E vingarei a todos por isso! — gritou Mariana atropelando as palavras, seus olhos marejaram. Dilan abraçou-a tão forte que pensou que fosse parti-la ao meio, seus olhos queimaram, estava prestes a chorar, mas Mariana precisava bem mais de sua proteção e sua segurança do que ele dela. Era culpa dele, ele que a localizou. Ele que a descobriu, que a enganou fingindo ser apenas uma grande coincidência no aeroporto. Estava se sentindo pior do que antes. — Mariana, não chore, por favor — olhou nos olhos dela, afastando-a de seus braços longos e grossos. — Dilan... — disse em meio a soluços. — Eu sei que você é forte, e você não fica bonita chorando, acredite — sorriu quando percebeu que conseguiu arrancar um risinho meio frouxo dos lábios grandes de carnudos da garota. — Aquilo é água? — perguntou apontando para um brilho longe no escuro. — Meu Deus... — Dilan correu em direção à água, era uma pequena poça, mas era o suficiente para poderem encher a garrafa e tomar um pouco. Ele e Mariana se agacharam e pegaram um pouco de água com as mãos, pareciam dois animais mortos de sede. Quando terminaram, encheram a garrafa e continuaram a andar, para buscar alguma comida. Conseguiram apenas, um cacho de banana e uma coco. Estavam sentados embaixo de uma árvore qualquer, comendo bananas. Decidiram que cada um poderia comer apenas duas bananas, o que fazia sobrar mais quatro. E o coco deixaria para o outro dia. Dilan deitou no chão encostando sua cabeça na árvore, Mariana deitou em cima do peito de Dilan que serviu como um travesseiro, macio e aconchegante. Ele lhe passava segurança e confiança, em sua cidade não havia muitos garotos com quem pudesse se relacionar, era uma pequena cidade onde quase ninguém se socializa, todos tem medo do que possa vir acontecer. —Acha que devemos sentir medo? — perguntou Ana olhando para as estrelas que ainda dava para se ver em meio a tantos galhos. — Disso aqui? — Dilan virou seu olhar para ela. — De tudo, acho que se eu fosse menos corajosa não estaria aqui, por isso lhe pergunto se é preciso sentir medo — desabafou. Ele não respondeu, não sabia o que responder, não queria estragar aquele momento. Parou de olhar para ela e voltou seus olhos para o céu. Ele estava tão brilhante e cheio de estrelas, tão calmo que por um momento os dois esqueceram-se do que estavam passando naquele momento, nada mais importava. Dilan havia ganhado uma aposta e Mariana um amor. Estava perfeito para os dois. Não que Dilan estava se importando com o dinheiro que iria ganhar, ele só queria acordar e ver que naquele momento que aquilo era apenas um sonho. Nada mais, nada menos. — Me desculpe por mais cedo... — diz Mariana, sonolenta. — Tudo bem, eu te entendo — Dilan riu tentando anima-la. Os dois adormeceram ali, ela nos braços dele, como nos contos de fadas. Mas sem um final feliz.
Capítulo Três
-Então você é...?-Diz ele para mim, me tirando de meus devaneios. - -Ela é minha irmã, Rafaela!-Diz minha Clara percebendo minha demora em responder. - -Oh! Sim, sim sou a irmã dela, é um prazer te conhecer Luan!-Digo indo até ele, e quando penso que vamos apenas dar um beijo de cumprimento ele me agarra para um abraço, fico sem reação, não sou uma de suas fãs ele não precisava fazer isso.- -O prazer é todo meu Rafaela, e Clara também!-Luan nós olha de cima a baixo, quer dizer acho que está olhando para minha irmã, ei tire o olho dela, ela é muito nova!- -Luan eu te trouxe um presente! Os dois conversam e eu fico de fora apenas observando Luan, caramba como eu nunca havia percebido o quanto ele é bonito? Seu sorriso encantador, seu olhar, seu sotaque engraçado , acho que finalmente entendo um pouco todo esse amor que minha irmã sente por ele, afinal como não ama-lo? Tão simpático e amoroso com minha irmã que meu sentimento de gratidão triplica. -Você também tem um Fã Clube? –Luan pergunta mais uma vez me tirando de meus devaneios.- -Ah... Não, não Clara é muito sua fã e então eu a trouxe e como ela ganhou o camarim me chamou para entrar com ela, não tenho Fã clube, mas te admiro muito Luan você renovou a musica sertaneja, e principalmente, admiro o jeito que você trata suas fãs e entrando nesse assunto eu até queria te agradecer -Agradecer?-Diz Luan confuso e surpreso me interrompendo.- -Sim! Você não imagina o quanto eu e minha irmã passamos, o quanto ELA passou e se não fosse você, a sua musica, o amor que ela tem por você, não sei se ela teria superado tudo tão bem! Muito, muito obrigada Luan! -Own que isso!-Luan me da um abraço me pegando de surpresa... Ah... O.k já pode me soltar, tento me livrar de seu abraço mais ele continua me prendendo em seus braços, estou começando a ficar com vergonha, ei a fã aqui é Clara é ela que você tem que abraçar, ele começa acariciar minhas costas e vai descendo as mãos... Ei!! Finalmente me livro de seus braços tossindo sem graça e então ele olha para Clara e da um abraço nela também. -Vamos para foto?-Diz um homem surgindo do nada me fazendo dar um leve pulo de susto.- -Bora testa!-Diz Luan.- Hã?! “Testa” foi isso mesmo que ouvi? Olhei para trás e vi o “testa” sorrindo para nós então sorri de volta. -Oi Rober!-Minha irmã diz, bom esse deve ser o nome dele, mas “testa” é melhor...- -Oi! As duas podem ficar uma de cada lado, por favor... -Não!-Diz Luan me assustando, o que ele não quer tirar foto? Como assim?!.- Vamos tirar fotos individuais! -Ah... Luan -Vai logo testa! -O.k O.k!-Diz o tal testa parecendo contrariado. – Minha irmã é a primeira a tirar a foto com ele, os dois estão bem abraçados e minha irmã está com um sorriso deslumbrante assim como Luan. Ver a felicidade dela me anima ainda mais! -Agora é você!-Diz o “testa”.- -Vem cá muié!-Diz Luan parecendo brincalhão, então vou sorrindo até ele e ele me agarra pela cintura, nos fazendo ficar bem próximos um do outro, eu coloco minha mão em suas costas e ele cola sua cabeça na minha e meu coração dispara.- -Pronto!-O “testa” devolve a câmera para minha irmã e vai pro canto do camarim.- Luan 1 minuto!