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Buscando uma razão pra recomeçar. Chegando no meu limite, busco nas palavras um refúgio que me faça tirar do peito toda essa angústia. Sigo tentando entender o que o coração não consegue escolher. Um vazio sem fim. A falta de palavra, faz com que o silêncio tome conta de mim. Sigo tentando enfrentar meus demônios, mas me vejo abraçada ao caos interior. Tive que pular do barco, mesmo sem saber nadar. Senti suas mãos me empurrando, mesmo que o meu desejo tenha sido ficar. A água era congelante, o meu corpo estremeceu. As borboletas morreram lentamente, e um buraco no meu peito se fez. O silêncio ecoa por todo canto, pois não há mais ouvidos capazes de ouvir as lástimas. Os demônios correm por toda parte, e onde buscar forças para enfrentá-los? Não há. O caos se instalou, fez morada onde você deveria estar. O vazio que se fez, a dor que se formou. O amor que já não vale, a insuficiência se instaurou. O medo é grande, ocupa todo o espaço da cama, me abraça e me aquece. Estremece o meu interior, ativa a minha crise. E é de forma errônea que tudo acaba, brusca. Que te maltrata, te bate e te larga ali.. sem base. É tanta obrigação, e não há ninguém para escutar o que queremos. É escutar e obedecer, pois de nada vale, inclusive o nosso querer. Somos obrigados a caminhar na escuridão, pois roubaram nossa luz de forma agressiva. Não há razões, não há respostas. Um turbilhão de pensamentos que enche nosso corpo. Inúmeras perguntas sem respostas, mas que fixam em cada célula do corpo. É a tristeza nos rodeando. É o amor querendo pulsar, mas sem um corpo para alimentar. É o grito preso na garganta, é a vontade de sair sem rumo. É o querer de ir atrás, e a indiferença estar na espera. É a arrogância de um momento. É uma morte lenta, sem a intenção do fim. É a voz de querer tentar. É viver carregada de sensações, que o corpo já não está mais acostumado a sentir. É a falta de dias bons. É a falta de nós, para poder seguir. Quiça haverá uma vida. Sabe lá se haverá alterações.
Carol Ribeiro.
CarolineRibeiro-Primemgmt
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