Me surpreendo em saber que demorei tanto tempo pra começar a escrever e botar pra fora qualqauer merda que passe pela minha cabeça. Estou no quinto mês, talvez sexto, de quarentena em terras brasileiras. É 2020. Ainda preciso lidar com o sitcom amaldiçoado que é viver em épocas de Jair. Deus, onde quer que você esteja passando suas férias, saiba que a grande maioria aqui imaginou um ano bem diferente, viu? Mas não posso dizer que está tudo uma grandessíssima porcaria, não na bolha que se tornou o espaço do meu escritório, ocupado apenas por um gatinho e algumas pessoas numa chamada de vídeo do trabalho. Não mesmo, existem momentos de muita felicidade até! No grande bingo do quarentenado, já marquei: raspar a cabeça, chorar durante o home office, mandar uma galera ir dar uma volta na casa do caralho, descobri umas musiquinhas perfeitas pros meus delírios românticos cinematograficos dignos de sessão da tarde, caí na armadilha do "oi sumida" (e funcionou!) e fiz brownie. Acho que todo mundo que eu conheço fez brownie em algum momento entre março e agora, acho inclusive que muitos nem gostam disso. Seria a receita quarentener mais reproduzida? Não sei. Felizmente essa rede social já caiu um pouco em desuso nesse país tupiniquim então provavelmente ninguém vai acompanhar essa grande sequência de textos sem sentido com possíveis erros bem primários de ortografia, escritos por uma jovem adulta sem muitas ambições. Mas caso alguma alma perdida caia por aqui, acho que devo ter alguma introdução simpática, né? Talvez agora no final desse post você, querido leitor hipotético, já esteja me achando doida mas vou deixar algumas informações, vai que você resolve ficar. - Meu nome é o nome que você quiser dar. Gabriela? Maria? Gertrudes? Seja criativo! - Apesar de amar muitos elementos millennials, sou da geração Z, sabe aquela galera que é pressionada a conquistar tudo aos 20? Esse é meu bonde - Minha ideia é que isso seja um diário, se vai ser são outros quinhentos - SEJA BEM VINDO! SEJA BEM VINDA! SEJA BEM VINDE se esse for o pronome neutro que se usa, eu não tenho ideia de como isso funciona. Talvez pra deixar tudo mais bonitinho, eu deva colocar uma frase profunda e reflexiva no final de cada texto, como faziam por aqui uns 8 anos atrás. "Água mole em pedra dura, tanto bate até que fura" — The Sequel, 09/08/2020.