💞 sugene
5. pedindo conselhos.
Stella sempre foi o tipo de pessoa que faz o que quer, quando quer e às vezes contraria as opiniões que recebe só para poder dizer que contrariou. No entanto, em algum momento ela começou a levar a opinião de Eugene em consideração e se tornou comum que mandasse mensagens de áudio com cenas que precisava encenar para alguma aula ou músicas que estava tentando aprender. Todas as vezes ela perguntava a opinião do americano e de fato ouvia com atenção o que ele tinha a dizer.
4. Silêncio.
Um dos pontos que aproximaram os dois foi a conversa sobre como às vezes precisavam de calmaria. Tendo vindo de uma família enorme e de mulheres barulhentas, Stella era o tipo de pessoa que sempre falava alto e que conversava demais. Mas ela aprendeu a perceber quando Eojin precisava ficar quieto. E nesses momentos ela deixava que o silêncio preenchesse o espaço, logo percebendo que quando ficavam quietos é que seus toques falavam por eles. Quando não havia conversa, acabavam havendo toques de mãos, ombros se encostando, sorrisos cúmplices. Às vezes era tudo o que ela precisava.
3. Comida.
Mesmo que detestasse o papel de boa dona de casa que era imposto para si desde criança, Sunhwa sempre adorou cozinhar. Fosse no lar dos Song, no apartamento que dividia com a irmã ou na cozinha da sororidade, ela sempre procurava criar novas receitas. Aos poucos Eugene foi se tornando meio que seu cobaia. Ela dizia que precisava de alguém que não fosse mentir para agradá-la, mas a verdade é que ela achava que o rapaz se alimentava muito mal. E sabia que se oferecesse comida por aquela razão, ele recusaria. Então preparava marmitas, levava para ele quando se encontravam no campus e observava atentamente a expressão alheia enquanto ele comia. Nisso ele também se tornou seu parâmetro; as receitas que ele gostava mais ela guardava para aprimorar.
2. Filmes.
Stella queria ser atriz de teatro. Quando se tratava de musicais ou peças, ela era perita e conhecia os nomes de todos os personagens, dos atores, dos grandes diretores. Mas no que se tratava de cinema, seu gosto se limitava aos clássicos dos anos 50 e 60 que gostava de assistir, ou a filmes com homens que achava bonitos. Contudo, o fascínio de Eojin pela arte fez com que o seu nascesse também. Ela nunca sabia o nome das películas e era frequente que dissesse coisas como “assisti aquele filme do hotel, aquele do diretor que gosta de tudo simétrico”. Ou que aprendesse cenas de filmes que ele gostava e as usasse em suas aulas de interpretação. Mesmo sem perceber, ela queria entender mais do mundo dele.
1. Objetos deixados para trás.
Ela era uma garota espaçosa e tinha consciência disso. Por todos os lugares que passava, gostava de deixar um rastro de seu perfume floral, um desenho de coração nas carteiras da faculdade, um sapato perdido em um gramado. Ela simplesmente era assim. Parecia até meio territorial, e ela odiava admitir isso, mas aos poucos começou a acontecer com Eojin também, sem que ela nem percebesse. Era comum que pegasse um moletom emprestado e esquecesse um prendedor de cabelo no bolso, que deixasse no porta-luvas do carro notas fiscais com frases como “eugene park has the craziest pair of eyes I’ve ever seen” rabiscadas atrás com corações nos pingos dos i’s anotadas nos versos. Uma vez ela até esqueceu a mochila inteira no quarto do rapaz e voltou para buscar ridiculamente constrangida. De certa forma, ela esperava que aquelas coisas deixassem também uma marca de batom vermelho manchada no coração alheio.







