Cuidem Bem Dela 2 - Capítulo 14:
Bastou os primeiros acordes de Stupid Girls ser tocado para que Emily saísse de trás do balcão e fosse para pista de dança. Sendo sua música favorita por falar de garotas que são estupidas por acharem que, sendo quem as pessoas querem ver, que elas serão perfeitas, além da batida dançante, P!nk era a sua cantora favorita, não só por ela ser ela, mas por causa das suas letras irônicas e bem feitas também.
Ela balançava o quadril no ritmo da música, e os braços acompanhavam os movimentos, emaranhando-se no cabelo negro e passando as mãos pelo corpo. Tão rápido quanto a música começou, ela acabou, afinal, para um fã de verdade, o que são meros três minutos e trinta e três segundos da voz do seu ídolo em sua música favorita?
Assim que terminou a música e outra qualquer começou a tocar ela virou-se para voltar para o balcão, porém, amaldiçoou-se por ter feito isso. Quem quer que estivesse distraído atrás dela, não percebeu quando ela girou os calcanhares, a bebida rosa avermelhada dele, entornou-se diretamente em sua camisa. Branca.
- Você? De novo? – Falaram uníssonos.
Daniel estava na sua quadragésima quinta tentativa?
Quanto mais ele tentava, mas tudo parecia impossível. Sua paciência estava na estaca zero, assim como a de Penn também deveria está.
- Eu é que não aguento mais ouvir você falando isso Daniel.
- Eu já tentei quarenta e cinco vezes e...
- E vai tentar mais quarenta e cinco – O interrompeu. -, vai tentar até consegui.
- Você acha que é fácil né?
- Não, não é. Eu sei que não é. Até porque já fiz isso. E não pense o senhor que consegui de primeira, demorei mais que você até. Então, por favor, vamos tentar de novo, sim?
Ele nada respondeu, apenas balançou a cabeça afirmativamente.
Luna e Jonah estavam chegando em casa ao mesmo tempo, mera coincidência? Talvez. Estavam conversando bobeiras quando viram alguém, bêbado, sentado na calçada de sua casa.
- Não sei, mas fique atrás de mim. – Ele a colocou atrás de si, segurando-a com a mão direita, enquanto à esquerda, segurava a arma em sua cintura. Em passos lentos e precisos foram aproximando-se do homem sentado de cabeça baixa, ele resmungava algumas coisas desconexas pela distância, mas mesmo assim, era reconhecível. – Pai?
- Pai? – Luna não esperou duas vezes, soltou sua mão da de Jonah e correu de encontro ao pai. – Pai, o que aconteceu? – Arthur não a respondeu, apenas a olhou com o olhar pesado que todo bêbado tem. – Jonh, me ajuda, vamos coloca-lo para dentro.
Com uma enorme dificuldade Jonah e Luna o colocaram de pé, colocando um braço do homem de estado deplorável, rodeando os seus pescoços.
- Mãe, ajuda aqui. – Luna a gritou assim que entraram em casa, Lua rapidamente desceu as escadas correndo.
- O que acontece... – Interrompeu-se ao perceber o que se passava. – Thur? – Ela foi de encontro ao homem e segurou o rosto dele com as duas mãos.
- Eu te amo. – Falou lesa e pausadamente.
- Ai meu Deus, Thur. O que você bebeu?
- Mãe, ele tá pesando. – Luna reclamou.
- Certo, coloque-o no sofá. – E assim foi feito, devagar, mas conseguiram colocar ele sentado no estofado.
- Lu. – A chamou tão lerdo quanto antes, em sua voz embriagada. – Não aconteceu nada.
- Eu sei. – Falou agachada em frente a ele. – Por que você bebeu assim meu Amor?
A fala de Arthur foi interrompida pelo insistente toque do celular de Jonah.
- Oi? – Ele atendeu. – Tudo bem, já estou indo.
- O que houve? – Luna perguntou.
- Teve um tiroteio, perto da lanchonete Bori’ss.
- Bori’ss? A Meggie não ia para lá?