TODO ANO ISSO, MANO! (x) ― com lenore ; @vampiraemogostosax
O Natal estava se saindo como um conceito bom demais para ser verdade. Nicolas deveria ter suspeitado antes ― ao que os dias passavam, já tinha descoberto defeitos demais: uva passas, filas enormes nas lojas, jingles repetitivos de elevador, bonecos de neves feios demais (Olaf se safou). Agora, pilhas difíceis de encontrar, porque todo mundo parecia precisar de pilhas no Natal.
Já havia pulado de uma loja para outra e sua impaciência só crescia. Havia se tornado caso de vida ou morte ter as seis pilhas em suas mãos para ontem. Em pleno Século da Magia, e Nicolas não conseguia acreditar que o controle do helicóptero-camuflado-espião não funcionava com bateria recarregável. Malditas coisas velhas, com histórias maneiras demais que agregam valor e faz ser difícil jogar fora.
Nicolas tem pouca esperança e muita raiva quando adentra a última loja daquele quarteirão. Portanto, quando enfim os olhos batem na caixinha com pilhas, eles tão cheio de sangue. Pode-se dizer que ele passa atropelando as pessoas, já esticando um braço enquanto o outro, ele mantinha pronto para meter o empurrão em qualquer um. Ah, o gostinho de enfim tocar a embalagem de papel grosso… Sendo estragado por outros dedos que segura ao mesmo tempo.















