Querido amigo,
Estou aqui em um espaço vago no horário do meu estágio, por isso peço perdão pela pressa em minhas palavras. Na verdade, hoje foi um dia tranqüilo. Pouca gente aqui, entretanto o telefone resolveu incomodar. Aliás, quando voltar, favor me ligar. Sinto saudade de nossas besteiras, mesmo que sua supervisora fique de olho em você. E pensar que, quando fui fazer meu treinamento por aí, você deixou bem claro que não era meu amigo. Quem diria, não? Lembro de nossa primeira conversa decente, quando perguntei sobre o fim do recesso. Um assunto puxou ao outro – se bem me lembro, foi a primeira vez que você me chamou por um apelido – e acabamos onde acabamos. Deixando algumas burradas de lado, até que estamos indo bem. Isso, óbvio, se a gente esquecer meu senso em ser dramática e o seu de ser cômico em horas inoportunas. Todavia tenho a crença que é desse jeitinho que a gente funciona, entende? Um coloca o outro de volta ao planeta Terra. Um puxa o outro para um sonho maluco. Afinal, por sua culpa voltei a escrever minha história e criei esse humilde espaço. Só espero que minhas loucuras também lhe sirvam de inspiração vez ou outra. Enfim, comecei a digitar e esqueci do foco principal disso tudo: te agradecer. Por ser idiota, babaca, inteligente e otário. Por sorrir com minhas lágrimas e mostrar as suas. Por limpar feridas antigas e deixar que cicatrizem. Por desenhar sem cobrar nada. Pelas fotos estúpidas, pelas risadas frouxas e pela seriedade repentina. Por ser e não ser o cara de meus sonhos. Finalmente, obrigada por tudo. Pode soar clichê, mas estas palavras são poucas perto do significado que você tem para mim. Desejo que, pelo menos, um pouquinho tenha sido notado. Com amor, Sua amiga.












