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Character design Jay Carney and Ceff
Hoje lembrei de coisas que eu deveria e achava ter esquecido. Por vezes, parece que me engano, na tentativa de realmente esquecer. De superar. De ultrapassar. Os meus sentimentos me sabotam. Eles reaparecem na tarde de uma segunda-feira de trabalho. Quando a mente parece estar completamente ocupada, mas não está. Você reaparece, mesmo quando não há mais lugar para estar. Nem vontade. Nem saudade. E o que há? Silêncio... Silêncio... Silêncio...
Mesmo que existam pessoas que julguem os meus métodos ou maneira de agir...
Sou uma boa pessoa; humana, humilde, amorosa e especial. Para quem merece que eu seja: sou ótima!
Para quem não merece: não presto! Mas sigo com a minha verdade e deixando que só permaneça quem acredita e merece vivenciar de quem sou eu. Pro resto? A minha indiferença!
Se eu quero você, não negarei. Não deixarei as coisas subentendidas. Não fingirei. Não direi meias verdades.
Os meus olhos entregam.
Quero me perder e encontrar na curva do seu riso. Me deliciar com o cheiro do seu cangote.
Sou imensidão. Oceano. Não sei molhar os pés, quero mergulhar.
Sou monogâmica. Sou romântica. Sou leal. Sou companheira ao extremo. E sou única.
Hoje em um ato não tão bem pensado, abri as conversas que, por teimosia, ainda deixo arquivadas. Reli algumas das tantas coisas que falei com o coração aberto, com toda a sinceridade do meu ser, e que hoje me deixam atordoada. Penso em como tudo aquilo parece mentira. Como parece que nunca existiu. Que nunca foi sentido, tocado. Sabe o que agora estou me sentindo? Uma tola! Com toda a certeza: TOLA! Se estou sentindo uma frieza no estômago? Óbvio!
Um conselho: Se por curiosidade, alguma vez, você sentir vontade de colocar o dedo na ferida que está cicatrizando, relembre com toda a força a dor que sentiu, as lágrimas que derramou, o tanto que pareceu não importar ser magoada novamente. Espero que isso te ajude a não fazer tamanha bobagem.
Nunca queira relembrar o que te feriu. Nunca queira se lembrar do que existiu e passou. O que não deveria ter existido, talvez.
Se preserve. Se cuide. Se ame.
Se ame muito, ao ponto de nunca mais aceitar migalhas de amor.
Amor não pode ser migalha.
Amor é um todo.
Tudo.
Todas as vezes que estou quase esquecendo, que estou em paz, você aparece como aquele vento forte que espalha a areia que a gente está juntando para jogar fora.
Você é alguém que não sabe o que quer, nem mesmo em uma amizade. Chega parecendo que vai ficar, e vai, continua indo. E sabe o que deixa? Insegurança! Porque parte de mim é teimosa e te deixa voltar. Porque parte de mim ainda guarda sentimentos que não deveriam existir. Por você. Porque não merece que eu sinta mais nada. Parece que você reaparece para ter somente a certeza de que eu ainda estou aqui, de que eu fiquei, de que pareço te esperar. Só que não te espero mais. Todas as vezes que você reaparece e vai embora sem dar a mínima importância, parte do que eu ainda nutro, morre. E te digo uma coisa: nada me trará de volta. Nada.
Eu só preciso te deixar ir de verdade. Pois agora notei, que nem como amigo, você entrega o mínimo.
- Para alguém que nunca vai ler.
Algumas vezes você dá valor a quem não sabe te valorizar;
Ama e não é amado (não do jeito que gostaria e almeja).
Algumas vezes, você dá mais do que recebe. E o que espera? Felicidade? Não! Você só vai esvaziando, sentindo menos.
Você vai cobrar? Como? Não se cobra o que deveria ser espontâneo!
Vá embora! Nada te prende!