Cena do Concurso.
Estava eu jogada na cama com as pernas para o ar enquanto esperava as meninas se arrumarem. Aquela mesma coisa de sempre: eu era a última a começar a me arrumar e a primeira a ficar pronta. Depois de cerca de meia hora, todas estávamos prontas para sair. (Look das meninas)
Eliza tinha arranjado uma festa doida pra gente ir como uma despedida para mim, já que estava prestes a embarcar em uma viagem sem data pra voltar pelo mundo. Este sempre foi um sonho que tive e porra, to realizando ele antes do que pensei. Essa vida é do caralho mesmo!
Vic: quero curtir muito essa festa.
Eu: quero que ela entre pra história.
Manu: ela vai entrar pra história se você aparecer nos jornais.
Eliza: é uma boa ideia Lua, o que podemos fazer pra isso?
Eu: posso dançar só de sutiã de novo no palquinho. Isso rendeu muitas manchetes.
Vic: eu lembro! Hahahaha “Luanna Rousseau é flagrada dançando apenas com a peça íntima em cima de um balcão em uma festa”.
Eu: foi foda aquela festa.
Ficamos conversando asneiras até chegar no lugar. Era uma puta duma casa gigante, maior até que a minha, e tava lotada de gente. Tinha bêbados já por todos os lados, isso que a festa tinha começado a umas 2 horas só, já tinha povo gorfando até a vida passada no jardim da frente e outros dormindo. Festa parece estar boa.
Eu: falou, até mais tarde.
Eliza: Lua, 05h aqui na entrada pra gente decidir se vai embora ou se fica mais.
Eu: de boa.
Me joguei. Fui direto pro bar e peguei uma garrafa de Corona, melhor cerveja junto com a Heineken. Sai andando e fui pra pista, vi de longe os cachos loiros da Eliza já se atacando com alguém na parede, Ôh guria rápida. Manu deve estar seguindo a Vic, já que ela nunca sai sem o John e ela não pode ficar sozinha né, moleque sempre acha que mina sozinha na balada é igual mina que quer dar pra todos que falarem oi pra ela. Otários.
Começou a tocar uma música que eu não conheço, mas que tinha uma batida gostosa, bem envolvente e eu me deixei levar por lá. Fechei os olhos, levantei os braços para cima e rebolei minha bunda conforme a vibe da música. Sem ligar para o que pensavam, falavam ou achavam, afinal, se fosse me importar com isso, eu teria que viver dentro de uma bola, tipo aquelas de Hamster. Que brisa. Senti quando um braço forte envolveu minha cintura me puxando um pouco para trás, até encostar nele e o roçar da sua barba por fazer no meu pescoço. Filha da putagem roçar a barba no pescoço, puta merda. Continuei dançando do mesmo jeito de antes, só que virei para ele e cruzei nossas pernas, bom, ele é alto, forte - embora eu não goste de caras bombadinhos, na vida sempre há uma exceção né?! É - tem os cabelos encaracolados e curtos, barba por fazer e o maxilar marcado. Se é pra me despedir daqui de um bom jeito, o que melhor do que um cara desse? Acabei com o espaço entre a gente e o beijei com vontade. Sem tirar seus lábios dos meus, me arrastou até chegar na parede e lá continuou a me beijar ferozmente.
Depois do que pareceu uma eternidade, acabei com o beijo e o afastei.
Eu: terminei.
…: terminou o que?
Eu: o que eu queria, no caso você.
…: aé? Pois eu não terminei. Na verdade, nem comecei ainda. Vem cá, ruivinha.
Sabe quando você fica excitada só com o jeito de falar de uma pessoa? Não? Ele fala sorrindo, mas não um sorriso normal, aquele típico sorriso safado de cafajeste mesmo. Daquele que você sabe que se envolver, vai transar contigo e depois tchau, aquele que vai partir teu coração em uma caralhada de pedaços. Mas bom, é só uma despedida, nunca mais o verei. Vamos viver.
Subimos para o segundo andar e ele saiu na frente segurando minha mão procurando um quarto que estivesse desocupado. Não encontrou.
…: caralho, justo agora geral resolveu transar.
Eu: qual teu nome?
…: Nicholas, mas me chama de Nick e o teu?
Eu: Luanna. Não tem quarto vazio?
Nick: não, tão tudo ocupado. Cê é do tipo fresca?
Tomei um gole da cerveja que ainda tava na minha mão e o encarei com um sorriso divertido nos lábios.
Eu: achei que já tinha percebido que não.
Nick: então vem cá.
Porque cafajestes precisam ter esse sorriso tão bonito? Me diz. Porra.
Nós descemos e ele me levou pra cozinha, mesmo lotada nós passamos por ela e fomos mais no fundo, ele abriu uma porta e me puxou para dentro, bati as costas em uma… prateleira? Bom, são várias prateleiras. Ele veio já me beijando e trancando a porta atrás de si, puxei sua camiseta para cima e ele a minha. Desceu os lábios para o meu pescoço e depois subiu até minha orelha.
Nick: qualquer lugar é lugar.
Ele sussurrou no meu ouvido e me vi entregue a um cafajeste chamado Nick na minha despedida dentro de uma dispensa de comida atrás da cozinha onde está cheia de pessoas.
Qualquer lugar é lugar, qualquer hora é hora.
———– Cena do concurso de comemoração aos 270 seguidores.
Participação especial: Nick da web Bang.
Lembrando que esta cena não altera em nenhum momento o decorrer da web em si.
















