Inktober day 8 : fill me up - Rehab’s Vemod

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Inktober day 8 : fill me up - Rehab’s Vemod
Thundercats
Demorei, mas encontrei! Os cereais de pequeno almoço da Funko foram lançados o ano passado mas só agora vi-os à venda. Vêm com um funko pop miniatura do personagem exibido na caixa. O que comprei era do personagem Lion-O, dos Thundercats. São bastante doces, só o preço é um um bocadinho salgado... Não sei ao certo ao que sabem; não consegui identificar o sabor, pois são um pouco artificiais. Mas são comestíveis! Vale pela novidade.
Why you should warm up your fucking cereals in the fucking microwave like any decent human being is supposed to do, t.h.o.t.
its just gross when that cold, all fluid milk splurts on your cereals like you just freshly shoved your pinky up a young christian virgin man’s square butt. You can’t deny that, can you?
plus cold cereals are dry, dryer than your skin when you read that, go smear that cream on your face man OR MAYBE THE COLD MILK.
meanwhile, warmed up cereals are mellow, sweet, heartwarming, smooth, cute, kawaii, desu ne, watashi wa futa-chan--
you get me.
go warm up these fucking cereals next time.
~Luwu
IBGE prevê safra recorde de 346 milhões de toneladas em 2025
O Brasil deverá fechar 2025 com safra recorde de 346,1 milhões de toneladas de cereais, leguminosas e oleaginosas. O resultado representa um aumento de 18,2% em relação a 2024 (292,7 milhões de toneladas). Os dados são da estimativa calculada em dezembro de 2025, divulgada nesta quinta-feira (15) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). A previsão é de que em 2026, a produção…
O Ciclo do Moinho de Pedra
A paisagem de Airão era uma terra de sombras, onde o céu pendia baixo e cinzento, permanentemente carregado com a promessa de chuva que raramente se concretizava, deixando o ar espesso e a terra seca e quebradiça. Não era uma terra de fartura, mas de sobrevivência, um lugar onde a vida se agarrava à existência com unhas e dentes, sob a vigilância silenciosa das colinas de granito. O único som constante era o da mó do velho moinho, que gemia e rangia, impulsionada pelas águas fracas do ribeiro, um som que mais parecia o choro de um fantasma aprisionado na pedra.
Nesta terra de penitência agrícola, o tempo não era medido por relógios, mas pelos ciclos de dois rivais amargurados: o Milho e o Centeio Barroso. Eram mais do que meras culturas; eram os espíritos tutelares de Airão, entidades com consciência e uma rixa ancestral que se manifestava em cada espiga, em cada grão, em cada migalha de pão que alimentava os corpos magros dos camponeses.
O Milho era o fanfarrão, o glutão, o dourado e reboludo. A sua vida era um esplendor efémero. Semeado na Primavera, crescia com pressa, atingindo uma altura imponente, com as suas barbas douradas a ondular ao vento, cheio de uma vitalidade que ofuscava tudo o resto. A sua colheita era rápida, um frenesim de actividade e a promessa de fartura imediata. A sua presença trazia um breve vislumbre de cor e alegria à terra sombria. Mas o seu reinado era curto.
O Centeio Barroso, pelo contrário, era a encarnação da paciência sombria e da resistência. Negro, esguio e austero, era semeado em Fevereiro, desafiando o frio remanescente, e permanecia na terra durante meses infindáveis, seis meses de vigília silenciosa sob o céu opressivo, a crescer devagar, a absorver a melancolia do solo.
A rivalidade era palpável no ar, mais densa que o nevoeiro matinal. O Milho, com a arrogância da sua beleza efémera, zombava do Centeio, da sua espera interminável.
Numa noite de Agosto, no rescaldo da sua colheita e glória momentânea, quando os grãos de milho repousavam nos celeiros, secando, o Milho sussurrou, a sua voz um farfalhar de folhas secas, zombeteiro e cruel:
— Gandarela, gandarela,
Que andas seis meses na terra!
A chacota ecoou pelos campos ceifados, atingindo o Centeio, ainda verde e a crescer lentamente no solo húmido. O Centeio tremeu, não de frio, mas de uma ira fria e contida. A sua resposta foi um murmúrio grave, que se enterrou na terra e fez as raízes dos camponeses que o ouviam gelar de pavor:
«Cala-te, meu reboludo,
Quando te acabas sou eu que acudo.»
A ameaça era clara, mas a sua verdadeira natureza era um segredo terrível que apenas os espíritos mais antigos da terra conheciam. O Milho era a glória do Verão, mas o Centeio era o senhor do Inverno, da fome e da sobrevivência nua e crua.
A história da sua rivalidade era contada pelos velhos de Airão, sempre à meia-luz das fogueiras, com vozes que mal passavam de um sussurro. Falavam do "Tempo da Escassez", que se seguia invariavelmente ao esgotar dos celeiros de milho, e que terminava, com um alívio misturado com pavor, com a colheita do centeio barroso.
A lenda ganhou contornos mais sombrios com a presença do moinho e do seu moleiro, um homem velho e silencioso chamado Abel, cujos olhos pareciam ter visto demasiada escuridão. Abel era o guardião do ciclo, o único que compreendia a verdadeira natureza do pacto profano entre os dois cereais.
Havia uma terceira presença, menos falada, mais temida. A Aveia. Ela não era uma rainha ou um rei; era a pária, a excluída.
Eu sou a Aveia,
Negra e feia;
Mas quem me tem em casa
Não se deita sem ceia.
A Aveia era a última esperança, a derradeira humilhação. Crescia em solos pobres, desprezados até pelo centeio. A sua aparência era de facto triste, mas a sua presença significava que a fome mais severa tinha sido evitada. Mas a um preço. O pão de aveia era amargo, duro, quase intragável, um lembrete constante da falência de todas as outras colheitas. A aveia não se gabava; ela apenas existia, uma garantia de sobrevivência que roçava a miséria.
A terra de Airão estava presa neste ciclo vicioso. A alegria efémera do milho, a resistência sombria e amarga do centeio, e a humilhação da aveia. O moinho moía as suas histórias em farinha, misturando a glória com a amargura, a beleza com a fealdade.
Uma vez, um forasteiro, um homem da cidade com a pele limpa e a ignorância dos que nunca tinham passado fome, chegou a Airão no auge da colheita do milho. Ficou encantado com a paisagem dourada, com a alegria momentânea dos camponeses. Riu-se da seriedade com que o moleiro Abel falava do centeio.
— É apenas grão, homem! O que sabe ele de fúrias e pactos? — zombou o forasteiro, batendo amigavelmente no ombro encurvado de Abel.
O velho moleiro parou a mó do moinho com um rangido que fez gelar o sangue. Virou-se lentamente, os seus olhos cor de carvão fixos nos do forasteiro.
— O grão tem memória, forasteiro. E a terra tem rancor. O milho é o sorriso do diabo, belo e convidativo. O centeio é a sua promessa de dívida. E a aveia... a aveia é o esquecimento.
O forasteiro riu-se, desdenhoso, e continuou o seu caminho.
O Inverno chegou, implacável como sempre. Os celeiros de milho esvaziaram-se com uma rapidez alarmante. A alegria do Verão transformou-se em desespero, os sorrisos deram lugar a rostos pálidos e famintos. O vento que assobiava nos campos ceifados parecia sussurrar a chacota do milho, agora silencioso e ausente.
A fome instalou-se em Airão, uma fome que roía os ossos e a alma. Foi então que o centeio, que tinha suportado o frio e a humidade durante meses, começou a ser colhido. A colheita era um acto de desespero, de gratidão amarga. O centeio, negro e esguio, era a salvação. Era a resposta à arrogância do milho.
«Cala-te, meu reboludo,
Quanto te acabas sou eu que acudo.»
A vingança do centeio não era rápida ou gloriosa. Era lenta, dolorosa, amarga. O pão feito da sua farinha escura era denso, pesado no estômago e na consciência. Sabia a terra, a desespero e a sobrevivência nua e crua. Mas era pão. Era a vida.
O forasteiro, entretanto, tinha ficado preso na aldeia pelo mau tempo e pela doença. Viu a transição da glória do milho para a aceitação amarga do centeio. Viu a fome nos olhos das pessoas e a resignação nos seus rostos quando comiam o pão negro. Viu a verdadeira face de Airão.
Quando a aveia começou a ser colhida, como último recurso, o forasteiro sentiu um arrepio que nada tinha a ver com o frio. Viu a humilhação nos rostos dos camponeses, a aceitação da sua condição de párias da terra. A aveia não tinha glória, nem beleza, nem sequer a dignidade amarga do centeio. Era apenas a garantia de não se deitarem sem comer. A garantia da miséria, mas não da morte.
A rivalidade entre o milho e o centeio não era uma brincadeira, uma lenda engraçada. Era um ciclo de vida e morte, de arrogância e humildade forçada, de beleza e fealdade, de glória e desespero. E o moleiro Abel era o seu silencioso guardião, o homem que transformava a sua essência em sustento, a vida em morte, a glória em amargura.
A terra de Airão permaneceu para sempre um lugar de sombras, marcada pela lenda dos cereais rivais. A mó do moinho continuou a gemer, um som que ecoava a chacota do milho, a ameaça do centeio e a resignação da aveia. Um ciclo de sobrevivência, onde a beleza era efémera, a paciência era amarga e a esperança tinha a cor negra e feia da aveia. E na escuridão do moinho, os espíritos dos cereais continuavam a travar a sua batalha eterna, moídos em pó, esquecidos por todos, excepto pelos que viviam sob o céu cinzento de Airão, onde cada migalha de pão tinha o sabor do medo e da sobrevivência.