No nosso oitavo encontro? Infinito. Absoluto, tão puro. 8.
Meu pedido? Eu ser meu objeto de conforto. Eu. Eu me conhecer tão profundamente que jamais iria me perder de mim. Que minha luz seria mantida acesa, por mim mesma. E eu jamais apagaria.
O que recebi? O universo. O tudo é um. O um, que é tudo.
O pó que sou, que somos. A poeira da minha vida. Dourada, perfumada. Que se esconde aos olhos. Como o brilho de uma rosa. Reluzente. Os céus e a matéria escura, me contaram tudo que sabiam. E eu já sabia, mas esqueci.
Sim, a Terra, amarga, por vezes fria. Minha mãe. Lembrou-me: sou sua cria. Sou seu jasmim. Os frutos que carrego. Ah, os frutos que carregamos...
Deus, você sabe os frutos que carreguei. Hoje fui jovem. Rapidamente envelheci. Uma alma tão antiga, num corpo jovem. A cura pelo belo.
Mas enquanto a minha voz, silenciosa, chorou. Quem diria: sempre me atenderam. Como eu poderia ligar para fora, se eles estão todos aqui dentro?
Perdão, havia esquecido. Me perdoando, perdoo a todos. O amor que abre a mão. Que deixa ser. Que libera. Me liberta. Meu Deus, eu vou conseguir? Já conseguiu, menina.
Tantas vezes gritei, chorei, liguei. Lutei para enxergar sempre: a linha dourada. Mas não era só para enxergar, é para ver, menina, e tua carne é de sentir. E em todas, em todas, todas vezes que o sentimento foi maior que mim: fui menor que eu.
Alguma vez eu fui boa o suficiente? Aliás, eu sou boa? Os céus sempre souberam, eles sempre souberam.
Caminhando pela via verdejante, rósea, cerejeiras, rosas, bounganvilles, beija-flores, dançando ao meu redor, perfumando minha alma, abrindo-me o tempo, as estrelas. A Terra amarga, derretendo-se em mel, resplandecendo em ouro.
Perguntei: e o amor, que ninguém divide? Ah, meu Deus, ele está sempre, sempre, se multiplicando. O amor, ele vai continuar me contornando? Não, criança. Você é o amor. O amor é você. 8.