✖ ALMA BENITA SANTANA MALDONADO tem 36 anos, vem de UNION CITY, NOVA JÉRSEI e é ADVOGADA ESPECIALISTA EM DIREITO DE FAMÍLIA E VOLUNTÁRIA EM REDE DE PREVENÇÃO A SUICÍDIOS em Newcastle. Muitos dizem que ela é muito + SOLÍCITA e CORAJOSA, mas também - FALSA e MANIPULADORA. Se mesmo assim você quiser a conhecer, você pode a encontrar no REDROSE CONDO ou a seguir nas redes sociais pelo @BMALMA. Se parece muito com ANA DE ARMAS e está INDISPONÍVEL para aplicação. OC: +18 (ela/dela) Plots de interesse: todos.
TW: violência, assassinato, relacionamentos abusivos.
Nestor, Floramaria e sua filha mais nova, Silvana, estavam felizes em ter conseguido o visto de turista após 5 tentativas anteriores negadas. Com passagem de ida, volta, hotel pago, casa própria e empregos fixos em Cuba, finalmente conseguiriam visitar a Disney — ou, pelo menos, foi isso que disseram para a Polícia Federal. Na verdade, o casal estava planejando a mudança para a terra “onde os sonhos se tornam realidade” desde a década de 70, mas só foram, de fato, conseguir em 1987, após dicas de um amigo que tinha se mudado para os Estados Unidos da América recentemente. E, apesar de tantas coisas que indicava que eles pretendiam permanecer no país natal, já tinham vendido sua casa e comunicado aos patrões sobre suas demissões, só efetivando os acordos oficialmente um dia antes da viagem marcada.
Já nos Estados Unidos, até ficaram na Flórida por algum tempo, mas, ao descobrirem sobre a intensa imigração de cubanos para a cidade de Union City, em Nova Jérsei, mudaram-se para o local, onde Nestor começou a trabalhar com construção civil enquanto Floramaria era cozinheira. Silvana, com apenas 16 anos, largou os estudos e passou a ajudar a mãe. A gravidez, que a mais nova já suspeitava, foi confirmada cerca de 1 mês depois, causando uma grande decepção em seus pais, principalmente por não quererem que sua filha se tornasse mãe solteira.
A bebê nasceu em casa, com ajuda de uma parteira cubana, e recebeu o nome de Alma. A mãe não podia tirar folga e nem tinha quem olhasse a criança, então tinha de carregá-la para todos os lugares que ia, o que incluía o trabalho. Eventualmente, começou a namorar com Antonio, que passou a cobrir suas despesas, e largou o trabalho. Em vez disso fazer com que cuidasse melhor de sua filha, o efeito foi o oposto. Frequentemente deixava a bebê dormindo em casa e saía, até que Nestor chegou em casa e a encontrou chorando, no chão, com um ferimento no rosto, indicando que ela havia caído da cama. Quando Silvana chegou em casa, o homem, furioso, partiu para cima dela, mas recebeu a ameaça de que seu namorado era de uma gangue conhecida na cidade e iria matá-lo se ele chegasse a encostá-la. Temendo pela própria vida, o mais velho recuou, todavia teve que acordar com a esposa horários para eles trabalharem, assim a pequena não ficaria mais sozinha em casa.
Quando Alma tinha 2 anos de idade, sua mãe foi morta. Estava em um encontro com Antonio quando integrantes de uma gangue rival cercaram os dois e atiraram tantas vezes que seus rostos ficaram deformados. Choque e tristeza invadiram a família Santana Maldonado e eles só conseguiam pensar sobre um novo local para morar, pois não queriam ter a memória da filha assassinada brutalmente perseguindo-lhes em todo canto que fossem. Nestor conversou com seu patrão e, como este também possuía edifícios em construção em Vermont, transferiu aquele para Burlington. No novo lar, Floramaria não teve dificuldade em encontrar emprego também na área culinária, e foi ali que a família se estabilizou durante a década de 90, construindo até mesmo uma casa pequena para si, o que fez com que o dinheiro faltasse alguns meses.
Apesar de ser uma família simples e humilde, nunca faltou amor e educação para Alma. Vendo como ela ia bem academicamente, os avós sempre incentivaram seus estudos, afinal esperava que ela pudesse ter uma vida melhor que a deles. E todo o incentivo mostrou resultados quando, em 2006, Alma ganhou uma bolsa integral no curso de Direito, na Universidade de Rosefield, não tão distante assim dos tutores, já que era no mesmo estado.
Começou a graduação com entusiasmo visível, apesar da timidez, mas sentia uma fisgada ruim em seu peito sempre que algo era negado. Mimada por toda sua vida, não gostava nem um pouco disso, até que descobriu que com sua beleza e as palavras certas, todos passavam a fazer o que queria. Ali começaram suas primeiras manipulações, desde colocar seu nome em um trabalho que não conseguiu fazer pois supostamente passara o fim de semana inteiro cuidando de seus avós extremamente doentes quanto conseguir aumentar sua nota para A+ depois de mostrar seu belo decote para o professor. Foi assim também que conseguiu se sustentar: arrumando diversos namoradinhos que pagavam por suas contas em seus anos de faculdade, apesar de nunca tornar seus namoros públicos.
Alma rapidamente se tornou muito querida por Rosefield, presenteando pessoas com quitutes feitos por ela mesma, frequentando todas as missas, visitando lares de idosos, fazendo trabalhos voluntários e ajudando quem precisava, mesmo que ela não tivesse muito. Essa faceta doce e gentil encobria todos os relacionamentos conturbados e abusivos em que ela agredia os parceiros, além do envolvimento com mulheres, extremamente mal-visto pelo público católico. No fundo, todas suas ações tinham um fundo narcisista, apesar de nunca ser diagnosticada com o transtorno, já que eram feitas pensando em recompensas que poderia receber.
Entre os muitos trabalhos voluntários realizados durante o período acadêmico, interessou-se pelo trabalho de prevenção ao suicídio — não por ela querer ajudar, mas sim por ser capaz de descobrir os mais obscuros segredos das pessoas que, por não aguentarem mais aguentar aquele fardo, acreditavam que findar a própria existência era a melhor opção. Não era uma psicóloga, mas era sábia o suficiente para fazer com que as pessoas lhe dissessem exatamente o que queria ouvir, extraindo as mais perturbadoras informações dos moradores da cidade. Enquanto isso, tudo que sabiam de sua vida era a triste história da mãe que foi assassinada enquanto ainda era muito jovem e dos avós pobres e doentes que lhe criaram.
Para quase todos da cidade, era considerada incrível, um exemplo a ser seguido, a prova viva que meritocracia realmente existia… Para os poucos que tiveram o desprazer de conhecer-lhe de verdade, não passava de uma vadia pronta para pisar em qualquer um para atingir o topo.











