A gente pensa (ou pelo menos eu) que é hipócrita desejar o que não se tem ou escrever o que se deseja e não o que se sente ou se é. Mas talvez a fé seja isso também, acreditar no desejo que nem virou promessa (quiça realidade). E se for assim, uma certeza daquilo que a gente espera ter e uma convicção do que, quase sempre, é impossível imaginar, escrevo.
Escrevo desejando todo o amor verdadeiro do mundo e uma fé bem firme que nos faça pisar onde não conhecemos. Desejo todas as coisas que não são só bem bonitas de ler, viver ou conhecer, mas também as simples que são as viagens, a folga, o mar e um trabalho que nos satisfaça o suficiente pra vida inteira. Desejo que haja mais chuvas longas e boas, sol na praia, cobertor e chocolate quente no inverno e, também, outro coração que se encaixe no nosso e nos complete aqui na terra. Desejo pra gente mais do que tudo que se pode ver, o melhor que pode existir. Mais do que tudo que se possa pensar que é bom, porque o mundo é ruim, mas não existimos só pro sofrimento, não pra vivermos dele pelo menos. E por isso desejo que a gente sinta aquele único amor que é suficiente, aquele que é colorido e que desceu do céu em forma de um menino e que foi estraçalhado na cruz em forma de um homem só pra que, em nossos corações, o amor que nossa alma anseia fosse completo. Feliz Natal, pra nós, por causa dEle.
“Hoje, na cidade de Davi, nasceu o Salvador, que é Cristo, o Senhor.”
Lucas 2:11