Dia 07 | As Igrejas de Bissau, Guiné-Bissau
O pastor nos dividiu entre as igrejas parceiras que estão apoiando o plano PEACE aqui em Guiné e assim, cada um de nós, se dirigiu para uma Igreja diferente com a orientação de pregar uma mensagem que desafiasse as igrejas a entenderem que quem tem Jesus não tem falta de nada e que ele quer usar cada guineense na transformação completa de Guiné-Bissau.
A Igreja que me enviaram era uma pentecostal independente liderada pelo pastor Babatunde Suleinami, ex muçulmano, nigeriano e que já vive em Bissau com sua família há mais de 30 anos.
Um grande galpão de cimento maciço, com seis grandes janelas laterais, duas portas e um telhado alto sustentado por vigas de madeira muito compridas e completamente destruídas por cupins abrigavam cerca de quarenta mulheres, homens e poucas crianças desde as 9h30 da manhã. Ao som das vozes de dois jovens e um playback quase toda a congregação dançava e batia palmas louvando ao Senhor por tudo o que ele faz e ainda fará em suas vidas.
Chegou a minha vez e estava receosa de ter, como personagem em destaque da minha palavra uma mulher, porque a cultura aqui é bastante machista e nem todos recebem bem uma mulher ministrando (imagina ministrando a respeito de outra mulher) mas, como a palavra de Deus não volta vazia, quase metade das pessoas que estavam ali, se colocaram de pé na hora do apelo, respondendo ao chamado de Jesus para serem resposta ao islã, suas famílias e necessidades daquela comunidade.
O pastor e sua esposa me convidaram para almoçar com eles e passamos quase que duas horas comendo um peixe apimentado com malagueta, arroz com feijão em conserva, uma salada de pepino e cebola crua à sombra de uma mangueira alta e cheia compartilhando nossas histórias (a história do pastor Suleimani é incrível, vou contar para vocês em outro diário de bordo).
Não tem muito como descrever alguns sentimentos mas, vou tentar explicar.
Eu senti como se, no dia mais quente do ano, no lugar mais quente do mundo, caísse uma chuva gelada em cima de mim em um lugar verde e aberto. Foi como se, sentada à sombra de uma árvore cheia de frutas bem frescas, eu enxergasse sonhos se concretizando no horizonte de uma forma tão completa e efetiva que, me dava a sensação, de que eu já estava pronta para começar tudo de novo em algum outro lugar.
Olhei para a escola que existe ao lado da Igreja e que recebe 100 alunos cristãos, animistas e muçulmanos que vivem naquele bairro e bairros próximos. Observei o poço que a família construiu para oferecer água potável aquela região, ouvi suas histórias, recebi orações, orei por eles e me senti honrada, mas tão, tão honrada de poder estar ali debaixo daquela árvore, vivenciando aquela troca tão enriquecedora de experiências e tive, mais uma vez, a certeza de que Jesus está aqui e tem pressa em transformar esse país.
O pastor nos dividiu entre as igrejas parceiras que estão apoiando o plano PEACE aqui em Guiné e assim, cada um de nós, se dirigiu para uma Igreja diferente com a orientação de pregar uma mensagem que desafiasse as igrejas a entenderem que quem tem Jesus não tem falta de nada e que ele quer usar cada guineense na transformação completa de Guiné-Bissau.
A Igreja que me enviaram era uma pentecostal independente liderada pelo pastor Babatunde Suleinami, ex muçulmano, nigeriano e que já vive em Bissau com sua família há mais de 30 anos.
Um grande galpão de cimento maciço, com seis grandes janelas laterais, duas portas e um telhado alto sustentado por vigas de madeira muito compridas e completamente destruídas por cupins abrigavam cerca de quarenta mulheres, homens e poucas crianças desde as 9h30 da manhã. Ao som das vozes de dois jovens e um playback quase toda a congregação dançava e batia palmas louvando ao Senhor por tudo o que ele faz e ainda fará em suas vidas.
Chegou a minha vez e estava receosa de ter, como personagem em destaque da minha palavra uma mulher, porque a cultura aqui é bastante machista e nem todos recebem bem uma mulher ministrando (imagina ministrando a respeito de outra mulher) mas, como a palavra de Deus não volta vazia, quase metade das pessoas que estavam ali, se colocaram de pé na hora do apelo, respondendo ao chamado de Jesus para serem resposta ao islã, suas famílias e necessidades daquela comunidade.
O pastor e sua esposa me convidaram para almoçar com eles e passamos quase que duas horas comendo um peixe apimentado com malagueta, arroz com feijão em conserva, uma salada de pepino e cebola crua à sombra de uma mangueira alta e cheia compartilhando nossas histórias (a história do pastor Suleimani é incrível, vou contar para vocês em outro diário de bordo).
Não tem muito como descrever alguns sentimentos mas, vou tentar explicar.
Eu senti como se, no dia mais quente do ano, no lugar mais quente do mundo, caísse uma chuva gelada em cima de mim em um lugar verde e aberto. Foi como se, sentada à sombra de uma árvore cheia de frutas bem frescas, eu enxergasse sonhos se concretizando no horizonte de uma forma tão completa e efetiva que, me dava a sensação, de que eu já estava pronta para começar tudo de novo em algum outro lugar.
Olhei para a escola que existe ao lado da Igreja e que recebe 100 alunos cristãos, animistas e muçulmanos que vivem naquele bairro e bairros próximos. Observei o poço que a família construiu para oferecer água potável aquela região, ouvi suas histórias, recebi orações, orei por eles e me senti honrada, mas tão, tão honrada de poder estar ali debaixo daquela árvore, vivenciando aquela troca tão enriquecedora de experiências e tive, mais uma vez, a certeza de que Jesus está aqui e tem pressa em transformar esse país.