Juilliard. Todos os dias, o sonho impossível de Giulietta fazia parte de seu caminho até sua realidade, literalmente. Sempre que passava por ali, não podia deixar de sentir um arrepio involuntário ao lembrar da sensação do veículo atingindo ela, levando-a para a cama de um hospital, e seus sonhos e habilidades tão praticados com dedicação, para uma cova. Ela ainda podia dançar, mas jamais bateria o nível de Juilliard. E, por isso, reservava cinco minutos todos os dias para apenas observara estrutura da universidade, fechar os olhos e sonhar com o que ela poderia ser hoje, caso um carro não tivesse entrado em seu caminho. Apesar dos olhos abertos, sem nem piscar, a mente de Giulietta estava em um lugar diferente de sua visão. Em sua mente, ela dançava numa das imensas salas do local, ao som da música que tocava em seus fones de ouvido, isolada de tudo e de todos, em seu momento de repleta paz.
( + @chxsbxkr )








