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Pergaminisidad
VirtuArte... Vocês conhecem?
Olá queridos leitores! Como é que vocês passaram a semana? Preparados para mais um tema superinteressante? Então vamos lá...
Com as transformações do mundo contemporâneo a arte e a tecnologia estão cada vez mais unidas e consequentemente se transformando. No fato que a arte pode ser modificada pela tecnologia e por sua vez, a tecnologia se faz parte da arte possibilitando criar novas formas de se fazê-la. E na educação essa fusão de arte e tecnologia é uma chave importantíssima no ensino e aprendizagem.
Essa união entre arte e tecnologia estabelecem diálogos que nascem com as tendências da interatividade humana, as chamadas tecnologias educacionais. Sendo assim, é importante para nossa compreensão saber de algumas das principais características das tecnologias como:
a multifuncionalidade
a mobilidade
a convergência
a integração
Já na arte, como forma de expressão e comunicação humana, sempre esteve envolvida com a tecnologia em seu desenvolvimento. Uma fusão que só acrescenta na educação e nós ativa a ter um olhar mais aguçado e criativo.
A Arte da Cibercultura...
A arte na cibercultura não precisa plataformas, suportes, páginas, telas, CDs, madeira, mármore, e tem como habitat natural o mundo virtual, o ciberespaço. Essa arte é aberta, livre e nos convida a ser coautor também!
Artes visuais, literatura e música são as formas de arte que ganham novas formas, novas definições e conceituação no ciberespaço. Colagens, recortes, releituras, “samples”, essas são os novos modos de fruição. Não temos só que apreciar e sim intervir, procurar sentido e transformar em algo novo.
Como usar a arte e tecnologia nas escolas?
Essa é uma pergunta muito recorrente, a tecnologia pode ser uma ferramenta de produção e acesso à arte. Que nos permitem ficar livres, e expressarmos toda nossa criatividade alcançando novas pessoas.
As tecnologias permitem com que a arte ultrapasse as barreiras de localização geográfica e sejam reproduzidas virtualmente, isto é, pode ser uma ferramenta de aproximar a arte às pessoas.
Nas escolas, habitualmente a única forma de expressão de um estudante é atrás da carteira, limitando seu potencial criativo. Os poderes de comunicação, acesso e interatividade que a arte e a tecnologia permitem, colocam o fazer pedagógico em um outro plano, o de questionar o seu papel em meio as tendências e as novas possibilidades. Solicita uma reinvenção, de modo a utilizar a facilidade tecnológica e a criatividade artística a favor das melhorias educacionais.
É isso aí pessoal, esperamos que tenham gostado do tema da semana e até a próxima semana!
Links interessantes:
15 artistas que, usando a criatividade e a tecnologia, provam que na arte nem o céu é um limite
https://www.hypeness.com.br/2016/09/15-artistas-que-usando-a-criatividade-e-a-tecnologia-provam-que-na-arte-nem-o-ceu-e-um-limite/
Pinturas a óleo 3D virtuais simulam perfeitamente a interação entre pincel, tinta e tela
https://gizmodo.uol.com.br/pintura-oleo-3d-virtual/
Realidade virtual: faça um tour dentro de pintura de Salvador Dalí
https://catracalivre.com.br/criatividade/realidade-virtual-faca-um-tour-dentro-de-pintura-de-salvador-dali/
Arte Virtual ou Convencional, o que você prefere?
A diferença entre o real e virtual está cada vez menor, vários questionamentos surgem com essa integração. Uma máquina pode substituir um artista? A tecnologia deve ser empregada a favor dos artistas? Esses questionamentos fazem parte de uma quebra de braços do mundo contemporâneo, onde o ambiente está muito favorável aos questionamentos acerca da influência da tecnologia em processos que tem como essência a sensibilidade humana.
O desenvolvimento virtual, tem uma abordagem diferente, programa-se o que se deseja e assim pode-se obter um resultado esperado, já a criatividade humana é produzida através da espontaneidade e do caos, o que nem sempre proverá um resultado previsível. De acordo com Lemos (1997) a ciber-arte é assim uma arte interativa híbrida, existindo um movimento contínuo de passagem do espaço físico ao eletrônico, do corpo físico ao corpo-prótese, do tempo subjetivo e individual ao tempo imediato (real). Pensando assim, podemos definir que ambas as áreas podem se complementar, e uma estará influenciando a outra o tempo inteiro.
Uma coisa é certa, as máquinas ainda não podem substituir humanos, sem ideias e emoções a arte não dá certo. Todo esse contexto, provavelmente, irá gerar questionamentos sobre os desfechos dessa comunhão entre o real e o virtual, as respostas só tempo e as experiências consumadas poderão nos dar.