Há dois anos, Claudia Silva Ferreira era assassinada e tinha seu corpo arrastado por uma viatura da Polícia Militar por 300 metros na Estrada Intendente Magalhães, na Zona Norte do Rio.
Claudia foi baleada na porta de sua casa e o descaso no socorro dado pelos policiais levou sua vida. Hoje, 2 anos depois, nada foi feito pela justiça e pela reparação.
São muitas as Claudias no Rio de Janeiro e no Brasil; mulheres negras das favelas e periferias que estão à mercê da violência, do assédio e do estupro, perpetuados em nome da segurança.
Que segurança é essa que mata?
Sabemos que a carne negra é a mais barata do mercado. Claudia Silva Ferreira, mulher negra e favelada, arrastada pelas vias públicas, à luz do dia, não causou indignação para quem a via morrer. Era mais um corpo de uma mulher negra estirado no chão, como tantos outros corpos de mulheres negras estirados no chão dia após dia desde a escravidão. A morte de Claudia simboliza a morte de inúmeras mulheres negras, ainda ignoradas, invisibilizadas, as mais exploradas, violentadas e estupradas do sistema capitalista, patriarcal e racista.
Nós mulheres acreditamos em uma vida livre do militarismo, pois é essa cultura que encontra nos corpos das mulheres um território de guerra.
As instalações das Unidades de Polícia Pacificadora nas favelas cariocas não representaram uma diminuição da violência, apenas colocaram outros rostos e fardas.
Pelo fim da Polícia Militar!
Por uma vida livre de violência!
#ClaudiaVive!