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Horóscopo
Queridas Divas Hoje vamos falar sobre HORÓSCOPO !! E logo de primeira já vem a frase do nosso querido Padre Léo: Católico não lê horóscopo, católico lê bíblia. Eu tenho muitas amigas que acreditam em horóscopo, leem todos os dias, principalmente nas revistas jovens que elaboram vários tipos de signos, quem combina com seu signo e por aí vai. 👎 Uma pesquisa realizada nos EUA mostra que seguir os…
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Os mais belos sermões de Hugo de São Vítor – Parte 3
Como não vemos, portanto, que este povo não poderá ser pior do que si mesmo e que nenhum outro povo mau haverá de vir depois dele? Neste o peso dos males manifestado pela palavra profética já parece ter-se espalhado, pelo que se diz:
”Ai de vós, os que ao mal chamais bem, e ao bem mal, que tomais as trevas por luz, e a luz por trevas, que tendes o amargo por doce, e o doce por amargo!
Ai de vós, os que sois sábios a vossos olhos e,segundo vós mesmos, prudentes!
Ai de vós os que sois poderosos por beber vinho, e fortes para fazer misturas inebriantes!
Vós os que justificais o ímpio pelas dádivas, e ao justo tirais o seu direito!”. Is. 5, 20-23
De todas estas coisas, irmão caríssimos, há muito mais que poderia ser dito, as quais temos que omití-las por causa da brevidade.
”Ide, anjos velozes, a um povo terrível, após o qual não há outro, a uma gente que espera e é pisada”.
O que ela espera? A vossa palavra, o vosso exemplo, o vosso amparo e, pela vossa solicitude e pelo vosso serviço, o auxílio e o dom divino. Espera a vossa palavra, para que possa aprender; o vosso exemplo, para que dele receba a forma; o vosso amparo, para que seja defendido; por vossa solicitude e serviço, o auxílio e o dom divino para que possa ser libertado do mal e justificado no bem.
”E é pisada”. Quem a pisou? Todos os demônios, que continuamente dizem à sua alma: “Curva-te, para que passemos por ti”. De fato, os maus, os que desprezam as coisas celestes, e se curvam para as terrenas, oferecem aos demônios o caminho para serem por eles pisados e atravessados.
Segue-se:
”Cujos rios destroçaram sua terra”.
Quem são estes rios que destroçam a terra dos que vivem mal? Onde os vícios fluem com impetuosidade, carregam consigo os maus aos tormentos. O que é a destruição da terra, senão a dissipação de qualquer virtude? Os rios, portanto, destroçam a terra dos maus quando os vícios lhes removem as virtudes. A soberba, de fato, remove a humildade, a ira remove a paz, a inveja a caridade, a acédia a exultação espiritual, a avareza a liberalidade, a luxúria a continência.
”Ide, anjos velozes, a uma gente desolada e dilacerada, a um povo terrível, após o qual não há outro, uma gente que espera e é pisada, cujos rios destroçaram sua terra”.
”Naquele tempo”, acrescenta logo em seguida Isaías, “será levada uma oferta ao Senhor dos exércitos por um povo desolado e dilacerado, por um povo terrível, após o qual não houve outro, por uma gente que espera e é pisada, cujos rios destroçaram a sua terra”. Is. 18, 7
De que tempo nos fala o profeta? Daquele tempo em que tiverdes ido a este povo ao qual sois enviados e, pelo vosso ensino, o tiverdes curado dos males que já mencionamos. Que oferta então será levada ao Senhor? Uma oferta de gratidão, um holocausto entranhado e medular, um voto interior, que será levado ao lugar do nome do Senhor, ao monte Sião, isto é, à Santa Igreja.
Ide, pois, anjos velozes, e ensinai ao povo terrível, cumpri o vosso ministério. Se assim o fizerdes, alcançareis para vós um bom lugar. Que a vós e a nós conceda esta graça aquele que nos promete também a glória, Jesus Cristo, Nosso Senhor, o qual vive e reina, por todos os séculos dos séculos.
Amén. SERMO XXXIX
Sobre a Cidade Santa de Jerusalém, segundo o sentido moral.
“Jerusalém, cidade santa, e cidade do Santo”. Apoc. 21, 2 (Is. 52, 1)
Jerusalém, segundo o sentido histórico, é a cidade terrena; segundo o sentido alegórico, a santa Igreja; segundo o sentido moral, a vida espiritual; segundo o sentido anagógico, a pátria celeste. Deixando de lado os outros sentidos, exporemos a seguir o que diz respeito ao sentido moral, esforçando-nos para que, com sua descrição, possamos edificar os bons costumes.
Assim como Babilônia, isto é, a vida mundana, tem as suas vias e as demais coisas que já descrevemos, assim também a santa Jerusalém, que é a vida espiritual, possui a disposição de sua edificação no bem. Possui, a saber, o seu muro, as suas vias, os seus edifícios, as suas portas. Um muro exterior circunda-a em toda a sua volta, pelo qual é protegida por uma rigorosa, contínua e perfeita disciplina de bons costumes. Em seu interior possui sete vias nas sete virtudes contrárias aos sete vícios que já descrevemos quando falamos de Babilônia. Na vida santa e espiritual encontramos, de fato, a humildade, que é contrária à soberba; a caridade, que é contrária à inveja; a paz, que é contrária à ira; a alegria espiritual, que é contrária à acédia; a liberalidade, que é contrária à avareza; a abstinência, que é contrária à gula; a continência, que é contrária à luxúria. Não será também inútil descrever as partes destas vias, tanto as que estão de um lado como as que estão de outro.
Na primeira via da santa cidade, que dissemos ser a humildade, encontra-se de um lado aquela humildade que o homem possui e que exibe interiormente apenas a Deus em segredo, e de outro aquela humildade que o homem possui e exibe exteriormente e de modo manifesto ao próximo por causa de Deus. O Senhor nos mostra o bom fruto desta virtude ou via quando nos diz:
”Todo aquele que se humilha será exaltado”. Luc. 14, 11
Quanto mais, de fato, alguém por causa de Deus se humilha no presente, tanto mais sublime será junto de Deus no futuro.
A segunda via é a caridade, na qual de uma parte encontra-se o amor de Deus, e de outra o amor do próximo. De um lado, com efeito, é-nos preceituado que amemos a Deus com todo o coração, com toda a alma, com todas as forças e com toda a memória; e de outro é-nos preceituado amar o próximo como a nós mesmos. O Senhor nos mostra por si mesmo qual e quão bom é o fruto da caridade, onde nos diz que”Destes dois mandamentos depende toda a Lei e os profetas”. Mat. 22, 40
É daqui também que procede o que nos diz o Apóstolo:
”A plenitude da Lei é o amor”. Rom. 13, 10
A terceira via da Jerusalém espiritual é a paz. Num dos lados desta via encontra-se a concórdia interior com Deus, no outro a concórdia exterior com o próximo. O Senhor nos preceitua que habitemos em ambas e que esta via esteja no meio de nós quando nos diz:
“Tende sal em vós, e tende paz uns com os outros”. Mc. 9, 50 Quão grande seja o seu fruto Ele também no-lo mostra em outro lugar, onde diz:
“Bem aventurados os pacíficos, porque serão chamados filhos de Deus”. Mt. 5, 9
Grande é este fruto, um grande bem. Porque, “Se somos filhos, também somos herdeiros: herdeiros de Deus e coerdeiros de Cristo”. Rom. 8, 17
A quarta via espiritual desta cidade é a alegria, da qual em um lado encontra-se aquela exultação que somente é percebida interiormente pelo afeto, e em outro aquela que também se manifesta exteriormente aos sentidos. Às vezes, de fato, tanta alegria nos é infundida do céu na alma que não somente ela pode ser percebida interiormente, como também pode ser reconhecida exteriormente no semblante, na voz, nos gestos e nos movimentos, conforme nos diz o Salmista:
”Meu coração e minha carne exultaram no Deus vivo”. Salmo 83, 3
Se a Sagrada Escritura narra que a voz do povo de Deus, quando se alegrava e louvava ao Senhor, era ouvida ao longe, quem se admirará que quando aquele pai exultou interiormente de alegria pelo filho que retornava ao coração depois de haver prevaricado, o coro e a sinfonia de alegria eram ouvidos juntos do lado de fora (Luc. 15,25)? Por isso é que também a mesma Escritura testemunha ser-nos proibida a tristeza nas solenidades dos dias sagrados, quando declara:
”Este dia é santificado ao Senhor vosso Deus. Não estejais tristes, nem queirais chorar.
Ide, e comei carnes gordas e bebei vinho misturado com mel, e mandai quinhões aos que não têm nada preparado para si, porque este é um dia santo do Senhor.
Não estejais tristes, porque a alegria do Senhor é a nossa fortaleza”. 2 Esd. 8, 9-10
É pelo mesmo motivo que também o Salvador nos diz:
”Porventura podem os amigos do esposo jejuar, enquanto o esposo está com eles?” Luc. 5, 34
Esta alegria que é vivida ou exibida aos fiéis no comer e no vestir nas solenidades dos dias sagrados é boa para os que dela fazem bom uso, pois assim como é da casa de Deus que procede para eles, assim também é para a honra de Deus que é vivida por eles. Qual e quão grande seja a utilidade desta virtude no-lo é declarado pelo Apóstolo Paulo onde ele diz, escrevendo aos Coríntios sobre as coletas:
”Cada um (doe) conforme propôs no seu coração, não com tristeza, nem constrangido, porque Deus ama o que dá com alegria”. 2 Cor. 9, 7
A quinta via da cidade santa é a liberalidade, constituída em um de seus lados pela justa aquisição e em outro pela distribuição feita com discernimento. A justa aquisição constitui um de seus lados porque a liberalidade religiosa e honesta despreza a viver ou dar a riqueza adquirida pelo saque, pela torpeza, pela fraude, pelo furto ou por qualquer outro modo injusto, assim como desprezado-se o sacrifício de louvor feito com pão fermentado. O outro lado desta via é construído pela distribuição feita com discernimento pois, de fato, se ela desse menos do que o justo, tornar-se-ia avareza; e se desse mais do que o justo, já não seria liberalidade, mas prodigalidade. Quão grande seja o fruto da liberalidade o Salvador no-lo mostra quando nos diz no Evangelho:
”Dai, e dar-se-vos-á. Uma medida boa, cheia, recalcada e acogulada, vos será lançada no seio”. Luc. 6, 38
fonte:http://cleofas.com.br/os-mais-belos-sermoes-de-hugo-de-sao-vitor-parte-3/