Vem cá, Luíza. Me dá tua mão!
O que duas pessoas podem ter em comum além do próprio nome? Suponho que pouca coisa, se não a feliz coincidência de chegarem ao mesmo dia ou de usarem os mesmo parecidos óculos, que ressaltam os mesmos desconcertantes olhos. Mas, além e mais importante que isso, dividem o meu sentimento, minhas canções e minhas palavras - dividem, não no sentido de disseminar, e sim partindo do ponto que me dou por inteiro, uma vez que, o que recebo de um lado, supre o que falta em um outro. Isso não é bom, mas é real, forte, talvez não seja honesto pra alguma parte e penso que possa até ferir alguém, na verdade, suspeito que a mim mesmo. Semelhanças à parte, são bem diferentes, acho que é por isso os gosto tanto, de formas distintas, mas na mesma medida. Talvez. Não sei... Um é escrito com S, o outro com Z. Esse ultimo é um poço de sinceridade, que derrete corações gelados com seu lindo sorriso, tem um dos lábios mais macios que os meus já tocaram e inflama em mim ferozes instintos carnais, mas parece perigoso e demostra ser um campo minado, mesmo assim, eu não tive como resistir a tamanho encanto, ele invadiu lugares que eu não vou. O primeiro é deliciosamente encantador, um real príncipe a quem não poupo elogios, que tem todas as coisas que eu quero e sabe sempre das palavras e das músicas certas pra me conquistar e me arrancar um bobo sorriso, na verdade não sei se ele existe realmente, mas sei que serei ferem dele por longos dias, arrisco apostar. Dois. Um. Nenhum. A vida é cheia de possibilidades, embora não me surpreenda mais com algumas coisas, essa sensação de que esta sempre algo por acontecer é alucinante. Querer os dois não seria querer muito, no mínimo, o suficiente. Poderia arriscar um fim pra essa história, mas seria muita pretensão minha e depois, isso aqui dá deixa pra outras palavras, em outros lugares, num novo tempo, sempre errando e acabando com a cronologia das coisas, como agora...









