Tchunait. #colab011 #trackers #tracktower @villaodahistoria @caio_low @v2micha @installannn @bii_biis @anasumemo @danicida_ @nailson_siqueira (em Trackers)

seen from Russia

seen from United States
seen from China

seen from Australia
seen from Japan

seen from Norway

seen from Canada

seen from Canada

seen from Malaysia

seen from Malaysia

seen from Malaysia
seen from China
seen from Netherlands

seen from Malaysia
seen from Germany
seen from United States
seen from China
seen from China
seen from China
seen from China
Tchunait. #colab011 #trackers #tracktower @villaodahistoria @caio_low @v2micha @installannn @bii_biis @anasumemo @danicida_ @nailson_siqueira (em Trackers)
Há algum tempo atrás, eu falava sobre a impossibilidade de considerar uma cultura do bass no Brasil. A definição de cultura como um conjunto de manifestações artísticas e intelectuais que ganham vida por meio de práticas coletivas deixa claro que os ritos de celebração são importantíssimos para que uma determinada microcultuta se estabeleça. O termo "cultura clubber" foi aceito nos mais diversos dicionários durante os anos 90 porque as manifestações coletivas em torno da música eletrônica se tornaram tão representativas dentro da cultura jovem que não havia como negar que a experiência coletiva daqueles jovens se cristalizava em hábitos, gostos e mentalidades comuns. A música sempre foi um grande catalisador cultural. Ela reflete de forma óbvia as agitações sociais. Nesse sentido, grandes acontecimentos como a Colab 011 com participação de Rashad e Machinedrum, frente a um público expressivo e, mais do que tudo participativo, marcam a passagem de bastão entre uma cultura e outra. A cultura clubber repete modelos e padrões típicos dos anos 90 e já não representa os tempos atuais; a cultura bass, muito mais condizente com o mundo fraturado de 2014, toma seu lugar. O Machinedrum apresentou a multitude de possibilidades da sensibilidade bass atualmente, mimetizando por meio do som a inquietude de uma geração. Rashad foi um monstro, um rolo compressor, passando por cima de qualquer escombro do passado sem dó nem piedade. CESRV, Akin, Soul One, Mjp, Tamenpi, U-Rso e todos os outros que tocaram na noite representaram o papel de mediadores de uma cerimônia especial. Sorrisos sinceros, energia cinética, inclusão, determinação e otimismo iconoclasta. Essas são as marcas dessa cultura que se estabelece, à nossa forma. Não há mais espaço pra carão e área vip. Não há mais como viver dentro de pequenas bolhas utópicas. Não há mais como negar o mundo. Não há mais tempo. Há pra frente o futuro. E essa galera toda está bastante ansiosa.
fotos: ariel martini/i hate flash