Apresentação
Eu sempre tive dificuldades de terminar coisas. Nunca de inicia-las, seja um copo do vinho de 11 reais que vende na esquina de casa cujo o dono devo pelo menos 20 reais. Ou de uma viagem inusitada para buscar um carro que nem meu era em uma cidade que eu até que conheco um pouco. E quanto aos textos? Inúmeros começos e quase nenhum fim. Para falar a verdade eu sempre tive medo do fim, e isso começou quando o fim realmente quase chegou umas centenas de vezes: quase morta aos 1 ano e meio por meio de uma tentatia de suicídio totalmente inocente, ou quando minha mãe quase morreu, quando meus pais quase se separaram e logo depois meu pai quase morreu. Veja bem que existe um padrão que se repete por toda a minha quase triste vida. Eu tenho medo do fim. Escrevo textos inacabados e você logo irá perceber isso. Talvez eu fique rica um dia por me tornar a primeira mulher brasileira a ficar milionária sem terminar seus textos, porque isso e brilhante. John Green criou um personagem em um de seus romances e era basicamente uma metáfora da vida que o levava a escrever. Quando seu motivo acabou, seu livro acabou. Ponto. E se você me perguntar se isso de alguma forma me deixa intrigada ou receosa com meu estado psíquico eu lhe respondo com categoria: não. Eu sou a dona de cada letra que forma cada palavra que você esta ledo agora, caro e honrado leitor. Eu transmito aquilo que me vem e me consome de uma maneira tão eminente e fatídica que só posso traspo-las em singelas palavras mal escritas porém bem intencionadas. Minha grafia? Aprendi lendo livros que as vezes terminei e muito mais com os que não o fiz. E sabe o que há de gostoso nisso? Você se vicia. Se vicia em ter esse poder de pausar o tempo ali, no ontem, no hoje, no agora. Você comanda um navio de ideias que por hora para no meio da calmaria e repousa tranquilo esperando a próxima tempestade. Grande para um primeiro texto desse blog? Espere só até os próximos capítulos. Quando eu começo, eu não paro... as vezes!
Silvia








