Quem é que nunca foi à feira com a avó e em cada banca onde param ela mexe, mexe, mexe, mexe, mexe, e gosta, e mexe, e gosta, e mexe, e gosta...e quando finalmente põe uma peça no braço com o intuito aparente de a levar continua a mexer, a mexer, a mexer, a gostar, a mexer, a gostar, a mexer...e nisto, captando a atenção da feirante porque anda com uma peça de roupa de um lado para o outro há mais de 5 minutos, sendo que ou quer comprar ou quer aproveitar uma distracção da feirante para fazer escorregar a peça para dentro da mala, acaba por ser questionada pela feirante: "é para levar, menina?" e a avó diz: "ah, não não...é muito giro...mas eu se calhar ainda vou ver o resto da feira e quando voltar para trás passo aqui e levo, para não andar muito carregada". Escusado será dizer que a cara da avó nunca mais é vista naquelas bandas.
As nossas avós vivem com a doença do toca e foge, para além de um orgulho desmedido e um sentido de humor muito torcido. Então quando alguém lhes pergunta se querem levar alguma coisa elas encaram aquilo como um desafio que sem dúvida têm que ganhar, o que significa que a partir daí, caras feirantes aprendam que eu não duro sempre, é o fim.
Conclusão: Nunca submetam uma velhota à pressão de comprar, aos olhos delas já estão a querer meter demais o bedelho ou "esta deve pensar que me engana, a espertalhona!" As velhotas gostam de sentir que fazem tudo sozinhas, inclusive escolher uma peça de roupa, tirar o dinheiro da carteira e ser ela a dizer: "psst...oh menina, pague aqui faxavor! (porque quem manda aqui sou eu!!!).