Eu sempre me lembro das pessoas com quem convivi. Os colegas da escola. As crianças que iam na mesma van que eu. Os amigos da minha irmã. Os amigos dos meus amigos. A moça da cantina. Eu sempre reconheço eles, e isso é natural para mim. Mas sempre me espanto quando um deles me reconhece. Sempre achei que fosse invisível, fácil de esquecer. Nunca me considerei o tipo de pessoa que os outros dizem “Nossa! Quanto tempo! ‘Tava pensando em você outro dia!” quando encontram na rua. Nunca me considerei, de certa forma, inesquecível.











