Com time sanguíneo e disciplinado, Diniz empolga e constrói identidade ao Fluminense
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Com time sanguíneo e disciplinado, Diniz empolga e constrói identidade ao Fluminense
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Na última quinta-feira (14), Flamengo e Fluminense entraram em campo pela semifinal da Taça Guanabara. Fora das quatro linhas, este clássico carregava um valor emocional muito grande, por ser o primeiro jogo do Rubro-Negro após a tragédia no CT do Ninho, que vitimou fatalmente dez atletas da base e feriu outros três. No aspecto esportivo, a partida também tinha grande relevância, não apenas por valer uma vaga na final do primeiro turno carioca, mas pelo peso histórico da rivalidade, seus reencontros e protagonistas.
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De um lado, um dos melhores elencos do país, recheado de estrelas, fruto de uma política altamente agressiva nos últimos mercados. Do outro, um clube em reconstrução, tentando superar os prognósticos negativos e suas dificuldades financeiras. As duas realidades completamente antagônicas colocaram o Flamengo em patamar de evidente favoritismo no confronto, também em função do empate classificar o Rubro-Negro (melhor campanha). Mas o futebol é uma caixinha de surpresas, e o desfecho no Maracanã foi de festa para os que estavam em minoria: nas apostas e nas arquibancadas.
O Tricolor Carioca foi impecável taticamente, neutralizando todas as muitas potencialidades do plantel rubro-negro. É claro que o Fluminense tem limitações técnicas, que passam especialmente pela fragilidade de seus laterais e do setor de criação ofensiva, mas todas essas dificuldades foram superadas com muita entrega e, especialmente, com consciência coletiva, onde todos sabiam quais funções deveriam preencher ou espaços que deveriam ocupar. E a origem disso é muito fácil de ser percebida, tendo nome e sobrenome: Fernando Diniz.
Para além de construir um plano de jogo muito eficaz, Diniz tem conseguido construir uma nova identidade ao Fluminense, algo que se perdeu no fatídico ano de 2018. Da equipe bagunçada que venceu o América-MG com doses cavalares de sorte na última rodada do Brasileirão – derrota teria rebaixado o clube das Laranjeiras -, a transformação é gigante, não só nos nomes, mas na filosofia de jogo. O Fluminense de Diniz preza pela posse de bola e evita ao máximo as ligações diretas, mesmo com um material humano bem mediano (em comparação às principais potências do país).
Ainda é cedo para cravar qual será a posição final deste Fluminense em 2019. Há muitas outras grandezas que cercam uma equipe de futebol, como bastidores políticos, transferências, atrasos salariais, etc. Mas o começo é bastante promissor, e o torcedor tricolor tem todo o direito de estar empolgado. A vitória da dedicação, do ímpeto e da ousadia no Fla-Flu, e o extravaso geral na comemoração, evidenciam o princípio de um resgate moral ao ‘machucado’ Fluminense. Seguindo sintonizados, Fernando Diniz e seus pupilos se posicionam como força a ser observada nesta temporada.
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